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O uso do barbatimão e papaína no tratamento de feridas, uma revisão de literatura

RC: 152694
316
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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/biologia/tratamento-de-feridas

CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

PAULA NETO, Daniela de [1], RUIZ, Jorge Luis María [2]

PAULA NETO, Daniela de. RUIZ, Jorge Luis María. O uso do barbatimão e papaína no tratamento de feridas, uma revisão de literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 09, Ed.04, Vol. 01, pp. 77-96. Abril de 2024. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/biologia/tratamento-de-feridas, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/biologia/tratamento-de-feridas

RESUMO

O principal foco deste artigo é realizar uma abordagem do uso do barbatimão e papaína no tratamento de feridas. Tem como objetivo realizar uma revisão narrativa sobre utilizar plantas medicinais, na cicatrização de feridas, com foco no Barbatimão e na papaína. Este estudo tem como justificativa fornecer um compilado de estudos mais aprofundados sobre a utilização do Barbatimão e papaína, no processo de cicatrização de feridas, buscando promover subsídios, para uma utilização mais segura dessas plantas medicinais, promoção de saúde e estímulo para novos estudos científicos. A metodologia utilizada neste estudo consiste em uma revisão narrativa, de publicações dos últimos 12 anos, com resultados tratados, na busca nas línguas inglesa e portuguesa. Os descritores: Barbatimão, Stryphnodendron adstringens, cicatrização e feridas, a partir da coleta de dados, nas ferramentas eletrônicas de pesquisa da Biblioteca BIREME online, e o período pesquisado foi de 2010 até 2022. Ao longo da pesquisa, foi possível realizar o levantamento e a análise das informações, o que tornou possível concluir a necessidade crucial de se realizar mais pesquisas, para a avaliação da eficácia e da segurança do uso de plantas medicinais, na cicatrização de feridas e, ainda, para identificar possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas. Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam capacitados para orientar os pacientes sobre o uso adequado e seguro dessas plantas.

Palavras-chave: Barbatimão, Feridas, Papaína.

1. INTRODUÇÃO

Para o reparo de feridas, há um processo que tem início com uma solução de continuidade dos tecidos, que decorre da lesão por agentes mecânicos, térmicos, químicos cirúrgicos e bacterianos; isso significa que há um esforço dos tecidos com o objetivo de restaurar a função e as estruturas normais e, assim, recuperar a homeostasia. É de enorme relevância para a saúde conhecer os complexos eventos fisiológicos da cicatrização de feridas (Tazima; Vicente; Moriya, 2008).

Mesmo que a reparação tecidual seja um processo fisiológico sistêmico, é preciso que sejam favorecidas condições locais, valendo-se de terapia farmacológica tópica apropriada para seja viabilizado o processo fisiológico (Dealey, 2008). O uso de plantas, para fins medicinais, incluindo tratamento, cura e prevenção de doenças, é uma das práticas médicas mais antigas da humanidade (Borba; Macedo, 2006). No Brasil, as plantas medicinais nativas são frequentemente consumidas, sem comprovação adequada e usadas para fins medicinais, em comparação com os medicamentos convencionais usados em tratamentos. Embora a toxicidade de plantas medicinais e fitoterápicos possa parecer trivial, em comparação com os medicamentos convencionais usados em tratamentos, isso não é verdade.

No que tange à toxicidade de plantas medicinais, tem sido considerada um problema de saúde pública. Há efeitos contrários dos fitomedicamentos que são possíveis adulterações e toxidez, interações medicamentosas com outros fármacos. No Brasil, ainda há uma falta de pesquisas suficientes, para garantir o consumo seguro de plantas medicinais e fitoterápicos. O controle da comercialização dessas plantas pelos órgãos oficiais em feiras livres, mercados públicos e lojas de produtos naturais também é insuficiente. Diante disso, o Barbatimão e a Papaína são os derivados vegetais utilizados como fitoterápicos (Veiga Junior; Pinto; Maciel, 2005).

Para o tratamento da leucorreia, de hemorragias, de infecções ginecológicas, limpeza de ferimentos e, em forma de gota para conjuntivites, o Barbatimão, também chamado de Casca da Virgindade, tem sido muito indicado e bastante utilizado, em todo o país, na medicina popular, como anti-inflamatório e cicatrizante. Ele possui uma casca rica em taninos (Souza et al., 2007).

Usada como desbridante, como anti-inflamatório, atuando na contração e junção de bordas de feridas de cicatrização por segunda intenção, a Papaína pode ser aplicada, nas diversas fases de cicatrização, em diferentes concentrações, a depender do tipo de tecido da ferida (Silva et al., 2020).

2. METODOLOGIA

Esta é uma revisão narrativa, realizada por meio da busca de publicações realizadas, nos últimos 12 anos, em língua portuguesa e inglesa, em bancos de dados científicos eletrônicos, incluindo Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, Google acadêmico, Lilacs, sites de organizações e instituições relacionadas a esse tema. A busca foi realizada durante os meses de agosto a novembro de 2021.

Apresenta um estudo descritivo exploratório e, para o procedimento técnico, foi usado o levantamento bibliográfico junto a periódicos indexados em bases de dados nacionais e internacionais (LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed). Na etapa em que foram selecionados os artigos, os descritores – Barbatimão, Stryphnodendron barbatiman, cicatrização e feridas- foram utilizados nas línguas inglesa e portuguesa. Para conseguir o material, foram utilizadas ferramentas eletrônicas para buscas de pesquisas na Biblioteca BIREME online e o período pesquisado foi de 2010 até 2022 (Passaretti et al., 2016).

2.1 CICATRIZAÇÃO

Imediatamente depois de criada uma ferida, ou seja, uma lesão corporal que, geralmente, envolve laceração ou ruptura de uma membrana, bem como danos aos tecidos subjacentes ou de órgãos e danos ao tecido e sua vascularização, já se inicia a cicatrização. Posteriormente, surge o sangramento, a lesão de endotélio e o extravasamento de proteínas intravasculares e extravasculares, o que estimula a hemostasia, a inflamação e outras ocorrências (Medeiros; Dantas Filho, 2017).

Há feridas crônicas que acompanham a vida de pessoas acometidas de comorbidades, como diabetes, feridas compressivas, infecções cutâneas, doenças venosas crônicas e arteriais periféricas, traumas físicos, doenças inflamatórias, neoplasias, neuropatias, entre outros fatores. Tais feridas, além do desconforto ocasionado por elas, trazem implicações aos indivíduos, pois os compromete, por exemplo, em sua autoestima e, em consequência, em sua vida social. Elas representam um desafio ao sistema de saúde, uma vez que geram altos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), na aquisição de materiais e medicamentos necessários ao tratamento (Olsson et al., 2018; Oliveira et al., 2019).

Elas ocorrem na pele que possui a função de dar equilíbrio ao organismo, uma vez que regula a temperatura do corpo, excreta a água e eletrólito, evita a entrada de microrganismos, cuida da sensibilidade ao meio externo, enfim, reflete a saúde do corpo.  Por ser uma barreira que protege o corpo, ou seja, externa, está geralmente exposta a lesões e agressões. Havendo lesão, interrompe a continuidade da pele e, em decorrência, inicia-se um processo de reparação tecidual. Diante disso, é de grande importância a reparação de feridas e sua pronta restituição. Nessa perspectiva, é de extrema relevância compreender o processo de reparo, a cicatrização de feridas (Takeo; Lee; Ito, 2015; Passaretti et al., 2016; Abbade et al., 2020).

2.2 PLANTAS MEDICINAIS

Desenvolver novos fármacos de forma sustentável traz contribuições para a saúde humana e causa menos impacto ambiental, ademais, respeita o conhecimento popular e traz benefícios a todos os seres vivos. Para tanto, é preciso usar corretamente suas estruturas vegetais, bem como respeitar seu ciclo de vida e realizar a colheita das partes da planta que serão necessárias, respeitando a sua produção natural. Depois de colher as estruturas, recomenda-se que o processamento seja o menor possível para que seja usado menor quantidade de aditivos químicos (Nascimento; Jesus; Alvim, 2021).

Com relação à atenção primária, a competência cultural do profissional da área de saúde e seu conhecimento integral é de máxima relevância, o qual precisa reconhecer os saberes culturais e valorizá-los. Há resultados de pesquisas demonstrando que, na área da saúde, são muitos os profissionais que não têm conhecimento suficiente sobre as plantas medicinais e suas práticas integrativas. Apesar disso, é recorrente, na cultura brasileira, o uso de plantas medicinais. Por isso, percebe-se a necessidade de políticas de capacitação desses profissionais, com o objetivo de que eles recebam orientações corretas e seguras e, assim, consigam identificar e utilizar plantas medicinais, em função do custo-benefício e das propriedades benéficas de uso nos pacientes (Patrício et al., 2022).

Ocorre é que, a cada dia, busca-se a aproximação da área de saúde com a natureza, com seus recursos terapêuticos naturais, valores culturais, tradicionais e populares. Essa é uma atitude que se difunde e se estrutura na formação da legislação em saúde e pelo SUS (Mesquita; Trovarelli, 2022).

Diante disso, percebe-se ser crucial a realização de novas pesquisas sobre a permissão segura do uso de plantas medicinais, como método alternativo ao tratamento de feridas, com destaque às evidências clínicas, à eficácia, mas também possíveis efeitos indesejáveis, ou seja, que não sejam abordadas apenas suas vantagens para o sistema de saúde (Silva et al., 2022).

2.3 BARBATIMÃO

Ao percorrer a história do Brasil, são encontrados relatos do uso do barbatimão como um adstringente. E, por ser usado já em seus 500 anos de história, pode-se perceber, em estudos etnobotânicos, a comprovação de sua resiliência e eficácia (Ricardo et al., 2018).

A principal forma de utilização do Barbatimão, conforme Lima (2010), é a de extrato. Nos resultados, em comparação a outros parâmetros analisados, verificou-se que, com o uso do creme de Barbatimão, obteve-se melhora no processo cicatricial (hemorragia, hiperemia, secreção e reepitelização) mais rapidamente, em especial, na redução de secreção e no processo de reepitelização. Os estágios de hiperemia e hemorragia ficaram ausentes, na mesma fase do creme com quitosana.

No que tange a formas de obtenção do extrato, há evidências de que o extrato aquoso da planta preserva todas as propriedades e não possui aditivos químicos e atividade genotóxica (Passaretti et al., 2016).

Segundo a Farmacopeia, indígenas e cidadãos utilizam o barbatimão no processo de cicatrização de feridas, no tratamento da hipertensão, diarreia, queimaduras na pele, inchaço e sangramento. Em vista disso, faz parte da   lista de plantas com aplicações medicinais do Ministério da Saúde do Brasil (Pereira Junior, et al., 2020).

Segundo Leite (2014), há alto teor em taninos, no extrato da casca do Barbatimão, pois foram isolados e identificados. Eles viabilizam a ação antimicrobiana, antiviral, cicatrizante, antiúlcera, anti-inflamatória e antileishmania. Além disso, sua fração é rica em taninos e fonte potencial de antioxidades e quelante de ferro, tal condição demonstra eficiência para ser usado como droga em uma situação em que haja de distúrbios de sobrecarga de ferro (Salazar et al., 2021).

Diante de toda a tradição popular, o Barbatimão conquistou maior importância, em 2014, quando foi acrescentado à Lista Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (SUS). Incluído entre os insumos, pode ser prescrito pelo farmacêutico na condição de que o problema de saúde seja considerado autolimitado, ou seja, que tenha baixo risco de complicação e, ainda, que tenha um período de desenvolvimento breve. Depois disso, o próprio SUS passou a estimular o uso na forma in-natura, por meio de chás e pomadas de Barbatimão (Figueredo; Gurgel; Gurgel Júnior, 2014).

À vista disso, tornou-se um insumo farmacêutico de grande importância usado para o tratamento de lesões de pele, em virtude do grupo de substâncias fenólicas presentes na sua casca que, ao interagirem com as proteínas presentes na derme, provocam adstringência, o que contribui para o fechamento do tecido cutâneo (Trevisan et al., 2020).

Em estudos realizados com a solução aquosa de Barbatimão, foi verificado que ela induziu a formação de novos vasos sanguíneos, condição que colabora com a angiogênese e otimiza o processo de reparo tecidual (Chaves et al., 2016).

Ao utilizar curativos de biomembrana, que contenham extratos de barbatimão, ocorre uma aceleração no processo de retração de ferida do primeiro ao último dia, especialmente do terceiro ao sétimo dia, em torno de 60% a 80 %. Os compostos anti-inflamatórios podem acelerar o fechamento da ferida (Oz et al., 2017).

O Barbatimão estimula a produção de fibras colágenas, o que, consequentemente, propicia a formação de crostas mais espessas sobre a ferida. Na etapa de remodelação, contribui para a organização das fibras colágenas iniciando a cicatrização (Rodrigues et al., 2017).

Ademais, biomembrana com extrato de S. adstringens demonstra efeitos promissores, se usados para o tratamento de feridas que não apresentam possibilidade de coaptação de bordas, melhorando a cicatrização. Os compostos liberados, no início da fase cicatricial, estimulam todo o processo e, também, durante o período, pode-se observar seu efeito na qualidade da cicatriz formada. As biomembranas apresentam efeito positivo histologicamente e no processo de reparo e isso merece uma investigação mais aprofundada (Alves et al., 2022).

Em feridas crônicas de etiologia vascular, infectadas ou não, pode-se associar com o látex, para curativos de feridas, possibilitando uma importante cobertura (Silva, 2019).

Foram realizados estudos, utilizando a associação de tratamento com laserterapia de baixa intensidade ao uso tópico de barbatimão. Para o tratamento de deiscência de ferida cirúrgica, que apresenta condições complexas de pacientes com comorbidades, verificou-se que combinar Barbatimão com laserterapia pode facilitar a cicatrização (Breder et al., 2021).

Conforme Trevisan et al. (2020), foram percebidos efeitos antibacterianos, quando foram associados S. adstringens e ácido tânico, com atuação na via metabólica, para a síntese de ácidos graxos em Staphylococcus aureus, uma alternativa natural e sustentável para controle de S. Aureus.

Para Pellenz et al., (2018), o barbatimão pode exercer efeitos genoprotetores e antiapoptóticos em queratinócitos e fibroblastos humanos, pois, em uma pesquisa, conseguiram resultados indicando que, em concentrações de 0,49 e 0,99 mg/mL, o barbatimão exerceu um efeito genoprotetor in vitro nas células, diminuindo os níveis de oxidação do DNA e eventos apoptóticos, quando comparado a células controle. Essas concentrações assemelham-se aos níveis das preparações comerciais.

O extrato aquoso, além de adstringente e antioxidante, apresenta potencial antitumoral, uma vez que diminui a viabilidade de células cancerígenas de câncer de mama humano e promove alterações morfológicas observadas em células cancerígenas tratadas. Observou-se arredondamento celular, encolhimento e redução da condensação nuclear do diâmetro e comprimento da célula. Percebe-se que seu mecanismo de ação parece incluir a indução de apoptose, o que significa a possibilidade de ser um possível agente quimiopreventivo para que sejam desenvolvidas drogas antineoplásicas (Sabino et al., 2017).

Por apresentar flavonóis, taninos e saponinas, o extrato bruto de S. adstrigens pode causar inibição, para o veneno de animais, como o jararacussu, que demonstrou inibir as atividades proteolítica, coagulante, hemorrágica, edematogênica e miotóxica do veneno de B. jararacussu. Essa ocorrência pode ser uma fonte promissora natural de moléculas para o tratamento de efeitos tóxicos associados ao envenenamento por picadas de serpentes B. jararacussu (Pereira Junior et al., 2020).

O barbatimão pode também ser utilizado de outras formas. Além de extrato aquoso, o óleo obtido pelo arraste a vapor de água tem efeito adstringente em ferimentos, no entanto pode possuir efeito citotóxico e causar dano celular, diante disso, é preciso que seja diluído em uma forma farmacêutica de pomada (Nascimento; Jesus; Alvim, 2021).

A pomada, à base de barbatimão na concentração de 10%, foi testada em animais e houve bons resultados, uma vez que a incisão da ferida se reduziu satisfatoriamente, sem deixar conteúdo purulento no local, em que se formou uma barreira contra agentes patógenos e micro-organismos (Pessoa, 2021).

Borges (2019) realizou um estudo em animais. Aplicou por 40 dias o extrato aquoso de Stryphnodendron adstringens, numa ferida em uma égua fêmea, adulta de sete anos de idade, que tinha feridas na face. Como resultado, verificou que o ferimento apresentou características próprias do tratamento com esse fitoterápico, ou seja, havia crostas espessas no centro da ferida. O barbatimão beneficiou de forma desejável a cicatrização da pele do animal, uma vez que, em seis semanas de tratamento, ocorreu completamente a cicatrização.

Quanto ao processo de reparo, as fibras colágenas desempenham uma função bastante importante. Se for utilizado o Barbatimão associado com biomembrana e colagenase, é possível agir nas fibras colágenas e acelerar o processo de cicatrização e a qualidade do reparo tecidual. Por possuir ação estimulante, pode formar o colágeno jovem, reduzir o tempo do reparo tecidual e isso contribui para que se forme uma cicatriz menor. Nesse processo, a colagenase também contribuiu, pois promove uma ação estimuladora para o tecido de granulação, acelerando seu crescimento e promovendo o enchimento do vazio da lesão, bem como sua epitelização, além disso, no processo de cicatrização de uma ferida extensa e contaminada, promove qualidade no reparo tecidual (Santos et al., 2022).

Mesmo que na literatura estejam descritas as propriedades sobre o barbatimão e que ele tenha sido amplamente utilizado na medicina popular, é necessário ainda que haja muitas pesquisas sobre sua aplicabilidade, interações e reações adversas (Alves et al., 2021).

Em função da presença de metabólitos secundários, seu mecanismo de ação são os taninos condensados que contribuem para a produção de uma barreira protetora sobre o tecido lesado, pois o metabólito tem a capacidade de se ligar às proteínas e polissacarídeos e promover uma espécie de camada protetora (Souza; Machado; Moraes, 2021).

E, ainda, no tratamento clínico de úlcera hipertensiva, pode-se utilizar o Barbatimão, na fase de cicatrização da lesão, visto que ele auxilia no desenvolvimento de tecidos de reepitelização. Há evidências científicas sobre a possibilidade de o Barbatimão ser uma solução efetiva no tratamento de lesões exsudativas dolorosas de diversas etiologias, quanto ao seu efeito proliferativo e anti-inflamatório.

2.4 PAPAÍNA

De origem vegetal, a papaína é uma enzima proteolítica complexa extraída do látex do mamão (Carica papaya). Pode ser utilizada como desbridante, porque propicia a proteólise, que é a remoção de tecido necrótico e de fragmentos celulares na ferida, elementos que atrasam o processo de cicatrização. Ela pode ser usada nas diversas fases da cicatrização e suas concentrações podem ser diversificadas, conforme o tipo de ferida, porque possui ação anti-inflamatória e atua na contração e união de bordas de feridas de cicatrização, por segunda intenção.   Para mais, reduz o pH do leito da ferida e estimula a produção de citocinas, as quais propiciam a reprodução celular e tornam o meio inadequado ao crescimento de microrganismos patogênicos (Leite et al., 2012).

A papaína é considerada um remédio tradicional usado para tratamento de problemas gastrointestinais, nos países em que cresce. É uma cisteína protease, extraída predominantemente, em seu látex e frutos verdes, que possuem muitas aplicações por sua especificidade (Muss; Mosgoeller; Endler, 2013; Tacias-Pascacio et al., 2021).

No que tange ao tratamento com preparações de mamão, foram consideradas muitas observações, as quais facilitaram as respostas de cicatrização de feridas de diferentes origens, como queimaduras profundas, úlceras em pacientes diabéticos, deiscência de sutura e úlceras de pressão (Leite et al., 2012).

Houve muitas observações voltadas para o tratamento com preparações de mamão que facilitaram as respostas referentes à cicatrização de feridas de diferentes origens, entre algumas, podem-se citar as queimaduras profundas, as úlceras em pacientes diabéticos, a deiscência de sutura e úlceras de pressão (Leite et al., 2012).

Ao digerir o tecido necrótico e infectado, a enzima provoca uma ação proteolítica, facilitando, assim, a migração das células viáveis da borda da ferida para o interior, o que provoca aceleração na reparação tecidual (tecido de granulação e reepitelização) (Carvalho et al., 2010).

Foi realizado o uso sistêmico da papaína em ratos e observou-se que a papaína proporcionou uma redução, nos acúmulos de gordura e peso corporal, além da redução de gotículas lipídicas no fígado. Tal condição resulta em efeito benéfico no que tange à esteatose hepática, sem provocar efeitos tóxicos significativos e reduzindo a diferenciação de adipócitos (Kang et al., 2021).

Possui um efeito anti-inflamatório, em razão da ação de melhora às respostas inflamatórias mediadas pela formação de agregados de monócitos e plaquetas em monócitos (Jiang et al., 2022).

Como enzima proteolítica, a papaína tem ação digestiva. Foi realizado um estudo, em que se comparou a ação da papaína com enzima proteolítica, a tripsina em células vivas da massa de glioma. Verificou-se, então, o seguinte resultado: e a papaína produziu 5,1 vezes, e a tripsina produziu 1,7 vezes mais digestão de células vivas da massa do glioma (Jiang. et al., 2022).

Aumenta, a cada dia, a busca da indústria farmacêutica por produtos realizados à base de polímeros naturais, razão porque eles têm um melhor desempenho em comparação a polímeros sintéticos. É nesse contexto que se propõe a papaína Cariaca, como agente de desbridamento químico de origem natural, para feridas de tecidos desvitalizados (Moreira Filho et al., 2020).

É comum encontrar, na superfície da pele, bactérias como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis, quando ocorre um ferimento, pois perde-se a barreira de proteção. Se essas bactérias colonizarem o ferimento formando biofilmes, eles transformam-se ali em agentes patógenos. Há estudos indicando que a papaína solúvel pode ser um importante agente antibacteriano, uma vez que inibiu e destruiu o biofilme formado por Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis.  Diante disso, pode-se considerar a papaína como um agente benéfico ao tratamento de feridas externas, no que diz respeito à destruição de biofilmes, e isso aumenta a eficácia do tratamento antimicrobiano (Baidamshina et al, 2021).

Quando prescrita e usada de forma correta, a papaína pode ser alternativa de baixo custo, segura, eficaz para o tratamento de feridas crônicas (Lima et al., 2022).

A composição da papaína, enzima isolada e comercializada, é uma mistura de enzimas proteolíticas e peroxidases, que têm a função de degradar as proteínas de micro-organismos e de tecidos necrosados, sem afetar o tecido saudável e bem irrigado, pela ação da antiprotease plasmática α1-antitripsina, que tem a capacidade de inativar a ação enzimática. O debridamento de uma ferida, muitas vezes, é preciso, para acelerar o processo de cicatrização e função antimicrobiana. Utilizar o debridamento com a papaína traz mais conforto ao paciente, uma vez que possibilita a realização de um procedimento cirúrgico para a realização do debridamento da ferida (Brito Junior; Ferreira, 2015).

Entretanto é válido mencionar que o uso da papaína, em alguns indivíduos, pode não apresentar benefícios, como pessoas portadoras de deficiência de alfa1 antitripsina, que podem ter sensibilidade de forma negativa ao contato com a papaína, já que sua ação desbridante vai além do tecido necrosado e proteínas dos alimentos em digestão, para agir de maneira proteolítica no tecido sadio, ou seja, aumenta a extensão da lesão e pode, até mesmo, causar novas (Felisbino et al., 2018).

O uso de pomadas à base de fitoterápicos para tratamento é um mecanismo alternativo bastante indicado e utilizado em pacientes portadores de diabetes quando acometidos com feridas crônicas. As pomadas formuladas à base de papaína têm oferecido um desfecho satisfatório, no processo de cicatrização, sem reação alérgica, irritabilidade, o que reforça a importância do estudo e desenvolvimento do emprego de produtos naturais no tratamento de feridas (Lima et al., 2022).

Há estudos de modelo experimental, por meio de análises macroscópica e microscópica, nos quais se percebeu que a papaína conseguiu manter a ferida com uma boa aparência, com um processo de cicatrização avançado (Araújo; Barrientos; Barrientos, 2019).

Apesar dos estudos já realizados, ainda há poucos na literatura. Com certeza, há certa insegurança sobre o uso e desconhecimento, a respeito da terapia realizada com a papaína, como agente curativo de feridas. Há uma real necessidade de se realizar mais pesquisas para que seu conhecimento seja aprofundado com foco em suas características e concentrações (Silva et al., 2020).

Um outro efeito da papaína, além da ação antibacteriana e a antileishmania.  Existem pesquisas corroborando que nanopartículas carreadas de papaína inibem promastigotas de leishimania amazonense, pela interação com sua membrana. Para avaliar a atividade contra as formas promastigotas de Leishmania amazonensis, realizaram um experimento, no qual se verificou que se utilizar do sistema nanopartículas carreadas de papaína aumenta, em 20%, a atividade antileishmania (Pessoa, 2021).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme apresentado ao longo do artigo, é possível reforçar a importância do assunto abordado, visto que é fundamental que sejam realizados mais estudos, para avaliar a eficácia e segurança do uso de plantas medicinais na cicatrização de feridas, bem como para identificar possíveis efeitos adversos e interações medicamentosas. Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam capacitados, para orientar os pacientes sobre o uso adequado e seguro de plantas medicinais, visando à promoção da saúde e à prevenção de danos à saúde.

Por fim, acredita-se que os conteúdos aqui apresentados nesta revisão narrativa possam contribuir, para a promoção de estudos mais aprofundados sobre o uso seguro e eficaz de plantas medicinais na prática clínica, visando à melhoria da qualidade de vida dos pacientes e ao avanço do conhecimento científico na área da cicatrização de feridas.

4. AGRADECIMENTOS

Gostaríamos de expressar nossa profunda gratidão à Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, por fornecer um ambiente acadêmico estimulante e todas as facilidades necessárias para a realização deste trabalho.

Agradecemos, especialmente, ao Programa de Pós-graduação em Biociências, por seu apoio contínuo e encorajamento durante todo o processo de pesquisa. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – (CAPES).

REFERÊNCIAS

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NOTA

1. Este trabalho atual é uma continuação da Dissertação “EFEITO CICATRIZANTE IN VITRO DO EXTRATO AQUOSO DO BARBATIMÃO (STRYPHNODENDRON ADSTRINGENS), PAPAÍNA (CARICA PAPAYA) E DEXAMETASONA” publicada no ano 2023 (PAULA NETO, Daniela de. 2023. Efeito cicatrizante in vitro do extrato aquoso do barbatimão (Stryphnodendron adstringens), papaína (Carica papaya) e dexametasona. Orientadores: Jorge Luis Maria Ruiz (orientador). 82 f. Dissertação (Mestrado) – PPG-BC (Programa de Pós-Graduação em Biociências), UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Foz do Iguaçu, 2023).

2. Nosso relatório identificou a presença de inteligência artificial para correção gramatical e ortográfica. No entanto, o autor informou que não a utilizou. O autor se responsabiliza pelo material.

[1] Mestrado em Biociências em andamento, Graduada em Odontologia, Graduação em Medicina em andamento. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9479-060X. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4093906958799035.

[2] Orientador. Doutor em Medicina (Ciências Médicas) (Conceito CAPES 5). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7131-2162. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3513496364751434.

Material recebido: 31 de maio de 2023.

Material aprovado pelos pares: 17 de outubro de 2023.

Material editado aprovado pelos autores: 11 de abril de 2024.

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Daniela de Paula Neto

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