REVISÃO SISTEMÁTICA
CAVALCANTE, Gabriel Jorge Cascaes Santos [1], MAGRINI, Amanda Thaís [2], RIGELLI, Roberto Heck [3], DENDASCK, Carla Viana [4], DIAS, Claudio Alberto Gellis de Mattos [5], ARAÚJO, Maria Helena Mendonça de [6], FECURY, Amanda Alves [7]
CAVALCANTE, Gabriel Jorge Cascaes Santos et al. Microdoses de psicodélicos no tratamento de transtornos mentais: uma revisão sistemática. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 05, Vol. 01, pp. 160-177. Maio de 2025. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/microdoses-de-psicodelicos, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/microdoses-de-psicodelicos
Introdução: A utilização dos psicodélicos como alternativa no tratamento de transtornos mentais é debatida desde a sua descoberta, sendo que estudos a respeito dessas substâncias sofreram uma série de entraves jurídicos após a popularização do seu uso recreativo. Entretanto, a atenção sobre essa classe farmacológica ressurgiu, especialmente à utilização no esquema de “microdoses”, definido como o uso terapêutico de uma fração da dose recreativa a fim de evitar os sintomas alucinógenos. Metodologia: Este estudo investiga os efeitos percebidos com o uso das microdoses de psicodélicos (MDP) através de uma revisão sistemática qualitativa da literatura com a pesquisa dos descritores “psychedelics”, “microdosing” e “mental disorders” nas bases de dados PubMeD, Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scopus, Cochrane Library e o Portal de Periódicos da CAPES. Resultados: Observou-se uma associação no uso das MDP com melhora na criatividade, foco, bem-estar e sintomas de ansiedade, depressão e do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Entretanto, esses efeitos parecem se relacionar com o efeito agudo da droga, além de alguns participantes se queixarem de um estado de hiperestimulação, com efeitos alucinógenos indesejados, piora na ansiedade e emergência de emoções negativas. Ademais, há poucos ensaios clínicos randomizados que avaliem o uso das MDP e uma parte significativa dos estudos se baseia em relatos via plataformas online, comprometendo a objetividade dos dados. Conclusão: Resultados preliminares trazem evidências a respeito da possível eficácia dessa abordagem nos transtornos mentais, sendo necessárias pesquisas controladas em maior escala para esclarecimento definitivo e segurança dos pacientes.
Palavras-chave: Psicodélicos, Microdoses, Transtornos mentais.
Os psicodélicos são fármacos psicomiméticos, também conhecidos como alucinógenos, que têm sua atuação delimitada ao Sistema Nervoso Central (SNC). Seus principais efeitos incluem distorções de pensamentos e percepções. Ainda que seus efeitos psicológicos sejam potencialmente maiores, quando comparados a psicoestimulantes como cocaína e anfetaminas, eles não causam dependência. Em 1943 foi descoberto, pelo químico suíço Albert Hofmann, o Dietilamida do Ácido Lisérgico (LSD), diante disso as pesquisas sobre essa nova droga se intensificaram, principalmente para o tratamento de transtornos psiquiátricos, gerando assim o primeiro movimento de estudos com psicodélicos (Nichols, 2016; Rang, 2016).
Os fármacos psicodélicos podem ser classificados em naturais, semissintéticos e sintéticos. Na classe dos naturais, o mais conhecido e estudado é a Psilocibina, uma substância psicoativa presente em cogumelos. No entanto, existem outros exemplos, como a iboga, a ayahuasca, cactos que contêm mescalina frequentemente utilizados por povos indígenas, e sementes que contêm LSA (amida do ácido D-lisérgico). Os semissintéticos são representados principalmente pelo LSD (dietilamida do ácido lisérgico). Já os sintéticos mais conhecidos são o MDMS (3,4-metilenodioximetanfetamina ou ecstasy) e quetaminas (Rodrigues, 2019).
Na década de 1960, os alucinógenos começaram a ser usados para fins recreativos, o que levou à criação de leis rigorosas que proibiram essas substâncias e dificultaram as pesquisas clínicas por várias décadas. Contudo, a partir dos anos 1990, os estudos sobre psicodélicos foram retomados e, em 1993, o químico e farmacologista David Nichols fundou o Heffter Research Institute, para investigar o uso terapêutico dos psicodélicos no tratamento de transtornos psiquiátricos. As pesquisas sobre o uso desses compostos para tratar distúrbios mentais seguem em expansão, especialmente no que diz respeito a psilocibina e ao LSD, cujos efeitos em microdosagem não provocam alterações significativas nas percepções e pensamentos, mostrando-se promissores para fins terapêuticos (Nichols, 2016; Reichert et al., 2022; Rodrigues, 2019).
Psilocibina é um alcaloide que possui estrutura química similar à da serotonina e é obtida de um fungo popularmente conhecido como “cogumelo mágico”, essa substância pode estar presente em várias espécies de cogumelos, como Psilocybe, o Conocybe, o Panaeolus e o Stropharia, sendo que em países tropicais como no Brasil destaca-se Stropharia cubensis. Historicamente, esses cogumelos eram consumidos em cerimônias religiosas por xamãs astecas no México na busca de cura, por isso eram denominados “teonanacatl”, que significa “carne dos deuses” na língua nativa daquele povo. Esse composto tem sido pesquisado para tratamento de diversas patologias psiquiátricas, como depressão resistente e transtorno de ansiedade generalizada em pacientes em cuidados paliativos além de estresse pós-traumático, ideação suicida, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e dependência de álcool e cocaína (Bonifácio et al., 2021; Nichols, 2016; Rang, 2016; Rodrigues, 2019; Souza et al., 2023).
O LSD é uma substância derivada do ácido lisérgico, encontrado no fungo Ergot, que cresce em grãos de centeio e outros cereais e foi uma das drogas mais estudadas entre as décadas de 50 e 70. Mesmo que não seja regularizada, ainda é muito utilizada de forma recreativa, em doses que variam de 50 a 150 μg, pois são capazes de produzir intensos efeitos alucinógenos no ser humano. Contudo, utilizados em microdoses, como 7 a 10 μg podem causar efeitos psicoativos, como uma sutil euforia, agindo como um antidepressivo (Rang, 2016; Rattacaso et al., 2024; Reichert et al., 2022).
No cenário atual de tratamento dos diferentes transtornos psiquiátricos, questiona-se a eficácia dos protocolos hodiernos da farmacologia tradicional, seja em razão da morosidade dos procedimentos atuais, dos efeitos colaterais, ineficácia dos fármacos ou resistência inerente do indivíduo (Rodrigues, 2019). Nesse contexto, as microdoses de psicodélicos (MDP), como psilocibina e LSD, surgem como vasto campo de pesquisa. Assim, esta revisão sistemática de literatura, tem como objetivo apresentar as evidências científicas disponíveis, avaliando seus efeitos, benefícios terapêuticos e potenciais riscos, fornecendo, desse modo, uma visão recente mais clara sobre a eficácia dessa abordagem no tratamento de transtornos psiquiátricos.
Trata-se de uma revisão sistemática com abordagem qualitativa, cuja pesquisa foi feita seguindo recomendações do Instituto Joanna Briggs (JBI) expostas em seu Reviewers Manual de 2020 (Aromataris; Munn, 2020). Sendo assim, a elaboração desse estudo partiu da identificação de uma questão de pesquisa, seguida da escolha de bases de dados relevantes e utilização de termos científicos padronizados para a seleção dos artigos. Após isso, os dados foram devidamente analisados e sintetizados para a confecção dessa revisão e resposta à pergunta de interesse.
Visando a formulação da questão de pesquisa, o acrônimo Participants, Intervention, Control e Outcome (PICO) foi utilizado. Para tal, P (participants) são os adultos saudáveis ou com algum transtorno mental diagnosticado, I (intervention) é a utilização das MDP, C (control) são os tratamentos usuais para sofrimento psíquico ou doenças psiquiátricas e O (outcome) os efeitos dos psicodélicos na saúde mental. De acordo com essa estratégia, a pergunta de pesquisa estabelecida foi: quais são as evidências científicas disponíveis em relação aos efeitos do uso de microdoses de psicodélicos na saúde mental?
As bases de dados escolhidas para a busca dos trabalhos foram PubMeD, Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scopus, Cochrane Library e o Portal de Periódicos da CAPES. Nessas, foram utilizados para a pesquisa os descritores indexados às plataformas Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Os selecionados foram “psychedelics”, “mental disorders” e “microdosing”, conforme o objetivo da revisão. Somado à escolha dos descritores, o processo de pesquisa contou com a utilização do operador booleano “AND”, visando resultados cujos termos se relacionassem de forma simultânea. Além disso, a filtragem dos artigos foi restrita ao intervalo de 6 anos entre janeiro de 2019 e janeiro de 2025, e aos idiomas inglês, português e espanhol.
Após a busca das produções, a escolha dos artigos envolveu um processo guiado pela sequência de pesquisa proposta pela ferramenta Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) do ano de 2020 (Page et al., 2020), como exposto na FIGURA 1. O primeiro passo consistiu na identificação e exclusão das duplicatas encontradas entre as bases de dados. Após isso, foram lidos os títulos e resumos das obras restantes para seleção consoante com a relevância para o tema da pesquisa. Em seguida, houve a procura pelos textos completos dos artigos selecionados e a retirada daqueles inacessíveis, feita a leitura na íntegra das publicações remanescentes com o propósito de selecionar aquelas que fariam parte da revisão, conforme a abordagem da temática principal.
FIGURA 1 – Processo de busca e seleção dos artigos para a revisão
A pesquisa resultou na avaliação de 16 trabalhos, dentre os quais haviam revisões de literatura, estudos clínicos randomizados e pesquisas quantitativas ou qualitativas a respeito das MDP. Segundo a análise, diversos efeitos positivos e negativos no uso das referidas substâncias surgiram em diferentes graus e aspectos da vida dos participantes, como sumarizado no QUADRO 1.
QUADRO 1 – Síntese dos artigos selecionados e seus respectivos efeitos observados sobre o uso de psicodélicos. (continua)
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Bershad et al., 2020. | Examinar os efeitos neurológicos de uma DU de LSD em um grupo de adultos saudáveis mediante estudo com ressonância magnética funcional. | Estudo clínico com placebo. | LSD/13 µg (DU) | 20 homens e mulheres saudáveis, com idades entre 18 e 35 anos. | [↑] conectividade entre a amígdala com o giro angular direito, giro frontal médio direito e cerebelo, o que pode estar relacionado com [+] no humor. |
| Haijen et al., 2024. | Avaliar a autopercepção de efeitos do uso de MDP em relação às medicações convencionais para TDAH na regulação emocional, empatia e intensidade dos sintomas. | Comparou dois estudos naturalísticos prospectivos realizados pelos autores, que utilizaram questionários online para coleta dos dados. | No 1º estudo: psilocibina (77.8%) na DM de 722 mg; “novas lisergamidas” (14%) na DM de 17,5 µg; LSD (11%) na DM de 12 µg; 1% ayahuasca, dose NE. No 2º estudo: tratamento convencional para TDAH (ex.: anfetaminas, metilfenidato e outros) x subgrupo do 1º estudo. | 1º estudo: homens e mulheres (n = 233, com idade média de 35,3 anos) com diagnóstico de TDAH ou vivendo com sintomas de TDAH que pretendiam iniciar o uso de MDP. 2º estudo: grupo de pessoas com TDAH ou vivendo com sintomas de TDAH em uso do tratamento convencional (n = 37, idade média de 37,4 anos) foi comparado com um subgrupo do 1º estudo (n = 180, idade média de 36,3 anos). | 1º estudo: [+] regulação emocional, sem efeito sobre a empatia. 2º estudo: [↓] na intensidade dos sintomas de TDAH. |
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Hutten et al., 2019a. | Investigar a autopercepção de efetividade no uso de MDP e doses regulares comparada àquela com tratamentos convencionais de transtornos psiquiátricos e fisiológicos. | Aplicação de questionários online. | Psilocibina, LSD, 1P-LSD, DMT e MDMA (doses não relatadas) | 410 homens e mulheres adultos com diagnóstico de algum transtorno mental ou fisiológico, que já tiveram experiência com MDP. | Maior percepção de efetividade quando MDP x Tratamento convencional, principalmente em caso de TDAH e transtorno de ansiedade. Maior percepção de efetividade quando doses maiores de psicodélicos x MDP. |
| Hutten et al., 2019b. | Avaliar os motivos e efeitos adversos relatados por usuários ou ex-usuários de MDP. | Aplicação de questionários online. | Psilocibina (DM 3500 mg), LSD (0,2 mg), MDMA (100 mg) e DMT (50 mg). | 1116 homens e mulheres adultos que fazem ou já fizeram uso de MDP. | Um quinto das respostas alegou algum tipo de efeito psicológico ou físico negativo (não especificado) durante o efeito agudo da droga. |
| Kuypers et al., 2020. | Buscar as evidências sobre o uso de MDP no tratamento de transtornos depressivos. | Revisão de literatura. | LSD (10-20 µg) e psilocibina (< 1-3 mg). | NE | MDP apresentou pequena [+] em funções cognitivas e em regiões cerebrais ligadas a processos afetivos. Há uma possível associação com [↑] na ansiedade e na ciclagem de episódios depressivos e euforia. |
(continua)
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Lea et al., 2019. | Investigar as motivações, as práticas de MD adotadas, efeitos percebidos a curto prazo, efeitos indesejados e maneiras de evitar danos entre usuários de MDP. | Aplicação de questionários online. | Psilocibina (55%) e LSD (48%), doses variadas entre os participantes. | 2674 homens e mulheres adultos, com idade média de 31,4 anos. | Grande parte relatou [+] na ansiedade, no humor e desempenho cognitivo, além da conexão com outras pessoas. Alguns participantes se queixaram de efeitos negativos durante o uso, como efeitos psicodélicos típicos, ansiedade e sintomas físicos. |
| Lea et al., 2020. | Examinar o uso de MDP e seus efeitos subjetivos no tratamento de transtornos mentais ou por uso de substâncias como medicações auto prescritas. | Aplicação de questionários online. | Psilocibina (46,4%) e LSD (45%). A média da dose do LSD foi 13 µg. Entre os usuários de psilocibina, cerca de 1/3 informou usar doses entre 0,2 e 0,5 gramas. | 1102 homens e mulheres adultos com idade média de 32,7 anos, que usam ou já utilizaram MDP, participaram da pesquisa. | A maioria (79%) enxergou as MD como benéficas para a saúde mental, sem especificar o porquê. Uma parte dos participantes relatou [↓] no consumo de álcool e outras drogas. |
| Meinhardt et al., 2020. | Investigar se há benefício no uso de psicodélicos na prevenção de recaídas dentro do TUA. | Estudo in vivo. | LSD e Psilocibina em diferentes esquemas. | Ratos em um ambiente de laboratório. | Não houve efeito a longo prazo com o uso de MDP na prevenção de recaídas após a privação ao álcool. |
(continua)
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Murphy et al., 2024. | Avaliar as evidências existentes sobre o uso de MDP em estudos clínicos duplo-cegos controlados por placebo. | Revisão de literatura. | LSD (doses variadas) | NE | Doses agudas parecem se relacionar com [+] no sono, percepção temporal, conectividade cerebral, função social, percepção de tempo e limiar da dor. Não se observaram efeitos na criatividade, desempenho cognitivo e humor a longo prazo. Alguns estudos mostraram piora na ansiedade, dores de cabeça e nervosismo com o uso de LSD. |
| Murphy et al., 2023. | Observar os efeitos de MD de LSD autoadministradas durante um determinado período. | Ensaio clínico randomizado controlado por placebo. | LSD (10 µg) a cada 3 dias. | 80 homens adultos saudáveis, com idade média de 36,2 anos. | [+] na conectividade, criatividade, energia, felicidade e bem-estar nos dias de administração do medicamento. Alguns relataram um estado de hiperestimulação e ansiedade no uso das MDP. |
| Petranker et al., 2020. | Avaliar a autopercepção de benefícios com as MDP, comportamento de testagem e relação da motivação com o efeito observado. | Dados coletados a partir de questionários online oferecidos a um subgrupo do estudo The Global Drug Survey 2019. | LSD (doses < que 20 µg) e psilocibina (doses < que 0,2 gramas). | 8.477 homens e mulheres adultos que relataram uso de MDP nos últimos 12 meses no momento da pesquisa. | [+] no humor e na criatividade. Mais comum o relato de nenhum efeito negativo. Alguns relataram desconforto psicológico, [-] no foco e na energia após o uso, além de interferência na cognição (ex.: confusão mental, problemas de memória e pensamento acelerado). |
(continua)
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Pop et al., 2023. | Investigar os efeitos do uso de MDP na consciência emocional e emodiversidade. | Dados coletados a partir de questionários e aplicativos durante 28 dias. | NE | 18 homens e mulheres com idades entre 19 e 57 anos. | Participantes relataram emoções como “admiração e contemplação” nos dias de MD, assim como “envergonhados, humilhados ou desonrados”. Além disso, sentiram [↓] de sentimentos ligados à felicidade e à diversão. |
| Ryan et al., 2023. | Investigar a autopercepção sobre os efeitos no bem-estar e saúde mental no uso de MDP. | Dados coletados a partir de entrevista online. | LSD e/ou psilocibina (doses não informadas) | 18 homens e mulheres adultos. | [+] no humor, foco, pensamento, autoconfiança, interação social e adoção de hábitos saudáveis; [↓] nos sintomas de ansiedade e depressão e no desejo por outras substâncias. |
| Szigeti et al., 2021. | Investigar os efeitos gerais do uso de MDP. | Estudo com grupo controle de forma não supervisionada, em que os participantes foram orientados em como introduzir o placebo nas suas rotinas de MD (“self-blinding”) durante 9 semanas. | LSD e derivados (DM 13 µg) e psilocibina (DM 0.2 g). | 246 homens e mulheres com idade média de 33,5 anos iniciaram o estudo e 191 completaram. | Grupo em uso de MDP: [+] no bem-estar, atenção plena, satisfação geral, estado emocional, humor, energia e criatividade. Entretanto, não foi observada diferença significativa quando comparado com o grupo placebo. |
(conclusão)
| Autor | Objetivo | Método | Substância / Dose | Grupo estudado | Efeitos |
| Venugopal et al., 2023. | Examinar as evidências existentes sobre o uso de psilocibina no tratamento do TUA junto à psicoterapia. | Revisão de literatura. | Psilocibina (dose NE). | NE | A psilocibina relaciona-se com alterações neurobiológicas que influenciam positivamente no comportamento do paciente com TUA, o que diminui o desejo pela substância e o número de recaídas. |
| Wsól, 2023. | Avaliar as evidências existentes a respeito da segurança cardiovascular no uso terapêutico de psicodélicos. | Revisão de literatura. | NE | NE | Psicodélicos [↑] a FC e PAS a níveis não emergenciais e dose-dependentes. Em DU são relativamente seguros do ponto de vista cardiovascular, mas faltam dados para afirmar algo em relação ao uso crônico de MDP. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).
Legenda: DU – dose única; LSD – dietilamida do ácido lisérgico; [↑] – aumento; [↓] – diminuição; MDP – microdoses de psicodélicos; TDAH – transtorno de déficit de atenção e hiperatividade; DM – dose média; [+] – melhora; NE – não especificado; DMT – dimetiltriptamina; MDMA – 3,4-metilenodioximetanfetamina; TUA – transtorno por uso de álcool; MD – microdoses; [-] – piora; FC – frequência cardíaca; PAS – pressão arterial sistólica.
A possível utilização dos psicodélicos como opção dentro do tratamento de desordens mentais tem forte base biológica, considerando que as duas principais substâncias utilizadas na prática da microdosagem (LSD e psilocibina) foram positivamente relacionadas com fenômenos ligados à neuromodulação. O LSD parece estimular a conectividade entre regiões do cérebro ligadas ao humor e processos afetivos (Bershard et al., 2020; Kuypers et al., 2020). Já a psilocibina mostrou atividade anti-inflamatória e sobre a plasticidade neuronal, que podem influenciar no comportamento de diferentes maneiras (Venugopal et al., 2023).
Embora o uso das MDP ter se tornado cada vez mais popular nas últimas décadas (Sessa, 2018), grandes estudos controlados respeito do assunto ainda são escassos, seja por questões políticas – como a ilegalidade das substâncias na maioria dos países, ou socioculturais, envolvendo os aspectos éticos no uso e promoção de substâncias psicodélicas para fins terapêuticos (Sellers et al., 2023; Sellers & Leiderman, 2018). Corrobora com esse fato a falta de consenso farmacológico sobre o quanto seria uma “microdose” das drogas em questão (Sellers et al., 2023). Sendo assim, muitas pesquisas encontradas nessa revisão se basearam na experiência subjetiva dos usuários, que obtiveram acesso às substâncias por meios próprios, as utilizavam em esquemas empíricos com doses variadas e compartilharam as suas vivências por meio de fóruns e questionários online, o que pode prejudicar a confiabilidade dos dados obtidos (Haijen et al., 2024; Hutten et al., 2019a; Hutten et al., 2019b; Lea et al., 2019; Lea et al., 2020; Petranker et al., 2020; Ryan et al., 2023).
Apesar disso, os efeitos positivos percebidos pelos usuários nas pesquisas avaliadas com base em autopercepção sobre a melhora nos sintomas de ansiedade e depressão, desempenho cognitivo e bem-estar geral (Lea et al., 2020; Murphy et al., 2024; Murphy et al., 2023; Petranker et al., 2020; Ryan et al., 2023; Szigeti et al., 2021) concordam com estudos maiores realizados no século passado, quando os entraves legais para a realização das pesquisas com os psicodélicos eram menores e as primeiras hipóteses sobre o uso terapêutico dessas substâncias foram feitas (Nichols & Walter, 2021). Contudo, a evidência desses benefícios se mostrou menor quando avaliada nos poucos estudos controlados feitos no século XXI com o esquema de microdoses (Murphy et al., 2024; Szigeti et al., 2021), além de que, quando presentes, pareceram estar mais relacionados com o efeito agudo da droga nos dias de administração (Murphy et al., 2024).
Além de efeitos gerais sobre a saúde mental dos usuários, as MDP mostraram seu potencial terapêutico em diferentes transtornos. Um desses foi o TDAH, já que aqueles em uso de psicodélicos mostraram melhores índices de regulação emocional e redução na intensidade dos sintomas quando comparados com outro grupo em uso do tratamento convencional (Haijen et al., 2024). Ademais, usuários de MDP com esse diagnóstico ou com transtorno de ansiedade relataram uma maior percepção de efetividade com o uso dessas substâncias em relação às medicações usuais (Hutten et al., 2019a), o que reforça a possibilidade dos psicodélicos de entrarem no arsenal terapêutico dessas condições, especialmente em casos refratários ao tratamento tradicional.
Quanto ao transtorno relacionado ao uso de álcool (TUA), os psicodélicos não apresentaram potencial na prevenção de recaídas em estudo in vivo realizado (Meinhardt et al., 2020). Entretanto, a psilocibina associada à psicoterapia mostrou-se como alternativa no tratamento da mesma doença (Venugopal et al., 2023) e duas pesquisas evidenciaram diminuição subjetiva na busca ou desejo por álcool e outras drogas após o início das MDP (Lea et al., 2020; Ryan et al., 2020). Os dados conflitantes podem ser parcialmente explicados pelas diferenças metodológicas entre os estudos, mas ainda são necessárias pesquisas de maior magnitude para esclarecimento.
Embora o uso das MDP apresentar aparente boa tolerabilidade (Family et al., 2020), essas substâncias não são isentas de efeitos adversos, tendo em vista que alguns usuários relataram aumento nos sintomas de ansiedade, efeitos psicodélicos indesejados, e algum outro desconforto físico ou psicológico durante o uso (Hutten et al., 2019b; Kuypers et al., 2020; Lea et al., 2019; Murphy et al., 2024; Murphy et al., 2023; Petranker et al., 2020), como sentimentos ligados a “vergonha”, “humilhação” ou “desonra” (Pop et al., 2023). Esse fato reforça a necessidade de estudos controlados por placebo feitos com uma amostra maior de participantes (Szigeti et al., 2021).
Além disso, uma das preocupações a respeito do uso das MDP se encontra nas propriedades serotoninérgicas dessas substâncias, que trazem um risco teórico associado à cardiotoxicidade relacionada à serotonina, sua influência na agregação plaquetária, seu potencial pró-arrítmico e nos seus efeitos simpaticomiméticos. (Wsól, 2023). Ao levar esse fato em consideração, as revisões atuais mostraram apenas discretas elevações nos parâmetros fisiológicos de frequência cardíaca e pressão arterial (Kuypers et al., 2020) e concluíram a relativa segurança no uso agudo dos psicodélicos em baixas doses para indivíduos sem comorbidades, faltando dados para fazer a mesma afirmação sobre o uso crônico dessa modalidade farmacológica (Wsól, 2023).
Relatos anedóticos e pesquisas preliminares sugerem benefícios e segurança no uso de MDP no tratamento de transtornos mentais e sofrimento psíquico. Entretanto, a falta de ensaios clínicos controlados envolvendo amostras maiores impede conclusões definitivas sobre sua aplicabilidade terapêutica e bota em cheque a veracidade dos benefícios e a magnitude dos malefícios. Sendo assim, urge a necessidade de estudos posteriores com maior controle sobre: (1) a população estudada, incluindo pessoas de diferentes grupos étnicos saudáveis e/ou com o diagnóstico de determinado transtorno, controlados por placebo; (2) a substância utilizada, assim como sua dose e esquema de administração; e (3) a avaliação dos efeitos, sendo preferível o uso de escalas padronizadas para uma interpretação objetiva dos dados.
AROMATARIS, E.; MUNN, Z (editors). JBI Manual for Evidence Synthesis. JBI, 2020. Disponível em: https://synthesismanual.jbi.global. https://doi.org/10.46658/JBIMES-20-01.
BERSHAD, A. K. et al. Preliminary report on the effects of a low dose of LSD on resting-state amygdala functional connectivity. Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, v. 5, n. 4, 2020, p. 461-467. DOI: 10.1016/j.bpsc.2019.12.007.
BONIFÁCIO, M. C. A. C. et al. Possível uso da Psilocibina no tratamento psiquiátrico, incluindo sequelas da COVID-19. Research, Society and Development, v. 10, n. 11, p. e49101119259, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i11.19259.
DE SOUZA, P. H. M.; SOUZA, G. P. Uso de psicodélicos para tratamento de transtornos psiquiátricos: uma revisão integrativa. Bionorte, v. 12, Suppl. 2, 2023, p. 38-45.
FAMILY, N. et al. Safety, tolerability, pharmacokinetics, and pharmacodynamics of low dose lysergic acid diethylamide (LSD) in healthy older volunteers. Psychopharmacology (Berl), v. 237, n. 3, 2020, p. 841-853. DOI: 10.1007/s00213-019-05417-7.
HAIJEN, E. C. H. M. et al. Effects of psychedelic microdosing versus conventional ADHD medication use on emotion regulation, empathy, and ADHD symptoms in adults with severe ADHD symptoms: A naturalistic prospective comparison study. European Psychiatry, v. 67, n. 1, 2024, e18. DOI: 10.1192/j.eurpsy.2024.8.
HUTTEN, N. R. P. W. et al. Self-rated effectiveness of microdosing with psychedelics for mental and physical health problems among microdosers. Frontiers in Psychiatry, v. 10, 2019, p. 672. DOI: 10.3389/fpsyt.2019.00672.
HUTTEN, N. R. P. W. et al. Motives and side-effects of microdosing with psychedelics among users. International Journal of Neuropsychopharmacology, v. 22, n. 7, p. 426-434, 2019. DOI: 10.1093/ijnp/pyz029.
KUYPERS, K. P. C. The therapeutic potential of microdosing psychedelics in depression. Therapeutic Advances in Psychopharmacology, v. 10, 2020. DOI: 10.1177/2045125320950567.
LEA, T. et al. Microdosing psychedelics: Motivations, subjective effects, and harm reduction. International Journal of Drug Policy, v. 75, p. 102600, 2020. DOI: 10.1016/j.drugpo.2019.11.008.
LEA, T. et al. Perceived outcomes of psychedelic microdosing as self-managed therapies for mental and substance use disorders. Psychopharmacology, v. 237, n. 5, p. 1521-1532, 2020. DOI: 10.1007/s00213-020-05477-0.
MEINHARDT, M. W. et al. Psilocybin and LSD have no long-lasting effects in an animal model of alcohol relapse. Neuropsychopharmacology, v. 45, n. 8, p. 1316-1322, 2020. DOI: 10.1038/s41386-020-0694-z.
MURPHY, R. J.; MUTHUKUMARASWAMY, S.; DE WIT, H. Microdosing psychedelics: Current evidence from controlled studies. Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, v. 9, n. 5, p. 500-511, 2024. DOI: 10.1016/j.bpsc.2024.01.002.
MURPHY, R. J. et al. Acute Mood-Elevating Properties of Microdosed Lysergic Acid Diethylamide in Healthy Volunteers: A Home-Administered Randomized Controlled Trial. Biol Psychiatry. 2023 Sep 15;94(6):511-521. doi: 10.1016/j.biopsych.2023.03.013. Epub 2023 Mar 28. PMID: 36997080.
NICHOLS, D. E. Psychedelics. Pharmacological Reviews, v. 68, n. 2, p. 264-355, 2016.
NICHOLS, D. E.; WALTER, H. The history of psychedelics in psychiatry. Pharmacopsychiatry, v. 54, n. 4, p. 151-166, 2021. DOI: 10.1055/a-1310-3990.
PAGE, M. J. et al. PRISMA 2020 explanation and elaboration: updated guidance and exemplars for reporting systematic reviews. BMJ, 2021; 372 :n160 doi:10.1136/bmj.n160.
PETRANKER, R. et al. Microdosing psychedelics: Subjective benefits and challenges, substance testing behavior, and the relevance of intention. Journal of Psychopharmacology, v. 34, n. 1, p. 1-12, 2020. DOI: 10.1177/0269881120953994.
POP, I.; DINKELACKER, J. Microdosing psychedelics – Does it have an impact on emodiversity? Journal of Psychedelic Studies, v. 7, n. 1, p. 29-35, 2023. DOI: 10.1556/2054.2022.00208.
RANG, H. P. et al. Rang & Dale: Farmacologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
REICHERT, N. L. et al. Efeitos da microdosagem de LSD e psilocibina: uma revisão da literatura. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria, v. 26, n. 1, 2022.
RATTACASO, G. G.; MORAES, R. A. de; BACHUR, T. P. R. O uso de dietilamida do ácido lisérgico (LSD) e outras drogas psicodélicas no tratamento de transtornos psiquiátricos. Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, v. 17, n. 1, p. 39-49, 2024. DOI: 10.22280/revintervol17ed1.567.
RYAN, R. S.; COPELLO, A.; FOX, A. P. Experiences of microdosing psychedelics in an attempt to support wellbeing and mental health. BMC Psychiatry, v. 23, p. 160, 2023. DOI: 10.1186/s12888-023-04628-9.
RODRIGUES, S. Introdução ao uso de psicodélicos em psicoterapia (apostila do minicurso da Associação Psicodélica do Brasil). Rio de Janeiro: APB, 2019.
SELLERS, E. M.; LEIDERMAN, D. B. Psychedelic Drugs as Therapeutics: No Illusions About the Challenges. Clinical Pharmacology and Therapeutics, v. 103, n. 4, p. 561-564, 2018. DOI: 10.1002/cpt.776.
SELLERS, E. M.; ROMACH, M. K. Psychedelics: Science sabotaged by social media. Neuropharmacology, v. 227, p. 109426, 2023. DOI: 10.1016/j.neuropharm.2023.109426.
SESSA, B. The 21st century psychedelic renaissance: Heroic steps forward on the back of an elephant. Psychopharmacology, v. 235, n. 2, p. 551–560, 2018. DOI: 10.1007/s00213-017-4713-7.
SZIGETI, B. et al. Self-blinding citizen science to explore psychedelic microdosing. eLife, v. 10, p. 16, 2021. DOI: 10.7554/eLife.62878.
VENUGOPAL, K. L.; BEDRI, N. A. The therapeutic potential of psilocybin in alcohol use disorder recovery: A literature review. URNCST Journal, v. 7, n. 1, p. 1-13, 2023. DOI: 10.26685/uracst.420.
WSÓL, A. Cardiovascular safety of psychedelic medicine: Current status and future directions. Pharmacological Reports, v. 75, p. 1362-1380, 2023. DOI: 10.1007/s43440-023-00539-4.
[1] Graduando em Medicina pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0009-0002-3829-2806. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4429410336876092. Email para contato: gabrieljcsc2@gmail.com.
[2] Graduanda em Medicina pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0009-0003-3970-2333. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8796848284621773. Email para contato: amanda.tmagrini@gmail.com.
[3] Graduando em Medicina pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). ORCID: 0000-0002-9603-8358. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5963667667521054. Email para contato: robhck13@outlook.com.
[4] Doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Doutorado em Psicologia e Psicanálise Clínica. Mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestrado em Psicanálise Clínica. Graduanda em Medicina. Graduação em Ciências Biológicas. Graduação em Teologia. Especialista em Pesquisas de Mercado e Pesquisas voltadas a área da Saúde. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2952-4337. Lattes: https://lattes.cnpq.br/2008995647080248.
[5] Biólogo, Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Professor e pesquisador do do Instituto de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Amapá (IFAP), do Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT IFAP) e do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede BIONORTE (PPG-BIONORTE), polo Amapá. ORCID: 0000-0003-0840-6307. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/8303202339219096.
[6] Médica, Doutora em Ciências do Cuidado em Saúde pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Especialista em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Ceará, UECE, Brasil; Especialista em Medicina do Trabalho Universidade Gama Filho, UGF, Brasil; Especialista em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana pela Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ, Brasil; Especialista em Clínica Médica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Pará; médica pela Universidade do Estado do Pará (UEAP). ORCID: 0000-0002-7742-144X. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8427706088023830.
[7] Biomédica, Doutora em Doenças Tropicais, Professora e pesquisadora do Curso de Medicina do Campus Macapá, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), e do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS UNIFAP). ORCID: 0000-0001-5128-8903. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/9314252766209613.
Material recebido: 02 de abril de 2025.
Material aprovado pelos pares: 02 de maio de 2025.
Material editado aprovado pelos autores: 07 de maio de 2025.
O comércio eletrônico impõe aos sistemas de venda on-line elevada taxa de mudança em regras…
O objetivo deste estudo é compreender os sentimentos das primíparas frente às dificuldades no processo…
A gestão administrativa eficiente constitui um dos principais pilares de sustentação do desempenho organizacional no…
O artigo examina criticamente o fundamento da periculosidade nas medidas de segurança do direito penal…
O presente estudo analisa os desafios arquitetônicos relacionados ao desenvolvimento de banheiros acessíveis para pessoas
O objetivo deste artigo é relatar a experiência de intervenção realizada por acadêmicos de Psicologia…