ARTIGO DE REVISÃO
SOUSA, Silas Eduardo Santos [1], FLAUZINO, Victor Hugo de Paula [2] , CESÁRIO, Jonas Magno dos Santos [3]
SOUSA, Silas Eduardo Santos. Et al. A Importância Da Humanização Da Equipe De Enfermagem Na Unidade De Terapia Intensiva. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 05, pp. 196-211. Março de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/humanizacao-da-equipe, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/humanizacao-da-equipe
Objetivo desta pesquisa é descrever a humanização dentro da Unidade de terapia intensiva (UTI) e descrever os benefícios da humanização na assistência de enfermagem. A presente pesquisa é uma revisão bibliográfica com abordagem descritiva, realizada nos bancos de dados da SciELO (Scientific Electronic Library Online), BVS (biblioteca virtual em saúde) e google Scholar, com a seguinte pergunta norteadora, qual a relevância da humanização da equipe de Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva? Foram incluídos artigos acadêmicos publicados entre 2010 a 2021, disponíveis de forma gratuita nos bancos de dados supracitados. A coleta dos dados foi realizada no mês de janeiro de 2021, por três pesquisadores de forma independente, no qual resultou em uma amostra de final de 24 artigos. Para implementar o processo de humanização na UTI é necessário que o enfermeiro envolva toda a equipe multiprofissional da UTI. O enfermeiro terá que realizar a conscientização da equipe, pois a assistência prestada pela a equipe multiprofissional terá que abranger as necessidades dos familiares. Quando o familiar é internado na UTI a família fica desestruturada emocionalmente. Esta deve ser inserida no processo de humanização respeitando os valores e crenças culturais, a equipe multiprofissional deve zelar pelo o paciente e pela a família sempre agindo de forma ética. Na qual ficou evidente que o processo de humanização beneficia o paciente diretamente e passa segurança para os familiares, melhora o bem-estar do paciente, diminui ansiedade, aproxima os profissionais da equipe multiprofissional para acolher o paciente de forma eficiente. A humanização deve ser desenvolvida continuamente, pois este processo é lento e gradativo, os profissionais de toda a equipe que trabalha na UTI devem ser conscientizados para valorizar a vida com uma visão holística humanística na qual respeitar a individualidade de todos os pacientes, sempre promovendo a saúde, pois toda a equipe deve cuidar, prevenir, proteger recuperar, tratar e prover a saúde de forma humanizada.
Palavras-Chave: Humanização da Assistência; Unidades de Terapia Intensiva; enfermagem.
A humanização é definida como a valorização dos processos de alteração dos sujeitos na realização da saúde. Assim, a humanização necessita ser realizada no exercício dos serviços de saúde, tanto com os profissionais quanto com os usuários, onde se envolva o diálogo, com o objetivo de construir novos caminhos com capacidade de proporcionar um novo padrão de gestão de saúde pública para todos (VILLELA; FLAUZINO; CESÁRIO, 2021).
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor que é parte muito importante de um hospital, e são providas com recursos tecnológicos e científicos de muita qualidade e de última geração, e essas unidades é que recebe os pacientes em situação crítica que necessitam de uma assistência maior com recursos humanos de qualidade e atenção redobrada, porém as vezes os profissionais que atuam diretamente na assistência não consegue desenvolver o cuidado Humanizado, devido a rapidez no atendimento e a complexidade da doença (CESÁRIO et al., 2021).
A rotina da UTI é complexa e todos os profissionais que atuam neste setor realizam uma prática de assistência afastada da aproximação e do afeto, do ouvir e falar com o paciente que carece de atenção. Por conta da UTI ser um lugar que carece de atitudes às vezes particulares contra todo um sistema tecnológico dominador, a humanização se torna um trabalho difícil, tendo em vista que os profissionais, que vivem o dia a dia dentro das UTI’s avigoram-se para realizar atuações com o objetivo de harmonizar a assistência da equipe multiprofissional (CHAVES; LAUS; CAMELO, 2012)
Os pacientes internados na UTI estão completamente subordinados, necessitados e vulneráveis com o emocional abalado, por conta de diversas decorrências negativas do ambiente da UTI, o paciente e sua família necessitam de um tratamento humanizado por toda a equipe multiprofissional (SANTOS; CESÁRIO, 2019).
Quando se fala em processo de humanização na enfermagem dentro de uma UTI, citamos um instrumento de trabalho no qual estabelece uma relação de auxílio e empatia com o paciente durante a assistência de enfermagem, por meio da relação Inter-humana. Os cuidados de enfermagem humanizado deve envolver o paciente por um todo, no qual a enfermagem deve zelar pela a imagem do paciente, vontades e emoções, que o paciente vive diariamente (COUTO et al., 2020)
Para a enfermagem realizar o processo de humanização na UTI, foi realizada está pesquisas para demonstrar de que forma a humanização tem contribuído para a melhoria da saúde dos pacientes da Unidade de Terapia Intensiva que carecem de uma assistência de qualidade, por meio disto foi desenvolvida a seguinte problemática, qual a relevância da humanização da equipe de Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva?
A enfermagem é uma área da saúde que está ligada diretamente a humanização, pois a equipe de enfermagem está em contato com o paciente diariamente vivenciando medos, frustações e indecisões, a partir desta frase foi elaborado o seguinte objetivo geral que é descrever a humanização dentro da Unidade de terapia intensiva (UTI); e descrever os benefícios da humanização na assistência de enfermagem.
A presente pesquisa é uma revisão bibliográfica com abordagem descritiva e qualitativa, na qual está fundamentada com base em material que já foram elaborados como artigos científicos publicados em periódicos acadêmicos (CESÁRIO; FLAUZINO; MEJIA, 2020). Durante a primeira da pesquisa, foi realizada a busca por dados para responder o seguinte problema de pesquisa, qual a relevância da humanização da equipe de Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva?
Na segunda fazer foi realizada a pesquisa nos Descritores em Ciências da Saúde (Decs) e no qual foi encontrado os seguintes descritores; Humanização da Assistência, Unidades de Terapia Intensiva e enfermagem. Os Bancos de dados utilizados para realizar a pesquisa foram: SciELO (Scientific Electronic Library Online), foi utilizada a opção pesquisa avançada e o operador lógico booleano “AND”. Na BVS (biblioteca virtual em saúde), foi utilizado a opção pesquisa avançada, selecionada as bases da BDENF (Banco de Dados em Enfermagem), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e o operador lógico booleano “AND”. No Google Schollar, utilizou-se os descritores entre aspas (“”) e o operador lógico booleano “AND”.
A coleta de periódicos foi realizada durante o Mês de janeiro de 2021 e apresentou os seguintes critérios de inclusão: periódicos disponíveis na integra de forma gratuita e nos bancos de dados citados acima, artigos acadêmicos publicados entre 2010 a 2021. Excluíram-se artigos que não respondessem à pergunta de pesquisa e não contemplavam nenhum dos objetivos, artigos repetidos encontrados nas bases de dados, resumos e artigos inferiores a 2010, conforme apresentado no prisma da figura 1.
Figura 1. Fluxograma de PRISMA
A elaboração da tabela 1 tem objetivo de mostra a distribuição inicial de artigos científicos encontrados nas bases de dados da ScIELO, Google scholar e BVS.
Tabela 1 – Resultados da busca nas bases de dados
| Base de dados | Artigos | |
| Total | Incluídos | |
| BVS | 22 | 09 |
| Google Scholar | 20 | 08 |
| Scielo | 15 | 06 |
Fonte: Elaborado pelos autores (2021).
O quadro 1 tem por objetivo mostrar todos os autores que fizeram parte da elaboração deste trabalho, onde de todos os artigos analisados tomou-se por base 21 artigos, com as seguintes variáveis; autor, título, metodologia e periódico.
Quadro 1 – Artigos inclusos neste estudo
| Autor | Título | Metodologia | Periódico |
| CHERNICHARO, FREITAS, FERREIRA, 2012. | Humanização no cuidado de enfermagem: contribuição ao debate sobre a Política Nacional de Humanização | Pesquisa de natureza qualitativa de abordagem exploratória, do tipo descritiva. | Revista Brasileira de enfermagem |
| CESÁRIO, et al. 2021. | O impacto da COVID-19 na rotina da enfermagem na Unidade de terapia intensiva (UTI). | Revisão bibliográfica de abordagem descritiva e qualitativa. | Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento |
| CHAVES. LAUS. CAMELO. 2012. | Ações gerenciais e assistenciais do enfermeiro em unidade de terapia intensiva | Estudo de caso múltiplo, com abordagem Qualitativa. | Revista Eletrônica de Enfermagem (REE) |
| COUTO, et al. 2020.
| El shock cardiogénico y sus implicaciones en el postoperatorio de la cirugía cardíaca | Revisão bibliográfica de abordagem descritiva e qualitativa. | Ética de los Cuidados |
| MASSAROLI, et al. 2015. | Trabalho de enfermagem em unidade de terapia intensiva e sua interface com a sistematização da assistência. | Pesquisa qualitativa, do tipo participante | Escola Anna Nery Revista de Enfermagem |
| SOARES, SANTOS, GASPARINO, 2010. | Necessidades de familiares de pacientes internados em unidade de terapia intensiva neonatal | O estudo descritivo e transversal, com abordagem quantitativa | Texto Contexto Enfermagem |
| FOGAÇA, CARVALHO, MARTINS, 2010. | Estudo preliminar sobre a qualidade de vida de médicos e enfermeiros intensivistas pediátricos e neonatais. | Estudo descritivo | Revista Escola de Enfermagem da USP |
| LIMA, et al. 2020. | Novos recursos tecnológicos e atuação do profissional de enfermagem: uma visão humanizada frente aos pacientes de UTI | Estudo de caráter descritivo e exploratório | Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente |
| KOLACHI, BECKER, CREPALDI, 2020. | Humanizando sentidos entre a psicologia e a enfermagem: relato de intervenção em uma U.T.I neonatal. | Relato de experiência | Revista interdisciplinar de psicologia e promoção da saúde |
| SOUZA, et al. 2020. | Razões da inviabilização da política de humanização na unidade de terapia intensiva pela enfermagem. | Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica sistemática, do tipo integrativa | Brazilian Journal of health Review |
| BITTENCOURT, GAIVA, ROSA, 2020. | Perfil dos recursos humanos das unidades de terapia intensiva neonatal de Cuiabá, MT | Pesquisa descritiva de caráter quantitativo | Revista Eletrônica de Enfermagem (REE) |
| NUNES, et al 2013.
| Humanização da equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva. | Pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem qualitativa. | Revista Gaúcha de enfermagem |
| CASTRO, et al. 2010. | A Importância do Enfermeiro na Humanização da Unidade de Terapia Intensiva. | Revisão integrativa da literatura, descritiva | Revista Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição |
| NEVES, RAVELLI, LEMOS, 2010. | Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo-peso (método mãe canguru): percepções de puérperas | Pesquisa qualitativa, descritiva e de campo | Revista Gaúcha de enfermagem |
| OLIVEIRA, et al. 2018. | Humanização da assistência de enfermagem na unidade de terapia intensiva. | Revisão integrativa da literatura | Revista Humano Ser |
| FRELLO, CARRARO, 2012
| Enfermagem e a relação com as mães de neonatos em unidade de terapia intensiva neonatal. | abordagem qualitativa | Revista Brasileira de Enfermagem |
| FETTERMANN, et al. 2019. | Acolhimento e humanização dos familiares em unidade de tratamento intensivo adulto: revisão de literatura | Revisão de literatura. | Revista Eletrônica Acervo Saúde |
| CESÁRIO, FLAUZINO, MEJIA, 2020. | Metodologia científica: Principais tipos de pesquisas e suas caraterísticas. | Revisão bibliográfica de abordagem descritiva e qualitativa. | Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento |
| ABREU, et al. 2019. | Promoção da saúde no cuidado humanizado aos familiares de pessoas hospitalizadas em UTI adulta. | Relato de experiência | Brazilian Journal of health Review |
| ARAÚJO, et al. 2019.
| Satisfação dos familiares com a humanização da assistência em UTI. | Estudo exploratório descritivo. | SANARE |
| RODRIGUES. et al. 2019. | Humanização na Unidade de Terapia Intensiva Adulta UTI. | Estudo descritivo, observacional com abordagem qualitativa | Revista dos Cursos da Área da Saúde do Centro Universitário Estácio do Ceará |
Fonte: Elaborado pelos autores (2021).
A atuação da enfermagem na UTI é complicada e por conta disso, existem diversas necessidades para a realização da assistência. A conduta assistencial entre os profissionais, o estado grave dos pacientes e o emprego de várias tecnologias requerem da enfermagem informações de diversas áreas, proporcionando melhorias no cuidado oferecido e diminuindo métodos efetivos de trabalho e assistência. A UTI situada no plano mais difícil da classe dos serviços hospitalares expõe a necessidade de aparelhamento e melhorias do cuidado de enfermagem, de modo a colaborar favoravelmente para a melhoria das ações e segurança do paciente e da equipe multiprofissional (MASSAROLI et al., 2015).
Segundo Soares; Santos e Gasparino (2010), a UTI é considerada um ambiente riquíssimo de inúmeras tecnologias, porém, deixar a desejar no que diz respeito à assistência abrangente tanto para os pacientes de risco quanto para os familiares. Em virtude disso, é importante que os recursos humanos sejam capacitados não somente com conhecimento técnico-científico, mas também instruídos no que diz respeito a serem “mais humanos”, em especial os profissionais de enfermagem. Logo, é importante que os enfermeiros consigam conciliar a tecnologia com cuidado humanizado e integral.
Conforme Fogaça; Carvalho e Martins (2010), dentre a equipe básica de saúde na UTI, os médicos e enfermeiros tem seu trabalho caracterizado por atividades que exigem alta interdependência e tomadas de decisões com intervenções complexas, a fim de assegurar ao paciente atendimento emergencial.
É importante ressaltar que, os pacientes internados na UTI possuem suas necessidades peculiares em relação ao seu quadro clínico, dentre os quais destacamos a presença da dor. Diante isso, o enfermeiro tem extrema importância para o controle e manejo da dor, pois é o único profissional que está ligado diretamente a assistência de enfermagem e tem a possibilidade de realizar avaliação dos sinais sintomas, planejar e implementar os cuidados de enfermagem para aliviar a dor do paciente (LIMA et al., 2020).
Durante a avaliação da dor a enfermagem tem grande importância, pois deve estar sempre atenta as queixas álgicas do paciente para poder intervir e proporcionar o alívio da dor, além de promover o bem-estar para o paciente. A dor é reconhecida como o 5° sinal vital e deve ser avaliada por meio de escala Visual Numérica (EVN) e escala Visual Analógica (EVA), o enfermeiro deve estabelecer o plano de cuidados voltado para aliviar e tratar a dor (KOLACHI; BECKER; CREPALDI, 2020).
Segundo Souza et al. (2020), o acolhimento serve como o cartão de visita para os familiares daqueles que terão/tem pacientes internados na UTI. Em virtude disso, é importante enfatizar que os enfermeiros é a pessoa determinada pela equipe para receber/acolher os familiares na unidade. Ele que orienta as normas e rotinas da unidade e auxilia os familiares dando suporte emocional durante a estadia do paciente na UTI.
Denota-se que, é importante que os enfermeiros intensivistas tenham especialização a fim de suprir com precisão as necessidades básicas dentro da UTI. A especialização de é grande relevância em decorrência valor pela complexidade da assistência prestada, pois o enfermeiro que coordena as ações de enfermagem deve estar preparado, já que compete a ele a liderança da equipe e a responsabilidade pela assistência de enfermagem (BITTENCOURT; GAIVA; ROSA, 2010).
Conforme Lima et al. (2020), durante a visita ao paciente internado na UTI, é importante que os familiares recebam o devido acolhimento a fim proporcionar a eles sobre as informações inerentes ao tratamento. Em especial, os profissionais de enfermagem devem adotar a postura de cuidador, priorizando a humanização da assistência ao dia a dia família/paciente. Estes profissionais, além de atender, as necessidades do paciente, devem também estimular a relação, reduzindo o estresse, os conflitos internos em ambiente tão sombrio. Para realizar a assistência de enfermagem ao paciente internado na UTI é uma prática dividida entre todos os componentes da equipe de enfermagem, o enfermeiro deve realizar a gestão da equipe para atender todos os pacientes de forma Humanizada conectando o paciente junto a equipe de enfermagem com o ambiente hospitalar
A Humanização pode ser compreendida por meio do relacionamento humano, no qual procura recuperar o respeito sobre a vida em diversos momentos éticos, sociais e psíquicos, além de resgatar os aspectos fisiológicos, biológicos e subjetivos. Para adotar o processo de humanização a equipe de enfermagem deve considerar os aspectos descritos acima para assumir de forma ética o respeito mutou ao próximo (KOLACHI; BECKER; CREPALDI, 2020).
Para implementar o processo de humanização na UTI é necessário que o enfermeiro envolva toda a equipe multiprofissional da UTI. O enfermeiro terá que realizar a conscientização da equipe, pois a assistência prestada pela a equipe multiprofissional terá que abranger as necessidades dos familiares. Quando o familiar é internado na UTI a família fica desestruturada emocionalmente. A família deve ser inserida no processo de humanização respeitando os valores e crenças culturais, a equipe multiprofissional deve zelar pelo o paciente e pela a família sempre agindo de forma ética.
Para Nunes et al. (2013), a internação do ente querido em uma Unidade de Terapia Intensiva, os familiares ficam desesperançados, deprimidos, o que colabora para a desestruturação sob o ponto de vista emocional. Cada indivíduo deve ser considerado único, tendo necessidades, valores e crenças específicas. Manter e preservar a sua dignidade significa respeitar os princípios da moral e do código de ética médica.
Conforme Castro et al (2010), o processo de Humanização na UTI deve englobar o contexto familiar e social do paciente, os princípios humanitários descrito por Hipócrates no qual realiza a união entre a ciência ao humanismo, é um conjunto de medidas que abrangem o indivíduo como um ser biopsicosócioespiritual. A humanização faz parte da filosofia da enfermagem, o enfermeiro deve conduzir a equipe de enfermagem para construir e traçar um plano de cuidados voltado para o paciente, familiares e o ambiente físico.
Segundo Lima et al. (2020), a equipe de enfermagem é responsável por um leque de atribuições, capacidades e responsabilidades que são essenciais para avaliar, compreender e apoiar com segurança o paciente e a sua família durante esse tempo crítico. Dessa forma, é perceptível a importância da presença do enfermeiro dentro do setor da UTI, pois o mesmo além de prestar cuidados inerentes às necessidades do paciente compete ao enfermeiro também uma assistência ampliada aos familiares como um todo, promovendo a eles até mesmo uma “assistência psicológica” em inúmeras ocasiões.
Segundo Neves; Ravelli e Lemos (2010), os enfermeiros atuam como cuidadores e educadores permanentes, para promoção do ensinamento. Diante disso, a educação em saúde exercida pelo o enfermeiro é essencial para estabelecer uma relação de confiança com o paciente e sua família, o enfermeiro durante o processo de educacional deve sempre utilizar linguagem clara para facilitar o aprendizado dos familiares
Conforme Oliveira et al. (2018), na implementação do cuidado, o enfermeiro deve desenvolver a habilidade para desenvolver uma comunicação eficaz, no qual estabelece uma relação interpessoal com o paciente pessoa-pessoa. Nessa relação, necessita-se de um grau de confiança para que a pessoa se sinta à vontade de externar de modo sincero seus pensamentos e sentimentos. Em virtude disso, percebe-se a necessidade de que o enfermeiro tem que ter em relação Teoria da Inter-relação Pessoal, de Travelbee, com o objetivo de colocar em prática uma assistência de forma mais abrangente e humano com ênfase na comunicação como ferramenta fundamental na arte de cuidar. No processo de intervenção, o enfermeiro, como cuidador, deve viabilizar o fortalecimento dos binômios mãe e filho, principalmente, com a comunicação efetiva. Lacunas na relação terapêutica, entre familiares e profissionais, acarretam falta de informação, acolhimento inadequado e, por sua vez, geram insegurança na família, devido ao surgimento de conflitos
Conforme Souza et al. (2020), assistir à família do paciente hospitalizado é uma necessidade e função do enfermeiro. Características peculiares deste papel incluem a habilidade de reconhecer e conviver com a família na situação de doença, incluindo-a no planejamento do cuidado, bem como respeitar às suas decisões em relação ao tratamento. Acredita-se que ao valorizar a presença da família, o enfermeiro desempenha um papel singular no cuidado à mesma, em particular no contexto da UTI.
A enfermagem em unidade de terapia intensiva possui além das responsabilidades com o paciente, compromisso junto aos familiares, e muitas atividades são elencadas nos estudos como fundamentais para serem desenvolvidas junto à família durante a internação do paciente dentre elas: acompanhá-los nas primeiras visitas a UTI, informar sobre as condições do paciente, responder as questões e dar suporte emocional na forma de empatia e compreensão, encorajar a visita e o toque, envolver nos cuidados, informar acerca dos procedimentos e tratamentos realizados (FRELLO; CARRARO, 2012).
Segundo Fettermann et al. (2019), o processo de humanização está constantemente em evidencia e tem bastante relevância na rotina diária das UTIs, pois os valores éticos e morais direcionam a atuação do profissional de enfermagem que está diretamente atuando na assistência. Quando o processo de humanização ocorre dentro da equipe de enfermagem traz diversos benefícios para a saúde do trabalhador transformando o ambiente de trabalho em um local harmonioso no qual influencia diretamente nos cuidados prestado ao paciente e consegue estimular o melhor desempenho do colaborador na execução das suas atividades garantindo a excelência na assistência de enfermagem prestada.
Para Abreu et al. 2019, os Benefícios da humanização ocorre diretamente no relacionamento do profissional de enfermagem com os pacientes, o Sistema único de Saúde (SUS) estabeleceu o programa Humaniza SUS, no qual teve grande impacto nos serviços de saúde, implantando protocolos e melhorando os laços de fraternidade entre a equipe de enfermagem e os pacientes, este programa teve grande influência nacional e o principal benefício criado foi aproximar a equipe multiprofissional do paciente e contribuiu para diminuir os níveis de ansiedade e medo do paciente e acolhendo os familiares, por meio de suporte social e emocional.
Neste contexto Rodrigues et al. (2019), apresenta os valores éticos fundamentais no processo de humanização, pois em diversas vezes o tratamento e voltado somente para a doença, no qual esquece que o portador também precisa ser cuidado com dignidade, os profissionais que trabalham na UTI, estão em um ambiente hostil para o paciente, no qual apresenta crença e medo da morte eminente, neste momento o enfermeiro deve estar sempre a atento para acalmar, sanar e desmistificar todo o pré-conceito e criar um relacionamento de confiança, no qual o paciente vai estar seguro e irá aderir com facilidade o plano terapêutico
Conforme Araújo et al. (2019) é evidente que o processo de humanização beneficia o paciente diretamente e passa segurança para os familiares, melhora o bem-estar do paciente, diminui ansiedade, aproxima os profissionais da equipe multiprofissional para acolher o paciente de forma eficiente. A humanização deve ser desenvolvida continuamente, pois este processo é lento e gradativo, os profissionais de toda a equipe que trabalha na UTI devem ser conscientizados para valorizar a vida com uma visão holística humanística na qual respeitar a individualidade de todos os pacientes, sempre promovendo a saúde, pois toda a equipe deve cuidar, prevenir, proteger recuperar, tratar e prover a saúde de forma humanizada.
No estudo realizado foi abordado a humanização da equipe de Enfermagem no setor de Unidade de Terapia Intensiva e tem uma grande importância e se torna cada vez mais indispensável para que os pacientes, familiares tenham mais conforto e se sintam bem cuidados, pois a UTI é um setor que requer muita entrega e dedicação.
Existem algumas barreiras dentro de uma UTI que atrapalham a promoção de uma assistência humanizada, destacar-se entre esses, a ausência de comunicação entre o paciente, familiares e equipe. Para que esses obstáculos sejam vencidos é necessário que haja principalmente uma boa comunicação, porque a partir daí se pode chegar a uma humanização de mais qualidade e eficiente.
Com isso, se observa a grande importância desse estudo, pois a Humanização é um tema que é bastante falado e pouco realizado nos locais de saúde e na UTI, com isso se pode observar que se cada profissional de Enfermagem ou qualquer outro profissional de saúde procurar se dedicar, dar o seu melhor e pôr em práticas seus conhecimentos na sua vida profissional e em especial na Unidade de Terapia Intensiva a humanização será realizada e o maior beneficiado será o paciente.
ABREU VCA, et al. Promoção da saúde no cuidado humanizado aos familiares de pessoas hospitalizadas em UTI adulta. Brazilian Journal of health Review. Curitiba, v. 2, n. 3, p. 2246-2251, mar./apr. 2019.
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[1] Especialista. Faculdade Unyleya.
[2] Especialista. Faculdade Unyleya.
[3] Orientador. Mestrado em Medicina. Especialização em andamento em Engenharia e gerenciamento de manutenção. Especialização em andamento em Engenharia eletrônica e de computação. Especialização em Auditoria em Serviço de Enfermagem. Especialização em Docência para o Ensino Profissionalizante. Especialização em Formação de docentes para o ensino em Enfermagem. Especialização em Enfermagem em Emergência e Urgência. Graduação em andamento em Engenharia de Software. Graduação em Enfermagem.
Enviado: Fevereiro de 2021.
Aprovado: Março de 2021.
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