Saúde

Eficácia das intervenções em saúde mental para sobreviventes de Unidade de Terapia Intensiva e seus familiares: Uma revisão sistemática

ARTIGO DE REVISÃO

CAVALCANTE, Fernanda Lúcia Nascimento Freire [1], SILVA, Bruna Ribeiro da [2], TEIXEIRA, Pedro Lucas Cavalcante Dutra [3], BARROS JÚNIOR, Francisco Miranda [4], FERNANDES, Ana Edilza Cândido [5], SILVA, Thais Gabrielle Moura da Costa [6], MAIA, Eulália Maria Chaves [7]

CAVALCANTE, Fernanda Lúcia Nascimento Freire et al. Eficácia das intervenções em saúde mental para sobreviventes de Unidade de Terapia Intensiva e seus familiares: Uma revisão sistemática. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 06, Vol. 01, pp. 19-42. Junho de 2026. ISSN: 2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/eficacia-das-intervencoes, DOI: 10.32749/10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/eficacia-das-intervencoes

RESUMO

Esta revisão sistemática visa identificar intervenções eficazes na redução da ansiedade, depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em sobreviventes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A busca foi realizada nas bases PubMed, Medline e Scopus. Foram incluídos estudos publicados em qualquer idioma, com delineamento de ensaio clínico randomizado, sem restrição inicial de data de publicação, até maio de 2025. Foram elegíveis artigos que avaliaram desfechos de saúde mental (ansiedade, depressão e TEPT) associados a pelo menos uma das disfunções que compõem a PICS em sobreviventes de UTI. Foram considerados participantes adultos (≥ 18 anos) ou seus familiares, após a alta da UTI, independentemente do tempo de internação, condição clínica ou gênero. Foram excluídos os artigos de acesso fechados e estudos que incluíam crianças, adolescentes ou adultos e que comparavam dados de internação em UTI com outros contextos dentro do hospital. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, em qualquer idioma, publicados até maio de 2025, com participantes de idade superior a 18 anos. Foram excluídos as revisões sistemáticas, teses, dissertações, relatórios técnicos, dentre outros tipos de literatura cinzenta  e trabalhos com acesso fechado. Doze artigos preencheram os critérios de inclusão. Embora algumas intervenções em saúde mental, como realidade virtual, aplicativos digitais e protocolos de comunicação associados ao suporte psicológico, demonstrem potencial para reduzir sintomas de depressão e TEPT em sobreviventes de UTI, as evidências atuais são limitadas e de baixa qualidade. São necessários ensaios clínicos mais robustos para confirmar sua eficácia no contexto da PICS.

Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva, Sobreviventes, Resultados de Cuidados Críticos.

1. INTRODUÇÃO

O avanço tecnológico e científico na área da saúde vem resultando na menor mortalidade de pacientes críticos​ (Yuan, et al., 2021). Contudo, estudos apontam que 50% desses pacientes não retomam a funcionalidade anterior à hospitalização e adquirem uma variedade de deficiências que incluem disfunções físicas, cognitivas, funcionais, psicológicas e sociais ​(Yuan et al., 2021​)​. Essas deficiências implicam na sobrecarga dos cuidadores e na diminuição da qualidade de vida dos sobreviventes e de seus familiares ​​ (Ramnarain, et al., 2021).

O termo Síndrome de Cuidados Pós-Intensivos (PICS) foi proposto para denominar o conjunto de novos problemas ou agravamento no estado de saúde física, cognitiva e mental decorrente de uma doença crítica e que persistem mesmo após a alta hospitalar ​ O conceito se estende ao estado mental dos familiares de sobreviventes da UTI (PICS-f) ​. (Gravante et al., 2024).

Desde 2010, quando o termo PICS foi disseminado na comunidade científica, muitos profissionais e pesquisadores passaram a ter interesse em ampliar a informação sobre o tema e avaliar a incidência na população de doentes críticos ​ O trabalho de ​Yuan et al. (2021)​  buscou propiciar uma compreensão mais clara dessa síndrome e descreveu como critérios definidores da PICS: os transtornos psicológicos — principalmente a ansiedade, a depressão e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT); as disfunções físicas, manifestadas como fraqueza muscular adquirida, dor e/ou deterioração da independência;  deficiência cognitiva, que pode incluir comprometimento leve, alteração na atenção, memória, concentração e  resolução de problemas; problemas na reconstrução social, observados nas dificuldade de relacionamentos interpessoais,  identidade pessoal ou retomada das atividades laborais;  deficiências multidimensionais novas ou que pioraram após hospitalização em ambiente crítico; e, por fim, a persistência dos sintomas.  

Recentemente, algumas revisões sistemáticas têm buscado esclarecer a eficácia de intervenções voltadas à prevenção e redução de sintomas emocionais decorrentes da permanência em UTI a longo prazo em sobreviventes de cuidados críticos e seus familiares. Yoshihiro et al., (2023) investigaram se intervenções psicológicas iniciadas após alta da UTI melhoraram a saúde mental comparada aos cuidados habituais. ​Geense et al. (2019)​ avaliaram o efeito de intervenções não farmacológicas na redução de deficiências físicas, mentais e cognitivas, incluindo ensaios clínicos não randomizados, estudos controlados antes e depois e séries temporais publicados até 2018. Contudo, as evidências não foram conclusivas e apontaram a necessidade de estudos mais robustos. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar as intervenções que demonstraram eficácia na redução da ansiedade, depressão e TEPT relacionada à PICS em pacientes que sobreviveram à UTI.  

2. MÉTODO

Trata-se de uma revisão sistemática realizada sem restrição inicial de data de publicação, até maio de 2025, relatada de acordo com as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Itens for Systematic Reviews and Meta-Analyses). O protocolo de revisão sistemática foi registrado no PROSPERO (International Prospective Register of Systematic Reviews) com código de registro CRD42023440999.  

A pergunta norteadora da revisão sistemática foi elaborada a partir da estratégia PICO ​ considerando “P” pacientes sobreviventes à internação na UTI ou seus familiares, “I” qualquer intervenção para redução da ansiedade, depressão e TEPT, “C” (controle) comparado a nenhuma intervenção ou cuidados usuais e “O” (resultado) como melhora das respostas de ansiedade, depressão e TEPT. Desta forma, questiona-se: Existem intervenções que podem beneficiar a longo prazo os sobreviventes de UTI com melhores desfechos em ansiedade, depressão, TEPT? 

A busca na literatura foi realizada nas bases de dados eletrônicas PubMed, Medline (por meio da Biblioteca Virtual de Saúde-BVS) e Scopus; esta última acessada pelo Café do Portal Periódicos CAPES. Utilizou-se a combinação de descritores em ciências da saúde (DeCS), Medical Subject Headings Section (MeSH), sinônimos, termos relacionados e variações de escrita. A estratégia de busca foi igualmente aplicada nas bases de dados utilizando os operadores booleanos “OR” ou “AND”, conforme detalhado: ((Groups OR  Trial OR Randomly OR Drug therapy OR Placebo OR Randomized OR Clinical trial OR Comparative study OR Controlled clinical trial OR Randomized controlled trial) AND (Anxiety OR Anxiety Disorders OR Depression OR Depressive Disorder OR Post traumatic stress disorder OR PTSD) AND (Post-ICU Syndrome OR Post Intensive care syndrome OR PICS) AND (Therapeutic Interventions OR interventions OR intervention)).

Foram incluídos estudos publicados em qualquer idioma, com delineamento de ensaio clínico randomizado, sem restrição inicial de data de publicação, até maio de 2025. Foram elegíveis artigos que avaliaram desfechos de saúde mental (ansiedade, depressão e TEPT) associados a pelo menos uma das disfunções que compõem a PICS em sobreviventes de UTI. Foram considerados participantes adultos (≥ 18 anos) ou seus familiares, após a alta da UTI, independentemente do tempo de internação, condição clínica ou gênero. Foram excluídos os artigos de acesso fechados, estudos que incluíam crianças, adolescente ou adultos e que misturavam dados de internação em UTI com outros contextos dentro do hospital.

Os artigos foram selecionados por dois examinadores de forma independente com base na leitura do título ou resumo. Para auxiliar a seleção e garantir a fidedignidade do processo, foi utilizado o aplicativo da web Rayyan desenvolvido pelo Qatar Computing Research Institute (QCRI). Um terceiro examinador foi consultado na existência de discordância. Os artigos potencialmente elegíveis foram lidos completamente. Nós não checamos as listas de referência de todos os artigos elegíveis na tentativa de encontrar novas referências para esta revisão. 

As variáveis de interesse foram transferidas para uma planilha eletrônica Excel. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva. O risco de viés dos ensaios clínicos randomizados reportados neste estudo foi avaliado de acordo com os critérios da ferramenta RoB 2.0 (Revised Cochrane risk-of-bias tool for randomized trials). A avaliação foi feita para cinco domínios e o risco de viés para cada domínio foi avaliado como baixo, com alguma preocupação ou com alto risco de viés.  Três autores realizaram a avaliação de forma independente e as discordâncias foram resolvidas por discussão, com a inclusão de um terceiro revisor, quando necessário.  

3. RESULTADOS

Os artigos recuperados e selecionados para análise são demonstrados por meio do fluxograma PRISMA na Figura 1. A estratégia de busca elaborada recuperou um total de 242 artigos, sendo 163 na PubMed, 21 na Medline e 58 na Scopus. Depois de remover os estudos duplicados, foram identificados 166 artigos. Após a triagem realizada através da leitura dos títulos e resumos, 23 estudos foram selecionados, mas somente 12 preencheram os critérios de inclusão para essa revisão. 

Figura 1. Fluxograma PRISMA  

Fonte: Elaborada pelos autores, 2025.

As características dos estudos estão resumidas na Tabela 1. Os ensaios clínicos randomizados tiveram como objetivo conhecer o efeito de intervenções baseadas na realidade virtual (n=4), na aplicação da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) (n=2), no uso de diário na UTI (n=1), na intervenção de atenção plena por aplicativo (n=1), no uso de um protocolo de comunicação (n=1) e de um protocolo de sedação e desmame de ventilação mecânica (n=1). O TEPT foi um desfecho avaliado em todas as publicações, ansiedade e depressão em alguns estudos apareceram como desfecho secundários. 

Tabela 1. Características Dos Estudos

Fonte: material elaborado pelos autores com base em modelos anteriores, 2025.

De forma geral, a maioria dos estudos apresentou alto risco de viés. Apenas dois artigos foram avaliados com risco de viés global classificado como “algumas preocupações”, principalmente em razão da ausência de cegamento, o que pode ter influenciado a mensuração dos desfechos. Adicionalmente, foi identificado risco de viés associado a dados faltantes, uma vez que os autores relataram perdas no seguimento dos participantes, sem, contudo, especificar os motivos. Dessa forma, a qualidade geral das evidências que avaliam a eficácia das intervenções para reduzir sintomas de ansiedade, depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é considerada baixa. Tal limitação decorre tanto do número reduzido de estudos quanto da fragilidade metodológica deles. Não há, portanto, evidências suficientes que sustentem o uso de qualquer uma das intervenções investigadas, tampouco é possível determinar se produzem benefícios ou prejuízos aos pacientes.

A maioria dos estudos foi publicada em países da Europa (50%), seguido dos EUA (25%) e China (25%) e não foi identificado nenhum estudo brasileiro. O primeiro ensaio clínico randomizado com objetivo de testar a eficácia de intervenções na minimização das respostas de ansiedade, depressão e TEPT relacionada à PICS em sobreviventes da UTI foi descrito em 2010 e somente em 2019 foram identificados novos estudos. Todas as pesquisas incluíram como participantes os pacientes sobreviventes de UTI, somente uma publicação contemplou o familiar como sujeito da intervenção. Três estudos relataram os resultados de um ensaio piloto. 

Quanto aos aspectos avaliados, houve a aplicação de uma variedade de instrumentos mesmo tratando-se da mesma variável de interesse. Observamos, ainda, que o acompanhamento dos pacientes e/ou familiares foram distintos, variando de 5 dias após a alta até 1 ano, conforme detalhado na Tabela 2. Entretanto, perdas significativas de acompanhamento foram relatadas na maioria dos estudos.

Tabela 2. Desfechos e tempo de Seguimento

Fonte: elaborada pelos autores, 2025.

No que se refere a eficácia das intervenções, 40% dos estudos reportados identificaram que houve redução das respostas de ansiedade, depressão e/ou TEPT nos grupos experimentais quando comparados ao grupo controle. Por outro lado, o estudo com maior número de participantes e menor risco de viés concluiu que uma intervenção de TCC precoce não diminuiu a gravidade dos sintomas de TEPT e acrescentou que ansiedade e depressão não sofreram impacto ao longo do tempo, conforme descrito na Tabela 3.

Tabela 3. Intervenção e resultados encontrados

Fonte: elaborada pelos autores, 2025.

4. DISCUSSÃO

Esta revisão avaliou sistematicamente e analisou a literatura que reporta dados sobre as intervenções que podem minimizar a prevalência de ansiedade, depressão e TEPT relacionada à PICS nos sobreviventes de UTI.  Incluíram-se apenas ensaios clínicos randomizados, método considerado padrão ouro para o desenvolvimento de pesquisa e o único delineamento capaz de verificar o efeito de uma intervenção. Na análise, identificou-se que várias intervenções vêm sendo propostas na redução do sofrimento emocional dos sobreviventes da UTI como o uso do diário na UTI, realidade virtual, intervenção online ou presencial de Terapia Cognitivo Comportamental e protocolos de comunicação e sedação.  

Um estudo de Xiong et al. (2025), demonstrou a eficácia de um aplicativo, denominado applet WeChat, que ofereceu suporte emocional e informações sobre doença, cuidados pós-operatórios reabilitação. O estudo, focado em cuidadores de pacientes que passaram por substituição da válvula cardíaca mostrou redução nos sintomas de ansiedade, depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), além de melhorar a qualidade de vida desses cuidadores no período crucial pré-alta.

Resultados semelhantes foram encontrados no estudo de Watland et al., (2025), focado em familiares de pacientes que sobreviveram a uma doença crítica e utilizou a intervenção chamada “via do cuidador”. Após três meses, os participantes da intervenção apresentaram menos sintomas psicológicos e uma melhoria na qualidade de vida física e no sentimento de esperança, quando comparados ao grupo controle. 

Ambos os estudos reforçam a importância de oferecer suporte aos cuidadores familiares, seja por meio de um aplicativo digital ou de uma intervenção presencial, para aliviar o impacto emocional e melhorar a qualidade de vida.  

O diário é uma ferramenta que deve ser preenchida por familiares e profissionais de saúde durante o período em que o paciente se encontra em ventilação invasiva e sob efeito de sedação. De acordo com ​Egerod e Bagger (2010),​ a estrutura do diário deve conter uma capa com nome e dados do paciente, como o que ele gosta de fazer com o tempo e como é conhecido. Na sequência, deverá conter narrativas sobre a situação de crise, marcos na recuperação, sentimentos, preocupações e medos, coisas que possam interessar ao paciente, além de notas diárias, saudações e status do narrador e do paciente no momento do registro e finalizado através de uma nota final​.  

O uso do diário foi descrito pela primeira vez na Dinamarca em 1980 e desde então vêm sendo tema de interesse dos pesquisadores. Estudos têm demonstrado potencial impacto na reabilitação dos pacientes, no preenchimento das lacunas na memória e estabelecimento de metas realistas na reabilitação, bem como na melhor qualidade de vida dos sobreviventes a UTI (Hu et al., 2023) ​. Uma meta-análise que incluiu sete ensaios clínicos randomizados com objetivo de verificar o efeito do diário na taxa de ansiedade, depressão e TEPT concluiu que seu uso reduziu significativamente a taxa de TEPT em comparação aos cuidados habituais. Por outro lado, em relação à ansiedade e depressão não houve diferenças estatisticamente significativas (Gazzato et al., 2022)​. Nossos resultados foram semelhantes, uma vez que não se identificou benefício significativo no impacto do uso do diário sobre a ansiedade e depressão após a alta da UTI. 

Outras intervenções testadas nos ensaios clínicos incluídos neste estudo foram a utilização de internet e a realidade virtual, que vêm se popularizando nos cuidados médicos (Kanschik et al., 2023) Em geral, a tecnologia oferece aplicativos nos quais é possível a imersão do paciente num ambiente virtual e tridimensional (Bruno et al., 2022a).  A aplicação nas Unidades de Terapia Intensiva e a influência positiva dos impactos já vêm sendo relatadas (Bruno et al., 2022b). ​Corroborando, nossa revisão apontou que, dos quatro estudos que se debruçaram para pesquisar o efeito de intervenções baseadas na realidade virtual ou na internet, dois relataram atenuação e menor sofrimento psicológico dos participantes em relação ao grupo controle, apontando para ambivalência nos resultados dos estudos e impossibilidade de realizar generalizações quanto a essa evidência. 

De acordo com ​Zou et al. (2023), os efeitos do uso da realidade virtual no bem-estar psicológico, na qualidade de vida e na satisfação de pacientes críticos ainda devem ser avaliados. Na tentativa de responder a essa inconsistência, um grupo de pesquisadores protocolou uma revisão sistemática e meta-análise com critérios rigorosos de seleção e de minimização de viés que futuramente pode responder com maior confiança os efeitos dessa intervenção. 

Intervenções de saúde mental mediadas por realidade virtual incluem aplicações da TCC. Os primeiros relatos do uso da TCC pela internet datam da década de 1990 e, desde então, essa modalidade tem demonstrado resultados promissores, comparáveis aos obtidos pela TCC tradicional (Liu et al., 2023). Contudo, no que se refere a eficácia, não foram observadas diferenças significativas na redução de sintomas de TEPT entre os formatos presencial e online. O TEPT foi uma variável avaliada em todos os estudos incluídos. Contudo, nossos resultados apresentaram heterogeneidade de instrumentos, o que impede qualquer agrupamento significativo dos dados. Os instrumentos para depressão e ansiedade também foram diferentes. Na literatura, ainda não existe uma ferramenta de rastreio para a PICS, mas em 2019 uma conferência de consenso da Society of Critical Care Medicine, na tentativa de responder à pergunta sobre o melhor momento de triagem e a melhor ferramenta para avaliação dos desfechos relacionados à PICS, fez algumas recomendações ​(Mikkelsen et al., 2020)​. Para triagem da ansiedade e depressão, o grupo de especialistas — compostos por profissionais de saúde, sobreviventes da UTI e pesquisadores— recomendou o uso da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), e para o TEPT indicou o instrumento Impact of Event Scale-6 (IES-6). Para os demais atributos da PICS, como disfunção cognitiva e qualidade de vida, foram recomendados o uso da ferramenta Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e do questionário EuroQol 5D5L, respectivamente ​(Mikkelsen et al., 2020)​.   

Outro dado relevante desse estudo é que as pesquisas tiveram como público-alvo os pacientes. A família só foi investigada em um dos estudos, fato curioso, tendo em vista que as implicações psicológicas e físicas da doença crítica também afetam os familiares. O termo PICS-f foi recomendado para descrever as respostas de longo prazo nos familiares de sobreviventes da UTI (Inoue et al.,2019). Apesar de este estudo ter incluído apenas ensaios clínicos randomizados, ele ainda é suscetível a diversos vieses que podem comprometer os resultados. Primeiramente, constatou-se baixo quantitativo de ensaios clínicos randomizados voltados à avaliação da PICS em sobreviventes de UTI que estratificassem as variáveis de ansiedade, depressão e TEPT. Além disso, os ensaios incluídos contaram, em sua maioria, com amostras pequenas, o que limita a generalização dos achados. Somente um estudo foi realizado com mais de 1000 participantes e apresentou, de modo geral, baixo risco de viés. Em terceiro lugar, observou-se alta taxa de desistência e ausência de informações detalhadas sobre os motivos dessas perdas, o que pode comprometer a validade interna dos resultados. Em quarto, três dos estudos incluídos foram ensaios pilotos. Outra limitação deve-se ao fato de que foram incluídas várias modalidades de intervenção ao paciente sobrevivente de UTI e/ou familiar. Por fim, para tentar diminuir a compreensão  equivocada da PICS,  buscou-se incluir estudos que avaliassem pelo menos dois critérios  definidores da PICS, fato que pode ter excluído estudos mais robustos da literatura,  especialmente aqueles que avaliasse apenas um elemento  específico.   

5. CONCLUSÃO

A presente revisão sistemática evidenciou que, embora algumas intervenções voltadas à saúde mental – como o uso de realidade virtual, aplicativos digitais, protocolos de comunicação associados ao suporte psicológico e estratégias como ensaios diários de despertar – demonstrem potencial na redução de sintomas de depressão, ansiedade e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em sobreviventes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), as evidências disponíveis ainda são limitadas e de baixa qualidade metodológica.

Os achados para os desfechos psicológicos foram ambivalentes. Alguns reportaram efeitos significativos na redução de sintomas, enquanto outros, apesar de sugerirem uma superioridade das intervenções, não conseguiram estabelecer significância estatística. Adicionalmente, observamos que alguns trabalhos não identificaram diferenças significativas entre o grupo intervenção e o grupo controle.

A discrepância nos achados e a carência de evidências robustas impedem a formulação de recomendações clínicas seguras e eficazes para a Síndrome Pós-Cuidados Intensivos (PICS). Assim, destaca-se a necessidade urgente de novos estudos, com maior rigor metodológico, amostras mais representativas e o uso de instrumentos padronizados de avaliação, a fim de fortalecer a base científica e orientar práticas clínicas seguras e eficazes voltadas à saúde mental dos sobreviventes de UTI.

REFERÊNCIAS

Bruno, R. R., Bruining, N., Jung, C., & VR-ICU Study group. (2022a). Virtual reality in intensive care. Intensive Care Medicine, 48(9), 1227–1229. https://doi.org/10.1007/s00134-022-06792-0

Bruno, R. R., Wolff, G., Wernly, B., Masyuk, M., Piayda, K., Leaver, S., Erkens, R., Oehler, D., Afzal, S., Heidari, H., Kelm, M., & Jung, C. (2022b). Virtual and augmented reality in critical care medicine: The patient’s, clinician’s, and researcher’s perspective. Critical Care, 26(1), 326. https://doi.org/10.1186/s13054-022-04202-x

Cox, C. E., Hough, C. L., Jones, D. M., Ungar, A., Reagan, W., Key, M. D., Gremore, T., Olsen, M. K., Sanders, L., Greeson, J. M., & Porter, L. S. (2019). Effects of mindfulness training programmes delivered by a self-directed mobile app and by telephone compared with an education programme for survivors of critical illness: A pilot randomised clinical trial. Thorax, 74(1), 33–42. https://doi.org/10.1136/thoraxjnl-2017-211264

Egerod, I., & Bagger, C. (2010). Patients’ experiences of intensive care diaries—A focus group study. Intensive & Critical Care Nursing, 26(5), 278–287. https://doi.org/10.1016/j.iccn.2010.07.002

Gawlytta, R., Kesselmeier, M., Scherag, A., Niemeyer, H., Böttche, M., Knaevelsrud, C., & Rosendahl, J. (2021). Internet-based cognitive-behavioural writing therapy for reducing post-traumatic stress after severe sepsis in patients and their spouses (REPAIR): Results of a randomised-controlled trial. BMJ Open, 12(3), e050305. https://doi.org/10.1136/bmjopen-2021-050305.

Gazzato, A., Scquizzato, T., Imbriaco, G., Negro, A., Caballo Garrido, M. C., Landoni, G., Zangrillo, A., & Borghi, G. (2022). The effect of intensive care unit diaries on posttraumatic stress disorder, anxiety, and depression: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Dimensions of Critical Care Nursing, 41(5), 256–263. https://doi.org/10.1097/DCC.0000000000000539

Geense, W. W., van den Boogaard, M., van der Hoeven, J. G., Vermeulen, H., Hannink, G., & Zegers, M. (2019). Nonpharmacologic interventions to prevent or mitigate adverse long-term outcomes among ICU survivors: A systematic review and meta-analysis. Critical Care Medicine, 47(11), 1607–1618. https://doi.org/10.1097/CCM.0000000000003974

Gravante, F., Trotta, F., Latina, S., Simeone, S., Alvaro, R., Vellone, E., & Pucciarelli, G. (2024). Quality of life in ICU survivors and their relatives with post-intensive care syndrome: A systematic review. Nursing in Critical Care, 29(4), 807–823. https://doi.org/10.1111/nicc.13077

Hu, D., Ji, X., Li, Y., Liang, Y., & Chen, J. (2023). Effect of intensive care unit diary on quality of life of intensive care unit survivors and their relatives: A systematic review and meta-analysis. Nursing Open, 10(8), 4985–4994. https://doi.org/10.1002/nop2.1819

Inoue, S., Hatakeyama, J., Kondo, Y., Hifumi, t., Sakaramoto, H., Kawasaki, T., Taito, S., Nakamura, K., Unoki, T., Kawai, Y., Kanmotsu, Y., Saito, M., Yamakawa, K., & Nishida, O. (2019). Post-intensive care syndrome: its pathophysiologhy, prevention, and future directions. Acute medicine & surgery 6(3), 233-246. https://doi.org/10.1002/ams2.415

Jackson, J. C., Girard, T. D., Gordon, S. M., Thompson, J. L., Shintani, A. K., Thomason, J. W., Pun, B. T., Canonico, A. E. Dunn, J. G., Bernard, G. R., Dittus, R. S., & Ely, E. W. (2010). Long-term cognitive and psychological outcomes in the awakening and breathing controlled trial. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, 182(2), 183–191. https://doi.org/10.1164/rccm.200903-0442OC

Kanschik, D., Bruno, R. R., Wolff, G., Kelm, M., & Jung, C. (2023). Virtual and augmented reality in intensive care medicine: A systematic review. Annals of Intensive Care, 13(1), 81. https://doi.org/10.1186/s13613-023-01176-z

Liu, J. J., Ein, N., Forchuk, C., & OTHERS. (2023). A meta-analysis of internet-based cognitive behavioral therapy for military and veteran populations. BMC Psychiatry, 23, 223. https://doi.org/10.1186/s12888-023-04668-1

Mikkelsen, M. E., Still, M., Anderson, B. J., Bienvenu, O. J., Brodsky, M. B., Brummel, N., Butcher, B., Clay, A. S., Felt, H., Ferrante, L. E., Haines, K. J., Harhay, M. O., Hope, A. A., Hopkins, R. O., Hosey, M., Hough, C. T. L., Jackson, J. C., Johnson, A., Khan, B., Lone, N. I., … Sevin, C. M. (2020). Society of Critical Care Medicine’s International Consensus Conference on prediction and identification of long-term impairments after critical illness. Critical Care Medicine, 48(11), 1670–1679. https://doi.org/10.1097/CCM.0000000000004586

Navarra-Ventura, G., Gomà, G., de Haro, C., Jodar, M., Sarlabous, L., Hernando, D., Bailón, R., Ochagavía, A., Blanch, L., López-Aguilar, J., & Fernández-Gonzalo, S. (2021). Virtual reality-based early neurocognitive stimulation in critically ill patients: A pilot randomized clinical trial. Journal of Personalized Medicine, 11(12), 1260. https://doi.org/10.3390/jpm11121260

Ramnarain, D., Aupers, E., den Oudsten, B., Oldenbeuving, A., de Vries, J., & Pouwels, S. (2021). Post intensive care syndrome (PICS): An overview of the definition, etiology, risk factors, and possible counseling and treatment strategies. Expert Review of Neurotherapeutics, 21(10), 1159–1177. https://doi.org/10.1080/14737175.2021.1981289

Sayde, G. E., Stefanescu, A., Conrad, E., Nielsen, N., & Hammer, R. (2020). Implementing an intensive care unit (ICU) diary program at a large academic medical center: Results from a randomized control trial evaluating psychological morbidity associated with critical illness. General Hospital Psychiatry, 66, 96–102. https://doi.org/10.1016/j.genhosppsych.2020.06.017

She, S. J., & Xu, Y. Y. (2023). Effect of CICARE communication nursing model combined with motivational psychological intervention in patients with post-intensive care unit syndrome. World Journal of Psychiatry, 13(9), 707–713. https://doi.org/10.5498/wjp.v13.i9.707

Vlake, J. H., van Bommel, J., Wils, E. J., Bienvenu, J., Hellemons, M. E., Korevaar, T. I., Schut, A. F., Labout, J. A., Schreuder, L. L., van Bavel, M. P., Gommers, D., & van Genderen, M. E. (2021b). Intensive care unit-specific virtual reality for critically ill patients with COVID-19: Multicenter randomized controlled trial. Journal of Medical Internet Research, 24(1), e32368. https://doi.org/10.2196/32368

Vlake, J. H., Van Bommel, J., Wils, E. J., Korevaar, T. I. M., Bienvenu, O. J., Klijn, E., Gommers, D., & van Genderen, M. E. (2021a). Virtual reality to improve sequelae of the postintensive care syndrome: A multicenter, randomized controlled feasibility study. Critical Care Explorations, 3(9), e0538. https://doi.org/10.1097/CCE.0000000000000538

Wade, D. M., Mouncey, P. R., Richards-Belle, A., Wulff, J., Harrison, D. A., Sadique, M. Z., Grieve, R. D., Emerson, L. M., Mason, A. J., Aaronovitch, D., Als, N., Brewin, C. R., Harvey, S. E., Howell, D. C. J., Hudson, N., Mythen, M. G., Smyth, D., Weinman, J., Welch, J., Whitman, C., … POPPI Trial Investigators. (2019). Effect of a nurse-led preventive psychological intervention on symptoms of posttraumatic stress disorder among critically ill patients: A randomized clinical trial. JAMA, 321(7), 665–675. https://doi.org/10.1001/jama.2019.0073

Wang, C., Hu, S., Lu, R., Wan, W., Zhou, J., & Fan, X. (2022). Effects of intensive psychological intervention on negative emotions and satisfaction in patients with acute respiratory distress syndrome. Archives of Clinical Psychiatry, 49(5), 101–109.

Watland, S., Solberg Nes, L., Ekeberg, Ø., Rostrup, M., Hanson, E., Ekstedt, M., Stenberg, U., Hagen, M., & Børøsund, E. (2025). The caregiver pathway intervention can contribute to reduced post-intensive care syndrome among family caregivers of ICU survivors: A randomized controlled trial. Critical Care Medicine, 53(3), e555–e566. https://doi.org/10.1097/CCM.0000000000006546

Xiong, J., Wu, T. T., Cai, H., He, J. Y., Wang, T. Y., Lin, X. X., & Li, H. (2025). Effects of Wab-WPPEP on post-intensive care syndrome-family in family caregivers of heart valve replacement patients: A randomized controlled trial. Intensive & Critical Care Nursing, 86, 103817. https://doi.org/10.1016/j.iccn.2024.103817

Yoshihiro, S., Taito, S., Yamauchi, K., Kina, S., Terayama, T., Tsutsumi, Y., Kataoka, Y., & Unoki, T. (2023). Follow-up focused on psychological intervention initiated after intensive care unit in adult patients and informal caregivers: A systematic review and meta-analysis. PeerJ, 11, e15260. https://doi.org/10.7717/peerj.15260

Yuan, C., Timmins, F., & Thompson, D. R. (2021). Post-intensive care syndrome: A concept analysis. International Journal of Nursing Studies, 114, 103814. https://doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2020.103814

Zou, J., Chen, Q., Wang, J., Gu, M., Jiang, X., & Mao, M. (2023). Effects of virtual reality for psychological health of ICU patients: A study protocol for systematic review and meta-analysis. BMJ Open, 13(7), e073660. https://doi.org/10.1136/bmjopen-2023-073660

INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES

[1] Mestrado em Psicologia – UFRN; Especialização em Psicologia da Saúde: Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN (Lato sensu); Graduação em Psicologia -UNP. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6923-7696. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7631098123374569. 

[2] Graduação em Psicologia pela Universidade Potiguar (UnP). ORCID: https://orcid.org/0009-0006-8016-1569. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2063182193545186.

[3] Ensino médio pelo Colégio Diocesano Seridoense. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-0348-7407. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8961833373336388.

[4] Graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-0618-7324.

[5] Graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4434-9805.

[6] Graduação em Psicologia pela Universidade Potiguar. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-7224- 2816.

[7] Orientadora. Doutorado em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo – USP/SP (2000); Mestrado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS (1980); Graduação Plena em Psicologia pelo Instituto Paraibano de Educação (1977); Licenciatura em Psicologia pelo Instituto Paraibano de Educação (1976). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0354-7074. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2021670670663453.

Contribuição dos autores:

Fernanda Lúcia Nascimento Freire Cavalcante: Concepção, planejamento, análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Bruna Ribeiro da Silva: Planejamento, análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Pedro Lucas Cavalcante Dutra Teixeira: Análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Francisco Miranda Barros Júnior: Análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Ana Edilza Cândido Fernandes: Análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Thais Gabrielle Moura da Costa Silva: Análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

Eulália Maria Chaves Maia: Concepção, planejamento, análise, interpretação dos dados, elaboração do rascunho, na revisão crítica do conteúdo e participou da aprovação da versão final do manuscrito.

INFORMAÇÕES SOBRE O MATERIAL

Conflito de interesse: 

N/A.

Agradecimentos:

N/A.

Financiamento:

N/A.

Nota de presença de IA:

Os autores utilizaram a Inteligência Artificial Microsoft Editor (versão não identificada na plataforma) para auxiliar na correção gramatical de palavras e frases. No entanto, todas as buscas pelos conteúdos, classificação da qualidade dos artigos, redação do conteúdo, análise dos dados e revisão final foram realizadas de maneira autoral.

Informações sobre Direitos Autorais e Licença:

Este é um artigo de Acesso Aberto distribuído sob os termos da Creative Commons Attribution License, que permite uso, distribuição e reprodução irrestritos em qualquer meio, desde que o autor e a fonte originais sejam creditados.

Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.

  • ISSN (versão eletrônica): 2448-0959
  • Licença Creative Commons: Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

Histórico da Publicação:

Material recebido: 11 de junho de 2025.

Material aprovado pelos pares: 02 de outubro de 2025.

Material editado aprovado pelos autores: 12 de maio de 2026.

5/5 - (10 votos)
Fernanda Lúcia Nascimento Freire Cavalcante

Mestrado em Psicologia - UFRN; Especialização em Psicologia da Saúde: Desenvolvimento e Hospitalização - UFRN (Lato sensu); Graduação em Psicologia -UNP. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6923-7696. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7631098123374569. 

Recent Posts

hacked by trenggalek6etar

hacked by trenggalek6etar- JATIM4U -Jangene_Cakep - Panataran - 0x1999 - 0xIDiot - Unlucky - Mr.Optimuz_Root

11 horas atrás

Gestão financeira pública: Um olhar moderno e seguro

A gestão financeira pública vive uma transição paradigmática: do controle estritamente formal e legalista, herdado…

7 dias atrás

Paralelismo de carreira: A transição profissional planejada e assistida construída em paralelo à ocupação vigente

As transformações estruturais do mundo do trabalho tornaram obsoleto o pressuposto da carreira linear e…

7 dias atrás

Automatização na administração de pequenas empresas: A tecnologia da informação como estratégia de sobrevivência empresarial

As micro, pequenas e médias empresas constituem a espinha dorsal das economias contemporâneas, respondendo por…

7 dias atrás

Integração da enfermagem intensivista e de urgência e emergência: Abordagens interdisciplinares para o cuidado ao paciente cardiopata

A presente pesquisa tem como objetivo evidenciar a importância da colaboração entre a enfermagem intensivista…

1 semana atrás