DIAS, Adiclecio Ferreira [1]

DIAS, Adiclecio Ferreira. A Divindade De Jesus Cristo. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 01, Ed. 01, Vol. 9, pp 31-40 Dezembro de 2016 ISSN:2448-0959

RESUMO

Este artigo busca apresentar um pouco do que vem sendo discutido sobre a divindade de Jesus. Nosso objetivo é entender o porquê dessa discussão, quando começou, quais correntes existem e como vem sendo tratada desde após a Ressurreição de Cristo. Para isto utilizamos como metodologia os textos teóricos impressos e online. Entendermos que o tema é interessante, não só para a comunidade acadêmica, mas para o leitor interessado em conhecer mais de Jesus, e o que os pensadores falavam sobre Ele. Até hoje, ainda, vem se discutindo sobre Jesus como um ser histórico apenas, como tantos outros como Buda e Maomé ou ser Cristo, o Filho de Deus. Cremos em Jesus como sendo o Cristo, o filho amado de Deus, que foi sacrificado em nosso lugar, para termos livre acesso ao Pai, mas é interessante entender como essa discussão se dá. Reforçaremos a ideia de Jesus, o Cristo. Não temos a pretensão de nesse artigo encerrar o assunto, mas trazer mais informação e um conteúdo que seja interessante ao leitor.

Palavra-chave: Bíblia, Divindade de Jesus

INTRODUÇÃO

O tema deste artigo é divindade de Jesus, e foi escolhido porque foi desafiador falar sobre a pessoa de Jesus, um estudo que hoje é tão atual, como há séculos passado, quando já se debatia esta personalidade, seja em forma de homem, ou em forma divina. E se constitui um mistério.

Muitas abordagens poderiam ter sido feitas a partir desse tema, pois estudar a personalidade de Cristo, a qual se ocupa a Cristologia poderia ir por vários vieses como o sociológico, psicológico, filosófico, religiosa tradicional ou não, mas inicialmente, o desenvolvimento desse tema estará ligado a uma base do que é Jesus, com escolas e pensadores, trazendo respostas à luz da Palavra de Deus.

Não buscamos defender esta ou aquela linha de raciocínio, mesmo porque para muitos cristãos evangélicos ou não, pouco se sabe sobre a figura de Jesus, chamado o Cristo. E nosso objetivo geral é justamente apresentar o que vem sendo debatido sobre a personalidade de Cristo.

Também, não temos a pretensão de esgotar o assunto, muito pelo contrário, é apenas para iniciarmos um pensar e contribuir para um maior conhecimento da pessoa de Jesus Cristo, para aqueles que gostam de estudar mais a fundo a questões relacionadas ao cristianismo.

O método escolhido foi teórico tanto em livros, como em artigos científicos, e os quais buscamos em sites acadêmicos, que nos garantem um conteúdo de maior valor para a pesquisa.

A expectativa é que com nosso trabalho possamos despertar outros a conhecer mais, sobre Jesus, pois há muito que se falar sobre este tema, e poucos cristãos conhecem mais a fundo o Senhor a quem serve. Vemos muitos artigos e livros sobre o Espírito Santo, mas nem tanto sobre Cristo, logo acreditamos que nosso estudo tem importância para estudos mais aprofundados.

A DIVINDADE DE JESUS

Conforme Cloer (2006) no seio do cristianismo existe uma verdade incontestável de que Jesus é Filho de Deus. Jesus é o âmago da nossa fé “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3:11). Jesus é o alicerce de nossa esperança segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa,

(1Timóteo 1:1). Portanto temos muitas razões para crer na divindade de Jesus, porque Deus nos relevou várias provas abundantes para crer “ Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20: 31).

A veracidade sobre a divindade de Jesus é testada e aprovada pelas profecias feitas nas escrituras sagrada há muito tempo atrás. O seu nascimento foi profetizado pelos os profetas “ Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” Mateus 1:2. “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” Jeremias 23:5. O seu nascimento virginal foi predito pelo Isaías, “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Isaías 7: 14).

Cloer (2006) resalta que nas escrituras é citado que seu nascimento seria acompanhado de uma grande matança de muitas crianças:

Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem. Jeremias 31:15. Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:
Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem.
Mateus 2:16-18

Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Oséias 11:1. E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.
E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.
Mateus 2:13-15.

McMahon (2008) confirma que as escrituras relatam que o Messias que haveria de vir é Deus, e para os judeus o Messias profetizado seria o próprio Deus. McMahon destaca algumas profecias:

“Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo Monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.” Salmo 2:6-12.  O Salmo 110:1 também atesta o diálogo entre Deus e Deus. Davi escreve: “Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Jesus usa isso lindamente contra os fariseus, quando indaga como poderia o Messias ser o Senhor de Davi. “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.” Duas figuras são apresentadas nesta Daniel 7:13. Ó espada, desperta-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o Senhor dos Exércitos. Fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão sobre os pequenos.  Zacarias 13:7. “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA. O descendente levantado a Davi será um Renovo.  Jeremias 23:5-6. ( McMahon, 2008, p.5).

A DIVINDADE DE JESUS É COMPROVADA NO NOVO TESTAMENTO

Conforme McMahon (2008) é no novo testamento que se comprova a divindade de Jesus, pois o próprio Senhor Jesus deu testemunho de si mesmo afirmando que era o Messias que haveria de vir. “ A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.
Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. João 4:25-26

McMahon (2008) acrescenta ainda que:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” O Verbo aqui mencionado é Cristo. João utiliza uma efetiva designação do Logos Eterno, a fim de que sua audiência gentio-romana ficasse convencida de que o Verbo Eterno, o Eterno Logos, era aquele que desceu do céu. Esta seria, e de fato foi, uma ferramenta efetiva no ensino aos gentios aristotelianos e platônicos sobre o Único Deus Verdadeiro. Vemos aqui que o Verbo Eterno é o próprio Deus. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Ora, João não apenas afirma que o Verbo é Deus, mas explica que o Verbo mantém toda a glória do Pai, pois é o unigênito Filho de Deus. O Verbo desceu do céu, habitou entre os homens, e Sua glória, a glória somente de Deus, brilhou entre os homens, por algum tempo. Sabemos disso, visto como esse Verbo eterno era a forma do próprio Deus, conforme Filipenses 2:6-7 explica: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Paulo está falando de Jesus Cristo. O Messias é Deus, por isso Ele não achou que era usurpação ser igual a Deus. Ser igual a Deus é ser Deus. Pensem sobre os atributos de Deus e na incomunicável natureza dos Seus atributos. Somente Deus pode se igualar a Si mesmo. Mas Deus tomou a forma de homem e foi feito à semelhança de homens, para salvar os homens dos seus pecados.

Segundo Soares (2008) a expressão “filho de Deus” deixa óbvio sobre a divindade de Jesus. A Bíblia afirma com toda segurança que o filho é próprio Deus. “ Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” Hebreus 1:8. Acrescenta ainda que:

Em João 5: 17, Jesus declarou-se filho de Deus: ” Meu pai trabalha até agora, e eu também”. No versículo seguinte, o apóstolo declara ser igual a Deus; “ Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. (João 5 18). Jesus considerava essa relação entre o pai e o filho como sinônimo de sua deidade. Encontramos algo semelhante em João 10: 30- 36. Jesus disse ser um com o pai: ‘Eu e o Pai somos um”.  Jesus declarou-se filho de Deus: “aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus”
(João 10: 36). Dessa forma fica claro que a declaração “filho de Deus” é uma afirmação da sua divindade. (Soares, 2008, p. 41).

ATRIBUTOS DIVINOS DE JESUS

Royer (2001) declara que as tentativas feitas pelos pseudos cristãos em negar a divindade de Jesus é insensata, assim como a afirmação da teologia neotestamentária, de que Cristo era mesmo verdadeiro homem e verdadeiro Deus. “Mas, acima do que eles creem e pregam, está o testemunho insofismável das escrituras sagradas, que apresenta um Cristo nascido de carne como qualquer um homem, e ao mesmo tempo, exercendo atributos inerentes a Deus, o Pai”. (Royer, 2001. p. 41)

JESUS É ETERNO

Em Apocalipse 1:11 o próprio Senhor Jesus declara: “Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro”. O Alfa e Ômega, vem do grego, correspondem ás letras A e Z, primeira e última letras do alfabeto Português. Fica bem claro que Jesus estava demonstrando prova de sua eternidade”. (Royer, 2001, p.41).

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.  (João 1:3). Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João, 3:16) porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho. (Hebreus, 1:5)

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. (João, 8:58) E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. (João 14:13). Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Isaías 9:6,) Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. (Hebreu 13 :8). Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. (Apocalipse 22: 13,14). E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos.    Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão Hebreus 1:10-12

JESUS É ONISCIENTE

Apesar da complacência do Filho de Deus de desapossar de si mesmo e assumir a forma de servo (Filipenses 2:7), o mesmo não deixou de ser plenamente Deus.  A sua onisciência 1 é evidente nos livros sinópticos 2 pois ele conhecia os pensamentos das pessoas, que estavam ao seu redor, “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações” (Mateus 9:4).  Jesus sondou os corações daqueles mestres, e somente quem é onisciente consegue fazer isso “Estavam sentados ali alguns mestres da lei, raciocinando em seu íntimo:

“Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus? Jesus percebeu logo em seu espírito que era isso que eles estavam pensando e lhes disse: “Por que vocês estão remoendo essas coisas em seus corações” (Marcos, 2: 6-9). Jesus sabia o que os fariseus pesavam “ Os fariseus e os mestres da lei estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado. “ Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse ao homem da mão atrofiada: “Levante-se e venha para o meio”. Ele se levantou e foi” (Lucas, 8: 7-8). Jesus não conhecia à mulher samaritana, mas sabia que ela teve cinco maridos “ fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade” (João, 4:18). Jesus falou para seus discípulos a respeito de seu amigo Lázaro mesmo estando em outra cidade. “ Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo”. Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando do sono”. Então lhes disse claramente: “Lázaro morreu”. (João, 11: 11-15).

O Senhor Jesus viu Natanael debaixo da figueira mesmo não conhecendo pessoalmente. “ Ao ver Natanael se aproximando, disse Jesus: “Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”. Perguntou Natanael: “De onde me conheces? ” Jesus respondeu: “Eu o vi quando você ainda estava debaixo da figueira, antes de Filipe o chamar”. (João, 1: 4-48).

JESUS É ONIPRESENTE

Royer (2001) resalta que quando iniciou jornada ministerial o Senhor Jesus não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, por suas limitações humanas, mas após a sua ressurreição, ele afirmou: “ ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.
(Mateus 28:20). Paulo falou sobre a onipresença do Senhor e disse: “Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios,1: 22-23). Jesus quando estava ensinando seus discípulos deu um exemplo de sua onipresença 3, “ Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus, 18:20). Jesus era o verbo e o verbo é Deus tornando-se onipresente igual ao pai. “ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João, 1:1). “ E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João, 1: 14). Jesus declara ser igual ao pai “Eu e o Pai somos um”. (João, 10:30).

E por fim Cloer (2006) afirma que ele mesmo, o Senhor Jesus, declarou que existia antes de Abraão. “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João, 8:58).

Cloer acrescentou ainda:

E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. (João, 17:5). Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo. (João,17:24).

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (João 6:38).

JESUS É ONIPOTENTE

Para que possamos ter certeza de que Jesus é onipotente 4 é importante ter convicção que ele tinha todo poder, no céu e na terra. Ele é Senhor dos Senhores “Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis” (Apocalipse, 17:14). Como criador “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João,1:1).  Ele é rei dos reis “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Apocalipse, 1:5).  Ele é o cabeça da igreja “E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja” (Efésios, 1:22). Jesus sustenta todas as coisas “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus, 1:3). O Senhor Jesus pôde ressuscitar-se a si mesmo “ Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (João, 2:19). Royer5 acrescenta que Jesus é Salvador “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador”
(Tito 3:5,6).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nosso objetivo com esse artigo foi de trazer mais informação sobre um tema, que consideramos muito importante, mesmo sendo discutido há mais de séculos, pois falar da pessoa e divindade de Cristo é para muitos cristãos algo novo, e por isto a escolha do mesmo, que é desafiador e ao mesmo tempo prazeroso.

Buscamos apresentar um estudo que fosse imparcial, conforme deve ser um texto científico, tendo a Bíblia como a maior referência, uma vez que cremos em Jesus Cristo, como sendo uno (Deus-Homem), sendo o mais fiel possível às escrituras, contrapondo o que foi e é apresentado na contramão da divindade de Cristo.

Em nosso estudo pudemos observar que ao olhar para a pessoa e a personalidade de Jesus Cristo, somente pela fé é possível aceitá-la, pois do nascimento, aos ensinamentos, milagres, morte e ressurreição não são possíveis de serem entendidos por meio da racionalidade, mas sim pela crença.

Em nosso estudo pudemos observar que ao olhar para a pessoa e a personalidade de Jesus Cristo, somente pela fé é possível aceitá-la, pois do nascimento, aos ensinamentos, milagres, morte e ressurreição não são possíveis de serem entendidos por meio da racionalidade, mas sim pela crença.

Também, entendemos que a Bíblia é um ciclo perfeito, pois desde a criação da terra Deus já sabia exatamente quando e como enviaria Jesus. A sua vida e morte não foi por acaso, mas sim dentro de um plano perfeito. Muitos historiadores, filósofos e até mesmo teólogos tentam explicar o que a razão não consegue entender e apontar.

A questão no estudo da Cristologia de Jesus é conhecer o quanto o tema foi debatido e como se pode contestar alguns fundamentos fracos. Acreditamos que nem tudo na Bíblia é para ser entendido, afinal tentar entender a sabedoria de Deus é algo que vai além da capacidade intelectual do ser humano. O que se deve fazer é crer pela fé.

Conhecer e conhecer a Deus deve nos aproximar, pela fé, desse ser maravilhoso, que por meio Jesus Cristo quer ter uma relação intima e espontânea com cada indivíduo, que mesmo sem entender os acontecimentos crê e busca se aproximar e pelo Espírito Santo e compreender mais e amar mais.

REFERÊNCIAS

Bíblia Sagrada. Edição revista e corrigida, 1ªed, Santo André,
2009, Editora Central Gospel.

Cloer, Eddie. Como se tornar um cristão fiel. 2ª ed. ISBN: 0-9744441-4-6.

MOHANA, João. Cristologia o enviado. Livraria agir editora. 1981 Rio de Janeiro.

McMahon, Matthew. Tudo Sobre a Divindade de Jesus Cristo — Jesus é Deus. 2008. Disponível em: http://www.espada.eti.br/divindade.asp. Acesso em 15/07/2016.

MCDOWELL, J. Evidências que exige um veredito: evidências
históricas da fé cristã.
2. ed. São Paulo: Editora Candeia, 1996.

ROYER, Gary, Luther. Cristologia, o verbo eterno e divino se fez carne. Escola de educação teológica das Assembleia de Deus. 2001 Campinas SP.

Rafael, Igor. Se Jesus é Deus e Deus é onisciente. Disponível em: http://ontologiacrista.blogspot.com.br/2012/10/se-jesus-e-deus-e-deus-e-onisciente.html. Acesso em 15/07/2016.

Soares, Esequias, Cristologia a doutrina de  Jesus Cristo. 2008 São Paulo: Hagnos.

White, Ellen, G. Vida de Jesus. Casa publicadoras 2008 São Paulo.

1. Onisciente significa aquele que sabe tudo. É um adjetivo de dois gêneros, que qualifica aquela pessoa cujo saber é ilimitado, que domina qualquer ciência. A palavra onisciente é formada do prefixo de origem latina oni, que significa todo, mais a palavra ciente (sciente), aquele que tem ciência, que tem conhecimento de alguma coisa, que sabe.

2. Sinópticos é um termo que designa os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas por conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência, e algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura de palavras. Tal grau de paralelismo relativo ao conteúdo, narrativa, linguagem e estruturas das frases, somente pode ocorrer em uma literatura interdependente, donde vem o nome sinóptico, do grego συν, “syn” («junto») oοψις, “opsis” («ver») informações disponíveis em

3. Onipresente é um adjetivo masculino e feminino que significa ubíquo e caracteriza algo ou alguém que está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Relativamente à etimologia, a palavra onipresente é formada omni (que significa tudo ou todo) e praesentia (significa presença). Algumas pessoas têm dúvidas em relação à grafia desta palavra, mais concretamente entre onipresente e onipresente. A forma correta de escrever esta palavra é onipresente.

4. Onipotente significa alguém que é capaz de fazer tudo, não tem nenhum tipo de dificuldade e que é Todo-poderoso. Um ser onipotente é aquele que não precisa de ninguém, que ele é poderoso em todos os sentidos. O termo onipotente surgiu na Grécia Antiga, com a mitologia, onde características como ser onipotente, onisciente e onipresente eram muitos presentes. Onipotente é aquele ser que tem poder ilimitados, onisciente é alguém que possui todo conhecimento do mundo, em todas as áreas, e onipresente é o ser que está presente em toda parte, em todos os lugares. Características como estas só poderiam pertencer a um Deus.

5. (Royer, 2001, p. 42).

[1] Especialização em ensino religioso e graduação em teologia pela fabra. Estudante de história pela faculdade uninter.

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Adiclecio Ferreira Dias

Graduação em Teologia pela Escola de Ensino Superior Fabra (2016)

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  • Um pastor afirma que Jesus veio em forma de homem apenas não de Deus ainda afirma que só depois que o Espírito Santo desceu sobre sua cabeça que ai sim tornou-se um Deus pois ele se esvaziou de si mesmo eu queria saber a opinião das igrejas da assembleia de Deus sobre este assunto. Pois para mim ele veio é era 100% Deus é 100% homem

  • João 5:19 Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente. 30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma: como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.

  • João 11:42 Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
    Após a morte de Jesus Cristo ele disse: Mateus 28:17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

  • Errado!!!

    Teríamos que retirar das sagradas escrituras os seguintes textos e muitos outros:
    João 5:19 Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente. 30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma: como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.

  • Jesus é Deus Filho.Creio porque O Novo Testamento ensina a Dividade de Jesus como está Escrito no Evangelho de João:

    No Princípio era O Verbo,E O Verbo estava com Deus E O Verbo era Deus.

  • Jesus é Deus Filho. Isso porque O Novo Testamento Afirma a Dividade de Jesus João 1:1 diz:
    No Princípio era O Verbo, E O Verbo estava com Deus E O Verbo era Deus.

  • A Bíblia diz que Jesus Cristo é a primeira criação de Deus. - Colossenses 1:15. Portanto Jesus não é Deus.
    Adão não foi criado para morrer mas, para viver eternamente. - Gênesis 2:16-17. Se ele nunca comesse o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, nunca morreria. Por desobedecer (pecar) Adão se tornou imperfeito e transmitiu imperfeição aos seus descendentes, por isso todos morrem - Romanos 6:23. Para acabar com o pecado (desobediência), Deus transferiu a vida de Seu Filho Jesus, de espiritual para carnal e o enviou ao mundo - João 1:29 e 1ª João 1:7. O propósito de Deus que a Terra seja habitada por humanos perfeito não mudou - Isaías 55:11 e Malaquias 3:6. Portanto, a perfeição na Terra vai retornar assim como é no Céu quando Jesus Cristo começar a governar - Mateus 6:10

    • Se você lê mais 2 versículos verá aqui está falando que Jesus Cristo Cristo todas as coisas.veja a passagem Colossenses 1:15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. *Tudo foi criado por ele e para ele*. 17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E a palavra "primogênito" pode significa o principal de toda criação, pois até Davi e Israel foi chamado de primogênito e ele não nasceu primeiro. 1 João 5:20 Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. *Este* é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Veja que o pronome demostrativo está retomando a palavra "Jesus Cristo" isso se chama anáfora, é um mecanismo para interpretar um texto de forma que o leitor saiba a quem o texto está se referindo. Também é possível fazer a catáfora, a qual faz referência a um termo que será citado posteriormente no texto. Em outros contextos, é claro.

      Além disso, é possível fazer a substituição do pronome "este" por Jesus Cristo e mesmo assim manterá o sentido, deixando bem para a quem o pronome está retomando. Com essa explicação nem Ário se atreveriaa divulgar as suas heresias.

    • Para “primogênito”, Paulo usou a palavra grega “prototokos”, que significa “preeminência ou o primeiro numa série”. Se o Apóstolo quisesse dizer que Jesus era a primeira criação de Deus Pai, ele teria usado outra palavra grega, a saber, “protoctisis”, que significa “primeira criatura”. Assim, Jesus ser o primogênito da criação de Deus significa que ele é o alvo da criação e que por meio Dele tudo o mais veio a existir.

      “Primogênito” nem sempre tem o sentido de primeiro que nasceu. Esta palavra é usada várias vezes na Bíblia para mostrar a posição de honra ou privilégio que alguém recebeu. Por exemplo, Deus chamou Israel de primogênito entre os povos (Êxodo 4:22). Mas sabemos que Israel não foi a primeira nação da terra. Antes, já haviam os sumérios, os acádios, os amorreus, os egípcios e outros povos. Isso quer dizer simplesmente que Deus colocou Israel numa posição de honra acima de todas as nações.

      No Salmo 89:27, é dito que Davi é o primogênito de Jessé. Mas Davi é realmente o primogênito de Jessé? Não. Ele era o caçula de sete irmãos (1 Samuel 16:10-13; 17:14), mas foi escolhido por Deus para ser posto em uma posição de autoridade sobre o seu povo Israel. Do mesmo modo, Jesus ocupa a posição de Rei (Apocalipses 19:16) e Cabeça da Igreja (Efésios 1:22-23) – a qual é o único povo eleito de Deus hoje (Colossenses 3:12; 1 Pedro 2:9-10), formada por judeus e gentios convertidos a Jesus (João 10:16; Atos 10:34-35; Efésios 1-3; etc.).

      No Novo Testamento, todos os filhos de Deus são primogênitos (Hebreus 12:23) porque Deus os colocou numa posição de honra. No mesmo sentido, o Pai colocou Jesus numa posição de primazia acima de todas as criaturas.

      A palavra grega para primogênito, como já vimos, traz consigo esses dois significados: o primeiro numa série, e o preeminente, o que tem primazia e domínio. Portanto, não há base teológica para dizer que Jesus foi a primeira criação de Deus Pai.

      De semelhante modo, Jesus é o primogênito dentre os mortos (Colossenses 1:18). No entanto, outras pessoas morreram e ressuscitaram antes de Jesus, mas Ele reina supremo sobre todos. Jesus não é criatura. Ele é Criador, Redentor e Senhor dos senhores (Apocalipse 17:14).

  • Há forte discussão sobre a autoria e os quase 40 autores bíblicos. Para os fundamentalistas, os autores textuais eram filhos de seus tempos e suas culturas, dando livre árbitro embora se aceita autoria divina de Espirito Santo que se limita a vigiar os erros. Podemos testemunhar os textos de Marcos que não testemunham de forma ocular, pois são escritos cerca de 30 anos após a morte. Mas também mostram ser textos copiados de uma fonte comum com os textos de Mateus.
    O que pretendo aqui é superar a duvida de viciação de alguns livros de história criação do Universo que aparentam mitos e lendas. Bem ainda a criação da igreja católica romana no inicio Medievalista sec I, II e III . Com tanta arrogância política e barbaridade do império, estar po detrás de muitas sensuras e revisões arbitrarias.
    E, há uma busca constante sobre Igreja 12 Apóstolos de Cristo no mundo ofuscado pelos capitalistas romanos e seus protestantes. Um outro problema por discutir posteriormente.

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