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Qual a diferença entre questionário e formulário?

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A metodologia científica: o que você precisa saber sobre os instrumentos de pesquisa mais empregados em pesquisas caracterizadas como aplicadas

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre metodologia científica. Como temos afirmado ao longo de nossos posts, a metodologia necessária a um trabalho científico não pode ser aplicada de maneira aleatória, uma vez que todo e qualquer tipo de estudo possui as suas próprias características e necessidades. Nesse sentido, os estudos que são mais teóricos podem demandar métodos, instrumentos e técnicas de pesquisa que não são os mesmos indicados para trabalhos mais aplicados. Os trabalhos dessa segunda possibilidade aplicam as ferramentas de pesquisa sobre as quais iremos conversar ao longo dessa discussão de hoje. Assim sendo, ao longo desse post, iremos esclarecer quais são as diferenças entre um questionário e um formulário, quais são os cuidados que o pesquisador deve tomar ao aplicar tais instrumentos e iremos apresentar o passo a passo relacionado a cada um desses.

Quais são os elementos que caracterizam um questionário e um formulário?

Essas ferramentas de pesquisa são muito utilizadas em estudos aplicados, porém, é preciso que fique claro, nesse post, que não são a mesma coisa, pois possuem características que as diferenciam. A fim de que possamos apontar esses cuidados de pesquisa que permitem a aplicação correta das duas ferramentas, iremos partir de uma pergunta-guia: qual a diferença entre um questionário e um formulário? Qual a finalidade de ambas as ferramentas? A primeira coisa que gostaríamos de deixar clara nessa conversa é que na pesquisa acadêmica-científica nós, enquanto cientistas, devemos tomar certos cuidados quanto às ferramentas que aplicamos aos nossos estudos. Essas ferramentas têm a finalidade de fazer com que obtenhamos os dados que irão guiar a nossa pesquisa e responder à pergunta-problema. Caso essas ferramentas não atendam a todos os critérios, a pesquisa é comprometida, pois não cumpre o rigor.

Cuidado para não invalidar o seu estudoCuidado para não invalidar o seu estudo

Se você não tomar cuidados ao empregar as ferramentas de pesquisa, o seu estudo perderá a sua validade, logo, não poderá ser publicado em nenhum lugar. Sem esses cuidados, além de comprometer a ferramenta, pode correr o risco de fazer perguntas tendenciosas. Além disso, sem critérios científicos, você poderá contaminar a sua pesquisa, pois os dados não serão apresentados de uma maneira imparcial e neutra. Nesse sentido, é fundamental que você tome cuidado para que todos os passos de uma pesquisa sejam realizados sem qualquer tipo de contaminação. Dito isso, podemos adentrar nas duas ferramentas que separamos para a nossa conversa de hoje. A primeira coisa que você precisa manter em mente é que tanto o questionário quanto o formulário, quando aplicados, permitem, ao pesquisador, a obtenção de dados para uma pesquisa. 

Aplicação prática de ferramentas de pesquisa

Se você deseja saber se uma população x está satisfeita com um certo atendimento, você poderá aplicar esses instrumentos para verificar o atendimento. As perguntas podem ser de múltipla escolha (sim ou não) e, ainda, pode solicitar uma justificativa. Assim sendo, o pesquisador aplica as famosas escalas para mensurar esse nível de satisfação. Nesse sentido, precisamos ressaltar que a finalidade de ambos é a de auxiliar nesse processo de coleta de dados. Todavia, os dados admitidos mudam, pois dependem do estudo proposto. Com isso, podemos discutir sobre os cuidados fundamentais que você deve tomar. No caso do questionário, como o próprio nome indica, você irá questionar o colaborador acerca de algumas questões elementares e essenciais ao estudo que está propondo. A partir de uma dada população previamente definida, você irá verificar uma dada situação coletando, antes, dados.

Como aplicar o questionário da maneira correta?Como aplicar o questionário da maneira correta?

Para que o questionário seja bem aplicado, você poderá partir de perguntas abertas ou fechadas e, ainda, a depender da proposta de seu estudo, esse questionário poderá ser estruturado ou semiestruturado. O intuito pode ser tanto o de promover respostas mais fechadas ou, ainda, o respondente poderá ter possibilidades mais amplas para se posicionar quanto a questão a ele colocada. O questionário semi estruturado permite que esse respondente tenha uma maior autonomia. Entretanto, não é qualquer questão que pode ser feita a esse respondente, de modo que as questões a serem feitas nesse questionário precisam, antes de tudo, ser validadas. Suponhamos que você queira perguntar a uma população x sobre as marcas de produtos alimentícios mais consumidas, precisará tomar alguns cuidados. Essas respostas podem ser mais livres ou pré-definidas, porém, essas precisam, antes, de uma validação.

A validação de uma pergunta

Suponhamos que você queira investigar junto a uma população x sobre a preferência de investimento em um dado momento histórico, é preciso recorrer a perguntas válidas para que o estudo não seja inviabilizado. Além disso, considerando essa questão de pesquisa, o cientista poderia investigar a preferência de investimento da geração millenium, preferência esta que não é a mesma de uma outra geração. Em todos os exemplos aqui citados, o pesquisador teria que respeitar alguns critérios para chegar até essas perguntas válidas de maneira segura. Além disso, a aplicação de um questionário fechado não se dá da mesma maneira de um questionário com questões abertas. Questionários fechados, por exemplo, apresentam alternativas fechadas, com respostas estabelecidas. É a partir dessas possibilidades que o respondente escolhe a alternativa que mais reflita o seu ponto de vista sobre essa questão.

O direcionamento de um estudoO direcionamento de um estudo

A depender do tipo de pergunta que você deseja aplicar em seu questionário (fechado ou aberto, estruturado ou semiestruturado), o seu estudo será direcionado para uma dada possibilidade de aplicação. Os resultados obtidos, portanto, dependem da forma a partir da qual as respostas serão coletadas. As respostas abertas não refletem, necessariamente, os resultados obtidos a partir de questões fechadas. Além disso, é importante que você mantenha em mente que todas as perguntas a serem feitas em seu questionário precisam ser comprovadas. É preciso que você apresente os motivos que justificam a proposição de tais questões. O cálculo de relevância de pesquisa é um mecanismo importante. O cálculo serve para que um pesquisador consiga comprovar a relevância dessa questão que está sendo colocada ao respondente. Contudo, há uma outra opção para quem deseja aplicar perguntas.

A importância da literatura na busca por perguntas

Uma estratégia indicada para aqueles que desejam aplicar perguntas já validadas é procurar por essas na própria literatura. Nesse processo, você deverá listar algumas variáveis. Elas correspondem aos objetivos que irão guiar a obtenção desses dados. a literatura nos fornece uma série de subsídios que conduzem uma pesquisa científica em todas as suas etapas, desde o capítulo teórico até aqueles aplicados (no caso de estudos desse tipo). Nesse sentido, as perguntas por você delimitadas devem partir da literatura defendida pelos autores que você deseja incluir em seu texto. Assim sendo, essa é uma forma mais tranquila de chegar até esses dados, pois recorrendo a literatura você conseguirá aplicar em seu estudo perguntas que já foram validadas, logo, não serão refutadas, pois são consideradas como seguras. Partir de questionários já validados é uma boa estratégia quando há pouco tempo disponível.

Estudos que promovem questionáriosEstudos que promovem questionários

Há estudos científicos cujo objetivo dos autores é o de propor questionários e formulários a serem aplicados por outros autores, isto é, buscam validar questões que possam ser replicadas sem grandes problemas em estudos diversos. Podemos citar como exemplo uma ferramenta bastante conhecida na área da saúde. Estamos nos referindo ao DASS 21. Trata-se de uma ferramenta de pesquisa que tem como objetivo primordial a aplicação de um teste de escala de depressão, ansiedade e estresse. Esse questionário pode ser aplicado por qualquer pesquisador porque já foi testado e validado por vários estudos, então se o seu interesse é o de verificar o percentual de depressão, ansiedade e estresse em uma dada população, a ferramenta irá lhe ajudar a chegar a esses dados de maneira segura. Nesse sentido, o questionário associado a essa ferramenta já foi aprovado e encontra-se consolidado em todo o território nacional.

Como aplicar os questionários validados?

Suponhamos que você queira investigar a preferência de investimento da geração millenium, o mais seguro é que você verifique na literatura se há um questionário já validado que permite que você verifique essa questão. Mesmo que esse questionário tenha sido aplicado em um outro contexto, você pode adaptá-lo ao contexto de sua própria pesquisa. O fato de você partir desse processo faz com que o questionário por você aplicado já seja validado. Dito isso, podemos concentrar a nossa discussão no formulário, pois há diferenças entre essas duas ferramentas de pesquisa. Pensemos em um exemplo: suponhamos que você tenha ido ao banco e tenha sido solicitado a você o preenchimento de um formulário. Em primeiro lugar, esse formulário irá solicitar a você o preenchimento de dados básicos, como o nome completo, endereço, ocupação profissional, idade etc. Cada instituição possui seus próprios interesses.

A especificidade de um formulário

Cada formulário requer do respondente dados específicos que refletem os interesses da instituição que deseja questionar o respondente. Nesse sentido, a finalidade de um formulário, geralmente, é institucional. Um formulário, diferentemente do questionário, não está ligado a fins científicos. Entretanto, não são raros os casos de alunos que afirmam que o seu professor-orientador pediu a elaboração de um formulário. Já vimos alguns professores aplicando essa terminologia, sobretudo aqueles realizados a partir de ferramentas digitais, como é o caso do Google Forms. Como indica o próprio nome em inglês, Forms é Formulário. Embora receba esse nome, o pesquisador, na verdade, está elaborando um questionário. Entretanto, no contexto científico, não é muito comum que o termo formulário seja aplicado. Contudo, há uma diferença muito tênue entre essas duas ferramentas.

A abrangência de um questionário e de um formulário

Como temos ressaltado, no contexto científico, o questionário é muito mais recorrente em relação ao formulário. Dentre as escalas mais comuns, não poderíamos deixar de mencionar a de Linkert. Mensura-se o percentual relacionado à questão que está sendo colocada ao respondente. Por outro lado, não é possível realizar essas mensurações em um formulário, já que o intuito é outro. O uso de formulários apenas se torna viável caso o seu intuito seja o de trabalhar com esses formulários como objeto de pesquisa, isto é, caso deseje verificar nesses formulários alguma característica recorrente em todos eles. Essa característica, por sua vez, deve estar ligada a alguma questão típica a uma ou mais instituições. Suponhamos que um sujeito queira tirar o visto estadunidense. Em primeiro lugar, terá que preencher alguns formulários. Preenche-se, portanto, o formulário da instituição que irá expedir o visto.

O estudo sobre formulários institucionais

Um pesquisador que deseja investigar os dados requeridos em formulários institucionais precisará tomar alguns cuidados ao tratar esses dados em virtude da finalidade desse instrumento. O tratamento dos dados, portanto, levará em consideração o tipo de informação que é solicitado nesses documentos. Retomando o nosso exemplo do formulário requerido ao indivíduo que desejar tirar o seu visto, o pesquisador poderia investigar, a partir do cruzamento entre os formulários, os aspectos considerados para a aprovação ou não de um visto. Para isso, ter em mente um determinado perfil de sujeitos que querem tirar esse visto é fundamental. Entretanto, se no contexto acadêmico o pesquisador deseja criar essas questões, é preciso que saiba que, no Brasil, a nomenclatura do formulário é pouco utilizada. Há, ainda, a possibilidade de replicar um questionário já testado e validado por outro estudo, como ressaltamos.

A replicação de um formulário é possível?A replicação de um formulário é possível?

Suponhamos que um dado estudo tenha aplicado um formulário de uma dada instituição e que este tenha sido validado. Você poderá replicar a fórmula deste instrumento. Há uma estrutura já fechada, dessa forma, o pesquisador não poderá fazer qualquer tipo de alteração. Algo que você precisa saber é que um formulário preenchido em uma dada instituição, ao ser preenchido em outra instituição, que possui características distintas, não irá apresentar os mesmos resultados, visto que a realidade é outra. O formulário, novamente, torna-se objeto de pesquisa, uma vez que irá verificar quais são os dados que ele fomenta em um outro contexto. Não é apenas a nomenclatura que muda, mas a própria estrutura de um formulário ou questionário. Não se esqueça que o formulário geralmente é aplicado em instituições não acadêmicas. O questionário é aplicado na academia.

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