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Como aproveitar melhor os resultados do estudo?

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Quais as providências que devo tomar para que consiga ter um bom desempenho com minha pesquisa?

Quais as providências que devo tomar para que consiga ter um bom desempenho com minha pesquisa?Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre um tema que pode ajudar você a lidar com a sua pesquisa de uma forma mais saudável e positiva. Levando essa necessidade em consideração, temos como objetivo hoje apresentar alguns pontos que podem lhe ajudar a desenvolver o seu estudo da melhor forma possível. Essas dicas irão lhe ajudar a aproveitar melhor o seu processo de pesquisa, desde o momento inicial até o final. Acreditamos que em uma pesquisa científica, que possui exigências complexas que não negamos, é preciso, em um primeiro momento, entender como funciona a mecânica, pois, ao compreender essa mecânica, a escrita científica passa a fluir de forma natural. As formas de aproveitar esse processo de pesquisa são as mais diversas e pode ser que elas sirvam para um pesquisador e não para você, porém, iremos apresentar algumas dicas que podem lhe ajudar.

Entendendo a mecânica da pesquisa científica: aspectos gerais da coleta de dados

Entendendo a mecânica da pesquisa científica: aspectos gerais da coleta de dadosA pauta que escolhemos para hoje nasceu de uma dúvida sobre o processo de coleta de dados. O pesquisador nos perguntou como que os resultados desse processo podem ser aproveitados da melhor forma, já que coletamos uma grande quantidade de materiais e nem sempre sabemos o que fazer com tantas informações. Há pessoas que possuem dificuldades para colocarem esses resultados em prática. Alguns pesquisadores afirmam que em muitas das vezes trabalham em demasia na parte inicial da pesquisa e acabam não sabendo aprofundar essas discussões. Essa sensação é compartilhada pelos mais diversos pesquisadores. Isto ocorre porque, em diversas vezes, por causa da mecânica da pesquisa, um material não pode ser desenvolvido sem que o autor cite uma quantidade x de materiais. Desse modo, estima-se que um artigo científico cita de vinte a trinta revisões da literatura distintas.

A quantidade de materiais inserida nas pesquisas científicas

Ao inserirmos a quantidade de vinte a trinta artigos em nosso próprio artigo científico, é fato que aproveitamos pouco dos resultados dessas produções. Isso ocorre porque os pesquisadores costumam utilizar a parte conceitual (teórica) desses materiais com mais afinco. Busca-se nesses materiais por dados científicos que não necessariamente correspondem aos resultados desses artigos que estão sendo utilizados. Como essa é uma dúvida que atinge todas as pessoas que precisam coletar materiais (às vezes,’ uma quantidade maior do que a que apresentamos), iremos apresentar algumas dicas. Em geral, predomina-se a sensação de que esses materiais não estão sendo aproveitados da melhor forma, mas lembre-se: aqueles que nos acompanham são das mais diversas áreas (humanas, saúde, exatas, ciências da natureza), algumas peculiaridades são mais específicas a certas áreas.

As peculiaridades das áreas do conhecimento

Algumas áreas lidam melhor com materiais aplicados e outras com materiais teóricos, embora a teoria (embasamento) faça parte de todo e qualquer tipo de estudo. Grande parte dos materiais científicos publicados são mais conceituais. Eles costumam ser descritivos e exploratórios. Desse modo, são menos ou nada aplicados, visto que o objetivo é o de revisitar uma teoria. Contudo, outros estudos possuem o viés inverso: são, predominantemente, aplicados. Com isso, cumpre afirmar que, a depender da área de pesquisa, este tipo de estudo precisará de uma aplicação específica a essa área. Certas áreas do conhecimento, a partir dos seus laboratórios, grupos de pesquisa e afins, trabalham com a pesquisa de campo. Assim sendo, todos os membros que fazem parte desse núcleo de pesquisa são incentivados a desenvolverem pesquisas de campo.

As formas de se fazer pesquisa

Assim como existem os núcleos de pesquisa que trabalham com a pesquisa de campo de forma corriqueira, há os casos de núcleos que trabalham com testes, em que avalia-se a viabilidade de um produto, serviço, ferramenta e afins. Além disso, há os programas específicos que têm como objetivo desenvolver softwares, hardwares, aplicativos e afins a serem embutidos em espaços diversos, como empresas. Outros programas em seus próprios sites apontam qual é o objetivo das pesquisas a eles vinculadas, como, por exemplo, o desenvolvimento de metodologias específicas, protocolos e semelhantes. Em razão da dinâmica seguida por programas que se encaixam nessa linha de raciocínio, é normal que as produções sejam desenvolvidas de uma forma diferente. Assim, os pesquisadores tendem a explorar artigos científicos que caminham para além da dimensão teórica, sendo estudos aplicados.

O processo de construção dos artigos aplicados

Na composição dos artigos que fazem parte dessa linha mais aplicada, a ênfase do material será diferente. Além da dimensão teórica, deve-se recuperar os resultados encontrados pelos artigos que estão sendo replicados neste estudo específico. Vamos utilizar como exemplo a área de psicologia cognitiva. O objetivo poderia ser a apresentação de algum tipo de ferramenta que possa contribuir com essa área específica da psicologia. Contudo, antes disso, deve-se recuperar os conceitos gerais que perpassam pela psicologia cognitiva. Em primeiro lugar, apresenta-se os conceitos e como esse tipo de psicologia pode contribuir para com a vida dos seres humanos, e, na sequência, dispõe-se os resultados sobre essa ferramenta que está sendo desenvolvida ou replicada. Entretanto, os artigos, em geral, preocupam-se mais com os aspectos conceituais do que com a parte prática propriamente dita.

Como reagem as áreas que não possuem estudos tão aplicados?

Os pesquisadores que fazem parte de uma linha mais teórica podem ter um pouco dificuldade para entenderem a dinâmica desses materiais mais práticos. Mesmo que não seja a sua realidade, é importante compreender essa dinâmica, visto que se trata de uma tendência mundial que pode alterar o modo de funcionamento de qualquer área e a qualquer momento. Como a sociedade tem se tornado cada vez mais exigente frente ao que desenvolvemos na universidade, tem cobrado pesquisas que resolvam os problemas e demandas de forma efetiva. Assim sendo, tem-se exigido, cada vez mais, que esses estudos possam ser aplicados à sociedade de alguma forma. Entretanto, é preciso que nos concentremos, também, nessa sensação de insatisfação por parte dos pesquisadores que aproveitam pouco os resultados dos artigos científicos que estão replicando em seus próprios estudos.

Como aproveitar melhor as discussões e resultados dos artigos?

Como aproveitar melhor as discussões e resultados dos artigos?A primeira dica diz respeito às variáveis que você irá utilizar em seu próprio estudo. Comece criando variáveis que, de algum modo, possam ser exploradas e respondidas pelos estudos que está cogitando utilizar. O mais interessante é que você contraponha esses estudos com as suas próprias variáveis. Temos percebido uma questão recorrente não apenas na produção de artigos científicos, mas também e, principalmente, na produção de dissertações e teses. Requer-se capítulos teóricos e eles não são interligados com as variáveis criadas pelo próprio pesquisador. Quando nos referimos às variáveis, estamos considerando que os seus objetivos de pesquisa, o problema de pesquisa, a justificativa e a metodologia precisam estar alinhados com as variáveis que estão sendo consideradas pelos autores que estão utilizando. Trabalhar com os resultados desses estudos que está considerando pode ser bastante efetivo.

Contrapondo ideias com as suas próprias variáveis

Contrapondo ideias com as suas próprias variáveisA partir do momento que você faz com que o seu estudo consiga contrapor com os artigos que está considerando, o aproveitamento das discussões e resultados desses materiais é muito mais evidente, visto que haverá um diálogo maior entre uma série de pesquisas que versam sobre um tema em comum. A formatação do seu material será muito mais sólida, uma vez que você conseguirá aproveitar essas discussões de uma forma mais profunda, caminhando para além dos aspectos conceituais e teóricos. Esse trabalho deixa de ser essencialmente teórico, sendo fato que eles atingem menos pessoas, visto que a sociedade que soluções a partir de discussões práticas e efetivas, passa a ser mais prático, e, com isso, mais contributivo aos olhos da própria sociedade. É preciso aprender a manusear esse tipo de material e, assim, iremos apresentar algumas dicas.

Como manusear materiais aplicados?

Suponhamos que você tenha um material em que os pesquisadores de um núcleo de pesquisa aplicaram um estudo a cem indivíduos portadores de depressão. Para isso, algumas mensurações foram necessárias, como o índice de B12 que se encontrava presente no sangue em um certo período. Todos esses aspectos são variáveis. O aproveitamento dessas discussões analíticas torna-se mais efetivo caso você eleja as mesmas variáveis para o seu próprio estudo. O desafio é fazer com que o seu estudo dialogue com outras pesquisas que possuem as mesmas variáveis (ou semelhantes). O cruzamento de dados também pode impulsionar esse aproveitamento. Temos visto que alguns materiais são muito ricos, especialmente em relação à forma como a coleta de dados foi depreendida. Contudo, ao realizar o cruzamento dos dados, essa profundidade se perde. É preciso tomar certos cuidados ao cruzar esses dados.

Como funciona o cruzamento de dados?

Com a falta de cuidado ao manusear os dados, algumas informações muito importantes podem ser perdidas no meio do caminho. Por exemplo, se você deseja propor um protocolo, é essencial que a análise desse protocolo apresente todas as características possíveis, a fim de que seu uso seja efetivo. Mencione dados que sejam considerados como importantes e interessantes, especialmente por aqueles que fazem parte da área. Busque por fontes que possam despertar esse interesse no leitor. Em geral, estudos desse tipo costumam trabalhar com cruzamento de dados a partir de planilhas (como o Excel). Tome muito cuidado, pois os dados podem se perder. Toda a capacidade e amplitude desses dados em tabelas, gráficos e afins devem ser exploradas. Para fazer esse cruzamento, indicamos a leitura do tópico de resultados desses estudos.

O que observar nos resultados de um estudo?

O que observar nos resultados de um estudo?Essa questão é relativa, porém, observar a relação entre gênero, idade, nível educacional, região, renda e os elementos específicos ao estudo em si (aqui a presença ou ausência da vitamina B12 em proporções ideais) pode ajudar você a cruzar esses dados da melhor forma. Se você ainda está em dúvida sobre quais variáveis escolher, leia e explore esses materiais que foram coletados e proponha as suas próprias variáveis de acordo com os materiais lidos. Esse intercâmbio irá fazer com que o seu estudo consiga ser relacionado com os demais explorados em seu embasamento teórico. Caso você não tenha tido esse cuidado em escolher as variáveis de acordo com o que tem sido proposto pelos autores que consultou, ou, ainda, caso o seu professor tenha pedido para que desenvolvesse capítulos teóricos sequenciais, ainda é possível enriquecer essa argumentação. Essa é uma realidade muito comum.

Como discutir em um material científico?

Muitos orientadores recebem materiais com muitas páginas de teoria e com pouca ou nenhuma discussão e, em razão disso, pedem para que o aluno discuta. É comum que materiais desse tipo tenham dificuldades para se adaptarem, uma vez que, em razão da discussão teórica, faltam subsídios que forneçam essa base aplicada que está faltando. Assim, para que o cruzamento de dados possa ser feito, tente relacionar esses dados (resultados) com as suas próprias descobertas. Também gostaríamos de chamar a sua atenção para o fato de que mesmo que você não tenha realizado a análise das mesma variáveis consideradas por esses estudos, o cruzamento entre os dados é essencial. Existem muitos estudos que podem contribuir e enriquecer a sua análise. Por exemplo, uma das variáveis que não mencionamos, mas que poderia ter sido utilizada é a questão da raça.

Como as variáveis influenciam no resultado?

Somar uma variável a outra também pode acarretar resultados bastantes interessantes para um certo estudo. Caso a sua análise já esteja pronta, considerando um conjunto de variáveis específicas, você pode mencionar esses outros achados e indicar que estudos posteriores consideram este grupo de variáveis que são interessantes, mas que não foram consideradas pelo seu estudo. Elas apontam, portanto, para as limitações com as quais o seu estudo se esbarrou. Também é interessante que você procure por estudos que reflitam aquilo que está, de fato, pesquisando. Explore o tópico dos resultados e discussões para aperfeiçoar o seu capítulo teórico.

Algo muito comum acontece no processo de construção de um trabalho acadêmico, sobretudo daqueles mais longos e que levam anos para serem produzidos, como é o caso das dissertações e teses. Estamos nos referindo ao fato de que no curso dessa produção, você pode perceber que a sua fundamentação teórica não dialoga com os seus resultados. Para reverter essa situação, indicamos que você realize uma nova pesquisa e colete apenas os materiais que tenham a ver com a forma que você deseja analisar e apresentar esses dados. A teoria deve dialogar com a parte prática em todos os tipos de estudos. Os resultados podem ser melhor explorados no tópico específico de análises e resultados (ou resultados e discussões).

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