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Tipos de abordagens fitoterápicas: uma revisão de literatura

RC: 148530
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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/biologia/abordagens-fitoterapicas

CONTEÚDO

REVISÃO INTEGRATIVA

MALOSSO, Milena Gaion [1], PEREIRA, Lorrane Vitória da Rocha [2], SANTOS, Ivan Monteiro dos [3], SOUZA, Erick Martins e [4], BARBOSA, Edilson Pinto [5], FURTADO, Maria Aparecida Silva [6]

MALOSSO, Milena Gaion. et al. Tipos de abordagens fitoterápicas: uma revisão de literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 08, Ed. 09, Vol. 03, pp. 05-25. Setembro de 2023. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/biologia/abordagens-fitoterapicas, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/biologia/abordagens-fitoterapicas

RESUMO

A fitoterapia é uma prática terapêutica baseada em preparados à base de plantas, visando o tratamento de doença. Profissionais de diversas áreas de atuação fazem uso do conhecimento tradicional e científico ao elaborar os diversos tipos de preparados de plantas com esta finalidade. Como a fitoterapia deixou de ser considerada uma prática baseada apenas em conhecimento tradicional e tornou-se um tema bastante atual por ter seu mérito científico, comprovadamente reconhecido, e tem-se tornado uma prática cada vez mais comum por profissionais da área da saúde por causar menos efeitos colaterais que os medicamentos alopáticos convencionais, e que por isso, tiveram um aumento na utilização pelas sociedades atuais, justifica-se a realização deste trabalho. Devido sua importância histórica e ressurgimento no mercado de medicamentos modernos a base de plantas, o objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre fitoterapia. Assim, neste trabalho, buscou-se responder à seguinte pergunta: Quais as principais abordagens atuais da fitoterapia? Para responder esta questão, foi realizada uma revisão de literatura baseada em textos obtidos no Google Acadêmico, os quais versavam, principalmente, sobre os temas história da fitoterapia, tipos e abordagens da fitoterapia, regulamentação de fitoterápicos no Brasil e fitoterapia medicinal, nutricional e integrativa, que deram origem aos tópicos deste artigo. Como resultado, percebe-se o quão rica é essa prática terapêutica e quanto é importante o uso dos fitoterápicos já que podem ser associados à medicina tradicional exatamente porque eles podem causar menos efeitos colaterais do que os medicamentos alopáticos convencionais.

Palavras-chave: História da Fitoterapia, Tipos e Abordagens da Fitoterapia, Regulamentação de fitoterápicos no Brasil, Fitoterapia medicinal nutricional e integrativa.

1. INTRODUÇÃO

De acordo com o dicionário Aurélio, “a fitoterapia é uma prática terapêutica que utiliza plantas medicinais e seus derivados para prover a saúde e tratar doenças” (FERREIRA, 2010) e plantas medicinais, por sua vez, “são aquelas que possuem em um ou mais órgãos substâncias utilizadas com finalidade terapêutica ou que sejam o ponto de partida para a síntese químicos e farmacêuticos, denominados de princípios ativos” (CARVALHO et al., 2010). Também conhecida como medicina herbal ou medicina botânica, a fitoterapia tem sido praticada há milhares de anos em várias culturas ao redor do mundo (FLORIANO, 2016).

A fitoterapia baseia-se no uso de diferentes partes das plantas, como raízes, folhas, cascas, flores e sementes, que contêm compostos químicos naturais com propriedades terapêuticas (OLIVEIRA, 2011). Esses compostos podem ter efeitos farmacológicos no corpo humano, como ação anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana, entre outros (MOREIRA, 2020).

Os fitoterapeutas, profissionais especializados em fitoterapia, utilizam o conhecimento tradicional e científico para selecionar e combinar plantas medicinais de acordo com as necessidades e condições de cada indivíduo (ABRANCHES, 2012; ROJAS e MALOSSO, 2022). Eles podem recomendar o uso de chás, infusões, extratos, pomadas, cápsulas ou outras formas de preparações fitoterápicas (MACEDO, 2016; MALOSSO; ALVES; SANTOS, 2023).

É importante ressaltar que, embora as plantas medicinais sejam de origem natural, elas também podem conter substâncias ativas que podem interagir com medicamentos convencionais ou causar efeitos colaterais indesejados (LIMA, 2021). Portanto, conforme posto por Bezerra, Da Costa e Guzén (2021), é essencial buscar orientações de profissionais qualificados antes de utilizar qualquer planta medicinal para o tratamento de doenças, uma vez que a fitoterapia não substitui os cuidados médicos convencionais, mas pode ser utilizada como um complemento terapêutico (FEITOSA et al., 2016).

O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre a fitoterapia, tendo em vista o uso de fitoterápicos vem crescendo rapidamente nas sociedades contemporâneas, o que indica que este tema deve ser reanalisado com vistas para os usos atuais. Para responder esta questão, foi realizada uma revisão de literatura baseada em textos obtidos no Google Acadêmico, os quais versavam, principalmente, sobre os temas história da fitoterapia, tipos e abordagens da fitoterapia, regulamentação de fitoterápicos no Brasil e fitoterapia medicinal, nutricional e integrativa, que deram origem aos tópicos deste artigo. Os critérios de inclusão foram ser artigo científico publicado em revista indexada ou textos advindos de defesas de trabalho de conclusão de curso, dissertações de mestrado ou teses de doutorado que versassem sobre os temas acima citados. Destes foram excluídos aqueles que não foram publicados nos últimos 10 anos, com exceção de textos clássicos e aqueles escritos em língua estrangeira.

Baseados nos textos selecionados, que foram os utilizados para elaborar este trabalho, destacaram-se os seguintes temas História da fitoterapia, Abordagens de fitoterapia, Regulamentação de fitoterápicos no Brasil, Tipos de fitoterapia a saber: Fitoterapia Medicinal, Fitoterapia Nutricional e Fitoterapia Integrativa.

Esses temas se compõem, portanto, numa delimitação do estado da arte da fitoterapia, bem como norteadores da sequência textual que ora passa a ser desenvolvida.

2. HISTÓRIA DA FITOTERAPIA

A fitoterapia, como prática terapêutica, tem suas origens em tempos ancestrais, quando as pessoas começaram a observar o uso de plantas medicinais para tratar doenças e aliviar os sintomas (MAIA, 2015). Floriano (2016) relembra que “o conhecimento sobre as propriedades medicinais das plantas foi transmitido ao longo das gerações por meio das tradições orais e práticas empíricas (MALOSSO; BARBOSA; SANTOS, 2023)”.

As civilizações antigas em diferentes partes do mundo desenvolveram sistemas médicos complexos que incorporavam o uso de plantas medicinais (SANTOS, 2000). Na Mesopotâmica, por exemplo, os sumérios e os babilônios já utilizavam plantas para tratar várias condições de saúde (VIEIRA, 2012). Na Índia, surgiu a medicina ayurvédica, um sistema de medicina holístico que inclui o uso de ervas, minerais e técnicas terapêuticas específicas (RODRIGUES, 2018).

Na antiga Grécia, Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, enfatizou o uso de plantas medicinais em seus tratamentos (KAISERMANN; PAWLOWSKI; MENDEL, 1957). Seus escritos, como o Corpus hippocraticum, detalhavam a utilização de diversas plantas para tratar diferentes doenças (CAIRUS, 1999).

Na China, a medicina tradicional chinesa também possui uma longa história no uso de plantas medicinais. O primeiro registro escrito sobre medicina chinesa, o Huangdi Neijing (Clássico da Medicina Interna do Imperador Amarelo), datado de aproximadamente 200 a.C., contém informações sobre a utilização de plantas e ervas para tratamentos (BUENO, 2022).

Durante a Idade Média, a fitoterapia continuou a ser praticada e aprofundada pelos monges e herbalistas nos mosteiros europeus. Eles cultivavam jardins de plantas medicinais e estudavam suas propriedades, além de desenvolverem técnicas de preparação de remédios à base de plantas (TOMAZZONI; NEGRELLE; CENTA, 2006).

Com o surgimento da química e da farmacologia moderna no século XIX, houve um afastamento gradual do uso de plantas medicinais em favor de medicamentos sintéticos porque as pesquisas científicas se concentraram na descoberta e no desenvolvimento de compostos químicos para tratar doenças (CASTRO, 2021).

No entanto, a partir do final do século XX, houve um ressurgimento do interesse pela fitoterapia e pelo uso de medicamentos baseados em plantas. Isso ocorreu devido a várias razões, incluindo preocupações crescentes com os efeitos colaterais dos medicamentos sintéticos, a busca por abordagens mais naturais de cuidados de saúde e a valorização do conhecimento tradicional (ROCHA et al., 2021).

Atualmente, a fitoterapia é praticada em todo o mundo, com diferentes abordagens práticas de acordo com cada cultura (CASTRO, 2022). Em muitos países, a fitoterapia é reconhecida e integrada aos sistemas de saúde convencionais (IABMOTO, 2022). A pesquisa científica continua a explorar a eficácia, a segurança e os mecanismos de ação das plantas medicinais, buscando validar seus usos tradicionais e desenvolver novos medicamentos fitoterápicos (ALMEIDA, 2011).

É importante ressaltar que a regulamentação da fitoterapia varia de país para país. Alguns lugares têm sistemas de regulamentação robustos para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos produtos fitoterápicos, enquanto outros podem ter regulamentações menos rigorosas ou não possuírem regulamentações específicas (AMARAL, 2017; PERFEITO, 2012). Portanto, é fundamental buscar orientação de profissionais qualificados e utilizar produtos fitoterápicos advindos de fontes produtoras confiáveis.

3. ABORDAGENS DE FITOTERAPIA

Existem diferentes abordagens e tipos de fitoterapia, sendo a primeira delas a fitoterapia tradicional, também conhecida como medicina tradicional à base de planta. Esta é a forma mais antiga de fitoterapia, baseada no conhecimento transmitido ao longo das gerações (FERREIRA; BATISTA; PASA, 2015). É praticada em várias culturas ao redor do mundo e utiliza plantas medicinais de acordo com os princípios e práticas tradicionais de cada sistema médico, como a medicina ayurvédica, a medicina tradicional chinesa e a medicina indígena (MATSUCHITA e MATSUCHITA, 2015).

A fitoterapia moderna é uma abordagem que combina a sabedoria tradicional com o conhecimento científico atual (AMERICANO, 2015). Envolve a utilização de plantas medicinais com base em evidências científicas, pesquisas clínicas e estudos farmacológicos (ANTÔNIO; TESSER; MORETI-PIRES, 2015). A fitoterapia moderna busca validar as propriedades terapêuticas das plantas, identificar seus componentes ativos e desenvolver formulações padronizadas para garantir a qualidade e a eficácia dos produtos fitoterápicos (SANTOS et al., 2016).

De acordo com Oliveira (2013), a fitoterapia ocidental refere-se ao uso de plantas medicinais da flora ocidental, incluindo a Europa, as Américas e outras regiões do mundo ocidental, incorporando o conhecimento tradicional dessas regiões, mas também se baseia em pesquisas científicas. É aplicada para tratar uma ampla gama de condições de saúde, seguindo as práticas e os princípios da medicina herbal ocidental (RODRIGUES; MOURÃO; LOPES, 2020).

Já a fitoterapia oriental é a forma de fitoterapia baseada em sistemas médicos tradicionais do leste asiático, como a medicina tradicional chinesa, a medicina japonesa tradicional e a medicina coreana tradicional (GRAÇO, 2020). De acordo com Oliveira (2016), esta utiliza plantas medicinais de acordo com os princípios da medicina chinesa, como a teoria dos meridianos, o equilíbrio de Yin-Yang e a teoria dos cinco elementos, visando restaurar o equilíbrio e a harmonia do corpo.

A fitoterapia ayurvédica, originária da Índia, é um sistema holístico que utiliza plantas medicinais, juntamente com dieta, estilo de vida, massagem e outras práticas, para tratar doenças e promover a saúde (DORNELLES, 2022). Classifica as plantas com base em suas propriedades, sabores e efeitos nos Doshas[7] (vãta, pitta e kapha) e utiliza combinações específicas de plantas para restaurar o equilíbrio nos Doshas. (SIQUEIRA, 2020).

A Fitoterapia homeopática é um sistema médico alternativo que utiliza substâncias naturais, incluindo plantas medicinais (CORRÊA; SOARES; MUCCILLO-BAISCH, 2018), em doses extremamente diluídas e baseia-se no princípio da “lei dos semelhantes”, em que uma substância que causa sintomas em uma pessoa saudável pode ser usada para tratar os mesmos sintomas em uma pessoa doente (LOCH-NECKEL; CARMIGNAN; CREPALDI, 2010). Ainda de acordo com este último autor, para isso, as plantas medicinais são diluídas e agitadas repetidamente para estimular a resposta curativa.

Como demonstrado, são várias as abordagens de fitoterapia, sendo a base comum de todas elas o conhecimento da utilização de plantas medicinais, o qual é transmitido de geração para geração, segundo sua cultura ao redor do mundo, seus princípios e práticas tradicionais de cada sistema médico.

Como os fitoterápicos têm sido regulamentados no Brasil? É isso que se discutirá na sequência.

4. REGULAMENTAÇÃO DE FITOTERÁPICOS NO BRASIL

No Brasil, a regulamentação legal do fitoterápicos é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que é o órgão responsável por estabelecer as normas e as diretrizes para a produção, registro, comercialização e uso desses produtos (CARVALHO et al., 2012). A regulamentação tem como objetivo garantir a qualidade, segurança e eficácias dos fitoterápicos disponíveis no mercado (RODRIGUES, 2018).

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 26/2014 é a principal norma de regulamentação dos fitoterápicos no Brasil (BRASIL, 2014). Esta estabelece os requisitos técnicos e as diretrizes para registro, rotulagem, produção, controle de qualidade e publicidade desses produtos.

De acordo com a regulamentação supracitada, para que um fitoterápico possa ser comercializado no Brasil, é necessário obter registro na ANVISA e este somente é concedido após a comprovação da qualidade, segurança e eficácia do produto, por meio de estudos clínicos e não clínicos, realizados de acordo com os requisitos desta agência.

Além disso, está regulamentação estabelece que os fitoterápicos devem ser produzidos a partir de matérias-primas vegetais devidamente identificadas, garantindo a autenticidade da planta utilizada. Também são estabelecidos critérios para a produção, como boas práticas de fabricação, controle de qualidade, armazenamento adequado e rastreabilidade dos insumos.

Quanto à rotulagem, os fitoterápicos devem conter informações obrigatórias, como o nome do produto, sua composição qualitativa e quantitativa, instruções de uso, precauções, contraindicações, possíveis efeitos adversos e número de registro na ANVISA.

Vale ressaltar que, para a prescrição e dispensação dos fitoterápicos, é necessário que os profissionais da saúde estejam devidamente habilitados, como médicos, farmacêuticos e dentistas (XAVIER e SOUZA, 2019).

É importante que os consumidores procurem produtos fitoterápicos registrados na ANVISA, pois isso garante que foram avaliados quanto à qualidade, segurança e eficácia. Além disso, é recomendado que sejam adquiridos em estabelecimentos confiáveis como farmácias e drogarias.

A regulamentação dos fitoterápicos no Brasil visa assegurar que esses produtos sejam utilizados de maneira segura e eficaz, promovendo assim o acesso a opções terapêuticas naturais de qualidade (MATSUCHITA e MATSUCHITA, 2015).

Nesse sentido, aborda-se, na próxima seção, dois tipos de uso fitoterápico: a fitoterapia para fins medicinais e a fitoterapia nutricional.

5. TIPOS DE FITOTERAPIA

5.1 FITOTERAPIA MEDICINAL:

O uso da fitoterapia para fins medicinais é uma prática antiga que envolve a utilização de plantas medicinais para prevenir doenças (COSTA et al., 2019a). As plantas possuem uma ampla variedade de compostos químicos, como flavonóides, terpenóides, alcalóides e taninos, entre outros, que podem ter propriedades terapêuticas (SILVA et al., 2015).

A fitoterapia medicinal pode ser aplicada de várias formas, tais como através da preparação de chás e infusões, que é a forma mais comum de uso e consiste em extrair os princípios ativos das plantas por meio da infusão em água quente (PAULERT et al., 2014). As infusões podem ser utilizadas para aliviar sintomas como dores de cabeça, insônia, desconforto gastrointestinal, entre outros (GARLET; MATTOS; MARTINS, 2017; SANTOS; SILVA; VASCONCELOS, 2021).

Também é utilizada na forma de uso tópico, por meio de pomadas, óleo essenciais ou cataplasmas produzidos a partir de plantas medicinais (SOARES, 2022). Ainda de acordo com este autor, ajuda a tratar doenças de pele, como inflamações, queimaduras, feridas ou infecções.

Outra modalidade de fitoterápicos são as cápsulas e comprimidos, nos quais os princípios ativos das plantas são extraídos e concentrados e depois encapsulados ou comprimidos para facilitar a administração (ABRANCHES, 2012). Essa forma de uso é comumente utilizada para tratar condições como ansiedade, insônia, problemas digestivos, entre outros (KANSLER, 2014).

Já os extratos líquidos fitoterápicos são soluções concentradas de princípios ativos das plantas, geralmente obtidas por meio de extração de solventes (CECHINEL FILHO e ZANCHETTE, 2020). De acordo com os estes autores, este tipo de fitoterápico pode ser utilizado para tratar diferentes condições, tais como doenças respiratórias, problemas circulatórios e distúrbios do sistema nervoso.

5.2 FITOTERAPIA NUTRICIONAL:

A fitoterapia nutricional, também conhecida como fitonutrição, é uma abordagem da fitoterapia que utiliza plantas medicinais como fonte de nutrientes para promover a saúde e prevenir doenças (NAVOLAR; TESSER; AZEVEDO, 2012). Através da combinação das propriedades terapêuticas das plantas com seus componentes nutritivos, busca-se fornecer ao organismo substâncias bioativas que auxiliam na manutenção do equilíbrio e bem-estar (ABREU, 2020).

A fitoterapia nutricional baseia-se na premissa de que a alimentação adequada e a nutrição são fundamentais para a saúde e o funcionamento adequado do corpo (PIRES, 2017). Ela enfatiza o uso de alimentos naturais, ricos em nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais, antioxidantes, fitoquímicos e fibras (MORAIS, 2021).

Nessa abordagem, as plantas medicinais são selecionadas não apenas por suas propriedades terapêuticas, mas também por sua composição nutricional (SANTOS, 2022). Alguns exemplos de plantas utilizadas na fitoterapia nutricional incluem os vegetais crucíferos como brócolis, couve-flor, repolho e outros vegetais desta família, que são conhecidos por seus efeitos protetores contra o câncer, devido aos seus compostos sulfurados e antioxidantes (SALVI e MAGNUS, 2014).

Frutas cítricas como as laranjas, limões e uvas, entre outras, também são plantas utilizadas na fitoterapia nutricional, por serem indicadas como fonte de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico e atua com antioxidante (COSTA, 2019b).

Já as plantas verdes folhosas como o espinafre, a couve a rúcula, entre outras plantas verdes, ricas em vitaminas, minerais e antioxidantes, fornecem nutrientes essenciais para a saúde em geral (SOUZA, 2023).

Os temperos como alho e cebola contêm compostos sulfurados, como a alicina, que possuem propriedade antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias, sendo útil no campo da fitoterapia nutricional (FONSECA et al., 2014).

Também há de se destacar a cúrcuma, que contem curcumina, um potente antioxidante e anti-inflamatório, e é frequentemente utilizada na fitoterapia nutricional para apoiar a saúde das articulações, combater a inflamação e proteger o sistema cardiovascular (RIBEIRO, 2020).

Por fim destaca-se o gengibre, que é muito utilizado na forma de sucos. Esta planta possui propriedades anti-inflamatórias e digestivas e é utilizado na fitoterapia nutricional para aliviar náuseas, melhorar a digestão e promover a circulação (CARUJO, 2022).

Como se nota, a fitoterapia nutricional pode ser praticada de diferentes maneiras, como incluir alimentos específicos na dieta diária, preparar chás e infusões de plantas medicinais ou utilizar suplementos nutricionais a base de plantas.

6. FITOTERAPIA INTEGRATIVA

Além dos dois tipos de apresentados anteriormente, há também que se destacar a fitoterapia do tipo integrativa, que é uma abordagem que combina os princípios da fitoterapia, que utiliza plantas medicinais para o tratamento de doenças, conforme já apresentado, com outras práticas de saúde e bem-estar, numa visão da totalidade da saúde do ser (SOLHA, 2015). Essa abordagem reconhece a importância da abordagem holística e integrativa da saúde, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais, mentais e espirituais do indivíduo (MENDONÇA et al., 2019).

Assim sendo, segundo SIMÕES et al., (2019) a fitoterapia integrativa busca utilizar o conhecimento e as práticas da fitoterapia em conjunto com outras terapias complementares, como a nutrição, a acupuntura, a medicina tradicional chinesa, a aromaterapia, a terapia floral e a prática de exercícios físicos, entre outros.

Essa abordagem tem como objetivo promover a saúde e prevenir doenças, além de auxiliar no tratamento de condições específicas (ELDIN e DUNFORD, 2001). Ao integrar diferentes terapias, busca-se uma abordagem mais abrangente e personalizada, considerando as necessidades individuais e buscando equilíbrio e bem-estar em várias dimensões da vida.

A fitoterapia integrativa pode ser aplicada de diversas maneiras, dependendo das necessidades e preferencias do indivíduo. Alguns exemplos incluem a prescrição individualizada, com base na avaliação do estado de saúde do indivíduo (STEWART et al., 2019). Segundo este mesmo autor, o profissional de saúde integrativa pode recomendar o uso de plantas medicinais específicas, tanto na forma de chás, extratos, cápsulas ou pomadas, quanto como parte de um plano terapêutico mais amplo.

De acordo com Santos (2008), esta abordagem também enfatiza a importância do estilo de vida saudável, incluindo a alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, gestão do estresse, sono adequado e relacionamentos saudáveis e esses aspectos são considerados fundamentais para manter a saúde e otimizar os efeitos da fitoterapia.

A fitoterapia do tipo integrativa normalmente é praticada por profissionais de saúde qualificados, como médicos integrativos, naturopatas, fitoterapeutas, nutricionistas ou terapeutas complementares, pois somente esses profissionais têm conhecimento e experiência para avaliar a condição de saúde do indivíduo, considerar suas necessidades e prescrever tratamentos integrativos adequados (CHOPRA, 2017).

Por fim, é vale ressaltar que a fitoterapia integrativa não deve substituir o tratamento médico convencional, mas pode ser utilizada como uma abordagem complementar. É fundamental que haja uma comunicação e colaboração entre os profissionais de saúde envolvidos, a fim de garantir a segurança e eficácia do tratamento integrativo.

7. CONCLUSÃO

Tendo sido explanado sobre a história da fitoterapia, suas abordagens, a regulamentação de fitoterápicos no Brasil e a distinção dos tipos de fitoterapia medicinal, nutricional e integrativa, cumpriu-se o objetivo de apresentar uma revisão de literatura sobre a fitoterapia, visando entender o seu estado da arte.

Conforme ficou evidenciado, os fitoterápicos podem ser usados seguindo a três propósitos: a fitoterapia para fins medicinais, a fitoterapia nutricional e a fitoterapia integrativa

Assim, torna-se importante realçar que o uso da fitoterapia para fins medicinais requer conhecimento adequado e responsável. É recomendado buscar orientação de profissionais da área de saúde qualificados como médicos ou fitoterapeutas, que podem avaliar a condição de saúde individual, considerar possíveis interações medicamentosas e recomendar as plantas e formulações adequadas. Além disso, é essencial garantir a qualidade e procedência das plantas utilizadas. Optar por produtos registrados na ANVISA e adquiri-los em estabelecimentos confiáveis como farmácias e drogarias. Isso é fundamental para assegurar a segurança e a eficácia do tratamento.

Como foi expresso, a fitoterapia medicinal pode ser uma opção terapêutica complementar ou alternativa, mas é importante que seja utilizada de forma consciente, levando em consideração a individualidade de cada pessoa e buscando sempre o equilíbrio entre os benefícios e riscos encontrados.

No que diz respeito à fitoterapia nutricional, esta pode ser praticada de diferentes maneiras: como inclusão alimentos específicos na dieta diária, preparação de chás e infusões de plantas medicinais ou utilização de suplementos nutricionais à base de plantas. O mais importante a se ressaltar é que a fitoterapia nutricional deve ser praticada sob orientação profissional de nutricionistas ou fitoterapeutas, que podem avaliar as necessidades individuais e recomendar as plantas e alimentos mais adequados para cada pessoa. Além disso, é indispensável garantir a qualidade das plantas e produtos utilizados, optando por fontes confiáveis e orgânicas, sempre que possível.

A fitoterapia integrativa, por fim, é o tipo que combina os princípios da fitoterapia com outras terapias complementares, buscando uma abordagem holística integrada à saúde, visando prevenir doenças e auxiliar no tratamento de condições específicas, considerando as necessidades individuais e promovendo o equilíbrio e bem-estar em várias dimensões da vida. Deve sempre ser realizada por profissional habilitado.

Por tudo isso, percebe-se uma riqueza na prática terapêutica do uso dos fitoterápicos já que eles podem causar menos efeitos colaterais do que os medicamentos alopáticos convencionais, podendo, portanto, serem associados à medicina tradicional.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE – NOTA DE RODAPÉ

7. Dosha: Caracterização do perfil biológico do indivíduo, de acordo com a ayurveda. Existem três doshas: Vãta, Pitta e Kapha, sendo que cada um apresenta suas determinadas características.

[1] Orintadora. Doutorado. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1613-1331. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/1873078781409836.

[2] Graduando. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-4060-6901. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4154350418836578.

[3] Mestrado. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9698-7780. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/90585150692083.

[4] Mestrado. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-5164-8636. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1504504213249013.

[5] Doutorado. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-1056-2840. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2821682713242701.

[6] Doutora em Linguística. ORCID: ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4725-5321. Currículo Lattes: CV: http://lattes.cnpq.br/7809909271012069.

Enviado: 24 de julho, 2023.

Aprovado: 31 de agosto, 2023.

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Milena Gaion Malosso

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