Formatos de mestrados acadêmicos no brasil – Ensino presencial, à distância (EAD) e híbrido

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Os tipos de mestrados acadêmicos que existem no Brasil

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje daremos sequência aos textos da nossa série sobre como escolher um curso de mestrado que tenha a ver com o seu perfil e com as suas demandas atuais, sejam elas profissionais ou não. Com essa série, pretendemos apresentar a você o máximo de informações possíveis sobre os formatos de cursos de mestrado que circulam em nosso país. Nos posts anteriores, apresentamos alguns dados iniciais sobre esses cursos e como você pode chegar até eles. Hoje, iremos nos debruçar de forma mais detalhada nos formatos a partir dos quais esses cursos são oferecidos. A fim de que você possa fazer um curso de mestrado no Brasil e poder exercer esse título, precisará procurar por um curso que seja reconhecido pela CAPES. Dentre esses formatos (em vigor no ano de dois mil e vinte), temos os modelos de ensino presencial, à distância (EAD) e o híbrido (um pouco das duas coisas).

Características do ensino presencialCaracterísticas do ensino presencial

Em primeiro lugar, esse curso que está pleiteando pode ser oferecido de forma cem por cento online (em um contexto não pandêmico). Todos os créditos a serem cumpridos, as orientações, frequência em disciplinas, dentre outras atividades intrínsecas ao mestrado serão realizadas de forma totalmente presencial. Agora, na pandemia, as instituições têm oferecido esses cursos a partir de ferramentas e plataformas online, porém, esse é um contexto atípico. Muitos desses cursos, como forma de manter as suas características, exigem que o aluno esteja presente em tempo real quando o professor está ministrando as suas aulas por lives. Mesmo que não estejamos no espaço físico da universidade, as aulas continuam a ser presenciais nesse sentido, de ter que estar online no momento da aula. É possível que esse formato seja revista, porém, hoje, é essa a exigência colocada aos alunos que se encontram matriculados.

O cumprimento de créditos em tempos de pandemia e o EAD

Como sabemos, a fim de que obtenhamos o título de mestre, é preciso cumprir alguns créditos acadêmicos. A presença em tempo real tem sido um dos requisitos que os alunos precisam atender, de modo que a participação em eventos e disciplinas e a própria qualificação/defesa precisam acontecer em tempo real. O segundo formato mais comum é o ensino à distância, mais conhecido como EAD. Todos os créditos acadêmicos são cumpridos de forma cem por cento online. Diferentemente do ensino presencial, você pode assistir as aulas em qualquer momento, visto que elas são gravadas e ficam disponibilizadas para acesso posterior dos alunos. Além disso, as atividades propostas podem ser realizadas conforme a sua disponibilidade, desde que respeite-se os prazos estabelecidos pelo programa/professor. Entretanto, a resolução ressalta que uma parte desse curso deverá ser presencial.

A carga presencial no EADA carga presencial no EAD

Embora ressalte-se que mesmo nos cursos à distância uma parte dos cursos precise ser cumprida de forma presencial, o que vemos, na prática, é que as atividades relacionadas às orientações e encaminhamentos são feitas de forma presencial, em sua maioria. Tanto o encontro com o orientador quanto às sessões de qualificação e defesa do material, em um contexto normal, precisam ser presenciais. Entretanto, vivemos em um contexto atípico, em que as qualificações e defesas estão ocorrendo de forma online, tendência essa que já estava sendo requerida por alguns programas, inclusive, presenciais. Tal situação fez com que um terceiro formato ganhasse ainda mais ressonâncias: o ensino híbrido. Como aponta o próprio termo, há uma mistura dos dois formatos em um único modelo. As possibilidades de ensino-aprendizagem acabam sendo mais dinâmicas e amplas em virtude da junção dos dois modelos.

Vantagens do ensino híbridoVantagens do ensino híbrido

Por meio do ensino híbrido, além do professor deslocar-se até a instituição para ministrar as suas aulas, elas podem ser transmitidas para alunos de todo o país, o que faz com que mais pessoas tenham acesso às disciplinas graças às tecnologias de informação e comunicação. Assim, independentemente do espaço físico-temporal no qual se encontram essas pessoas, poderão assistir a essas aulas a qualquer momento. As aulas, portanto, acontecem ao vivo, porém, ficam gravadas e disponíveis a fim de que o aluno assista quando for mais conveniente. Tem-se sugerido, inclusive, que esse modelo híbrido aplique-se, também, às orientações: ao invés de todas as reuniões serem presenciais, tem-se recomendado que parte delas sejam feitas a partir de recursos online. Aliás, também tem-se lutado para que os recursos online sejam aplicados aos demais créditos, como às defesas, eventos e afins.

Características do ensino híbrido

O ensino híbrido passou a ser mais bem visto nessa pandemia. Há que se frisar que ele não é um modelo bem definido, porém, parte de uma série de ferramentas para que o ensino oferecido por um programa alcance a maior quantidade possível de pessoas. Feitas essas considerações, há alguns aspectos que você precisa saber sobre o mestrado acadêmico. Se você percebeu que a pesquisa é o que gosta e que se encaixa nesse perfil, notou que quer ministrar aulas e sabe como funciona esse formato, aliás, aquele que mais tem a ver com a sua rotina, é preciso conhecer as exigências dos programas. Essas dicas são para quem já se encontra no mestrado. Em outro post, iremos discutir sobre ingresso nesse mestrado. A primeira coisa que você precisará fazer ao adentrar nesse programa é cumprir os conhecidos créditos acadêmicos. Cada programa especifica a quantidade de créditos que deverão ser cumpridos.

Como ocorre o cumprimento de créditos?

Suponhamos que o seu programa determine que precisará cumprir quarenta créditos. Esses créditos são divididos em algumas atividades. Uma certa porcentagem será direcionada à participação em disciplinas. Essas disciplinas são obrigatórias e você poderá optar por aquelas que mais tenham a ver com a sua pesquisa. Dentro desse rol de disciplinas, você precisará escolher algumas, pois há uma quantidade de créditos estipulada que apenas pode ser cumprida via disciplinas. Faça os cálculos ao escolher essas disciplinas. Há, também, as disciplinas eletivas. Pode ser que você tenha que eliminar dez créditos com essas disciplinas e cada uma delas vale cinco pontos. Nesse caso, precisaria cursar duas disciplinas. Além disso, há outras atividades que também possuem pontos determinados, como a publicação de artigos científicos, participação em eventos científicos, publicar resumos expandidos, dentre outras atividades.

Posso escolher como cumprir os créditos?Posso escolher como cumprir os créditos?

Ao longo desse processo, você pode escolher como irá eliminar esses créditos. Esses créditos a serem escolhidos irão ser adaptados às suas necessidades. Dentre esses créditos, há as orientações e o desenvolvimento da dissertação, incluindo qualificação e defesa. Dentre as partes obrigatórias e que você pode escolher, precisará totalizar os créditos indicados pelo seu próprio programa. Também gostaríamos de chamar a atenção para o produto final do mestrado acadêmico. Ao final desse curso, você precisará apresentar uma dissertação. Mesmo que você tenha cumprido todos os créditos estipulados, se você não desenvolveu a sua dissertação e se não passou pelo processo de qualificação e defesa, não será considerado como um mestre. A fim de que você seja mestre, precisará cumprir todos os créditos obrigatórios e eletivos e ter o trabalho aprovado tanto na sessão de qualificação quanto de defesa.

Como desenvolver o produto final do mestrado?

A fim de que você possa se tornar um mestre, precisará tomar alguns cuidados ao desenvolver o seu trabalho final, a dissertação. Em primeiro lugar, você irá passar por uma sequência de orientações. Você terá um orientador, que é a pessoa responsável por acompanhar a sua pesquisa desde o momento inicial até o final, mesmo após a defesa. Essa pessoa irá ajudar em todo o processo de investigação do tema. Antes de começar a desenvolver a sua dissertação, precisará ter um projeto. Esse projeto, em geral, é submetido no processo seletivo para ingresso no mestrado. É uma forma de os professores avaliarem se são capazes de orientar a sua proposta. Além disso, o orientador irá verificar se você tem consciência acerca do que está fazendo e se sabe como funciona uma pesquisa científica. Irá, portanto, avaliar o seu potencial de pesquisador, se domina a escrita acadêmica, dentre outras questões.

Primeiros momentos ao ingressar em um mestradoPrimeiros momentos ao ingressar em um mestrado

É muito comum, ao ingressar em um curso de mestrado, que a pesquisa inicial, submetida no processo seletivo, seja modificada. Isso acontece porque você tem um contato mais significativo com o seu orientador, frequenta disciplinas, participa de grupos de estudo e de eventos científicos, dentre outras atividades. Todos esses fatores podem fazer com que o seu projeto de pesquisa inicial seja modificado. Essa mudança é muito comum, porém, mantenha em mente que terá que refazer esse projeto. É esse projeto que dará vida a sua dissertação, por isso, ele é desenvolvido antes de tudo. Desvincule-se de tudo o que envolve TCC e monografia, a proposta da dissertação é muito diferente. A dissertação é muito complexa e a fim de que o trabalho possa ser defendido, antes, você irá passar pelo processo de qualificação. Quando o seu trabalho atingir um certo nível de maturidade, estará apto para ser qualificado.

O processo de qualificação

Quando o seu orientador afirmar que o seu trabalho se encontra suficiente para ser qualificado, a proposta será apresentada por uma banca que irá avaliar se ele está bom ou não. A banca é composta por, no mínimo, três pessoas. Essas pessoas precisam ter um nível acima do que você está pleiteando, ou seja, mestres e/ou doutores. Essa banca irá atribuir uma nota para o seu trabalho e irá dizer se você pode caminhar para a próxima etapa. Irão apresentar alguns caminhos para que você aperfeiçoe e conclua o seu trabalho. A qualificação é oficial, de modo que a sessão é publicada no Diário Oficial, cumpre-se critérios relacionados ao depósito desse trabalho, que, em geral, é feito na secretaria da universidade, o trabalho precisa ter um formato e específico e deve ser depositado um tempo antes, a fim de que essa banca possa ler o material. Existe uma burocracia que fica registrada.

O feedback da banca de qualificação

Esse processo é muito importante, pois a banca irá dizer tudo aquilo que não está legal e que precisa ser mudado em seu material. Se você foi bem orientado, o trabalho será aprovado. Caso você seja reprovado, precisará refazer esse material a fim de que passe novamente pela sessão de qualificação. Com seriedade e dedicação, o trabalho costuma ser aprovado. No caso da reprova, o tempo para que outro trabalho seja feito é bastante curto, em geral, de trinta a cinquenta dias. Tudo irá depender de como funciona o programa. Após a aprovação da banca, você terá que concluir esse trabalho. Após atender a essas indicações, poderá defender o seu trabalho. Assim como na sessão de qualificação, na defesa, precisará seguir alguns protocolos. Atenção aos prazos do depósito, impressão e envio do trabalho à banca. Recomenda-se que essa banca de defesa seja a mesma da qualificação, mas não é uma regra definitiva.

A defesa de mestrado

Assim como no caso da qualificação, a data, horário e local da sua defesa serão publicados no Diário Oficial, visto que ela é pública, de modo que todos podem participar. Você apenas será mestre quando tiver em mãos a Ata de Defesa, que atesta a veridicidade do seu título. Tanto na qualificação quanto na defesa os professores que fazem parte da sua banca assinam um documento que irá apontar a sua aprovação. Com isso, alega-se que, além de o trabalho ter sido aprovado, todos os créditos foram cumpridos e que todas as pendências se encontram em dia. Entende-se que está tudo certo com a aprovação nas disciplinas, com as publicações, participações em eventos e afins, com o projeto de pesquisa e com as sessões de qualificação e defesa. Após tudo isso, como frisamos, poderá atuar, enfim, como um Mestre, sobretudo, como docente. 

Até o ano de dois mil e vinte (estamos no último ano do quadriênio considerado pela CAPES para a próxima avaliação e atribuição de novos conceitos), o tempo mínimo exigido para que você obtenha esse título corresponde ao período de dezoito meses. No Brasil, caso faça um curso que seja reconhecido pela CAPES, apenas poderá se tornar Mestre após transcorridos os dezoito meses. Esse curso reconhecido pela CAPES irá te dar autonomia para exercer esse título e obter, com ele, uma série de vantagens, como, por exemplo, uma remuneração melhor e a possibilidade de lecionar no ensino superior. O período máximo para conclusão desse curso é de trinta meses. O período ideal, recomendado pela CAPES, é o de vinte e quatro meses. Para cumprir em trinta, precisará requerer o aumento do prazo ao seu programa. Se você não concluir em trinta, perderá tudo o que foi feito durante essa matrícula, que irá expirar.

Como publicar Artigo Científico

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