Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre uma etapa fundamental da pesquisa científica. Estamos nos referindo à fundamentação teórica. Como sabemos, todo e qualquer material científico, por mais aplicado que possa vir a ser, precisa de uma abordagem teórica. Seja o seu material um artigo científico ou uma dissertação ou tese, o tratamento que esta fase da pesquisa receberá deverá ser o mesmo. Claro que certos tipos de pesquisa são mais teóricos, como é o caso das revisões de literatura. Ao longo desse post temos como objetivo apresentar algumas dicas para que você saiba como desenvolver a fundamentação teórica em seu material. Nessa etapa, é comum a apresentação entre teorias e conceitos diversos. A fim de que esclareçamos o nosso ponto de vista a partir da reunião de uma série de autores, é preciso que haja uma boa articulação entre os conceitos, pois eles revelam a nossa posição.
Iremos responder ao longo desse post se um artigo de revisão pode integrar a fundamentação teórica de um outro material, como é o caso de um TCC. O primeiro ponto que precisamos deixar claro é que todas as afirmações que fazemos em um material científico precisam partir de uma ou mais fontes. É a revisão teórica que irá demonstrar ao seu leitor a partir de onde você está realizando as suas considerações e de onde está retirando subsídios para formar o seu próprio ponto de vista de forma científica. Especialmente no caso de trabalhos requeridos nos cursos de graduação, pede-se um cuidado ainda maior com o emprego de citações, visto que é o primeiro contato deste pesquisador com um material científico. A fim de que achismos sejam evitados, pede-se para que cite um ou dois autores no mínimo em cada parágrafo.
Para que um artigo de revisão possa lhe ajudar a desenvolver a sua fundamentação teórica, é preciso que você considere, em primeiro lugar, as exigências postas pelo seu orientador. A depender do tema de pesquisa que você está desenvolvendo e da área de pesquisa, os professores não gostam que certos tipos de fontes sejam utilizadas. Mesmo que os artigos científicos sejam fontes seguras, há professores que preferem outras estratégias de pesquisa. Assim sendo, a preferência é por livros e outros tipos de materiais considerados como basilares, porém, em outras áreas ocorre o inverso. Em relação à conceituação, em áreas desse tipo, os professores pedem para os seus alunos não recorrem a esses materiais mais clássicos e basilares, mas sim a outros tipos de fontes, como artigos científicos.
Nesse segundo caso que acabamos de apresentar, os professores não estão preocupados com a metodologia que está sendo empregada, mas sim com o fato de ser um artigo científico. Em virtude do tipo de artigo, simplesmente por ser um artigo ganham certa atenção por parte dos professores. Como se encontra publicado, entendem que esse artigo passou por um processo de avaliação rigoroso e, por esse motivo, o seu uso é bem-vindo e seguro. Porém, ter muito claro em mente se você concorda ou não com esse posicionamento e se ele pode contribuir com o seu problema de pesquisa são pontos importantes que devem ser considerados. Contudo, algo que precisamos destacar é que nenhuma afirmação posta em um material científico deve ser considerada como verdade absoluta. São caminhos postos pela própria ciência para que sejamos capazes de argumentar e encontrar possíveis soluções.
Livros, dissertações, teses e os próprios artigos são fontes consideradas seguras. A indicação é que você sempre use materiais que estejam no mesmo nível que o seu ou um nível a mais, porém, há professores que tendem a ser mais flexíveis quanto ao uso dessas fontes. Embora sempre chamemos atenção quanto ao uso de fontes que se encontram em sites, no caso desse site ser referência em alguma área do conhecimento específica ou caso pertença a um órgão governamental, o uso dessa referência em específico não será refutado. O mais comum é recorrer apenas a esses tipos de sites, a não ser que o seu objetivo seja analisar a composição linguística e comunicativa de sites. O site aqui não entraria como mecanismo de fonte, mas sim como o seu próprio objeto de pesquisa. Não integraria a sua fundamentação teórica, visto que ela preocupa-se com as fontes científicas e autores tidos como basilares.
Há alguns autores considerados como basilares para cada área do conhecimento/linha de pesquisa. A depender do conceito com o qual deseja trabalhar, bem como da lógica de pesquisa de sua área/orientador, recorrer a certos tipos de autores será quase que um dever, visto que agregará mais credibilidade ao texto que está desenvolvendo. Caso seja possível, você pode iniciar a sua fundamentação teórica apresentando os conceitos com os quais irá trabalhar a partir do ponto de vista desses autores basilares, sendo que, na sequência, você poderá abordar esses mesmos conceitos a partir de um viés mais contemporâneo, visto que essa é uma das características dos artigos científicos. Entretanto, em primeiro lugar, você deve entender o que é um artigo científico e qual é a melhor forma de abordar esses conceitos do ponto de vista teórico por você escolhido. Pensemos agora nas estratégias de fundamentação.
Em uma fundamentação teórica, o principal desafio é defender o seu ponto de vista sem recorrer a meros achismos. Contudo, a depender da lógica da instituição de ensino, o seu material poderá ser composto de forma diferente de uma outra instituição. No caso dos trabalhos finais de graduação, o mais comum é a apresentação de uma introdução, seguida de três capítulos teóricos e das considerações finais. Entretanto, essa não é uma regra definitiva. Em outros contextos, esses trabalhos finais podem ser mais aplicados, de modo que a fundamentação teórica é menos extensa. O formato de artigo científico também tem sido adotado por diversas instituições de ensino, visto que eles chegam com mais facilidade até a população em geral. Caso seja a opção feita pela sua instituição, recomendamos a realização de artigos de revisão bibliométrica, seja ele uma revisão ou não.
Embora a metodologia seja uma etapa fundamental em todos os tipos de estudo, nos TCCs, os professores estão mais preocupados com a qualidade da argumentação do que com a metodologia em si. Em relação às suas escolhas de materiais, é provável que o seu professor observe a qualidade das fontes por você escolhidas, isto é, se esses materiais são científicos, onde foram publicados, e, além disso, se esses materiais não foram alterados de alguma forma. Esses são alguns dos cuidados analisados por seu professor. Assim sendo, a metodologia é um aspecto que não é tão decisivo nesse momento. Por exemplo, no caso de um pesquisador que tenha delimitado uma das obras de Kant para desenvolver a sua discussão teórica, não é com a metodologia utilizada por Kant que ele deverá se preocupar. Além disso, naquela época, não havia essa sistematização metodológica que temos na academia de hoje.
O principal objetivo de todo e qualquer tipo de estudo é o de que esse texto possa realmente contribuir para com a sociedade atual na qual vivemos. Não basta que apenas compilamos uma série de dados sobre um certo fenômeno. É preciso que reflitamos sobre e com ele a fim de que apresentemos uma resposta possível para essa situação, ou, caso seja viável, uma solução efetiva para a resolução do problema. Para que você possa compor um texto que possa, de fato, servir como um instrumento de comunicação científica, é preciso que ele chegue a um certo nível de maturação. Evite falar sobre algo que está “na moda”, porque se não você estará apresentando mais do mesmo e não estará contribuindo.
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