Acreditamos que o ensino híbrido veio para ficar. As salas de aula de nossas instituições têm se adaptado para que ao mesmo tempo em que essas aulas estão sendo ministradas de forma presencial, possam, também, acontecer em tempo real para aqueles alunos que não podem estar presentes fisicamente nessas aulas, mas que devem ou desejam participar, como aqueles que são de outros estados. Essa é uma tendência que tem sido muito discutida, visto que é a realidade de quem tem ingressado nesses cursos desde o ano passado (e para quem ainda está). Os créditos de disciplinas serão cumpridos desta forma até que a situação seja regularizada. Essa é uma questão a ser pensada quando optamos por realizar um curso no formato EAD. Um dos principais aspectos que motivam essas pessoas a realizarem um curso neste formato é a dificuldade para estar no mesmo espaço físico que o professor/colegas.
O ensino híbrido é bastante vantajoso porque uma pessoa que está no estado do Mato Grosso, por exemplo, pode desejar cursar uma disciplina ou o curso como um todo em outro estado, como São Paulo. No ensino presencial, precisaria deslocar-se até outro estado. Alguns aspectos da sua vida pessoal podem impedir esse deslocamento, como ter uma família e outras pessoas dependentes de você. Contudo, se essas aulas forem ofertadas de forma online, mesmo que a pessoa tenha que estar “presencialmente” nessa live, ela consegue cumprir essa disciplina tranquilamente. Antes da pandemia, a gente tinha um outro ambiente relacionado ao EAD. Hoje, ainda durante a pandemia, temos um outro cenário de EAD. A fim de que você possa adentrar em uma instituição, recomendamos que realize aquela pesquisa sobre a qual comentamos em outros posts. É a forma mais segura de obter um título reconhecido no país.
Não cumprimos as disciplinas em cursos desse tipo como fazíamos na escola básica ou mesmo na graduação. na pós-graduação stricto sensu cumprimos os créditos acadêmicos. Há disciplinas obrigatórias que você precisa cumprir para que possa qualificar o seu trabalho e disciplinas optativas. Mesmo dentre as obrigatórias, você seleciona aquelas que deseja cumprir até que elimine a quantidade de créditos para disciplinas. Elas podem ser escolhidas de acordo com os seus horários disponíveis e com os seus interesses de pesquisa. O restante dos créditos podem ser eliminados de outras formas. Você pode realizar disciplinas em outras instituições, publicar artigos científicos e pode participar de eventos científicos com apresentação de trabalhos. Tanto no regime EAD quanto no presencial o cumprimento desses créditos é obrigatório. O que muda nesse cenário é a ideia de EAD.
Muitos acadêmicos têm defendido que o EAD e ensino presencial não devem ser pensados como formatos diferentes. Entende-se que o ensino remoto propicia a interação do aluno com o professor em tempo real. No caso de dúvidas, é interessante que você se informe junto à instituição que deseja fazer parte sobre como os créditos têm sido cumpridos. Com isso, podemos pensar nos cursos de mestrado e doutorado que atuam no exterior. A CAPES avalia os cursos nacionais atribuindo notas de uma escala de três a sete. A fim de que o programa possa existir, precisa atingir esse mínimo de três pontos. As maiores notas – seis e sete – atestam que se trata de um programa de excelência. Os programas com notas seis e sete estão além da excelência, pois estão comprometidos com a internacionalização. Aqueles que possuem nota quatro e cinco já são considerados como bons, mas não há esse comprometimento.
Há algumas opções. Você ingressa em um programa nacional e cumpre as disciplinas normalmente. Como o ensino híbrido é uma realidade que as instituições têm se adaptado, é provável que essas disciplinas sejam cumpridas a partir dele. Dentro desses programas, você poderá procurar por chamadas/editais. Uma das opções é a realização desse curso no formato sanduíche. Algumas disciplinas serão cumpridas aqui no país e as outras no país estrangeiro escolhido e que é parceiro de sua instituição. Você irá receber uma bolsa para cursar essas disciplinas fora do país. As instituições disponíveis serão aquelas parceiras da sua própria. Ao regressar, você terá o título, a partir de um único mestrado, reconhecido pelas duas universidades envolvidas. Apenas algumas disciplinas serão cursadas fora, já que o seu mestrado será feito aqui. É a sua instituição que entrará em contato com a estrangeira.
A sua instituição irá verificar se há a possibilidade de bolsa ou não, lugares em que o aluno pode ficar durante o cumprimento dessas disciplinas, taxas a serem pagas, dentre outras questões. Porém, suponhamos que você tenha condições e que não precise de uma bolsa para estar nesse país, sendo que você apenas precisa do contato com essa instituição. O seu orientador aqui do Brasil irá entrar em contato com essa universidade e esse orientador estrangeiro irá determinar o período em que você ficará lá sob os seus cuidados, cumprindo certas disciplinas. Entretanto, cumpridas essas disciplinas você irá retornar ao Brasil para finalizar a sua dissertação ou tese e defendê-la aqui, em território nacional. Você terá feito um mestrado/doutorado fora, mas esse título terá validade no Brasil, visto que apenas algumas disciplinas específicas foram cursadas nesse outro país.
Em virtude das múltiplas parcerias das instituições de ensino com diversas internacionais, surgiu a possibilidade de realização de um doutorado com dupla titulação. Você será reconhecido como doutor tanto aqui como no país em que esse curso foi realizado, porém, o tempo de permanência nessa instituição estrangeira será maior em relação aos cursos sanduíches. O período mínimo em que ficará lá é de seis meses e esse trabalho será defendido tanto lá quanto aqui. Há programas que exigirão que você fique fora do país por um ou dois anos, a depender do acordo feito com essa instituição estrangeira. Existem diversas bolsas que financiam esses cursos, bem como múltiplas formas para que você obtenha essa dupla titulação. É provável que você tenha que passar por um processo seletivo que é muito particular a cada instituição. O visto é um documento importante e você será auxiliado durante todo o processo.
Durante a sua estadia no exterior, você precisará cumprir todas as exigências da instituição para que consiga obter essa dupla titulação. Temos, então, dois formatos, o sanduíche, em que algumas disciplinas são realizadas e logo você retorna ao Brasil, bem como a possibilidade da dupla titulação. Tendo isso em mente iremos aprender a procurar por esses cursos de forma segura, rápida e prática. O processo de pesquisa é o mesmo dos nossos posts anteriores. A diferença é que não iremos coletar esses dados a partir do ícone “área de avaliação”. Uma informação que já sabemos é que os programas que priorizam a internacionalização possuem notas seis e sete, é desse mecanismo que iremos partir. Em primeiro lugar, iremos acessar o próprio site da CAPES. Lá há diversas informações sobre o processo de internacionalização.
Embora tenhamos apontado que os programas nota seis e sete costumam ter ênfase na internacionalização, são os programas que possuem nota sete que recebem maior incentivo e fomento a partir das agências para concretizarem, na prática, esta internacionalização. Algo importante que precisamos deixar claro aqui é que essas notas são relevantes não para você enquanto aluno. Você não deixará de ser considerado como um mestre/doutor por ter se formado em um programa nota três ou sete. A influência é outra, sobretudo para quem ainda não ingressou nesse programa. Se você é uma pessoa que precisa de bolsa para levar esse curso até o fim, quanto maior a nota desse programa, melhor, pois significa que ele terá uma maior quantidade de bolsas disponíveis.
Além disso, se você tem muito claro em mente que deseja passar por esse processo de internacionalização, seja a partir de um mestrado/doutorado sanduíche, seja por meio da obtenção de uma dupla titulação, quanto maior a nota desse programa, maiores serão os incentivos à internacionalização, visto que maior será a quantidade de bolsas disponíveis, de parcerias com instituições estrangeiras, dentre outros aspectos. Essas parcerias podem ser feitas com instituições de todo o globo, de todos os continentes, por mais distantes que possam parecer em termos geográficos. Há diversos programas e áreas envolvidas com a internacionalização, porém, alguns possuem mais e outros menos. Áreas tecnológicas possuem diversos incentivos. O governo precisa de novas tecnologias, então investe nessa área.
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