Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre os processos da pesquisa científica. Como são amplos, hoje iremos nos concentrar nos resumos acadêmicos. Ao longo do post, pretendemos apresentar alguns dos formatos desse tipo de material que podem ser requeridos a depender do contexto no qual está inserido. Assim sendo, embora a sua estrutura possa divergir, a essência permanece a mesma, visto que o objetivo é bastante claro. O resumo é o primeiro contato do pesquisador com o nosso texto. É o mecanismo que fará com que o leitor decida ler o seu texto na íntegra ou não. Para isso, é preciso que alguns elementos essenciais sejam apresentados nesse primeiro momento. Além disso, também temos como objetivo esclarecer ao longo dessa reflexão sobre as escolhas de palavras em uma pesquisa científica, sobretudo sobre a importância dessas palavras em um texto desse tipo.
Ao longo desse post iremos apresentar alguns conceitos e terminologias importantes sobre processos da pesquisa. Esta falta de conhecimento gera uma série de dúvidas que podem dificultar a execução de certas etapas da pesquisa. Para respondermos a essa questão, iremos partir de uma pergunta: um resumo simples, de até quinhentas palavras, precisa estar referenciado no final dos parágrafos ou essas referências devem ser colocadas apenas no final? No mundo acadêmico, temos uma série de terminologias para cada processo de pesquisa e, desse modo, a execução dessas etapas se torna um processo complexo, sobretudo quando o professor-orientador faz esse requerimento. Um grande exemplo é a própria dissertação. Desde o Ensino Fundamental este tipo de trabalho é requerido, em que o aluno deve desenvolver esse trabalho e argumentar sobre um tema. Entretanto, dissertação carrega diversos significados.
Os fichamentos são mecanismos de pesquisa bastante empregados pelos pesquisadores, sobretudo nos momentos iniciais de uma pesquisa. Em um fichamento, podemos tanto apresentar considerações gerais sobre ele como um todo, ou, caso o pesquisador deseje, pode selecionar os capítulos ou partes desse material que são interessantes à pesquisa que está desenvolvendo. Por exemplo, você pode ler um livro ou artigo científico e retirar as informações que lhe interessam nesse momento específico da pesquisa, realizando uma espécie de filtragem das informações. Recomenda-se que os pontos escolhidos dessa obra sejam contrapostos com a visão de outros autores que debatem sobre esse tema a partir de uma outra lógica, com um outro posicionamento. Este é um tipo de fichamento frequentemente requerido no contexto universitário. Os fichamentos na educação básica são diferentes.
Esse mesmo processo sobre o qual acabamos de conversar também afeta outros tipos de materiais científicos, como é o caso dos artigos. Esteja você no Ensino Médio, na graduação ou na pós-graduação, esse tipo de material pode ser requerido, porém a formatação que ele receberá, bem como o seu nível de maturidade serão diferentes. O mesmo ocorre com as metodologias. Enfim, são terminologias que nos confundem, sobretudo quando ingressamos nesse contexto acadêmico e ainda estamos aprendendo como funciona. A metodologia gera uma série de embates, visto que podem ser compreendidas e executadas de formas múltiplas. Por exemplo, o professor pode pedir para que o seu aluno desenvolva a pesquisa a partir da abordagem quantitativa e ele pode entender outra coisa. São diversas as palavras que podem gerar confusões diversas sobre a execução das etapas da pesquisa científica.
As palavras relacionadas à metodologia científica, no sentido literal, podem ser confundidas de formas muito amplas. Os seus significados e os próprios comandos dessas metodologias apontam para compreensões igualmente múltiplas. Outro elemento que influencia nesse processo de compreensão está ligado ao nível acadêmico em que você se encontra nesse momento, pois, conforme você progride nessa cátedra, a maturidade surge de uma forma natural, e, com isso, você conseguirá interpretar esses mecanismos de pesquisa de uma forma mais certeira, o que tornará o andamento desta pesquisa mais positivo e fluido. Além disso, o núcleo em que você se encontra nesse momento também irá interferir nesse processo de compreensão. A instituição possui seus diversos núcleos, sendo que ela e esses núcleos funcionam de formas diferentes.
Iremos utilizar como exemplo para essa conversa a Pontifícia Universidade Católica, mais conhecida como PUC. Nessa instituição, são oferecidos, na modalidade stricto sensu, diversos cursos de mestrado e doutorado. Além disso, cada um desses programas possuem os seus próprios professores, que integram linhas de pesquisa diversas. Esses professores e coordenadores acabam empregando uma linguagem semelhante, própria àquele contexto. Essa especificidade acaba fazendo com que cada programa tenha uma personalidade. No caso de programas que ainda são muito novos, os professores ainda estão se adaptando a essa linguagem. Os processos de pesquisa, portanto, passam a ser compreendidos de formas muito diferentes a depender do núcleo em que esses alunos se encontram. Essas divergências também podem acometer os programas mais tradicionais.
É perfeitamente normal que no universo acadêmico os membros envolvidos entendam a pesquisa científica de formas muito diferentes, o que faz com que as pesquisas sejam executadas de forma múltipla. Essas confusões existem porque os orientadores também já ocuparam o lugar de orientandos, isto é, de pessoas que foram introduzidas nesse meio por outras pessoas, os seus orientadores. Dessa forma, o conhecimento aprendido ao longo de toda a sua formação é reproduzido quando passam a exercer a função de orientadores, sendo que os seus alunos, assim como ele foi influenciado um dia, passam a ser alvos de tais influências. É um processo natural. Os alunos não são formados pelos mesmos professores, sendo que a ênfase em certos tipos de metodologias pode ser muito específica a certos contextos, e, dessa forma, não podem ser vistas como uma regra, já que em certos espaços ao menos são conhecidas.
Além dos resumos simples sobre uma obra e dos fichamentos, temos, ainda, uma exigência quando elaboramos qualquer tipo de material científico a ser submetido, que é um resumo sistematizado. A primeira especificidade diz respeito à quantidade de palavras que essa produção precisa ter. Geralmente, o resumo possui entre duzentas e cinquenta e trezentas e cinquenta palavras. Enquanto resumo sistematizado, ele desempenha um papel específico, de modo que algumas etapas não podem deixar de ser exploradas. A primeira etapa é justamente a apresentação do contexto do tema que está sendo investigado. Atenha-se à quantidade de linhas, pois há outros elementos que deverão ser desenvolvidos. Todo o seu trabalho – artigo, TCC, dissertação ou tese – deverá ser resumido de forma sistematizada nessas poucas linhas. Pensemos um pouco sobre essa formatação.
O resumo que você irá apresentar em seu TCC, artigo, dissertação ou tese precisa ater-se a alguns pontos específicos. Por exemplo, em primeiro lugar, em poucas linhas, você irá apresentar o contexto do tema que está sendo investigado. Também é crucial que você deixe claro ao leitor qual é o problema de pesquisa que o estudo está levando em consideração, quais são os seus objetivos, qual é a metodologia que embasará o desenvolvimento do estudo e os principais resultados e considerações sobre o estudo em questão. Entretanto, toda essa discussão deve ser feita de forma simples, visto que são poucas linhas. Cada tópico deve ser elaborado, então calcule uma certa quantidade de linhas para cada um deles.
Este resumo irá obedecer a quantidade de palavras que mencionamos, bem como será desenvolvido a partir de um parágrafo único, sem qualquer tipo de espaçamento e sem que sejam empregadas citações, devido a este teor breve da discussão. Contudo, há, ainda, os resumos expandidos, que possuem alguns detalhes a mais em relação ao resumo simples. O resumo expandido, diferentemente do resumo sistematizado, ganha mais detalhamento nesses tópicos que já mencionamos. Com isso, admite-se uma quantidade maior para que esses tópicos sejam explorados com a profundidade que este tipo de resumo exige. Esse tipo de resumo pode ganhar páginas, o que não ocorre com um resumo simples.
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