Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre algumas possibilidades que temos em mãos após terminarmos um curso de graduação. Os cenários são múltiplos. Se você é uma pessoa que possui inclinação acadêmica, que possui interesse na pesquisa científica, talvez a realização de uma pós-graduação stricto sensu seja a possibilidade mais interessante, já que você dará prosseguimento a esta inclinação ou terá contato com ela pela primeira vez. Contudo, nem sempre este é o principal objetivo daqueles que terminam um curso de graduação, pois pode ser que o interesse por uma outra área/curso possa surgir ao longo dessa jornada. Se você tem interesse em atuar de forma prática no contexto corporativo, dentro das instituições, pode ser que uma segunda graduação seja a opção mais viável para você. Levando esse cenário em consideração, iremos apresentar algumas dessas possibilidades de escolha.
Alguns problemas têm retardado as fases da segunda e terceira infância, sobretudo em virtude da pressão pela escolha de uma carreira de modo precoce. Os jovens, nesse contexto, são impulsionados e, muitas vezes, obrigados a escolherem logo por uma carreira. Temos um problema porque a sociedade muda a cada dia, e, desse modo, surgem muitas dúvidas. A mente deste que irá escolher por uma profissão acaba sendo balançada por todas essas influências e dúvidas. Apressar esses jovens a escolherem é um problema, porque, ao escolherem de forma precoce, começam uma graduação e acabam logo abandonando ou vão até o fim desse curso e se arrependem. Há aqueles que começam a segunda e terceira graduações e abandonam, bem como aqueles que em um único ano mudam diversas vezes de cursos. São os próprios pais, a sociedade e colegas que reiteram que ele deve estar na faculdade.
Esta pressão é problemática, pois o jovem deixa de ter o tempo de maturação e escolhe por esse curso de forma impensada e irracional. Não compreendem, de fato, quais são as suas opções de profissão, os vieses, as exigências etc. Por esse motivo, tem-se, na grade curricular norte-americana, um modelo de ensino diferente. Aqui, nossos alunos são obrigados a estudar a partir de uma grade fechada, não sendo possível escolher as disciplinas a serem cumpridas. Lá, os alunos, na própria escola, passam a ter algumas opções para testarem algumas profissões antes que escolham por uma. Há projetos de ensino que perpassam por todas as áreas do conhecimento a fim de que o aluno desenvolva as competências e habilidades necessárias. O contato com múltiplas áreas é muito interessante nesse processo. A principal vantagem é que o jovem em processo de formação irá se ambientalizar com as múltiplas profissões.
No Brasil, não seguimos esse modelo que acabamos de apresentar. O mais comum é que os alunos que estão nesses cursos de Ensino Médio lidem com uma realidade que é impulsionada por todos que integram esse espaço escolar: a pressão dos vestibulares. Os alunos são os principais alvos, visto que os mais diversos agentes passam a empurrar esses alunos para certas instituições, áreas e cursos. Com isso, o jovem perde um tempo precioso, que é justamente o tempo que deveria ter para maturar a sua ideia antes de tomar uma decisão. A ideia recorrente, contudo, é que esse aluno, ao sair do Ensino Médio, já deve partir para esse curso de graduação, o que pode gerar uma série de frustrações e arrependimentos. Embora o ensino superior seja, de fato, interessante, ele é muito amplo e está ligado à profissão que iremos exercer ao longo de nossa vida. Durante muito tempo irá trabalhar nesse campo.
Mesmo que uma pessoa não atue toda a vida em um único campo, ao menos uma grande parte da sua carreira será dedicada a este campo. Contudo, este exercício da profissão é realizado a partir da conclusão de um curso de graduação, sendo que ela irá atribuir, ao final desse curso, o título para que você exerça a profissão escolhida de forma legal. Entretanto, mesmo que diversas pessoas continuem atuando neste campo ou que tenham certeza de que querem atuar nele, há aquelas que no fim dessa graduação não mais se identificam e desejam realizar um outro curso. Temos observado que diversos jovens que integram as áreas com um teor mais técnico, como é o caso das engenharias e arquitetura, na faculdade, acabam se identificando não com a profissão em si, mas com o teor teórico dessas disciplinas e, mais do que isso, com o ensino desses conceitos aprendidos.
Temos um impasse. Cada vez mais os nossos alunos, ao terminarem os seus cursos de graduação, partem para a pós-graduação, ficando vários anos na academia, realizando seus cursos de mestrado e doutorado. Contudo, temos percebido que o mercado não tem absorvido esses profissionais com inclinação acadêmica. Essa dificuldade se dá em virtude do fato de que alegam que esses profissionais não possuem experiência, justamente por não terem partido para o campo prático da profissão. Entretanto, algumas instituições também não admitem com tanta facilidade esses alunos nas salas de aulas, o que os coloca em uma situação complexa. A pouca idade também é um fator que pode contribuir para a dificuldade em lecionar em certas instituições de ensino. Levando em consideração o contexto docente, iremos refletir sobre o que seria melhor para essas pessoas que desejam se inserir no contexto docente.
Se você deseja atuar enquanto docente, saiba que você pode realizar uma especialização. A depender do contexto no qual você deseja atuar, como, por exemplo, nas escolas técnicas ou ingressar nesses espaços via concursos públicos, pode realizar um curso oferecido por essas próprias instituições. Eles são voltados sobretudo aos docentes que se formaram como bacharéis. Se você deseja atuar no ensino superior, a especialização em metodologia para o ensino superior é uma das possibilidades que podem garantir que você atue nesses espaços. Também temos alguns cursos preparatórios que irão atribuir o título de docente ao término desse curso. Alguns institutos federais até admitem que técnicos integrem o seu corpo docente. Você ingressa com esse título de bacharel, porém, lá dentro, a instituição pode requerer que você realize uma especialização para obter o título de docente.
A depender do contexto regional no qual está inserido, as suas possibilidades serão diferentes das de outros alunos. Como temos enfatizado ao longo de nossos posts, algumas regiões são mais carentes e lidam com a falta de profissionais, o que faz com que elas acabem sendo mais flexíveis ao contratarem esses profissionais, porém, outras regiões e certas instituições são mais concorridas, o que demandará um bom currículo para que você consiga ingressar nesses espaços. Há aquelas pessoas que possuem conhecidos que trabalham nessas instituições e que, portanto, podem fazer essa mediação e lhe indicar para essa instituição. Contudo, cada realidade é muito particular.
Retomando a nossa questão, levando em consideração este panorama que acabamos de apresentar, optamos pela realização de uma licenciatura de curta duração para que você possa exercer esse cargo de forma legal o mais rápido possível. Esse curso de curta duração é vantajoso, pois irá lhe introduzir de forma efetiva nesse contexto da prática docente, oferecendo bases para que a sua atuação se dê de forma responsável. Há casos em que são oferecidas matérias voltadas à docência já no curso de graduação. Desse modo, basta escolher essas disciplinas para que você tenha o aval para atuar enquanto docente. Essas disciplinas estão voltadas a todos os aspectos que perpassam pela atividade docente.
Como Lidar com a Rejeição de um Artigo Científico Introdução Quando você submete um artigo…
Quais Materiais Científicos Você Pode Colocar no Currículo? Olá, tudo bem? Hoje, vamos explorar quais…
Entendendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)…
Ranking das Universidades: Entenda como Funciona Olá, tudo bem? Hoje, nós vamos falar sobre uma…
Materiais para Embasamento do TCC, Artigo, Dissertação ou Tese Olá, tudo bom? Hoje, nós vamos…
Como Começar a Ser Professor de Graduação Sem Experiência: 4 Dicas Fundamentais Uma dúvida bastante…