Comitê de Ética – Problemas com o comitê de Ética

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Deveres éticos e legais do pesquisador

Deveres éticos e legais do pesquisador

É muito comum que se tenha dúvidas acerca de quando submeter uma proposta ao comitê e tão comum quanto essa dúvida é saber como lidar com as sugestões e exigências colocadas pelo comitê no parecer para que a pesquisa seja desenvolvida.

A primeira coisa que você precisa manter em mente é que determinadas pesquisas dependem do uso de certas ferramentas, técnicas e instrumentos que afetam, de forma direta ou indireta, a vida dos seres humanos, dos animais, e, até, mesmo, o meio ambiente. Assim sendo, certos temas precisam ser aprovados antes que a pesquisa possa ser desenvolvida.

Trata-se de uma forma de  evitar conflitos, e, para tanto, a proposta deve ser submetida à avaliação.

A avaliação feita pelos comitês de ética

Os comitês de ética são formados por uma equipe especializada, que, por sua vez, irá analisar a pertinência da sua proposta, com vistas a averiguar se ela é ética e legal.

As pesquisas dependem, também, de certos instrumentos, contudo, para que possam ser usados sem grandes problemas, eles precisam ser validados.

Desse modo, iremos apresentar algumas dicas que podem ajudar você a evitar problemas com o comitê de ética.

Discutir sobre a importância dos comitês de ética é muito importante. Não é uma questão recente e perpassa pelas mais diferentes áreas do conhecimento.

Tomar cuidado com o momento que essa proposta será submetida é crucial, pois pode ser muito cedo ou muito tarde, o que pode inviabilizar o seu estudo.

É importante que o projeto já esteja bem definido antes que seja apresentado ao comitê, pois, assim, os direcionamentos serão mais efetivos, o que contribui com a validação.

Características de um comitê de ética

As exigências dos comitês de ética foram mudando com o passar dos anos.

Isso acontece porque o conhecimento nunca é algo pronto, está sempre se modificando, e, desse modo, a lógica de funcionamento também se altera.

Desse modo, estamos sempre aprendendo novas práticas e aprimorando as nossas estratégias de pesquisa. Nesse sentido, tudo é uma questão de adequação ao que funciona melhor em um dado momento histórico.

Essas tendências mudam, pois a nossa grande missão é contribuir de forma efetiva para com a sociedade, e, desse modo, precisamos nos adaptar, também, ao que melhor funciona na sociedade em geral.

Contudo, nem sempre o processo de submissão, análise e devolutiva do parecer pelo comitê de ética transcorre de forma equilibrada.

Há alguns problemas com os quais o pesquisador pode se deparar. O primeiro deles é a perda do prazo.

O que fazer quando se perde o prazo?

O que fazer quando se perde o prazo?

Um dos problemas mais recorrentes que podemos ter com o comitê de ética é a perda dos prazos.

Essa é uma questão que realmente pode desmotivar: você se organiza para criar um cronograma de pesquisa e para submeter a sua proposta em tempo hábil e, por algum motivo, acaba perdendo esse prazo.

É muito comum que as pessoas comecem a dar forma aos seus estudos antes da aprovação da proposta por parte do comitê de ética, em virtude dos prazos do orientador e do próprio programa.

Caso você perca o prazo, fique calmo! Brigar não irá te ajudar a resolver a situação.

É muito importante ter inteligência emocional para lidar com essa situação da melhor forma.

Ter desavenças com órgãos acadêmicos é a última coisa que você precisa.

Na maioria das vezes, essas brigas nunca terminam bem.

Muito provavelmente você irá ficar “marcado”, e, desse modo, a sua reputação pode ser seriamente prejudicada.

Brigas com os órgãos acadêmicos: por que devemos evitar?

Brigas com os órgãos acadêmicos: por que devemos evitar?

Caso você esteja em um programa de mestrado/doutorado acadêmico, muito provavelmente você tem interesse em construir uma carreira acadêmica.

Esse contexto é construído de forma lenta e gradativa, e, desse modo, colocar em risco a sua reputação, e, por consequência, a sua carreira, é algo que precisamos evitar.

Dificilmente você conseguirá um orientador, pois ele ficará receoso em negociar com você e até mesmo em tentar uma bolsa de pesquisa, caso esse seja o seu objetivo.

Caso você se sinta muito injustiçado com esse feedback do comitê, não aja de forma apressada e impulsiva, pois há outras estratégias nas quais você pode se apoiar.

A melhor forma de lidar com essa situação é fazer alguns ajustes na sua pesquisa, seja em relação aos conceitos ou à metodologia a ser aplicada para desenvolver o estudo.

Tente partir de um método que não implique a necessidade de submeter a proposta ao comitê.

Como readequar o meu estudo?

Como readequar o meu estudo?

O comitê de ética pode negar o desenvolvimento da sua proposta em razão de uma metodologia ou de uma literatura inadequadas.

Dessa forma, o melhor a ser feito é mudar a lógica de funcionamento do seu estudo: caso o comitê proponha uma metodologia a ser seguida, analise, junto ao seu orientador, a pertinência.

Caso não haja essa sugestão, parta de uma que já se encontra consolidada no contexto acadêmico.

Em virtude dos prazos que precisará cumprir, o mais adequado é escolher por métodos, instrumentos e ferramentas que dão conta desses prazos.

A metodologia é fundamental na qualidade do trabalho, pois um método inadequado deixa muitas lacunas, o que compromete a sua eficiência de forma significativa.

Enquanto aguarda o parecer do comitê, há uma estratégia que gostaríamos de indicar nessa conversa.

O que fazer enquanto aguardo o parecer do comitê?

Como sabemos, tudo gira em torno de prazos. Enquanto você aguarda esse parecer, os prazos continuam a correr.

O mais adequado a ser feito é enquanto você aguarda esse feedback, proponha uma metodologia que seja capaz de dar conta dos seus prazos.

Quando o resultado sair, você adequa essa metodologia ao que foi feito. Essa união de abordagens faz com que os trabalhos fluam de uma forma melhor.

Com esse parecer, você iria complementar o seu estudo inicial. Publicar artigos científicos para dar andamento a esse estudo também é uma estratégia que julgamos como benéfica.

Aplicar as técnicas e instrumentos metodológicos antes do parecer do comitê é um risco que estamos correndo, pois caso julguem impertinente a forma a partir da qual a pesquisa será desenvolvida, você terá que refazer tudo o que foi criado antes desse parecer.

Posso aplicar a metodologia sem a aprovação do comitê de ética?

Essa é uma questão que deve ser debatida com muito cuidado.

Em virtude dos prazos, muitos pesquisadores se antecipam e aplicam os seus questionários/entrevistas, bem como outras técnicas e instrumentos de pesquisa.

Queremos ser honestos com você: não é o ideal, mas, como lidamos com prazos, é preciso que nos adaptemos à logica de funcionamento da academia.

Antes mesmo da pandemia que, ainda hoje, estamos vivenciando, lidar com os prazos da pós-graduação e com o comitê já era algo bastante complexo, e, hoje, esse problema se intensificou bastante.

Isso se dá porque é mais difícil reunir os pesquisadores que fazem parte do comitê de ética para debaterem acerca da pertinência do seu trabalho.

Assim sendo, o prazo de retorno dessa proposta é ainda maior, e, como sabemos, nem sempre a resposta é positiva, pois a proposta pode ser negada ou podem ser requeridos ajustes.

Desenvolvendo o estudo antes do parecer

Embora não seja o ideal, diversos pesquisadores, acompanhados pelos seus professores-orientadores, vão desenvolvendo a metodologia e a aplicando enquanto aguardam pelo retorno da proposta.

Após o retorno, adapta-se o que foi desenvolvido aos prazos estabelecidos pelo comitê de ética.

Contudo, esse retorno muito longo e, desse modo, por uma questão de prazo, acreditamos que é válido iniciar o desenvolvimento desse estudo.

Como sabemos, os prazos são muito apertados, pois no mestrado, por exemplo, você tem, no máximo, trinta meses para defender essa proposta.

O mais comum é que esse curso seja cumprido em vinte e quatro meses, havendo a possibilidade de prorrogação por mais seis meses (embora essa prática não seja bem vista).

Assim sendo, ao longo desse prazo, precisamos tomar cuidado para que todas as etapas da pesquisa possam ser desenvolvidas com qualidade.

O que tem sido feito enquanto se aguarda o parecer?

O que tem sido feito enquanto se aguarda o parecer?

É comum que os pesquisadores apliquem a sua metodologia enquanto aguardam o retorno do comitê.

Com esse resultado, realiza-se algumas modificações para que as exigências do comitê sejam atendidas sem problemas.

Caso você não saiba como proceder, o mais recomendado é que você converse com quem já passou por essa situação.

Conversar com um professor que faz parte de um comitê de ética ou que sabe como ele funciona pode ser bastante esclarecedor e te deixar mais tranquilo enquanto aguarda esse parecer.

Saber quais são os seus gaps de pesquisa que podem gerar algum entrave também é uma forma eficiente de ganhar tempo enquanto aguarda esse parecer.

Uma outra possibilidade é mudar para uma metodologia que tende a ter uma maior aceitabilidade.

Não conseguimos prever o parecer, mas fazer uso de algo que é popular na sua linha de pesquisa pode otimizar o seu tempo.

Como diminuir os problemas do meu projeto?

A melhor forma se saber o que pode causar um certo entrave na análise por parte do comitê de ética é procurando saber o que costuma ser rejeitado e visto com maus olhos por esses especialistas.

Conseguimos nos antecipar, desse modo, conversando com quem acompanha de perto o trabalho dos comitês.

Assim sendo, podemos modificar esse projeto antes de submetê-lo, efetivamente, ao comitê.

Contudo, essa antecipação, sobretudo quando há a aplicação da metodologia, é sempre um risco a ser corrido e, sim, você pode perder tudo o que foi desenvolvido, pois esse conteúdo pode não ser validado.

É pertinente que você saiba, também, quais são as burocracias com as quais terá que lidar.

A primeira coisa que você precisa levar em consideração caso não tenha experiência com o comitê de ética e caso o seu orientador também não detenha esse conhecimento, alguns cuidados são fundamentais.

O que fazer quando não sei como funciona um comitê?

Mudar a metodologia é sempre a melhor estratégia, como temos destacado ao longo desse post.

Algumas variáveis que você pode considerar são os seus prazos de pesquisa e, ainda, o seu conhecimento acerca de como funciona a pesquisa científica.

É menos arriscado fazer uso de uma metodologia que já possui certa aceitação.

Escolher por um método que não precisa da aprovação do comitê de ética para ser aplicado é uma forma de se proteger e de ganhar tempo, sobretudo quando o prazo já está apertado e não há tempo hábil para esperar pelo feedback do comitê.

Basear em outros estudos (apresentar essas ideias já no projeto é fundamental) também é uma forma de validar a pesquisa que deseja desenvolver.

O mais prudente é evitar tudo aquilo que pode fazer com que o nosso material precise uma autorização prévia para que possa ser desenvolvido de forma ética e legal.

Como lidar com as questões burocráticas?

Não podemos discutir sobre comitê de ética sem que discutamos sobre as questões burocráticas que perpassam essa dimensão.

Elas sempre existirão, e, dessa forma, precisamos aprender a lidar com elas da melhor forma.

Essa burocracia não perpassa apenas o contexto acadêmico, uma vez que a essência do nosso país é bastante burocrática.

Essa é uma questão bastante complexa, pois, ao mesmo tempo, há aquilo que deve ser defendido e não defendido no que toca às questões burocráticas.

Quando as burocracias deixam de existir, mais problemas tendem a perpassar as diversas dimensões da sociedade brasileira.

Não se trata, portanto, de ser contra ou favor, mas sim reconhecemos que ela existe e a questão mais urgente é aprender a lidar com essa burocracia.

Sem a burocracia, a qualidade, de certo modo, é prejudicada.

Com isso, é imprescindível chamar a sua atenção para algo importante: os prazos são importantes pois garantem que a qualidade da nossa pesquisa está sendo respeitada, pois, sem esse cumprimento, uma ou mais etapas da nossa pesquisa podem ser prejudicas, o que compromete a seriedade da pesquisa que está sendo desenvolvida.

Assim sendo, regras são regras e funcionamentos são funcionamentos. Não conseguimos mudar essa situação, mas podemos lidar com ela de uma maneira mais saudável.

É preciso que compreendamos, de forma rica e detalhada, como funciona esse sistema.

É apenas dessa forma que conseguimos fazer com que atenda aos nossos próprios interesses.


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