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O que é um ensaio teórico? Como iniciar um ensaio teórico?

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O que é um ensaio teórico e como ele pode contribuir com a pesquisa científica em seus mais diversos formatos?

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre uma etapa fundamental e que, na verdade, é obrigatória em todos os tipos de estudos, sejam eles quantitativos, qualitativos, analíticos, teóricos, enfim, perpassa por todas as áreas e as suas linhas de pesquisa. Contudo, mesmo que seja uma etapa obrigatória, esta não é uma pauta que está clara para todos os pesquisadores, pois muitos ainda acreditam que certos estudos dispensam a teoria. Considerando essa realidade, temos como intuito neste post definir o ensaio teórico, que é uma das possibilidades de se fazer um estudo cem por cento teórico. Porém, não se esqueça, a discussão teórica é um elemento que aparece também em pesquisas mais analíticas. Iremos apresentar as principais características de um ensaio teórico para lhe ajudar a visualizar se ele é cabível a você neste momento e, em caso positivo, como pode desenvolver esse tipo de estudo.

O que seria um ensaio teórico e em qual momento devo fazer?

Essa é uma pauta que surgiu como dúvida posta por uma pessoa que nos acompanha em nossos canais oficiais. Ela quer saber o que seria um ensaio teórico e quando ele pode ser desenvolvido. Entramos em um terreno arenoso, pois há a definição geral do que vem a ser um ensaio teórico e o que o seu professor está entendendo como ensaio teórico. Na academia, é muito natural que, a depender da sua instituição/orientador, a compreensão sobre ensaio teórico mude de forma significativa. Diante disso, iremos dizer o que é o ensaio teórico e o que os acadêmicos podem entender. Julgamos esses esclarecimentos importantes, pois quando o ensaio teórico for requerido a você, saberá como deve ser interpretado e executado. O próprio nome dessa ferramenta já antecipa o seu significado: ensaio teórico nada mais é do que uma prévia. É um estudo preliminar, logo, mais simples, visto que é algo inicial.

Premissas básicas de um ensaio teórico

Em razão da finalidade desse tipo de abordagem, de forma simples, você irá apresentar quem são os principais autores sobre o tema que está investigando e quais são os principais conceitos e métodos que estão em jogo. Por exemplo, suponhamos que, em seu estudo, você deseje realizar um estudo conceitual sobre o que vem a ser o desenvolvimento humano ou sobre as licitações no âmbito do processo civil. São pesquisas essencialmente teóricas. Desse modo, o primeiro passo a ser executado é procurar por autores que possam embasar as suas discussões. Existem, ainda, casos em que o próprio orientador sugere quem são os autores e teorias a serem utilizados pelo pesquisador. O tema em questão deve ser discutido com base nessa teoria específica. Esse tipo de estudo é bastante semelhante ao referencial teórico. Contudo, recebe o nome de ensaio e não de referencial.

Por que o ensaio teórico é chamado dessa forma?

Um ensaio e um referencial teórico se diferenciam porque o ensaio corresponde ao primeiro pontapé do pesquisador. É o primeiro momento de emancipação desse acadêmico com a escrita científica, embasada em autores. É uma escrita que parte de um embasamento teórico. A partir do momento que você entender essa ideia, perceberá que não se trata de um fenômeno muito complexo. É quase como um registro das primeiras percepções que você teve em relação ao tema que está sendo investigado. A diferença é que você não irá colocar as suas observações sem se basear em autores que já discutiram sobre isso. É nesse sentido que chamamos a atenção para a escrita embasada. Esse ensaio corresponde, portanto, aos primeiros passos que você irá executar enquanto pesquisador. É um dos trabalhos primários que irá lhe permitir ter o contato com a escrita acadêmica. É um processo que pode se manifestar em diversos materiais.

O ensaio teórico em artigos científicos, dissertações e teses

O ensaio teórico pode integrar uma série de produções acadêmicas, como artigos científicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Um ensaio teórico pode, inclusive, ser apresentado em um congresso acadêmico. Contudo, alguns professores pedem que esse ensaio teórico seja desenvolvido na forma de um artigo científico. Assim, alguns elementos estruturais são obrigatórios, como o resumo acompanhado das palavras-chave, introdução (em que explica-se e contextualiza-se o tema em questão) e o ensaio teórico. Ele seria muito semelhante a uma resenha crítica. Desse modo, é preciso que você faça com que os autores dialoguem entre si, de forma que os pontos de vista sejam contrapostos. Por fim, apresenta-se as considerações finais e as referências que você utilizou ao longo de seu texto. Com o ensaio teórico é preciso indicar algumas considerações preliminares sobre a sua pesquisa.

O ensaio teórico sempre receberá essa estrutura?

Não. Tudo irá depender daquilo que foi indicado por seu orientador. Assim sendo, nem sempre um ensaio teórico receberá a estrutura que acabamos de apresentar, uma vez que pode ser apresentado, por exemplo, como uma resenha crítica. Como é uma primeira investigação acerca dos autores expressivos e de seus conceitos/teorias, grande parte das produções desse tipo são escritas em texto corrido, sem que haja capítulos e outros elementos dos artigos. É uma forma inicial de compreender o próprio processo de escrita acadêmica. É muito interessante para aqueles que possuem dificuldades com esse tipo de linguagem. Contudo, mesmo que essa seja uma visão geral e compactuada por grande parte dos acadêmicos, nem sempre um ensaio teórico será compreendido e requerido dessa forma, visto que a academia possui pontos de vista muito abrangentes e diversos.

Atenção ao que o programa/orientador pedem

Atenção ao que o programa/orientador pedemÉ preciso que compreendamos a terminologia para que entendamos o que está sendo requerido. Verifique qual o tipo de ensaio teórico que está em jogo, pois pode ser que você tenha que desenvolvê-lo na forma de artigo científico. Achamos pertinente essa pauta porque aquilo que entendemos nem sempre é o que o outro está esperando, o que gera conflitos. Essas confusões são suscitadas porque nós somos formados a partir de perspectivas muito diferentes, o que gera embates. Certas instituições estão ligadas a autores e teorias específicas, sendo que essas podem não ser as mesmas em uma outra instituição. Os orientadores que formaram o seu orientador irão influenciá-lo durante toda a carreira, de modo que irá reproduzir aos seus orientandos aquilo que aprendeu durante toda a sua jornada acadêmica. Quando requerem algo ao aluno, levam em consideração os seus pressupostos, que podem ser diferentes do aluno.

Os pressupostos na pesquisa acadêmica

O aluno fica confuso, pois quando vai pesquisar irá se deparar com considerações gerais sobre o que vem a ser uma determinado aspecto da academia, por exemplo, o ensaio teórico. Essas percepções que aprende lendo, assistindo e ouvindo podem não ser as mesmas seguidas pelo seu orientador. Aqui estamos entendendo o ensaio teórico como algo mais simples, de modo que as discussões, por serem preliminares, não são tão profundas. Não é, portanto, uma produção definitiva, uma construção final das observações que você tem feito sobre o tema que está sendo investigado. Contudo, se o seu professor entender que o ensaio teórico deve ter a estrutura e profundidade de um artigo científico, ele não verá essa produção como algo simples e inicial, mas sim como algo definitivo. Mesmo que você entenda esse ensaio como algo simples, caso o professor não veja dessa forma, quando entregar o ensaio, ele será refutado.

A rejeição de um ensaio teórico

A rejeição de um ensaio teóricoA depender da lógica seguida pelo seu professor-orientador, pode ser que o seu ensaio não seja tão elogiado ou meio aprovado por se tratar de uma discussão simples, embora seja esse o objetivo desse tipo de produção. Temos, nesse caso, um ruído de comunicação, uma vez que você entendeu esse ensaio como ele, de fato, é, e o seu orientador como algo mais definitivo, pronto para ser publicado. Entre você pesquisar e entender o que é o ensaio teórico e entregar essa produção ao professor, pode acontecer o seguinte: há compreensões diferentes em jogo. O ensaio teórico para esses professores que rejeitam a produção deve ter o formato de um artigo científico. Assim, a produção deve ter um resumo, palavras-chave, introdução, desenvolvimento, considerações finais e referências bibliográficas. Não é apenas o sentido do ensaio teórico que muda, mas sim toda a estrutura do material que irá apresentar.

A importância do diálogo com aquele que orienta

A importância do diálogo com aquele que orientaPara todos nós que estamos inseridos neste contexto acadêmico, é de suma importância que fortalecemos a nossa comunicação com aquele que nos orienta. Ter a possibilidade do diálogo irá lhe ajudar a compreender o que, de fato, está sendo requerido. Esse é um exercício que pode ser feito com todos que integram seu programa: com o coordenador, com os professores das disciplinas que optou por cursar, com os membros do seu grupo de estudos e com o seu próprio orientador. Por meio do diálogo é possível saber o que deve ser feito, o que fará com que seu trabalho seja aprovado com mais facilidade. Essa é uma questão que não perpassa apenas pelo ensaio teórico. Quando é requerido um estado da arte, referencial metodológico, estudo e relato de caso, referencial ou marco teórico, é preciso que compreendamos o que ela está entendendo para que não haja ruídos na comunicação.

Por que devo compreender o posicionamento do professor?

Por que devo compreender o posicionamento do professor?A partir do momento que compreendemos o que o professor pensa sobre cada um dos assuntos da seara acadêmica, iremos ter resultados mais satisfatórios ao apresentarmos as nossas produções acadêmicas. Na academia, precisamos trabalhar com base nas expectativas daqueles que irão nos avaliar. Nem sempre correspondemos a essas expectativas, mas podemos aprender com as nossas “falhas”. Elas nos ajudam a chegar à maturidade acadêmica. Se você não trabalha dentro dessas expectativas, poderá se sentir frustrado. A compreensão é algo difícil de ser explicada aos alunos. O que precisamos entender é que se o professor entende um assunto de uma certa forma, ele não irá mudar de ideia, porque é algo inerente a sua formação. Além disso, é ele quem irá lhe avaliar. É ele o agente que desempenha essa função de avaliador perante o aluno. O aluno que não atende essa expectativa sente-se prejudicado.

Posso debater com o meu orientador?

Posso debater com o meu orientador?Os debates são sempre saudáveis, porém, precisamos compreender que certas coisas fazem parte da formação humana. Sempre indicamos que você avalie, antes de questionar o seu orientador, se é uma briga que vale a pena ser comprada e se esse professor tem a mente aberta para novas possibilidades. Contudo, sempre indicamos que se essa pessoa é o seu orientador, é mais positivo e produtivo compreender a ótica de pesquisa com a qual ela trabalha e se adapta. Caso não haja esse consenso, vocês irão presenciar uma situação muito chata. Elegemos o ensaio teórico como exemplo para a conversa de hoje porque é uma questão que suscita uma série de embates entre aluno e orientador. Essa é uma questão importante pois já vimos professores chamando o momento do marco/fundamentação teórica de ensaio. O que deveria ser um trabalho simples acaba ganhando uma roupagem muito mais complexa.

A complexidade gerada pelas compreensões múltiplas

Os entraves acadêmicos acabam atribuindo uma grande complexidade a algo que, na verdade, é simples (no caso do ensaio teórico, o exemplo que estamos utilizando). Deve ficar claro que em certo momento da pesquisa o aluno terá que recorrer a outros estudos, uma vez que um trabalho científico, para que seja designado dessa forma, precisa do embasamento. Para isso, será necessária a realização da coleta de dados sistematizada, isto é, escolher por materiais que possam contribuir de verdade para com o desenvolvimento do seu estudo. Após essa pesquisa, chegará o momento em que o pesquisador precisará escolher pelos autores e teorias com as quais irá trabalhar.

Com essa coleta e uso dos materiais, você perceberá que irá apresentar uma série de dados científicos a fim de que seja possível comprovar o seu ponto de vista de forma científica. Esse desenvolvimento costuma acontecer no processo de construção da própria dissertação de mestrado e da tese de doutorado. Contudo, essa etapa é chamada por muitos professores de ensaio teórico. O aluno, nesse caso, fica sem saber o que fazer, principalmente quando leva em consideração que o ensaio teórico é algo mais simples. Algo que pode lhe ajudar é levar em consideração que quando ele pede pela discussão teórica da dissertação/tese, você deverá elaborar algo mais profundo que um ensaio.

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