{"id":1643,"date":"2023-03-17T09:07:39","date_gmt":"2023-03-17T12:07:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/?p=1643"},"modified":"2023-04-05T14:14:09","modified_gmt":"2023-04-05T17:14:09","slug":"governanca-como-indutora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-agrarias\/governanca-como-indutora","title":{"rendered":"3. A governan\u00e7a como indutora da competitividade de cooperativas agropecu\u00e1rias: um ensaio te\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Devanildo Braz da Silva <sup><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">DOI: 10.32749\/nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/1643<\/p>\n<h2>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 um setor com forte impacto na gera\u00e7\u00e3o de empregos e riquezas, sendo, em muitas cadeias produtivas, refer\u00eancia mundial em termos de produtividade. Contudo, s\u00e3o diversas as peculiaridades entre as rela\u00e7\u00f5es existentes nos elos das diferentes cadeias produtivas, o que demonstra a complexidade das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas desenvolvidas no \u00e2mbito do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Nessa \u00f3tica, a competitividade do agroneg\u00f3cio passa pela competitividade de seus diferentes elos, cada uma com particularidades pr\u00f3prias, o que faz com que alcan\u00e7ar e\/ou manter competitividade n\u00e3o seja uma tarefa f\u00e1cil. Assim, \u00e9 importante que as organiza\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio identifiquem o arranjo que proporcione maior competitividade, n\u00e3o somente internamente na firma, mas para al\u00e9m das suas fronteiras, de forma a tornarem-se competitivas pela efici\u00eancia nas transa\u00e7\u00f5es que executam com fornecedores, parceiros e clientes, assim como com as organiza\u00e7\u00f5es de apoio.<\/p>\n<p>Com isso, formas tradicionais de gest\u00e3o do sistema produtivo t\u00eam sido aperfei\u00e7oadas, evoluindo-se para formas que englobam aspectos at\u00e9 ent\u00e3o pouco explorados, como a coordena\u00e7\u00e3o por meio de contratos e a inser\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise do papel das organiza\u00e7\u00f5es de apoio e das institui\u00e7\u00f5es (regras formais e informais) para maior efici\u00eancia das trocas econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Nessa vertente, de aperfei\u00e7oamento da gest\u00e3o, tem-se a governan\u00e7a corporativa, que pode ser definida como o conjunto de mecanismos internos e externos que visam harmonizar a rela\u00e7\u00e3o entre gestores e acionistas, dada a separa\u00e7\u00e3o entre controle e propriedade. Os mecanismos internos referem-se ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, estrutura de propriedade, sistema de remunera\u00e7\u00e3o dos executivos, entre outros, enquanto os mecanismos externos est\u00e3o relacionados ao mercado de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es e sistema legal\/regulat\u00f3rio (FASSARELLA, 2012).<\/p>\n<p>Dentre as diversas organiza\u00e7\u00f5es atuantes no agroneg\u00f3cio, temos uma que traz caracter\u00edsticas diferenciadas, que \u00e9 a cooperativa. Bialoskorski Neto (2015, p. 186) diz que \u201cnas sociedades cooperativas, o cooperado assume, ao mesmo tempo, as fun\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rio ou cliente da empresa e de seu propriet\u00e1rio ou ainda gestor, transferindo fun\u00e7\u00f5es da sua economia individual para empresa cooperativada\u201d. Complementa o autor supracitado, que o cooperativismo \u00e9 realmente uma forma importante de organiza\u00e7\u00e3o dos produtores rurais, devido \u00e0s estruturas de mercado encontradas no setor prim\u00e1rio da economia, possibilitando a agrega\u00e7\u00e3o de valor ao seu sistema de produ\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio de poder de mercado.<\/p>\n<p>Os estudos sobre governan\u00e7a corporativa ganharam relev\u00e2ncia com o surgimento das modernas corpora\u00e7\u00f5es, sendo que o centro das discuss\u00f5es sempre esteve relacionado \u00e0 estrutura de propriedade, ao controle e ao conflito de interesses (FERREIRA, 2012). Assim, aplicar estudos dessa tem\u00e1tica \u00e0s cooperativas pode ser um diferencial que contribuir\u00e1 para o fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es cooperativas, sobretudo aquelas voltadas para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o presente ensaio te\u00f3rico tem como objetivo discutir aspectos relacionados \u00e0 competitividade e governan\u00e7a no agroneg\u00f3cio, com aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s cooperativas.<\/p>\n<h2>AGRONEG\u00d3CIO E COMPETITIVIDADE<\/h2>\n<p>O conceito relacionado ao agroneg\u00f3cio foi inicialmente abordado pelos professores John Davis e Ray Goldberg, nos Estados Unidos em 1957, cujo enfoque era o sistema de commodities. De acordo com os autores, \u201c\u201c<em>agribusiness<\/em>\u201d \u00e9 a soma total das opera\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de suprimentos agr\u00edcolas, das opera\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o nas unidades agr\u00edcolas, do armazenamento, processamento e distribui\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas e itens produzidos a partir deles\u201d (NEVES, 1996).<\/p>\n<p>Com os avan\u00e7os nos estudos acerca do conceito de <em>agribusiness<\/em>, a vis\u00e3o sist\u00eamica passou a ser considerada nas an\u00e1lises e englobada ao conceito, sendo que em 1968, o pesquisador americano Ray Goldberg redefiniu o conceito, considerando o mercado de insumos agr\u00edcolas, a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, opera\u00e7\u00f5es de estocagem, processamento, atacado e varejo, e demarcando um fluxo que vai dos insumos at\u00e9 o consumidor final. Resumidamente, o conceito engloba todas as institui\u00e7\u00f5es que afetam a coordena\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios sucessivos do fluxo de produtos, tais como as institui\u00e7\u00f5es governamentais, mercados futuros e associa\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio (ZYLBERSZTAJN, 2005).<\/p>\n<p>Embora haja outras abordagens para o estudo do agroneg\u00f3cio, no Brasil o conceito de agroneg\u00f3cios ganhou for\u00e7a e destacou-se sob a \u00f3tica sist\u00eamica, chamado de Sistema Agroindustrial (SAG), que \u00e9 definido por Zylberstajn (2005, p. 13), como \u201cum conjunto de rela\u00e7\u00f5es contratuais entre empresas e agentes especializados, cujo objetivo final \u00e9 disputar o consumidor de determinado produto\u201d. De acordo com o mesmo autor, o conceito de SAG envolve outros elementos al\u00e9m dos ligados \u00e0 cadeia vertical, abrangendo o ambiente institucional e as organiza\u00e7\u00f5es de suporte ao funcionamento das cadeias.<\/p>\n<p>Um sistema agroindustrial espec\u00edfico \u00e9 composto por firmas com diferentes n\u00edveis de coordena\u00e7\u00e3o. Essas firmas realizam transa\u00e7\u00f5es, seja via mercado ou por contratos (formais ou informais), assim como as institui\u00e7\u00f5es estabelecem o ambiente no qual as transa\u00e7\u00f5es ocorrem e interferem na defini\u00e7\u00e3o dos objetivos das organiza\u00e7\u00f5es envolvidas, assim como nas estruturas de governan\u00e7a adotadas (FARINA; AZEVEDO; SAES, 1997).<\/p>\n<p>Assim, tem-se que a abordagem de SAG serve de suporte para a an\u00e1lise de arranjos institucionais em que as estruturas contratuais sejam voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de produtos de base agr\u00edcola. Nesse sentido, numa considera\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, um SAG tem quatro elementos fundamentais: setor produtivo, ambiente institucional, ambiente organizacional e as transa\u00e7\u00f5es entre os agentes produtivos (ZYLBERSZTAJN; NEVES; CALEMAN, 2015).<\/p>\n<p>Nos estudos de organiza\u00e7\u00f5es, n\u00e3o somente das do agroneg\u00f3cio, competitividade \u00e9 um tema recorrente. Conforme Farina (1999), competitividade n\u00e3o tem uma defini\u00e7\u00e3o precisa; do ponto de vista das teorias de concorr\u00eancia, pode ser definida como a capacidade sustent\u00e1vel de sobreviver e, de prefer\u00eancia, crescer em mercados correntes ou em novos mercados, tornando a competitividade uma medida de desempenho das firmas individuais.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Farina (1999) diz que n\u00e3o se pode ignorar os problemas organizacionais na an\u00e1lise da competitividade e da concorr\u00eancia, ainda que isso apresente desafios para sua operacionaliza\u00e7\u00e3o. Complementa a autora, que a competitividade das empresas \u00e9 o resultado de pol\u00edticas p\u00fablicas e privadas, individuais e coletivas, e n\u00e3o depende apenas da excel\u00eancia de sua gest\u00e3o (FARINA, 1999).<\/p>\n<p>Contudo, interven\u00e7\u00f5es setoriais geram efeitos sist\u00eamicos e tendem a gerar interven\u00e7\u00f5es involuntariamente sist\u00eamicas (FARINA <em>et al.<\/em>, 1997). Justifica-se, portanto, adotar sistemas agroindustriais espec\u00edficos como unidade de an\u00e1lise da competitividade. Nesse caso, o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o desempenho de um sistema e n\u00e3o de uma firma individual (FARINA, 1999).<\/p>\n<p>Conforme Farina (1999) a an\u00e1lise da competitividade dos SAG\u2019s tem que se perguntar:<\/p>\n<ol>\n<li>a) se um determinado sistema agroindustrial dever\u00e1 crescer ou, pelo menos, n\u00e3o decrescer nos mercados correntes e se tem capacidade de agregar novos mercados;<\/li>\n<li>b) se sua composi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 alterada ou n\u00e3o: competitividade relativa de cada segmento e seus condicionantes, definindo uma configura\u00e7\u00e3o esperada;<\/li>\n<li>c) quais as estruturas de governan\u00e7a que viabilizam essa competitividade e em que dire\u00e7\u00e3o dever\u00e1 se alterar.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>COOPERATIVAS E GOVERNAN\u00c7A CORPORATIVA<\/h2>\n<p>Ao mesmo tempo que os princ\u00edpios cooperativistas representam o elo entre \u201cas organiza\u00e7\u00f5es no mundo cooperativista, esses mesmos princ\u00edpios delimitam as estrat\u00e9gias pass\u00edveis de serem adotadas pelas organiza\u00e7\u00f5es cooperativas, criando um contraste com as organiza\u00e7\u00f5es de outra natureza, em especial, as firmas que t\u00eam finalidade de lucro com as quais as cooperativas\u201d frequentemente concorrem (ZYLBERSZTAJN, 2002).<\/p>\n<p>Nesse contexto, Zylbersztajn (2002, p. 6) diz que \u201cna maioria das cooperativas no Brasil, o controle e as decis\u00f5es estrat\u00e9gicas s\u00e3o definidos pelo mesmo agente\u201d. Cook (1995 apud Zylbersztajn 2002) destaca cinco problemas t\u00edpicos das cooperativas, relacionados aos direitos de propriedade e de decis\u00e3o. S\u00e3o eles: problema de horizonte, problema do carona, problema do portf\u00f3lio, problema do controle e custos de influ\u00eancia.<\/p>\n<p>Ainda que funcionem com imperfei\u00e7\u00f5es, existem mecanismos de controle dispon\u00edveis para as empresas de capital diferentemente da empresa cooperativa, os quais s\u00e3o complementados pela a\u00e7\u00e3o dos conselhos e por auditorias externas. Al\u00e9m da separa\u00e7\u00e3o entre propriedade e controle, h\u00e1 o fato de que, se o gerente ineficiente for tamb\u00e9m membro da cooperativa e a sua fun\u00e7\u00e3o puder resultar n\u00e3o da sua especializa\u00e7\u00e3o, mas do exerc\u00edcio do poder dentro da cooperativa, levando a outra natureza de inefici\u00eancia (ZYLBERSZTAJN, 2002, p. 7).<\/p>\n<p>Bialoskorski Neto (2015) destaca que quando discutimos o empreendimento cooperativo, temos de nos referir a algumas quest\u00f5es b\u00e1sicas, como: a quest\u00e3o da gest\u00e3o da empresa cooperativa vista sob a \u00f3tica da efici\u00eancia empresarial; a autogest\u00e3o do sistema cooperativista; e a quest\u00e3o do financiamento e da capitaliza\u00e7\u00e3o da empresa cooperativista. Completa o autor supra que \u201ctodas estas preocupa\u00e7\u00f5es devem ser analisadas sob a \u00f3tica dos princ\u00edpios doutrin\u00e1rios do cooperativismo, onde o foco central foi e sempre devera ser o cooperante e a fun\u00e7\u00e3o social do empreendimento\u201d (BIALOSKORSKI NETO, 2015, p. 189).<\/p>\n<p>De acordo com Klapper e Love (2004), a governan\u00e7a corporativa consiste em um con\u00adjunto de pr\u00e1ticas que utilizam \u00f3rg\u00e3os para estabelecer normas e poderes com o objetivo de prevenir e criar mecanismos que tornem a gest\u00e3o da empresa eficiente e eficaz, com a finalidade de maxi\u00admizar o seu valor. Andrade e Rossetti (2004) destacam que a governan\u00e7a corporativa est\u00e1 calcada em regras que propiciam maior credibilidade e cria\u00e7\u00e3o de valor \u00e0s empresas.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a governan\u00e7a corporativa tem por objetivo transparecer confian\u00e7a, \u00e9tica, moral e novos valores para os <em>stakeholders<\/em>, incluindo o governo, a sociedade e os empres\u00e1rios, visando preocupa\u00e7\u00e3o com as a\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o, e as consequ\u00eancias dessas a\u00e7\u00f5es (HERMALIN, 2005).<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o h\u00e1 um modelo \u00fanico de governan\u00e7a que seja aplic\u00e1vel a todas as organiza\u00e7\u00f5es, pois elas atuam em diferentes contextos e tem caracter\u00edsticas particulares (natureza jur\u00eddica, forma de controle, tipo de controlador, cultura e identidade). Por\u00e9m, independentemente da estrutura de governan\u00e7a escolhida, as empresas precisam atuar de forma \u00e9tica e tem a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir as leis e os regulamentos aplic\u00e1veis. Nesse sentido, a ado\u00e7\u00e3o das melhores pr\u00e1ticas de governan\u00e7a corporativa corresponde a a\u00e7\u00f5es diferenciadas de gest\u00e3o (BRAND\u00c3O; FONTES FILHO; MURITIBA, 2018).<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Governan\u00e7a Corporativa (IBGC) define governan\u00e7a corporativa como sendo o sistema pelo qual as empresas e demais organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre s\u00f3cios, conselho de administra\u00e7\u00e3o, diretoria, \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle e demais partes interessadas (IBGC, 2015).<\/p>\n<p>De acordo com Zylbersztajn e Giordano (2015, p. 16), \u201co aperfei\u00e7oamento da governan\u00e7a dos sistemas agroindustriais exige que sejam identificadas as falhas institucionais e as falhas organizacionais, compreender a sua natureza e implementar a\u00e7\u00f5es para a sua eventual corre\u00e7\u00e3o\u201d. Nesse contexto, t\u00eam-se os mecanismos de governan\u00e7a: conselho de administra\u00e7\u00e3o, sistema de incentivos dos administradores (remunera\u00e7\u00e3o), concentra\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria e atua\u00e7\u00e3o dos investidores, prote\u00e7\u00e3o legal aos investidores, possibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o hostil e grau de competi\u00e7\u00e3o no mercado, fiscaliza\u00e7\u00e3o dos agentes de mercado e estrutura de capital (IBGC, 2015).<\/p>\n<p>Silveira (2010) diz que os mecanismos de governan\u00e7a devem estar presentes em qualquer companhia, em fun\u00e7\u00e3o da potencial exist\u00eancia de tr\u00eas problemas: conflito de interesses, limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e vieses cognitivos. Diz o autor, que um bom sistema de bom sistema de governan\u00e7a pode levar a melhores decis\u00f5es, por meio de um processo decis\u00f3rio mais estruturado, embasado e menos sujeitos conflitos de interesse e aos vieses cognitivos dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Assim, aliar as pr\u00e1ticas de governan\u00e7a, sobretudo os mecanismos alinhados aos resultados e confian\u00e7a, pode ser um diferencial para as cooperativas, sobretudo aquelas ainda em processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o, tornarem-se competitivas, atingindo, assim, seus objetivos, tanto sociais quanto econ\u00f4micos.<\/p>\n<h2>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n<p>Este ensaio teve como objetivo discutir aspectos relacionados \u00e0 competitividade e governan\u00e7a no agroneg\u00f3cio, com aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s cooperativas, o que, embora de forma embrion\u00e1ria, foi atendido. Contudo, deve ser visto apenas como ponto de partida para a an\u00e1lise desta tem\u00e1tica, pois outros aspectos podem (e devem) ser analisados para efetivamente trazer a governan\u00e7a como indutora da competitividade de cooperativas.<\/p>\n<p>Entretanto, as tem\u00e1ticas aqui discutidas devem ser entendidas no contexto em que se encontram, ou seja, como alicerces para discuss\u00f5es profundas no campo de aplica\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a corporativa, com vistas a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas modernas de gest\u00e3o, em especial as cooperativas rurais.<\/p>\n<h2><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES SOBRE OS AUTORES<\/strong><\/h2>\n<p><sup><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/sup> Devanildo Braz da Silva<\/p>\n<p>Mestrado. ORCID: https:\/\/orcid.org\/0000-0001-7259-9604.Curr\u00edculo Lattes: http:\/\/lattes.cnpq.br\/4624810056908982.<\/p>\n<h2>REFER\u00caNCIAS<\/h2>\n<p>BIALOLKORSKI NETO, S. <em>Agribusiness<\/em> Cooperativo. In: ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M. F.; CALEMAN, S. M. Q. (Orgs.). <strong>Gest\u00e3o de Sistemas de Agroneg\u00f3cios.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Atlas, 2015.<\/p>\n<p>BRAND\u00c3O, Carlos Eduardo Lessa; FONTES FILHO, Joaquim Rubens; MURITIBA, Sergio Nunes. <strong>Governan\u00e7a corporativa e inova\u00e7\u00e3o:<\/strong> tend\u00eancias e reflex\u00f5es. S\u00e3o Paulo: IBGC, 2018.<\/p>\n<p>FARINA, E. M. M. Q.; AZEVEDO, P. F.; SAES, M. S. M. <strong>Competitividade:<\/strong> mercado, estado e organiza\u00e7\u00f5es. S\u00e3o Paulo: Singular, 1997.<\/p>\n<p>FARINA, E. M. M. Q. <strong>Competitividade e coordena\u00e7\u00e3o de sistemas agroindustriais:<\/strong> um ensaio conceitual. Gest\u00e3o &amp; Produ\u00e7\u00e3o, v. 6, n. 3, p.147-161, Dez., 1999.<\/p>\n<p>FASSARELLA, L. M. <strong>Governan\u00e7a Corporativa e Valor das Empresas Brasileiras do Setor de Agroneg\u00f3cios<\/strong>. In: XXXVI Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro, 2012.<\/p>\n<p>FERREIRA, Roberto do Nascimento. <strong>Governan\u00e7a Corporativa e Desempenho:<\/strong> uma an\u00e1lise em empresas brasileiras de capital aberto. Tese (Doutorado em Administra\u00e7\u00e3o). Universidade Federal de Lavras. 2012.<\/p>\n<p>HERMALIN, B. E. Trends in corporate governance. <strong>Journal of Finance<\/strong>, v. 60, n. 5, p. 2351-2384, 2005. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/epdf\/10.1111\/j.1540-6261.2005.00801.x&gt;. Acesso em: 4 maio 2019.<\/p>\n<p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNAN\u00c7A CORPORATIVA (IBGC). <strong>C\u00f3digo das melhores pr\u00e1ticas de governan\u00e7a corporativa<\/strong>. 5. ed. S\u00e3o Paulo: IBGC, 2015.<\/p>\n<p>KLAPPER, Leora F.; LOVE, Inessa.\u00a0<strong>Corporate Governance, Investor Protection, and Performance in Emerging Markets<\/strong><strong>.<\/strong>\u00a0Policy Research, Working Paper n\u00ba 2818.\u00a0World Bank, Washington, 2002. Dispon\u00edvel em: https:\/\/openknowledge.worldbank.org\/handle\/10986\/14319. Acesso em: 4 maio 2019.<\/p>\n<p>NEVES, M. F. Agribusiness: conceitos, tend\u00eancias e desafios. In: ZYLBERSZTAJN, D; GIORDANO, S. R.; GON\u00c7ALVES, M. L. <strong>Fundamentos do agribusiness.<\/strong> I Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Agribusiness. UFPB\/PEASA\/USP\/PENSA. Campina Grande-PB, 1996.<\/p>\n<p>SILVEIRA, Alexandre di Miceli da. <strong>Governan\u00e7a corporativa no Brasil e no mundo:<\/strong> teoria e pr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.<\/p>\n<p>ZYLBERSZTAJN, D. <strong>Quatro Estrat\u00e9gias Fundamentais para Cooperativas Agr\u00edcolas.<\/strong> In: XIV Semin\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica: Cooperativismo e Agroneg\u00f3cio, Vi\u00e7osa, 2002.<\/p>\n<p>ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M. F. <strong>Economia e Gest\u00e3o dos Neg\u00f3cios Agroalimentares:<\/strong> ind\u00fastria de alimentos, ind\u00fastria de insumos, produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, distribui\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.<\/p>\n<p>ZYLBERSZTAJN, D.; GIORDANO, S. R. Coordena\u00e7\u00e3o e Governan\u00e7a de Sistemas Agroindustriais. In: ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M. F.; CALEMAN, S. M. Q. (Orgs.). <strong>Gest\u00e3o de Sistemas de Agroneg\u00f3cios.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Atlas, 2015.<\/p>\n<p>ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M. F.; CALEMAN, S. M. Q. 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