{"id":1602,"date":"2023-03-19T15:44:36","date_gmt":"2023-03-19T18:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/?p=1602"},"modified":"2023-04-20T21:16:25","modified_gmt":"2023-04-21T00:16:25","slug":"importancia-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento","title":{"rendered":"1. A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o do saber moderno"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px; text-align: right;\">Cleiber Marques Vieira <sup><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">DOI:\u00a010.32749\/nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/1602<\/p>\n<h2>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental) tais como, os mitos de cria\u00e7\u00e3o do universo, mitos de cura e mitos apocal\u00edpticos, em contraste com as modernas concep\u00e7\u00f5es estabelecidas como base do saber cient\u00edfico. Algumas fases da hist\u00f3ria humana foram marcadas por per\u00edodos de relativos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, por exemplo, quando criamos as primeiras ferramentas de pedra, dominamos o fogo, domesticamos as plantas e os animais e implementamos os processos industriais. Entretanto, nunca a ci\u00eancia (principalmente, nas suas formas mais aplicadas, ou seja, tecnologia) esteve t\u00e3o direta, ou indiretamente, presente no cotidiano das pessoas (JAPIASSU, 1991; GOULD, 1999; SILVA e ARCANJO, 2021).<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo o mais ignorante dos indiv\u00edduos modernos (assumindo ignor\u00e2ncia no sentido de car\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o como incapacidade intelectual), n\u00e3o consegue passar inerte pelas influ\u00eancias impostas pelo desenvolvimento cient\u00edfico. \u00c9 poss\u00edvel argumentar que, salvo alguns povos que se mant\u00eam estruturados pol\u00edtica e s\u00f3cio culturalmente sob um regime muito primitivo (em regi\u00f5es remotas da Terra) n\u00f3s literalmente, comemos, bebemos, cheiramos, vestimos, andamos (ou melhor, corremos, pois, poucos mam\u00edferos \u2013 por exemplo, um guepardo que pode atingir 110 Km\/h \u2013 est\u00e3o adaptados para se locomover de forma t\u00e3o r\u00e1pida como fazemos todos os dias) e at\u00e9 voamos atrav\u00e9s da ci\u00eancia. Isso, sem citar diversos outros exemplos de atividades humanas modernas que v\u00eam sendo super potencializadas pelos avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Parece l\u00f3gico acreditar que qualquer ser humano, a despeito das diferen\u00e7as \u00e9tnicas, sociais, ideol\u00f3gicas e filos\u00f3ficas, durante algum breve ataque de lucidez deve se surpreender (se n\u00e3o, \u00e9 porque o c\u00e9rebro nos habitua \u00e0s situa\u00e7\u00f5es cotidianas)\u00a0 todas as vezes que assiste a decolagem de um avi\u00e3o, a transmiss\u00e3o de uma imagem ao vivo via sat\u00e9lite (de uma regi\u00e3o do outro lado do mundo, ou at\u00e9 de outro planeta) ou quando v\u00ea a imagem do pr\u00f3prio interior do seu corpo atrav\u00e9s de sistemas de ultrassonografia ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (CHALMERS, 1993; 1994; SERRES, 1995; SILVA e ARCANJO, 2021).<\/p>\n<p>A mente de todo ser humano que nasce no mundo atual e sua forma de construir a estrutura do conhecimento que servir\u00e1 de base para a sua rela\u00e7\u00e3o com o universo ao redor est\u00e1 imersa, consciente ou inconscientemente, num contexto em que a exist\u00eancia da ci\u00eancia faz uma grande diferen\u00e7a. Apesar de quaisquer excessos que possam ser cometidos por uma concep\u00e7\u00e3o racionalista da vida (o que n\u00e3o reduz de nenhuma forma a subjetividade associada a cada ser humano, pois, ela nada mais \u00e9 que a express\u00e3o da pr\u00f3pria variabilidade gen\u00e9tica), o principal tra\u00e7o que diferencia o Homo sapiens de qualquer outro animal que vive nesse planeta est\u00e1 ligado, diretamente, \u00e0 capacidade que ele teve, desde o seu surgimento como esp\u00e9cie (aproximadamente, h\u00e1 200.000 anos), de criar formas complexas de compreender e influenciar o seu ambiente. A nossa cultura e tecnologia complexas podem ser interpretadas como a inevitabilidade hist\u00f3rica da a\u00e7\u00e3o do animal humano sobre o planeta. No in\u00edcio do seu desenvolvimento, os grupos humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos apresentavam, provavelmente, um padr\u00e3o parecido com aquele esperado para outros mam\u00edferos primatas. Seria esperado para uma esp\u00e9cie de mam\u00edfero de m\u00e9dio\/grande porte a manuten\u00e7\u00e3o de pequenas popula\u00e7\u00f5es capazes de subsistirem em ambientes in\u00f3spitos. \u00c9 imposs\u00edvel discutir a origem do pensamento complexo dos seres humanos desvinculada da necessidade inicial dos grupos pr\u00e9-modernos de compreender e manipular o ambiente, pois, a tecnologia \u2013 que em muitos aspectos serve como base para o estabelecimento da cultura \u2013 \u00e9 o resultado hist\u00f3rico do ac\u00famulo dessas experi\u00eancias humanas no sentido de criar um mundo que atenda \u00e0s suas expectativas.\u00a0 Sendo assim, os cen\u00e1rios epistemol\u00f3gicos e filos\u00f3ficos que se seguiram &#8211; inicialmente, pobres em informa\u00e7\u00f5es e depois se tornando, gradativamente, complexos at\u00e9 os cen\u00e1rios atuais \u2013 representam, simplesmente, a sequ\u00eancia hist\u00f3rica e natural da evolu\u00e7\u00e3o do nosso conhecimento (SERRES, 1995; GOULD, 1999; HARARI, 2018).<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que o acr\u00e9scimo r\u00e1pido, e constante, de conhecimento que estamos observando nos \u00faltimos s\u00e9culos produza, nas gera\u00e7\u00f5es futuras, uma impress\u00e3o de obscurantismo na nossa capacidade atual de compreendermos as rela\u00e7\u00f5es com o mundo em que vivemos. De forma que a nega\u00e7\u00e3o, ou mediocriza\u00e7\u00e3o, do conhecimento cient\u00edfico \u00e9 em \u00faltima an\u00e1lise a nega\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria do conhecimento humano. Por mais psicol\u00f3gicos que sejamos, nossa \u201ccaixa de pensamento\u201d (nosso c\u00e9rebro de primata) ainda \u00e9 um inv\u00f3lucro constitu\u00eddo por \u00e1tomos, mol\u00e9culas, tecidos, \u00f3rg\u00e3os e uma infinidade de conex\u00f5es nervosas que est\u00e3o submetidos \u00e0s mesmas leis naturais \u00e0s quais est\u00e3o submetidas a maior parte das estruturas que constituem a mat\u00e9ria &#8211; pelo menos macrosc\u00f3pica &#8211; do nosso universo. Por isso, o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 essencial n\u00e3o s\u00f3 na academia, mas tamb\u00e9m, no nosso cotidiano (DAWKINS, 1998; GOULD, 1999; HARARI, 2016; 2018; SILVA e ARCANJO, 2021).<\/p>\n<h2>Desenvolvimento<\/h2>\n<p>O <em>status quo <\/em>assumido pela ci\u00eancia nos \u00faltimos s\u00e9culos e, principalmente, ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o industrial sempre gerou uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es diferentes por parte de variados setores das sociedades modernas. Tais rea\u00e7\u00f5es t\u00eam se traduzido em debates acad\u00eamicos\/ cient\u00edficos, sociopol\u00edticos e at\u00e9 religiosos que, na maioria das vezes, se concentram em levantar questionamentos a respeito do papel exercido pela ci\u00eancia nos processos de produ\u00e7\u00e3o do saber local e universal, e no cotidiano das pessoas. Entretanto, \u00e9 comum assistirmos debates entre representantes de grupos n\u00e3o-cient\u00edficos nos quais s\u00e3o levantados ju\u00edzos de valor a respeito da relev\u00e2ncia atual da ci\u00eancia como se esta fosse uma entidade insular, completamente distante e dissociada de quaisquer outros processos de produ\u00e7\u00e3o desenvolvidos pelos seres humanos. Nesses casos, tais debates acabam se tornando apenas defesas despreparadas e vazias de argumentos pessoais sem nenhum prop\u00f3sito de elucida\u00e7\u00e3o coletiva das quest\u00f5es levantadas.\u00a0 Assim como a arte, e a pr\u00f3pria cultura, a ci\u00eancia \u00e9 o resultado de constru\u00e7\u00f5es da mente humana, e n\u00e3o \u00e9 nada <em>per si,<\/em> desvinculada do ambiente social e pol\u00edtico referente ao determinado momento hist\u00f3rico no qual se desenvolve. Ela pode ser influenciada pelas filosofias vigentes e, tamb\u00e9m, pelo cen\u00e1rio social\/religioso espec\u00edfico da sua \u00e9poca. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a uma an\u00e1lise hist\u00f3rica da evolu\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o te\u00f3rico que estruturou o grande corpo de conhecimento que denominamos como ci\u00eancia (CHALMERS, 1993; 1994; KUHN, 2017).<\/p>\n<p>Se tomada como uma forma de interpretar a realidade sob a luz de um conjunto de pressupostos plenamente bem definidos que tentam organizar, de forma racional, os resultados oriundos dessa interpreta\u00e7\u00e3o, a ci\u00eancia deve ser (num sentido moderno) bem jovem. Somente, depois do desenvolvimento de tecnologias mais avan\u00e7adas, p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o industrial, \u00e9 que foi poss\u00edvel estabelecer as bases dos corpos te\u00f3ricos organizados que fundamentam grande parte das nossas concep\u00e7\u00f5es cient\u00edficas modernas. Faz tr\u00eas s\u00e9culos e meio, pelo menos, que a ci\u00eancia vem se estruturando como corpo epistemol\u00f3gico, filos\u00f3fico e pr\u00e1tico (CHALMERS, 1993; 1994; POPPER, 2013; KUHN, 2017).<\/p>\n<p>Entretanto, para compreendermos as bases do racioc\u00ednio l\u00f3gico que impulsionaram a nossa esp\u00e9cie para o caminho do desenvolvimento de um m\u00e9todo de observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos fen\u00f4menos naturais (principalmente, no mundo ocidentalizado) devemos retroceder na hist\u00f3ria intelectual humana.\u00a0 O epistem\u00f3logo e historiador da ci\u00eancia, Alan Chalmers, discute em seu livro \u201cA Fabrica\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia\u201d que antigos pensadores, tais como Arist\u00f3teles (levando-se em considera\u00e7\u00e3o todas as diferen\u00e7as hist\u00f3rico\/sociais da \u00e9poca) j\u00e1 teriam estabelecido uma forma organizada de pensamento, submetendo os processos naturais (materiais) ao crivo de uma an\u00e1lise l\u00f3gica e racional (CHALMERS, 1994). Se analisada n\u00e3o preconceituosamente, a F\u00edsica de Arist\u00f3teles j\u00e1 estabelecia conceitos e pressupostos te\u00f3ricos que fariam sentido dentro de uma l\u00f3gica quase cient\u00edfica. Entretanto, como \u00e9 discutido pelo mesmo autor (em concord\u00e2ncia com outros historiadores da ci\u00eancia, tais como Gaston Bachelard) se a an\u00e1lise de um processo da natureza s\u00f3 se torna cient\u00edfica ap\u00f3s a conscientiza\u00e7\u00e3o por parte do agente de tal an\u00e1lise que ele (agente) est\u00e1 inferindo tal processo sob um conjunto de pressuposto que configurem uma abordagem cient\u00edfica, ent\u00e3o iniciativas tais como as dos pensadores da Gr\u00e9cia antiga ainda n\u00e3o poderiam ser encaradas como os construtos mentais conscientes que seriam o cerne da cria\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Entretanto, dada a pluralidade de influ\u00eancias as quais estavam submetidas quaisquer iniciativas de se organizar com l\u00f3gica a interpreta\u00e7\u00e3o da realidade, por volta de 2.000 anos atr\u00e1s, aliada a car\u00eancia de registros hist\u00f3ricos (intencionando captar tais nuances na forma de se interpretar a natureza) torna-se imposs\u00edvel precisar, com total certeza, quais seriam os verdadeiros ber\u00e7os das ci\u00eancias (CHALMERS, 1993; HARARI, 2016).<\/p>\n<p>O que se pode argumentar com certeza \u00e9 que ao longo de mais de 10 s\u00e9culos ocorreu uma esp\u00e9cie de eclipsamento, pelo menos no que diz respeito ao mundo ocidentalizado, de algum processo sistematizado de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. O que pode ser explicado, principalmente, pela influ\u00eancia de uma ideologia religiosa milenarista, extremamente radical e ortodoxa, que se baseava em interpreta\u00e7\u00f5es literais dos textos sagrados e impunha (sob um regime de medo, justificado social e dogmaticamente) uma concep\u00e7\u00e3o fixista. Assim, deveria ser reprimida qualquer iniciativa contr\u00e1ria \u00e0 no\u00e7\u00e3o de que a imutabilidade do mundo natural (criado de forma especial e pr\u00e9-determinada), e consequentemente, a imutabilidade do mundo social eram a condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para express\u00e3o da vontade divina. O que nos faz pensar que, mesmo antes de Galileu Galilei, muitos poss\u00edveis &#8220;pais da ci\u00eancia&#8221; devem ter sido subjugados e\/ou executados pela santa inquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi somente ap\u00f3s o s\u00e9culo XV que, sob uma menor influ\u00eancia da domina\u00e7\u00e3o religiosa, algumas modifica\u00e7\u00f5es na forma de interpretar a natureza acabaram por fundamentar as bases do pensamento cient\u00edfico que resultaram em todo o processo hist\u00f3rico de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento moderno. Por volta de 1620, o pensador Francis Bacon codificou as primeiras bases do pensamento cient\u00edfico moderno. Ele defendia a ideia de que seria poss\u00edvel a um espectador, que analisasse um fen\u00f4meno natural qualquer, deduzir generaliza\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis a todas as situa\u00e7\u00f5es similares \u00e0quela analisada por meio da observa\u00e7\u00e3o repetitiva do fen\u00f4meno (HELLMAN, 2009). Dessa maneira, uma an\u00e1lise interpretativa racional dos processos que se desenvolvem no mundo material, e por extens\u00e3o uma interpreta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, seria o resultado de um processo de ac\u00famulo de observa\u00e7\u00f5es, mesmo que desmembradas de qualquer pressuposto pr\u00e9vio, dos fen\u00f4menos da natureza. A filosofia Baconiana apresenta-se como a base do Empirismo Cient\u00edfico e foi o ponto de partida de grande parte das ci\u00eancias positivistas, principalmente, das ci\u00eancias f\u00edsicas e naturais de quatro s\u00e9culos atr\u00e1s (HELLMAN, 2009). Os epistem\u00f3logos da ci\u00eancia denominam esse m\u00e9todo de an\u00e1lise como <em>M\u00e9todo Indutivo<\/em> e um esquema simplificado da sequ\u00eancia de desenvolvimento indutivista \u00e9 apresentado na Figura 1.<\/p>\n<p>Figura 1. Modelo indutivista<\/p>\n<figure id=\"attachment_1620\" aria-describedby=\"caption-attachment-1620\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1620 size-full\" src=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-indutivista..png\" alt=\"Modelo indutivista.\" width=\"619\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-indutivista..png 619w, https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-indutivista.-300x164.png 300w\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1620\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Elaborado pelo autor (2023).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entretanto, apesar de sua l\u00f3gica simples, e praticamente ing\u00eanua, o programa de an\u00e1lise indutivista carrega uma fragilidade em sua concep\u00e7\u00e3o. Se todo o processo cient\u00edfico pode ser baseado na observa\u00e7\u00e3o, significa que o poder da ci\u00eancia est\u00e1 associado \u00e0 probabilidade, maior ou menor, desse pressuposto estar certo. Por exemplo, se um grande n\u00famero de &#8220;As&#8221; foi observado sob uma ampla variedade de condi\u00e7\u00f5es, e se todos esses &#8220;As&#8221; observados possuem a propriedade &#8220;B&#8221;, ent\u00e3o todos os &#8220;As&#8221; possuem a propriedade B, por defini\u00e7\u00e3o. Significa que se por algum \u201cerro\u201d ou equ\u00edvoco da natureza for observado um elemento &#8220;A&#8221; que n\u00e3o apresente a propriedade B, ent\u00e3o, ou o meu modelo de l\u00f3gica cient\u00edfica \u00e9 fr\u00e1gil ou o meu universo observacional est\u00e1 funcionando de forma errada. Com o passar do tempo, e apesar do m\u00e9todo indutivista ter continuado como base para a acumula\u00e7\u00e3o de muitos dados cient\u00edficos, a proximidade dessa argumenta\u00e7\u00e3o com um universo quase m\u00edstico determinou uma revis\u00e3o a respeito desse modelo de pensamento cient\u00edfico (a cren\u00e7a viesada do observador, na veracidade das suas observa\u00e7\u00f5es, induz \u00e0 respostas quase sempre positivas) (CHALMERS, 1993; 1994; THUILLIER; 1994; POPPER, 2013; KUHN, 2017).<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar, por\u00e9m, que o que acabou n\u00e3o sendo um bom modelo de pensamento para a ci\u00eancia terminou por s\u00ea-lo para outras \u00e1reas n\u00e3o cient\u00edficas ou pseudocient\u00edficas. Quando algu\u00e9m declara a possibilidade de cura de uma subst\u00e2ncia (ou procedimento) com base na exist\u00eancia de um n\u00famero muito limitado (ou \u00fanico) de observa\u00e7\u00f5es sem evid\u00eancia experimental, esse algu\u00e9m est\u00e1 declarando credibilidade cega n\u00e3o conhecimento comprovado.<\/p>\n<p>Boa parte da argumenta\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d inserida nas ideologias pseudocient\u00edficas se amparam em uma an\u00e1lise ing\u00eanua e, puramente observacional, para assumir como teorias e\/ou pressupostos resultados da simples observa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica. Entretanto, ao longo dos dois \u00faltimos s\u00e9culos, e principalmente, com o acr\u00e9scimo tecnol\u00f3gico gerado pela revolu\u00e7\u00e3o industrial, ocorreu um grande ac\u00famulo de dados emp\u00edricos que puderam ser utilizados para fundamentar bases e pressupostos sustentados n\u00e3o somente pela observa\u00e7\u00e3o simples, mas por corpos te\u00f3ricos mais bem elaborados.<\/p>\n<p>Nesse contexto se desenvolveu uma concep\u00e7\u00e3o de m\u00e9todo cient\u00edfico embasada n\u00e3o na observa\u00e7\u00e3o puramente emp\u00edrica, mas na dedu\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses (fundamentadas nos conjuntos de observa\u00e7\u00f5es que derivaram algumas teorias preliminares) que, se corroboradas, poderiam levar \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o de leis ou teorias gerais da natureza. Atrav\u00e9s desse m\u00e9todo, a partir de observa\u00e7\u00f5es gerais\u00a0 podem ser deduzidas situa\u00e7\u00f5es particulares (hip\u00f3tese), que se \u201ccomprovada\u201d atrav\u00e9s de uma observa\u00e7\u00e3o controlada (teste e\/ou experi\u00eancia) nos permite suspeitar da sua condi\u00e7\u00e3o de lei (diferente do m\u00e9todo indutivo, onde se parte de uma observa\u00e7\u00e3o particular para deduzir um padr\u00e3o geral) (CHALMERS, 1993; THUILLIER, 1994).<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo \u00e9 denominado de <em>M\u00e9todo Dedutivo ou Hipot\u00e9tico-Dedutivo<\/em> e uma forma esquem\u00e1tica de sua sequ\u00eancia de racioc\u00ednio pode ser observada na Figura 2. Esse modelo dedutivista foi crucial para o estabelecimento de grande parte das ci\u00eancias experimentais, pois, a sua aceita\u00e7\u00e3o pelas comunidades cient\u00edficas de meados do s\u00e9culo XX permitiu a r\u00e1pida expans\u00e3o de t\u00e9cnicas e metodologias de an\u00e1lise que serviram como base para testes de hip\u00f3teses cient\u00edficas em m\u00faltiplas \u00e1reas do conhecimento (novas e antigas).<\/p>\n<p>Figura 2. Modelo dedutivivista<\/p>\n<figure id=\"attachment_1619\" aria-describedby=\"caption-attachment-1619\" style=\"width: 669px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1619 size-full\" src=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-dedutivivista.png\" alt=\"Modelo dedutivivista\" width=\"669\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-dedutivivista.png 669w, https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Modelo-dedutivivista-300x162.png 300w\" sizes=\"(max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1619\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Elaborado pelo autor (2023).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Grandes avan\u00e7os nessa fase foram propiciados pelo aprimoramento e cria\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de an\u00e1lise quantitativa. E \u00e9 prov\u00e1vel que o status de precis\u00e3o, t\u00edpico das ci\u00eancias f\u00edsicas, tenha sido o resultado da ado\u00e7\u00e3o desses m\u00e9todos.<\/p>\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o reduziu parte do problema do m\u00e9todo indutivo, pois, como se baseia na \u201ccomprova\u00e7\u00e3o\u201d de hip\u00f3teses para gerar as leis e essas hip\u00f3teses n\u00e3o est\u00e3o soltas, mas sim alicer\u00e7adas sobre teorias gerais, ent\u00e3o a observa\u00e7\u00e3o perde o lugar de objeto e assume o lugar de m\u00e9todo (a hip\u00f3tese \u00e9 testada por um fragmento, previamente selecionado e controlado, do universo de observa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis).<\/p>\n<p>Apesar da maior coer\u00eancia apresentada pelo m\u00e9todo dedutivista, a natureza cambiante das pr\u00f3prias observa\u00e7\u00f5es que sustentavam as teorias gerais e os testes de hip\u00f3teses, deixavam uma margem de d\u00favida quanto ao poder de precis\u00e3o do m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Esse impasse epistemol\u00f3gico s\u00f3 p\u00f4de ser resolvido com a introdu\u00e7\u00e3o do Conceito de Falseabilidade, apresentado pelo fil\u00f3sofo da ci\u00eancia Karl Popper. Ele defendia que a \u00fanica maneira de se garantir m\u00e1xima veracidade a uma afirma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 atrav\u00e9s da sua n\u00e3o rejei\u00e7\u00e3o, quando confrontada com uma hip\u00f3tese rival, e n\u00e3o atrav\u00e9s da sua corrobora\u00e7\u00e3o. Imagine que por experimentos dedutivos n\u00f3s possamos corroborar, pelo menos a priori, a hip\u00f3tese de que todos os cisnes s\u00e3o brancos e continuaremos a corrobor\u00e1-la na maioria das vezes, pois, toda a elabora\u00e7\u00e3o do meu experimento est\u00e1 empenhada nessa tarefa positiva.<\/p>\n<p>Dessa forma, a simples probabilidade de exist\u00eancia, ao acaso, de pelo menos um cisne negro no mundo gera uma grande instabilidade no meu sistema te\u00f3rico baseado nessa afirma\u00e7\u00e3o. E esse problema \u00e9 leg\u00edtimo da aplica\u00e7\u00e3o do meu m\u00e9todo porque eu n\u00e3o estou pensando, e elaborando meu experimento baseado no cisne negro, mas sim nos brancos. \u00c9 como se confian\u00e7a na corrobora\u00e7\u00e3o inicial da hip\u00f3tese eximisse qualquer probabilidade de erro ad <em>eternum<\/em>. Popper, na verdade, n\u00e3o sugeriu um novo m\u00e9todo para a ci\u00eancia, apenas introduziu a ideia probabil\u00edstica na elabora\u00e7\u00e3o e pressuposi\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses j\u00e1 condizentes com o m\u00e9todo dedutivo. Ao valorizar a falseabilidade, como crit\u00e9rio a ser adotado pelos dedutivistas, Popper nada mais fez que tentar expandir, ou trazer para o \u00e2mbito da metodologia cient\u00edfica, uma pr\u00e1tica amplamente utilizada na estat\u00edstica: o crit\u00e9rio de tomada de decis\u00e3o atrav\u00e9s da hip\u00f3tese de nulidade (H0):<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O primeiro passo, ou est\u00e1gio, no processo de tomada de decis\u00e3o, \u00e9 definir a hip\u00f3tese de nulidade (H0). Formula-se, usualmente, com o expresso prop\u00f3sito de rejeit\u00e1-la. Se rejeitada, pode-se aceitar a hip\u00f3tese alternativa (H1). A hip\u00f3tese alternativa \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o operacional da hip\u00f3tese de pesquisa do pesquisador. A hip\u00f3tese de pesquisa \u00e9 a predi\u00e7\u00e3o deduzida da teoria que est\u00e1 sendo comprovada (Popper, 2013).<\/p>\n<p>A ideia do falsificacionismo foi adotada pela grande maioria das \u00e1reas de pesquisa como o principal crit\u00e9rio definidor do m\u00e9todo cient\u00edfico e, ainda hoje o estabelecimento e teste de hip\u00f3teses de nulidade, parecem ser a maneira de garantir veracidade mais facilmente aceita na maior parte das \u00e1reas cient\u00edficas (principalmente, das ci\u00eancias f\u00edsicas). Isso pode ser verificado atrav\u00e9s da an\u00e1lise dos principais peri\u00f3dicos cient\u00edficos do mundo que adotam (no que se refere \u00e0s \u00e1reas experimentais e\/ou explorat\u00f3rias), como crit\u00e9rio para recebimento dos artigos que lhes s\u00e3o encaminhados, a proposi\u00e7\u00e3o coerente e bem elaborada de testes, verifica\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o baseada na rejei\u00e7\u00e3o ou corrobora\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses de nulidade. Entretanto, nem todos os estudiosos da ci\u00eancia aceitam a ideia de que ela seja uma forma de conduta metodol\u00f3gica consensual e que muito menos reflita uma possibilidade uniforme de aplica\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas do conhecimento. Por exemplo, as ci\u00eancias baseadas na an\u00e1lise de narrativas hist\u00f3ricas, tais como, boa parte das ci\u00eancias humanas e parte das ci\u00eancias biol\u00f3gicas (com abordagem evolutiva), se fundamentam em hip\u00f3teses n\u00e3o experimentais (CHALMERS, 1993; 1994; GAVROGLU, 2007; POPPER, 2013).<\/p>\n<p>Apesar da dificuldade em estabelecer um padr\u00e3o geral para a express\u00e3o da pr\u00e1tica cient\u00edfica, um consenso otimizado parece representar o que o fil\u00f3sofo Thomas Kuhn chamou de &#8220;paradigma cient\u00edfico&#8221;. A ado\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses (experimentais ou n\u00e3o, falsific\u00e1veis ou n\u00e3o, dependendo da \u00e1rea de pesquisa) analisadas e replicadas por pares, sujeitas ao escrut\u00ednio de um m\u00e9todo de racioc\u00ednio l\u00f3gico, acabam corroborando uma teoria mais do que outras alternativas. Assim, as ideias comprovadas cientificamente v\u00e3o se tornando o corpo te\u00f3rico sobre o qual novas contribui\u00e7\u00f5es, contradi\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es v\u00e3o se somando ao longo do tempo (FEYERABEND, 2011; KUHN, 2017).<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo pode n\u00e3o ser perfeito, e realmente n\u00e3o \u00e9, mas certamente \u00e9 a \u00fanica forma de analisarmos quaisquer fen\u00f4menos (f\u00edsicos ou hist\u00f3ricos\/narrativos) de forma l\u00f3gica, aumentando a probabilidade de assumirmos certezas e\/ou incertezas que nos aproximem da realidade. Essa, que se desenvolve num mundo f\u00edsico e social formado por condi\u00e7\u00f5es mutantes e inst\u00e1veis, n\u00e3o por &#8220;verdades&#8221; absolutas (LOPES, 1999; FEYERABEND, 2011; HARARI, 2016; 2018).<\/p>\n<h2>Considera\u00e7\u00f5es Finais<strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>O conhecimento cient\u00edfico \u00e9 um dos pilares fundamentais do saber moderno, pois fornece uma base s\u00f3lida para a compreens\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o de problemas complexos em diversas \u00e1reas do conhecimento. Atrav\u00e9s de suas metodologias rigorosas e sistem\u00e1ticas, a ci\u00eancia busca desvendar as leis da natureza e do universo, fornecendo explica\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis e test\u00e1veis para os fen\u00f4menos observados. Al\u00e9m disso, o conhecimento cient\u00edfico tem um papel crucial no desenvolvimento tecnol\u00f3gico e no progresso humano, possibilitando avan\u00e7os significativos em \u00e1reas como medicina, engenharia, agricultura, energia e comunica\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 importante lembrar que o conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o \u00e9 absoluto e est\u00e1 em constante desenvolvimento, sujeito a revis\u00f5es e aprimoramentos \u00e0 medida que novas descobertas s\u00e3o feitas e novas tecnologias s\u00e3o desenvolvidas. Por isso, \u00e9 fundamental que a sociedade valorize e apoie a pesquisa cient\u00edfica, garantindo que ela seja conduzida com \u00e9tica, transpar\u00eancia e responsabilidade, visando sempre ao bem-estar da humanidade e do planeta em que vivemos.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<p>CHALMERS, Alan Francis. <strong>O que \u00e9 a ci\u00eancia afinal?<\/strong> S\u00e3o Paulo:\u00a0 Editora Brasiliense, 1993.<\/p>\n<p>CHALMERS, Alan Francis. <strong>A fabrica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, 1994.<\/p>\n<p>DAWKINS, Richard. <strong>Desvendando o arco-\u00edris<\/strong>: ci\u00eancia, ilus\u00e3o e encantamento. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998.<\/p>\n<p>GAVROGLU, Kostas. <strong>O passado das ci\u00eancias como hist\u00f3ria<\/strong>. Portugal: Editora Porto, 2007.<\/p>\n<p>GOULD, Stephen Jay. <strong>O mil\u00eanio em quest\u00e3o<\/strong>: um guia racionalista para uma contagem precisamente arbitr\u00e1ria, S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1999.<\/p>\n<p>FEYERABEND, Paul. <strong>Contra o m\u00e9todo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2011.<\/p>\n<p>HARARI, Yuval Noah. <strong>Homo Deus<\/strong>: Uma breve hist\u00f3ria do amanh\u00e3. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016.<\/p>\n<p>HARARI, Yuval Noah. <strong>Sapiens<\/strong>: Uma breve hist\u00f3ria da humanidade. Porto Alegre: L&amp;PM Editores S. A., 2018.<\/p>\n<p>HELLMAN, Hal. <strong>Grandes debates da ci\u00eancia<\/strong>: as dez maiores contendas de todos os tempos. S\u00e3o Paulo: Editora UNESP, 2009.<\/p>\n<p>KUHN, Thomas S. <strong>A estrutura das revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Perspectiva, 2017.<\/p>\n<p>JAPIASSU, Hilton. <strong>As paix\u00f5es da ci\u00eancia<\/strong>: Estudos de Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias, Editora Letras &amp; Letras. Uberl\u00e2ndia, MG: Editora UFU, 1991.<\/p>\n<p>LOPES, Alice Ribeiro Casimiro. <strong>Conhecimento escolar<\/strong>: ci\u00eancia e cotidiano. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 1999.<\/p>\n<p>POPPER, Karl. <strong>A l\u00f3gica da pesquisa cient\u00edfica<\/strong>. 2\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: Editora Cultrix, 2013.<\/p>\n<p>SILVA, Edison Pereira; ARCANJO, Fernanda Gon\u00e7alves. Hist\u00f3ria da ci\u00eancia, epistemologia e dial\u00e9tica. <strong>Trans\/Form\/A\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 44, n. 2, p. 149-174, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/trans\/a\/6J8grRSZ78dgcLryCLfFvyM\/. Acesso em: 21 fev. 2023.<\/p>\n<p>SERRES, Michel. <strong>Elementos para uma hist\u00f3ria das ci\u00eancias<\/strong>. Lisboa: Editora Terramar, 1995.<\/p>\n<p>THUILLIER, Pierre. <strong>De Arquimedes a Einstein<\/strong>: A face oculta da inven\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. S\u00e3o Paulo: Editora Zahar, 1994.<\/p>\n<p><sup><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/sup> Doutor em Ci\u00eancias Ambientais\/UFG, Mestre em Ecologia Animal\/UFG e Bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\/UFG. ORCID: https:\/\/orcid.org\/0000-0001-9958-5261. Curr\u00edculo Lattes: ID Lattes: 9171833162036309.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":1976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[513],"tags":[89,81,87,583],"class_list":["post-1602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencias-humanas","tag-ciencia","tag-conhecimento","tag-conhecimento-cientifico","tag-tecnologias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Livros Acad\u00eamicos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-03-19T18:44:36+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-04-21T00:16:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1409\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"2000\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Cleiber Marques Vieira\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Cleiber Marques Vieira\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento\"},\"author\":{\"name\":\"Cleiber Marques Vieira\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07\"},\"headline\":\"1. A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o do saber moderno\",\"datePublished\":\"2023-03-19T18:44:36+00:00\",\"dateModified\":\"2023-04-21T00:16:25+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento\"},\"wordCount\":3961,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png\",\"keywords\":[\"Ci\u00eancia\",\"Conhecimento\",\"Conhecimento cient\u00edfico\",\"tecnologias\"],\"articleSection\":[\"Ci\u00eancias Humanas: Atualiza\u00e7\u00e3o de \u00c1rea - janeiro e fevereiro de 2023\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento\",\"name\":\"A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png\",\"datePublished\":\"2023-03-19T18:44:36+00:00\",\"dateModified\":\"2023-04-21T00:16:25+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07\"},\"description\":\"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png\",\"width\":1409,\"height\":2000,\"caption\":\"Ci\u00eancias Humanas Atualiza\u00e7\u00e3o de \u00c1rea janeiro e fevereiro de 2023\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/ciencias-humanas\\\/importancia-do-conhecimento#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"1. A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o do saber moderno\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/\",\"name\":\"Livros Acad\u00eamicos\",\"description\":\"Livros Acad\u00eamicos Gratuitos\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07\",\"name\":\"Cleiber Marques Vieira\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Cleiber Marques Vieira\"},\"description\":\"Doutor em Ci\u00eancias Ambientais\\\/UFG, Mestre em Ecologia Animal\\\/UFG e Bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\\\/UFG. ORCID: https:\\\/\\\/orcid.org\\\/0000-0001-9958-5261. Curr\u00edculo Lattes: ID Lattes: 9171833162036309.\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/author\\\/cleiber-marques-vieira\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o","description":"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o","og_description":"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...","og_url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento","og_site_name":"Livros Acad\u00eamicos","article_published_time":"2023-03-19T18:44:36+00:00","article_modified_time":"2023-04-21T00:16:25+00:00","og_image":[{"width":1409,"height":2000,"url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png","type":"image\/png"}],"author":"Cleiber Marques Vieira","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Cleiber Marques Vieira","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento"},"author":{"name":"Cleiber Marques Vieira","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07"},"headline":"1. A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o do saber moderno","datePublished":"2023-03-19T18:44:36+00:00","dateModified":"2023-04-21T00:16:25+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento"},"wordCount":3961,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png","keywords":["Ci\u00eancia","Conhecimento","Conhecimento cient\u00edfico","tecnologias"],"articleSection":["Ci\u00eancias Humanas: Atualiza\u00e7\u00e3o de \u00c1rea - janeiro e fevereiro de 2023"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento","name":"A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png","datePublished":"2023-03-19T18:44:36+00:00","dateModified":"2023-04-21T00:16:25+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07"},"description":"O per\u00edodo atual \u00e9 marcado por um forte contraste entre as antigas concep\u00e7\u00f5es milenaristas (pelo menos do ponto de vista ocidental)...","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#primaryimage","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png","contentUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Ciencias-Humanas-Atualizacao-de-Area-janeiro-e-fevereiro-de-2023.png","width":1409,"height":2000,"caption":"Ci\u00eancias Humanas Atualiza\u00e7\u00e3o de \u00c1rea janeiro e fevereiro de 2023"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/ciencias-humanas\/importancia-do-conhecimento#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"1. A import\u00e2ncia do conhecimento cient\u00edfico na constru\u00e7\u00e3o do saber moderno"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#website","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/","name":"Livros Acad\u00eamicos","description":"Livros Acad\u00eamicos Gratuitos","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/f56e8b65a918d69bba083b5995877c07","name":"Cleiber Marques Vieira","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d159b346037128efe014a1a65a263afe1beb6a14d37307dcff459b60a3e2b489?s=96&d=mm&r=g","caption":"Cleiber Marques Vieira"},"description":"Doutor em Ci\u00eancias Ambientais\/UFG, Mestre em Ecologia Animal\/UFG e Bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas\/UFG. ORCID: https:\/\/orcid.org\/0000-0001-9958-5261. Curr\u00edculo Lattes: ID Lattes: 9171833162036309.","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/author\/cleiber-marques-vieira"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1602"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2775,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions\/2775"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}