{"id":149,"date":"2020-09-30T14:52:24","date_gmt":"2020-09-30T17:52:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/?p=149"},"modified":"2023-01-09T17:31:46","modified_gmt":"2023-01-09T20:31:46","slug":"educacao-fisica-e-ept","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT &#8211; Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (EPT)"},"content":{"rendered":"<p>VIANA, Valderi Nascimento <sup><a href=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/administracao\/deep-learning#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/sup>, DIAS, Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Mattos <sup><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/sup>, OLIVEIRA, Euz\u00e9bio de <sup><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/sup>, FECURY, Amanda Alves <sup><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/sup>, DENDASCK, Carla Viana <sup><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Macap\u00e1 &#8211; Amap\u00e1 &#8211; Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DOI: 10.32749\/l\/educacao\/educacao-fisica-e-ept<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ISBN: 978-65-86069-90-7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CENTRO DE PESQUISA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">2020<\/p>\n<h2>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\">Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (PROFEPT &#8211; IFAP). Fazer de maneira correta e produtiva uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>stricto sensu<\/em> exige muito mais que perseveran\u00e7a e coragem. \u00c9 um exerc\u00edcio quase l\u00fadico de reaprender a olhar ao redor de si e questionar, como fazem t\u00e3o naturalmente as crian\u00e7as. \u00c9 transformar esse questionamento nascido da curiosidade em uma pesquisa com <em>design<\/em> metodol\u00f3gico correto e efetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Aqui apresento a voc\u00eas uma parte desta inquietude intelectual, transformada na realidade do conhecimento, pautada metodologicamente em conhecimentos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em \u201cEduca\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT\u201d somos levados a pensar sobre a import\u00e2ncia deste componente curricular, n\u00e3o s\u00f3 como fonte de um corpo saud\u00e1vel, mas tamb\u00e9m como formador de seres humanos integrais e omnilaterais, com base em valores e atitudes. O questionamento de como \u00e9 poss\u00edvel negligenciar qualquer componente e como qualquer componente \u00e9 importante na forma\u00e7\u00e3o do sujeito como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Boa leitura!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Prof. Dr. Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Mattos Dias<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(PROFEPT &#8211; IFAP)<\/p>\n<h2>CONHE\u00c7A OS AUTORES<\/h2>\n<p><strong>VALDERI NASCIMENTO VIANA<\/strong> <sup><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>http:\/\/lattes.cnpq.br\/1029120766933588<\/p>\n<ul>\n<li>Graduado em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica pela Faculdade de Macap\u00e1 (FAMA\/2015).<\/li>\n<li>P\u00f3s-graduado em n\u00edvel de especializa\u00e7\u00e3o em Fisiologia do Exerc\u00edcio e Nutri\u00e7\u00e3o Esportiva pela Faculdade de Macap\u00e1 (FAMA\/2017).<\/li>\n<li>Mestrando em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (PROFEPT) pelo Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Amap\u00e1 (IFAP\/2019).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>CLAUDIO ALBERTO GELLIS DE MATTOS DIAS<\/strong> <sup><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>http:\/\/lattes.cnpq.br\/8303202339219096<\/p>\n<ul>\n<li>Graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o (USC\/2005).<\/li>\n<li>Mestre em Neuroci\u00eancias e Biologia Celular pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2010).<\/li>\n<li>Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2014).<\/li>\n<li>Docente efetivo do Instituto Federal do Amap\u00e1 (IFAP), com experi\u00eancia em ensino desde 1989.<\/li>\n<li>Orientador e pesquisador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (PROFEPT &#8211; IFAP).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>EUZ\u00c9BIO DE OLIVEIRA<\/strong><sup> <a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>http:\/\/lattes.cnpq.br\/1807260041420782<\/p>\n<ul>\n<li>Graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas na Universidade Comunit\u00e1ria da Regi\u00e3o de Chapec\u00f3 (UNOCHAPECO\/2004)<\/li>\n<li>Mestre em Biologia Ambiental pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2007).<\/li>\n<li>Doutor em Doen\u00e7as Tropicais pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2011).<\/li>\n<li>Docente efetivo da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) &#8211; Campus Castanhal.<\/li>\n<li>Orientador e pesquisador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Antr\u00f3picos na Amaz\u00f4nia (PPGEAA\/UFPA).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>AMANDA ALVES FECURY\u00a0<\/strong><sup><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>http:\/\/lattes.cnpq.br\/9314252766209613<\/p>\n<ul>\n<li>Graduada em Biomedicina pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2004).<\/li>\n<li>Especialista em Microbiologia pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2006).<\/li>\n<li>Mestra em Doen\u00e7as Tropicais pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2011).<\/li>\n<li>Doutora em Doen\u00e7as Tropicais pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2015).<\/li>\n<li>Docente efetiva da Universidade Federal do Amap\u00e1 (UNIFAP) \u2013 colegiado de Medicina.<\/li>\n<li>Pr\u00f3-Reitora de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PROPESQPG)da Universidade Federal do Amap\u00e1 (UNIFAP)<\/li>\n<li>Orientadora e pesquisadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade (PPGCS\/UNIFAP).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>CARLA VIANA DENDASCK\u00a0<\/strong><sup><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>http:\/\/lattes.cnpq.br\/2008995647080248<\/p>\n<ul>\n<li>Graduada em Teologia pelo Semin\u00e1rio Internacional de Teologia (SITe\/2014).<\/li>\n<li>Graduada em Teologia (Convalida\u00e7\u00e3o) pela Faculdade Entre Rios do Piau\u00ed, (FAERPI\/2015).<\/li>\n<li>Mestra em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE\/2018).<\/li>\n<li>Doutora em Psicologia e Psican\u00e1lise Cl\u00ednica pela Faculdade Internacional de Teologia (FIT\/2015).<\/li>\n<li>Doutoranda em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo, (PUC\/SP\/2019).<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CIP.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-154\" src=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CIP.png\" alt=\"\" width=\"423\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CIP.png 547w, https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CIP-300x205.png 300w, https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CIP-218x150.png 218w\" sizes=\"(max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO 01<\/h2>\n<p>DOI: 10.32749\/l\/educacao\/educacao-fisica-e-ept-1<\/p>\n<h2>O PAPEL DA EDUCA\u00c7\u00c3O F\u00cdSICA NA EPT- De Nilo Pe\u00e7anha ao Instituto Federal<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Valderi Nascimento VIANA<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Euz\u00e9bio de OLIVEIRA<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Claudio Alberto Gellis de Mattos DIAS<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o profissional no Brasil tem sua origem em uma perceptiva assistencialista com o objetivo de atender quem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es sociais favor\u00e1veis. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX a educa\u00e7\u00e3o profissional modificou-se para um perfil de prepara\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra para o exerc\u00edcio profissional. Em 1910, Nilo Pe\u00e7anha inaugura dezenove \u201cEscolas de Aprendizes Art\u00edfices\u201d nas capitais dos estados brasileiros destinadas ao ensino profissional. As escolas ampliaram a atua\u00e7\u00e3o para atender os empreendimentos agr\u00edcolas e das ind\u00fastrias (RAMOS, 2014).<\/p>\n<p>As escolas de aprendizes inserem a classe operaria \u00e0 modernidade urbana por meio do trabalho. Com um novo espa\u00e7o para este fim, busca-se dar um novo significado e associar isso a uma caracter\u00edstica sobre ser um cidad\u00e3o. As escolas deveriam impedir o \u00f3cio e despertar o amor pelo trabalho, assim convencer a ser \u00fatil \u00e0 sociedade pelo aprendizado profissional. Ou seja, jovens precisavam ter uma moral reformada, por\u00e9m essa transforma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os \u00fateis n\u00e3o deveria ser entendida como uma forma de mudar o status social. Os professores e mestres deveriam apenas ensinar os detalhes do oficio e cumprir os hor\u00e1rios de aulas e das atividades, al\u00e9m de manter a disciplina da classe e os preceitos morais (SANTOS, 2020).<\/p>\n<p>Em 1914, Paulo Ildefonso d\u2019Assump\u00e7\u00e3o, diretor do Escola de Aprendizes Art\u00edfices do Paran\u00e1, defendia a forma\u00e7\u00e3o manual, pois possibilitaria ao jovem ir para o interior do estado ou para as pequenas empresas da capital. Na forma\u00e7\u00e3o manual a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica estava presente como componente importante, pois por meio dela efetuar-se-ia a educa\u00e7\u00e3o intelectual e a educa\u00e7\u00e3o moral e social. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tinha a fun\u00e7\u00e3o de formar e preparar o corpo, assim, beneficiado as faculdades intelectuais e morais. Era defendido que sem a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o haveria um povo sadio, logo, n\u00e3o existiria a sociedade, assim, n\u00e3o existiria na\u00e7\u00e3o, pois indiv\u00edduos fracos n\u00e3o seriam capazes de form\u00e1-la (PANDINI, 2006).<\/p>\n<p>O trabalho exerceria uma influ\u00eancia na sa\u00fade, pois a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u2013 fisiologista \u2013 diz que os efeitos do trabalho equilibram todos os sistemas do corpo. Logo, o corpo humano era visto como uma m\u00e1quina que se torna cada vez mais apta a execu\u00e7\u00e3o do trabalho. O trabalho manual teria um papel higienista e fortificaria a \u201cra\u00e7a\u201d no sujeito (PANDINI, 2006).<\/p>\n<p>Nesse contexto, ao chegar-se na d\u00e9cada de 30 ocorrem mudan\u00e7as na pol\u00edtica, na economia e na educa\u00e7\u00e3o. Na era Vargas, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi uma ferramenta de estrat\u00e9gia na difus\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que tinham como modelo o corpo perfeito, forte, saud\u00e1vel e equilibrado, pronto para o mundo do trabalho. Com o processo de industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o, visando uma melhoria na produtividade, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica teria que fortalecer o trabalhador bem como desenvolver um esp\u00edrito de coopera\u00e7\u00e3o (LIMA, 2015).<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise do jornal escolar<em> O aprendiz<\/em> \u2013 produzido na antiga Escola T\u00e9cnica de Salvador durante o Estado Novo \u2013 pelo per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o, torna-se um reflexo de uma educa\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada de 30. Assim, era desenvolvida uma educa\u00e7\u00e3o pautada para o trabalho industrial, com amor \u00e0 p\u00e1tria e educa\u00e7\u00e3o do corpo saud\u00e1vel. Por outro lado, \u201c<em>temas como sexualidade, preconceito racial, repress\u00e3o pol\u00edtica, entre outros, n\u00e3o eram abordados, assim como era proibida qualquer cr\u00edtica ao governo de Get\u00falio Vargas<\/em>\u201d (SANTIAGO e SILVA, 2017).<\/p>\n<p>Dessa forma, a educa\u00e7\u00e3o profissional em 1944 e 1945 tinha como base o ensino moral, f\u00edsico e intelectual. Em edi\u00e7\u00f5es de <em>O Aprendiz,<\/em> apresentavam a caracter\u00edstica de um bom aprendiz , sempre relacionadas ao estudo, ao trabalho, ao sucesso, a verdade, a felicidade, ao esfor\u00e7o, ao sacrif\u00edcio e a p\u00e1tria (SANTIAGO e SILVA, 2017). Para um corpo saud\u00e1vel e forma\u00e7\u00e3o da moral era necess\u00e1rio um conjunto de atividades c\u00edvicas e higi\u00eanicas, bem como o uso do esporte. Em umas das colunas do referido jornal escolar \u00e9 poss\u00edvel notar o uso da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica como um instrumento ao pedir que todos se esforcem para o sucesso dos esportes no meio social, assim n\u00e3o ocorrendo apenas o desenvolvendo da sa\u00fade, mas o desenvolvimento de cada indiv\u00edduo pelo futuro da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Na era Vargas, a educa\u00e7\u00e3o do corpo foi trabalhada visando a produtividade. O corpo sendo visto como uma m\u00e1quina, um corpo militarizado pela instrumentaliza\u00e7\u00e3o e treinado para o trabalho. E em raz\u00e3o do amor ao pa\u00eds cada cidad\u00e3o \u00e9 convidado a dar sua vida por um bem maior, a salva\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria (SANTIAGO e SILVA, 2017). No ensino t\u00e9cnico, durante a reforma de Capanema (1942), a educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria das mulheres teria um local de ensino exclusivo. A forma\u00e7\u00e3o de classes exclusiva para mulheres teria em seu curr\u00edculo a presen\u00e7a da disciplina de economia dom\u00e9stica. Junto a isso toda pr\u00e1tica-metodol\u00f3gica tinha como objetivo respeitar e trabalhar a natureza da personalidade feminina, bem como a sua miss\u00e3o dentro de casa (MALULY e JUNIOR, 2018).<\/p>\n<p>Em 1964, pelo clima de guerra e uma ideologia de seguran\u00e7a nacional, houve a necessidade de fortalecer a popula\u00e7\u00e3o bem como o sentimento de patriotismo, os quais estariam prontos para combater qualquer amea\u00e7a ao regime (SANTOS e BRAND\u00c3O, 2018). No per\u00edodo da ditadura militar a Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar tinha como dever o desenvolvimento da aptid\u00e3o f\u00edsica, valores \u00e9ticos, assim como valores c\u00edvicos (DE CASTRO, 2017).<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise de documentos da Escola Profissionalizante de Porto Alegre exp\u00f5e que em 1972 ocorreu o registro do primeiro professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. E o di\u00e1rio de classe desse professor tinha como conte\u00fado ministrado um \u201c<em>exame biom\u00e9trico, teste de Cooper, diferentes tipos de gin\u00e1stica (est\u00e9tica, calist\u00eanica e moderna), voleibol e atividades em sala de aula (dias de chuva).<\/em>\u201d (SILVA e FRAGA, 2014).<\/p>\n<p>Houve, ent\u00e3o, um impacto nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e, mantendo o car\u00e1ter disciplinar, as aulas foram voltadas apenas para a pr\u00e1tica. O homem era visto como um combatente de guerra, e a forma\u00e7\u00e3o integral proporcionada pela educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica se tratava de formar um sujeito apto para tal, ignorando qualquer perfil educacional (SANTOS e BRAND\u00c3O, 2018; PINTO<em> et al.<\/em>, 2019).<\/p>\n<p>O esporte tamb\u00e9m recebeu aten\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo passando a ser um conte\u00fado hegem\u00f4nico da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, um perfil de esporte na escola, com o objetivo o alto rendimento, com foco na aptid\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de atletas. Assim estabelecendo a tend\u00eancia esportivista, e tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica passou a ser sin\u00f4nimo de esporte, e foi utilizado para desviar o foco de qualquer discuss\u00e3o pol\u00edtica (SANTOS e BRAND\u00c3O, 2018; PINTO<em> et al.<\/em>, 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Preocupados com a resist\u00eancia que os estudantes vinham fazendo ao regime, os governantes al\u00e9m de reprimi-los pela for\u00e7a, utilizaram-se do esporte como uma forma de desmobiliza\u00e7\u00e3o e aliena\u00e7\u00e3o. Nas universidades enquanto os diret\u00f3rios acad\u00eamicos eram fechados, as atl\u00e9ticas eram incentivadas, e a participa\u00e7\u00e3o esportiva passava a substituir a pol\u00edtica. A Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica se tornou obrigat\u00f3ria, tamb\u00e9m no terceiro grau e os jogos universit\u00e1rios e estudantis receberam um acentuado incentivo dos governos o que resultou no expressivo crescimento da participa\u00e7\u00e3o de estudantes de todas as partes do Brasil (BATISTA e JUNIOR, 2010).<\/p>\n<p>Durante a Copa do Mundo de 1970, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi usada para servir o nacionalismo, uma vez que era difundida a ideia de uma popula\u00e7\u00e3o jovem forte e saud\u00e1vel pronta para defender a p\u00e1tria. Por\u00e9m, esse modelo de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica entrou em crise, pois n\u00e3o priorizava educar os alunos por uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, mas estava interessado em manter uma popula\u00e7\u00e3o distanciada de contra qualquer pensamento contr\u00e1rio ao regime (TEIXEIRA, 2018).<\/p>\n<p>Em 1978, a partir da Carta Internacional de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Desportos publicada pela Unesco, tanto o esporte como a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica foram estabelecidos como um direito de todos os cidad\u00e3os, que devem ser colocados em pr\u00e1tica em todo o mundo. O esporte visa, quase sempre, o rendimento, destinado apenas aos atletas. Contudo, o esporte passou a ser destinado \u00e0 pessoa comum depois da carta (HOMRICH et al., 2013). O esporte no Brasil passa a ser um direito do cidad\u00e3o com a constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. A inclus\u00e3o refor\u00e7a a prote\u00e7\u00e3o aos direitos humanos (CAMARGOS, 2010; ARAUJO<em> et al.<\/em>, 2017).<\/p>\n<p>Houve a possibilidade, ent\u00e3o, da democratiza\u00e7\u00e3o do esporte, assim a dimens\u00e3o social passou a prevalecer. A pr\u00e1tica do esporte sempre foi defendida pela UNESCO como um direito humano inalien\u00e1vel (UNESCO, 2013). Assim, as formas de exerc\u00edcio passaram ser entendidas como esporte-educa\u00e7\u00e3o, esporte-participa\u00e7\u00e3o e esporte-performance (ALMEIDA e JUNIOR, 2010).<\/p>\n<p>A primeira dimens\u00e3o social \u00e9 chamada de esporte-educa\u00e7\u00e3o. O esporte na escola n\u00e3o tem uma preocupa\u00e7\u00e3o exagerada com resultados\/vitorias. Tem como fun\u00e7\u00e3o educar os discentes, instruindo-os \u00e0 cidadania. Dentro dessa dimens\u00e3o h\u00e1 a busca de oportunizar a democratiza\u00e7\u00e3o do movimento, dando oportunidade a todos, sem discrimina\u00e7\u00e3o alguma. Atrav\u00e9s dessa pr\u00e1tica espera-se a forma\u00e7\u00e3o ampla do indiv\u00edduo (MAIA, 2010).<\/p>\n<p>J\u00e1 o Esporte Participa\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma pr\u00e1tica espont\u00e2nea de toda a popula\u00e7\u00e3o. Pode-se encontrar nos mais diversos lugares como: parques, praias, quadras e ruas, por exemplo. \u00c9 uma pr\u00e1tica livre, sem compromisso com vit\u00f3rias, uma manifesta\u00e7\u00e3o que fortalece os la\u00e7os sociais, uma vez que as regras s\u00e3o dispens\u00e1veis e desenvolve o espirito de equipe (VASCONCELOS, 2007).<\/p>\n<p>A \u00faltima dimens\u00e3o, esporte-performance, tamb\u00e9m conhecido como esporte de alto rendimento, tem como objetivo o \u00eaxito e as vitorias. Uma pr\u00e1tica que destaca os mais habilidosos, os mais capacitados, pode-se dizer, os talentos esportivos (TRIANI<em> et al.<\/em>, 2016).<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica ainda tinha carater\u00edsticas do modelo adotado na ditadura militar. Dessa forma tal modelo sofreu cr\u00edticas e teve seu objetivo escolar contestado. Por consequ\u00eancia as vertentes ligadas as dimens\u00f5es humanas come\u00e7aram a ganhar destaque. Tais concep\u00e7\u00f5es buscavam interromper com os modelos trabalhados nas d\u00e9cadas anteriores como o tradicional, tecnicista e esportivista (DE CASTRO, 2017). Esse per\u00edodo marcou como oposi\u00e7\u00e3o a \u201cbiologiza\u00e7\u00e3o\u201d da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, assim como, diversas cr\u00edticas a predomin\u00e2ncia de conte\u00fados esportivos (SOARES, 2012).<\/p>\n<p>Dentro do cen\u00e1rio pedag\u00f3gico na d\u00e9cada de 1990, ocorre a cria\u00e7\u00e3o dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCN), um documento de orienta\u00e7\u00e3o para o professor na forma de trabalhar os conte\u00fados de cada disciplina. O documento aludi ao papel social do docente para uma forma\u00e7\u00e3o da cidadania. O ensino n\u00e3o seria mais mecanizado, podendo-se usar a ideia de Paulo Freire, sendo que o objetivo n\u00e3o est\u00e1 mais na memoriza\u00e7\u00e3o (educa\u00e7\u00e3o bancaria) e nem desconexo da realidade do discente (BRIGHENTE e MESQUIDA, 2016). Tem como objetivo tornar o ensino mais din\u00e2mico, transversal, promovendo todo conhecimento essencial para que o aluno exer\u00e7a sua cidadania. Al\u00e9m de trazer fatos e conceitos, os PCNs tratam de procedimentos educacionais, formas de valores, normas e atitudes para cada \u00e1rea do conhecimento (HENKEL e ILHA, 2016).<\/p>\n<p>Os PCNs, com seus princ\u00edpios e conceitos para uma forma\u00e7\u00e3o integral, encontram-se junto aos temas transversais (TT). Os Temas Transversais surgem como mais uma possibilidade de tratar assuntos do cotidiano do aluno e mostra a import\u00e2ncia desse debate para a forma\u00e7\u00e3o deste. Dessa forma os temas tratam de valores pertinentes a sociedade, tais como: Sa\u00fade; \u00c9tica; Meio Ambiente, Pluralidade Cultural; Orienta\u00e7\u00e3o Sexual; Trabalho e Consumo (DE MATOS<em> et al.<\/em>, 2019). Os TT promovem um elo entre os conte\u00fados escolares e a realidade da sociedade, tornando o ensino mais humanizado, e promovendo a vis\u00e3o cr\u00edtica dos alunos em rela\u00e7\u00e3o a sua realidade, bem como a express\u00e3o de valores referentes a direitos e deveres de cidad\u00e3o. Fazendo parte dos PCNs, todas as disciplinas devem trabalhar com os TT, e a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica faz parte desse meio (OLIVEIRA<em> et al.<\/em>, 2016). Conforme a interpreta\u00e7\u00e3o de Darido (2012) os temas transversais s\u00e3o as ruas principais do curr\u00edculo e todas as disciplinas precisam passar por elas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar passou a ter como fun\u00e7\u00e3o oportunizar o ensino do jogo, esporte, lutas, dan\u00e7as, ginasticas, e outras formas de manifesta\u00e7\u00f5es corporais que constituem a cultura corporal (HENKEL e ILHA, 2016). Com base na cultura corporal, o aluno \u00e9 capaz de vivenciar e aprender as modalidades dentro de princ\u00edpios culturais, simb\u00f3licos, inclusivos, de perspectiva cr\u00edtica, de lazer e de sa\u00fade. O objetivo passa a ser que o aluno desenvolva a socializa\u00e7\u00e3o com os colegas, e junto a isso, reconhe\u00e7a os valores que s\u00e3o trabalhados em cada pr\u00e1tica (DARIDO, 2012).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar, a cultura corporal \u00e9 uma reflex\u00e3o pedag\u00f3gica acerca das concep\u00e7\u00f5es de mundo constru\u00eddas pelos homens no decorrer da hist\u00f3ria, sendo desenvolvida por meio do movimento humano pela express\u00e3o corporal (SILVA, 2019). A cultura corporal pode ser definida como historicamente produzida e acumulada pela humanidade, sendo entendida como jogos, lutas, gin\u00e1sticas, dan\u00e7as, esportes, dentre outras. Estra cultura deve ser transmitida aos alunos nas aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar, contribuindo para a afirma\u00e7\u00e3o de valores e identidades (DAOLIO, 2018). Dessa forma, deve oportunizar ao aluno a possiblidade da comunica\u00e7\u00e3o, das diversas formas de expressar os sentimentos e emo\u00e7\u00f5es, promovendo de lazer e de sa\u00fade. Localizar em cada manifesta\u00e7\u00e3o da cultura corporal os benef\u00edcios e as possiblidades para que o aluno desenvolva suas potencialidades (GON\u00c7ALVES, 2012).<\/p>\n<p>Com isso a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar deixa der ter somente a ci\u00eancia biol\u00f3gica como \u00e1rea dominante e passa a incluir as ci\u00eancias humanas e sociais. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o deve priorizar s\u00f3 as t\u00e9cnicas ou considerar o movimento como apenas um comportamento motor, mas sim, contribuir na forma\u00e7\u00e3o integral do aluno sendo capaz de ser um cidad\u00e3o cr\u00edtico e respons\u00e1vel por seus atos (SALOM\u00c3O, 2016; DE MATOS<em> et al.<\/em>, 2019). Uma aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica dentro dessa vis\u00e3o contribui para o desenvolvimento de capacidades corporais junto com um entendimento cr\u00edtico da realidade, tal fato \u00e9 evidenciado quando um dos alunos do ensino m\u00e9dio integrado do IFRN relata:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">\u201cAs aulas foram realmente muito interessantes professora, pois vimos a \u201cverdadeira educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica\u201d. Houve uma total aproxima\u00e7\u00e3o com a cultura da gente adolescente e contempor\u00e2nea, no sentido de pudermos compreender melhor os elementos da cultura de movimento na sociedade, por meio do tema transversal da pluralidade cultural.\u201d (SOUZA, 2013)<em>.<\/em><\/p>\n<p>Assim, os PCNs trouxeram uma nova dimens\u00e3o aos conte\u00fados de cada disciplina. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica est\u00e1 al\u00e9m do ensino das atividades corporais. Todo o ensino, que est\u00e1 contextualizado com a realidade social, n\u00e3o \u00e9 mais o movimento pelo movimento ou uma pr\u00e1tica do \u201crola bola\u201d. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica passa a ter um papel de contribuir com a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 do aluno (SOARES<em> et al.<\/em>, 2019).<\/p>\n<p>Em 2017, surge Base Nacional Comum Curricular (BNCC) car\u00e1ter de refer\u00eancia nacional, tornando-se obrigat\u00f3ria, diferente dos PCNs. O documento, desde sua origem, foi alvo de debates, questionamentos, cr\u00edticas, levando a reformula\u00e7\u00f5es. No campo educacional, a BNCC busca por uma forma\u00e7\u00e3o integral. No documento tal objetivo \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do desenvolvimento de habilidades e de compet\u00eancias. Entre a proposta est\u00e1 o desenvolvimento de compet\u00eancias socioemocionais, essa s\u00f3 foi inclu\u00edda na terceira vers\u00e3o da BNCC (FOGANHOLI, 2019; NASCIMENTO<em> et al.<\/em>, 2019; SILVA, 2019a). Segundo Nascimento et al (2019) a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 reafirmada como de suma import\u00e2ncia para o desenvolvimento das compet\u00eancias propostas para a forma\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p>Destaca-se a contribui\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica para o desenvolvimento das compet\u00eancias socioemocionais. Nesse contexto, K\u00e1tia Regina Xavier da Silva desenvolveu um projeto de ensino e pesquisa no Col\u00e9gio Pedro II &#8211; Campus Engenho Novo com a participa\u00e7\u00e3o de estudantes do Ensino M\u00e9dio. Foi organizado e realizado os Jogos Interculturais do CENII. Ap\u00f3s tal experi\u00eancia buscou ouvir os relatos dos alunos e volunt\u00e1rios. Revelou-se no estudo uma melhora na sociabilidade quando relatado que depois dos Jogos Interculturais, os alunos ficaram alegres com realiza\u00e7\u00e3o de sucesso e, apesar da competitividade, predominou a coopera\u00e7\u00e3o entre as equipes. Atrav\u00e9s do projeto buscou-se trabalhar outras emo\u00e7\u00f5es como: autocontrole, autonomia, autoestima, otimismo e independ\u00eancia (SILVA, 2019).<\/p>\n<p>Concorda-se com Silva (2019) por ter uma caracter\u00edstica transversal, as emo\u00e7\u00f5es devem ser trabalhas em todas as disciplinas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. No ensino m\u00e9dio, as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o apontadas pela BNCC como um meio para o autoconhecimento, assim, contribuindo para uma \u201c<em>constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, \u00e9tica, democr\u00e1tica, inclusiva, sustent\u00e1vel e solid\u00e1ria<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Com tantas mudan\u00e7as de concep\u00e7\u00f5es, pesquisadores chamam a aten\u00e7\u00e3o para o que vem sendo a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ao levar em conta a dimens\u00e3o processual, hist\u00f3rica e pol\u00edtica. No entendimento de um desses autores \u201c<em>\u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, contingente, sujeita a lutas por hegemonias que muitas vezes tem a pretens\u00e3o de serem reconhecidas como verdades absolutas, mas que n\u00e3o o s\u00e3o<\/em>\u201d (SAY\u00c3O, 2019). Ent\u00e3o, encontra-se uma disputa entre a pluralidade de concep\u00e7\u00f5es pela hegemonia, com isso, n\u00e3o existe uma \u00fanica ou a verdadeira educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Por meio do contexto hist\u00f3rico acaba tornando-se uma escolha pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a cria\u00e7\u00e3o dos Institutos Federais buscou afirmar uma educa\u00e7\u00e3o integral, aglutinando uma forma\u00e7\u00e3o tanto acad\u00eamica quanto para o trabalho. Uma rela\u00e7\u00e3o entre conhecimento e trabalho como uma forma de combate ao dualismo educacional. Dessa forma a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fica restrita a t\u00e9cnicas para o mercado de trabalho, mas a um conjunto que integre ci\u00eancia, cultura e tecnologia. A educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica afeta o sentido dado para a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (SAY\u00c3O, 2019).<\/p>\n<p>Como exemplo do sentido de educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Amap\u00e1 (IFAP) elenca como um dos objetivos uma educa\u00e7\u00e3o baseada na forma\u00e7\u00e3o humana integral, ocorrendo pela \u201c<em>socializa\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, t\u00e9cnico-tecnol\u00f3gico, art\u00edstico-cultural e desportivo<\/em>\u201d (IFAP, 2019). Ainda, uma educa\u00e7\u00e3o profissional que tenha como pressuposto uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, trabalho como princ\u00edpio educativo e um fundamento na educa\u00e7\u00e3o politecnia e forma\u00e7\u00e3o humana integral. Junto a isso, busca relacionar teoria e pr\u00e1tica com o intuito de construir o conhecimento, assim como, guiar para uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral (IFAP, 2019). E dentro desse contexto a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem um papel fundamental de contribuir para uma educa\u00e7\u00e3o forma\u00e7\u00e3o humana, integral e omnilateral.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTLO 02<\/h2>\n<p>DOI: 10.32749\/l\/educacao\/educacao-fisica-e-ept-2<\/p>\n<h2 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">FORMA\u00c7\u00c3O HUMANA INTEGRAL\/OMNILATERAL<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Valderi Nascimento VIANA<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Amanda Alves Fecury<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Claudio Alberto Gellis de Mattos DIAS<\/p>\n<p>Antes de falar sobre forma\u00e7\u00e3o humana integral \/ omnilateral, cabe um questionamento: o que \u00e9 forma\u00e7\u00e3o? Em uma r\u00e1pida pesquisa na internet, os primeiros resultados relacionam a forma\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento profissional. Essa l\u00f3gica de desenvolvimento profissional est\u00e1 associada ao mundo globalizado, ao capitalismo, pois com o n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 atrelado uma maior capacidade de produ\u00e7\u00e3o, assim resultando em mais riquezas (VIEIRA e VIEIRA, 2013). Consultando o dicion\u00e1rio Michaelis para defini\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o encontra-se tais conceitos como: <em>\u00a0\u201cAto, efeito ou modo de formar algo; constitui\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cModo de criar uma pessoa, forjando-se seu car\u00e1ter, sua personalidade e sua educa\u00e7\u00e3o; cria\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cConjunto de valores morais e intelectuais de um indiv\u00edduo\u201d <\/em>(MICHAELIS, 2020). Formar est\u00e1 al\u00e9m de treinar, e muito menos de repassar um conte\u00fado. O processo de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 reciproca, ou seja, em uma rela\u00e7\u00e3o formador-formando, ambos, no fim, se formam (FREIRE, 2002).<\/p>\n<p>A finalidade da educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 antes de tudo relacionada a dimens\u00e3o \u00e9tico-pol\u00edtica do sujeito. Busca-se desenvolver o ato de humanizar e oportunizar as realiza\u00e7\u00f5es, bem como o aumento da consci\u00eancia (CO\u00caLHO e GUIMAR\u00c3ES, 2012). O ser humano precisa ser formado, pois ele n\u00e3o nasce pronto. Ent\u00e3o a raz\u00e3o e liberdade devem ser desenvolvidas em todos os sujeitos da sociedade, mas isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por meio da educa\u00e7\u00e3o (VIEIRA e VIEIRA, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">A educa\u00e7\u00e3o, que tem como objeto a forma\u00e7\u00e3o de seres humanos, de sujeitos, por meio de complexas rela\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas, culturais e educativas, \u00e9 parte do trabalho de emancipa\u00e7\u00e3o humana, de supera\u00e7\u00e3o dos preconceitos, do senso comum, da banaliza\u00e7\u00e3o e da superficialidade dos saberes pretensamente cr\u00edticos e de tudo o que \u00e9 estreito, limitado e reducionista [&#8230;] (CO\u00caLHO e GUIMAR\u00c3ES, 2012).<\/p>\n<p>Nesse sentindo, a forma\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 baseada em uma busca pela ess\u00eancia do bem, partindo do autoconhecimento e externando esse comportamento para as pessoas ao seu redor (SILVA e MARCONCIN, 2013). Uma educa\u00e7\u00e3o integral tem que ser entendida como uma pr\u00e1tica educativa que tem como prop\u00f3sito a forma\u00e7\u00e3o humana na qual a forma\u00e7\u00e3o f\u00edsica e intelectual est\u00e1 presente. Assim oportuniza o desenvolvimento do aluno em todas as suas capacidades, permitindo tanto a escola quanto as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o-formais contribu\u00edrem com uma forma\u00e7\u00e3o global, essa como alvo a vida em sociedade. N\u00e3o deve ser confundida com um maior n\u00famero de conte\u00fados sendo trabalhados ou um tempo de perman\u00eancia maior na escola (CORDEIRO, 2016).<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o integral deve promover uma vis\u00e3o cr\u00edtica da sociedade, al\u00e9m de possibilitar o acesso ao saber cientifico. Para contribuir nessa forma\u00e7\u00e3o integral, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica precisa abandonar as aulas de cunho t\u00e9cnico e fazer com que o esporte n\u00e3o seja um conte\u00fado hegem\u00f4nico nas aulas, dando aten\u00e7\u00e3o para outras pr\u00e1ticas. N\u00e3o \u00e9 negar o esporte. Al\u00e9m desse conte\u00fado, a disciplina deve trabalhar com outros conte\u00fados. Partindo da reflex\u00e3o das pr\u00e1ticas que fazem parte da cultura corporal, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem seu papel no desenvolvimento da capacidade do aluno em questionar a realidade (SOARES<em> et al.<\/em>, 2013).<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, como um todo e no \u00e2mbito escolar, tem a fun\u00e7\u00e3o de promover a forma\u00e7\u00e3o humana em rela\u00e7\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade, para que este tenha a capacidade de participar de forma ativa em sociedade, refletindo sobre as contradi\u00e7\u00f5es do meio social. Durante o processo de forma\u00e7\u00e3o o aluno desenvolve uma autonomia adotando uma postura cr\u00edtica e de consci\u00eancia social e hist\u00f3rica, sendo capaz de mediar na forma\u00e7\u00e3o de sua realidade (DE PAULA<em> et al.<\/em>, 2013).<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 uma ci\u00eancia que tem como objeto de estudo e trabalho, a cultura corporal, e o movimento humano. Seus conte\u00fados podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de um sujeito integral, um aluno cr\u00edtico e conhecedor das amplas formas de comunica\u00e7\u00e3o. O movimento humano n\u00e3o deve ser compreendido apenas como um ato psicol\u00f3gico, biol\u00f3gico, algo inerente ao homem, ou apenas no seu aspecto mec\u00e2nico. Deve come\u00e7ar a ser tratado como um ato hist\u00f3rico-cultural (ATHAYDE, 2016; BALBINO e URT, 2018). Esse alcance ocorrer\u00e1 quando as ci\u00eancias humanas e sociais estiverem presentes como base e referencia al\u00e9m das ci\u00eancias da sa\u00fade (BALBINO e URT, 2018).<\/p>\n<p>Com uma forma\u00e7\u00e3o integral \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar a forma\u00e7\u00e3o omnilateral (ESTRELA, 2017). Nesse sentido,<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 80px;\">A Forma\u00e7\u00e3o Integrada, a partir da omnilateralidade, reconhece o que h\u00e1, do jeito que h\u00e1, contudo, para al\u00e9m das perspectivas disciplinares, meritocr\u00e1ticas, competitivas. Aponta, assim, para a supera\u00e7\u00e3o da internaliza\u00e7\u00e3o capitalista e a sua cultura comum de reprodu\u00e7\u00e3o, buscando construir uma nova hegemonia, baseada na cultura em comum e voltada socialmente para a vida boa \u00e9tica, para o gozo social. (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o autor, para ocorrer um desenvolvimento omnilateral, a interdisciplinaridade deve fazer parte desse processo. Pois, essa forma\u00e7\u00e3o necessita da integra\u00e7\u00e3o de saberes que s\u00e3o oportunizados pela pr\u00e1tica interdisciplinar. A interdisciplinaridade tem que estar de forma concomitante com as leis do materialismo-dial\u00e9tico, dentro do movimento dial\u00e9tico (contraposi\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es) acontece a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. A apreens\u00e3o das conex\u00f5es (externas e internas) que se refere ao conte\u00fado, a percep\u00e7\u00e3o e internaliza\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as de uma situa\u00e7\u00e3o para outra constroem o conhecimento cient\u00edfico. Nas palavras do autor:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Uma vez que totalidade \u00e9 aquilo que importa, s\u00edntese de m\u00faltiplas determina\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, verificam-se o que \u00e9 universal (interdisciplinar) e o que \u00e9 casual e particular (disciplinar), relacionando n\u00e3o apenas o que \u00e9 semelhante (simples), mas tamb\u00e9m o que \u00e9 dessemelhante (complexo) (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o omnilateral consiste em uma ci\u00eancia \u00e9tica e uma interdisciplinaridade para um desenvolvimento total. Essa integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser realizada apenas em um per\u00edodo escolar, mas em todo percurso da forma\u00e7\u00e3o. A omnilateralidade tem o fundamento na \u00e9tica, mas n\u00e3o na \u00e9tica normativa, e sim, naquela que possibilita a autonomia. Como pr\u00e1xis, \u00e9 entendida como um direcionamento para a liberta\u00e7\u00e3o, para encontrar no ser coletivo a felicidade, o gozo social. N\u00e3o h\u00e1 a separa\u00e7\u00e3o entre meios e fins, os fatos n\u00e3o s\u00e3o dados como prontos e acabados, ou seja, a \u201c\u00e9tica se indigna com a exist\u00eancia da desigualdade social, da propriedade privada, do trabalho alienado, portanto, n\u00e3o se acomoda diante desses institutos\u201d (BARBOSA, 2017). Para isso, eixos como tecnologia, cultura e ci\u00eancia est\u00e3o relacionados e unidos a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral consiste na rela\u00e7\u00e3o entre trabalho e desenvolvimento humano. Para Marx, uma educa\u00e7\u00e3o que possa possibilitar a manifesta\u00e7\u00e3o plena e total do sujeito, n\u00e3o importando a ocupa\u00e7\u00e3o especifica que cada um exer\u00e7a. Para tal objetivo, somente com a uni\u00e3o entre forma\u00e7\u00e3o intelectual (teoria) e forma\u00e7\u00e3o manual (pr\u00e1tica), seguida de uma atua\u00e7\u00e3o individual e social (Pr\u00e1xis), pode-se chegar a uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral. Essa associa\u00e7\u00e3o, ocorre pela politecnia, uma educa\u00e7\u00e3o que tenha como objetivo n\u00e3o a especializa\u00e7\u00e3o, e sim o saber total, global. Uma uni\u00e3o entre oficio e ci\u00eancia, assim, desfigurando a divis\u00e3o de trabalho, assim como de educa\u00e7\u00e3o dualista (RIBEIRO<em> et al.<\/em>, 2016).<\/p>\n<p>Com base nos estudos de Marx, a omnilateralidade pode ser definida como um desenvolvimento total, em todos os sentidos. Uma totalidade da capacidade produtiva, bem como uma totalidade da capacidade de consumo e prazeres, satisfa\u00e7\u00e3o pessoal, gozo espiritual al\u00e9m do material. Um sujeito omnilateral \u00e9 aquele que rompe os limites impostos e cria novas formas de modificar a natureza (atua\u00e7\u00e3o), assim, alcan\u00e7ando outros tipos de atividades mais elevadas (MANACORDA, 2007; RIBEIRO<em> et al.<\/em>, 2016).<\/p>\n<p>Em uma perspectiva omnilateral, para a constru\u00e7\u00e3o do homem leva-se em considera\u00e7\u00e3o os seus aspectos hist\u00f3rico-culturais que necessita de completude, pois, o sujeito \u00e9 desprovido de saberes, conhecimentos, assim como de aprendizagem. E para ser educado em todos os sentidos. Refor\u00e7a-se a import\u00e2ncia da interdisciplinaridade, onde o meio educacional tem que desenvolver uma constru\u00e7\u00e3o de conhecimento e realidade hist\u00f3rica, ou seja, uma percep\u00e7\u00e3o da diversidade de um conjunto de verdades humanas (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>Para Gramsci, o homem n\u00e3o \u00e9 resultado de um determinado tempo, mas sim uma s\u00edntese das rela\u00e7\u00f5es vividas, bem como das hist\u00f3rias dessas rela\u00e7\u00f5es, o sujeito \u00e9 apenas um resumo do passado. Nesse contexto:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">[&#8230;] todas estas rela\u00e7\u00f5es sejam ativas e din\u00e2micas, fixando bem claramente que a sede desta atividade \u00e9 a consci\u00eancia do homem individual que conhece, quer, admira, cria, na medida em que j\u00e1 conhece, quer, admira, cria, etc.; e do homem concebido n\u00e3o isoladamente, mas repleto de possibilidades oferecidas pelos outros homens e pela sociedade das coisas, da qual n\u00e3o pode deixar de ter um certo conhecimento (GRAMSCI, 1999).<\/p>\n<p>H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas no dia a dia. Na forma\u00e7\u00e3o omnilateral, ocorre atos simult\u00e2neos, enquanto desenvolve-se a personalidade. Est\u00e1 presente o desenvolvimento da conscientiza\u00e7\u00e3o, da autotransforma\u00e7\u00e3o em conformidade com as rela\u00e7\u00f5es que o sujeito participa. Mas em raz\u00e3o ao sentido dado para o trabalho, isso \u00e9, no seu princ\u00edpio educativo, o sentido ontol\u00f3gico. A t\u00e9cnica e a tecnologia n\u00e3o como for\u00e7a de trabalho, no qual o capital busca, mas na constru\u00e7\u00e3o da totalidade (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>Em conformidade com a obra de Marx (O capital), o homem \u00e9 o \u00fanico ser que tem o trabalho como uma atividade unicamente humana, sendo que nem um ser vivo al\u00e9m dele pode desenvolver tal atividade, dessa forma,<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">[&#8230;] pressupomos o trabalho numa forma em que ele diz respeito unicamente ao homem. Uma aranha executa opera\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s do tecel\u00e3o, e uma abelha envergonha muitos arquitetos com a estrutura de sua colmeia. Por\u00e9m, o que desde o in\u00edcio distingue o pior arquiteto da melhor abelha \u00e9 o fato de que o primeiro tem a colmeia em sua mente antes de constru\u00ed-la com a cera. No final do processo de trabalho, chega-se a um resultado que j\u00e1 estava presente na representa\u00e7\u00e3o do trabalhador no in\u00edcio do processo, portanto, um resultado que j\u00e1 existia idealmente [..] (MARX, 2013)<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 \u00fanica atividade em que o ser humano \u00e9 o \u00fanico ser na natureza que disp\u00f5e da capacidade de desenvolver. Ainda de acordo com Marx (2013, grifo original):<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">O uso e a cria\u00e7\u00e3o de meios de trabalho, embora j\u00e1 existam em germe em certas esp\u00e9cies de animais, \u00e9 uma caracter\u00edstica espec\u00edfica do processo de trabalho humano, raz\u00e3o pela qual Franklin define o homem como <em>\u201ca toolmaking animal\u201d,<\/em> um animal que faz ferramentas.<\/p>\n<p>Assim, o trabalho torna-se uma s\u00edntese da idealiza\u00e7\u00e3o e do desejo de transformar tanto a natureza quanto o pr\u00f3prio homem. Ou seja, quando o homem modifica a natureza por meio do trabalho, n\u00e3o transforma s\u00f3 a natureza, mas o pr\u00f3prio homem, uma vez que nesse processo det\u00e9m conhecimentos e habilidades que n\u00e3o possu\u00eda antes. Esse processo ocorre em todo percurso hist\u00f3rico do homem. O trabalho est\u00e1 al\u00e9m dele, transcende um meio e um fim e as possibilidades geradas por meio do trabalho originam novas rela\u00e7\u00f5es assim formando complexos sociais. Mesmo tendo uma base ontol\u00f3gica, o trabalho n\u00e3o se restringe entre homem e natureza, reproduz a rela\u00e7\u00e3o entre os homens (SABINO, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Contudo, embora o trabalho seja o fundamento ontol\u00f3gico do ser social, este n\u00e3o se resume \u00e0quele. Com a complexifica\u00e7\u00e3o da realidade social, surgem novas necessidades e novos problemas, que n\u00e3o poderiam ser enfrentados no \u00e2mbito do pr\u00f3prio trabalho. \u00c9 a partir disto que surgem novas dimens\u00f5es sociais, tais como direito, pol\u00edtica, arte, ci\u00eancia, religi\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, etc., cada qual com uma natureza e fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para resolu\u00e7\u00e3o destas novas quest\u00f5es [..] (TONET, 2005).<\/p>\n<p>Dessa forma, o trabalho estabelece o ser social. Por meio da rela\u00e7\u00e3o com a natureza, o homem produz \u201cos meios necess\u00e1rios \u00e0 sua subsist\u00eancia e os meios de produ\u00e7\u00e3o, garantindo sua sobreviv\u00eancia e, portanto, a reprodu\u00e7\u00e3o social\u201d (SABINO, 2014). Ainda complementando o pensamento da autora anterior:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">De fato, desenvolver a pessoa \u00e9 form\u00e1-la para a democracia participativa direta e para a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho transformador que considere \u2013 do todo para a parte e da parte para o todo \u2013 o mundo, a historicidade da presen\u00e7a transformadora da esp\u00e9cie humana no mundo, a constitui\u00e7\u00e3o das sociedades humanas no mundo, a constitui\u00e7\u00e3o do ser humano como indiv\u00edduo social e suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>Nesse contexto, consiste em uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o alienada entre homem e trabalho. Por ela uma maior capacidade de realizar os mais diversos e complexos trabalhos \u00e9 alcan\u00e7ada (LIMA, 2013). Assim, conforme Estrela (2017) o homem tem a oportunidade de transformar a realidade objetiva mediante a omnilateralidade, uma vez que o indiv\u00edduo se apropria do ato de refletir, agir e fazer.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o omnilateral n\u00e3o \u00e9 uma receita pronta, um mero discurso pedag\u00f3gico que tem como objetivo mudar a realidade da educa\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma possibilidade de forma\u00e7\u00e3o que tem o lado hist\u00f3rico como caminho para trilhar uma constru\u00e7\u00e3o para internaliza\u00e7\u00f5es culturais, assim, dando a todos uma mesma oportunidade de acesso ao conhecimento produzido, dentro da concep\u00e7\u00e3o de omnilateral, para configurar-se como uma pr\u00e1xis educativa tem-se valores \u00e9ticos como base. Esses que orientam a exist\u00eancia do sujeito, como pr\u00e1xis social, age de forma emancipada dentro e al\u00e9m das possibilidades para constru\u00e7\u00e3o da felicidade. Para tal \u00e9 necess\u00e1ria uma realiza\u00e7\u00e3o social dentro de um aspecto hist\u00f3rico-cultural inclusivo. Dessa forma, dentro dos valores \u00e9ticos, tem-se a justi\u00e7a que por meio dela \u00e9 capaz de desenvolver as rela\u00e7\u00f5es sociais sem excluir o outro, a justi\u00e7a \u00e9 o elo entre o pessoal, o diferente e o global (BARBOSA, 2017).<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o omnilateral pretende a forma\u00e7\u00e3o para o mundo do trabalho e n\u00e3o para o mercado de trabalho. Forma o indiv\u00edduo para as rela\u00e7\u00f5es sociais ao longo da vida. \u00c9 garantido a ele o acesso a ci\u00eancia, tecnologia, cultura, arte, assim, tornando-o melhor capacitado para guiar a pr\u00f3pria vida profissional e social (ANDRADE<em> et al.<\/em>, 2020).<\/p>\n<p>O ser humano no capitalismo tornou-se um homem unilateral, fragmentado pela divis\u00e3o social do trabalho. Como modo de supera\u00e7\u00e3o, coloca-se como oposi\u00e7\u00e3o o ideal de ser um ser humano total, omnilateral, usufruindo de todas as suas faculdades. Para Marx, o homem que seja rico (rico em ess\u00eancia humana) e emancipado busca em uma rela\u00e7\u00e3o com o outro para dar sentido a sua exist\u00eancia, \u00e9 um homem educado para gozar da arte, da beleza, um ser estimulante e alentador, troca o amor por amor (DELLA FONTE, 2018).<\/p>\n<p>Vale lembrar que Karl Marx nunca tratou sobre a educa\u00e7\u00e3o de forma direta em seus escritos, ou seja, de uma elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica referente ao campo da educa\u00e7\u00e3o. O que Marx tinha em mente era um ideal de homem, e nesse caso, o homem omnilateral. Dessa forma, dentro das obras de Marx foi identificado e extra\u00eddo passagens sobre educa\u00e7\u00e3o (SAVIANI, 2015). \u00c9 poss\u00edvel notar que Marx e Engels sabiam da import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, quando eles afirmam nas Instru\u00e7\u00f5es aos Delegados do Conselho Central Provis\u00f3rio, AIT,1868:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Por educa\u00e7\u00e3o entendemos tr\u00eas coisas:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">1) Educa\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">2) Educa\u00e7\u00e3o corporal, tal como a que se consegue com os exerc\u00edcios de gin\u00e1stica e militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">3) Educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, que recolhe os princ\u00edpios gerais e de car\u00e1ter cient\u00edfico de todo o processo de produ\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, inicia as crian\u00e7as e os adolescentes no manejo de ferramentas elementares dos diversos ramos industriais (MARX\u00a0 e ENGELS 2011).<\/p>\n<p>Em uma passagem de O Capital, Marx fez uma an\u00e1lise da lei fabril, e aponta que<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">[..] seu sucesso demonstrou, antes de mais nada, a viabilidade de conjugar o ensino e a gin\u00e1stica com o trabalho manual e, portanto, tamb\u00e9m o trabalho manual com o ensino e a gin\u00e1stica[&#8230;] Do sistema fabril, como podemos ver em detalhe na obra de Robert Owen, brota o germe da educa\u00e7\u00e3o do futuro, que h\u00e1 de conjugar, para todas as crian\u00e7as a partir de certa idade, o trabalho produtivo com o ensino e a gin\u00e1stica, n\u00e3o s\u00f3 como forma de incrementar a produ\u00e7\u00e3o social, mas como \u00fanico m\u00e9todo para a produ\u00e7\u00e3o de seres humanos desenvolvidos em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es [..] (MARX, 2013).<\/p>\n<p>Pode-se perceber que a educa\u00e7\u00e3o corporal \u2013 educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u2013 j\u00e1 vinha sendo apontada como um elemento importante para um desenvolvimento completo do homem. Uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral direciona para todos os lados, assim, a dimens\u00e3o corporal, configura-se como uma das lateralidades, como um elemento da natureza, entende-se que o corpo deve ser trabalhado. Por\u00e9m um corpo al\u00e9m da dimens\u00e3o biol\u00f3gica, ou seja, as dimens\u00f5es hist\u00f3ricas, sociais, culturais, buscando compreender os signos que o corpo recebe da sociedade, bem como da ci\u00eancia; um corpo al\u00e9m do movimento, que interpreta e entende os saberes da cultura corporal de movimento (BATISTA, 2014; DUARTE, 2014).<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral oportuniza conhecer um assunto em seu complexo social, pensar em todos os aspectos, como exemplo, pode-se citar o relato de uns dos alunos do Ensino M\u00e9dio, no IFRN, participante do estudo de Bastista (2014.)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Eu descobri que sei pouco sobre o corpo. A coisa mais importante que aprendi nessa aula foi sobre o que \u00e9 corpo? Corpo \u00e9 uma palavra que falamos t\u00e3o comumente e nem se quer sabemos o seu significado. Mas descobri que corpo n\u00e3o tem s\u00f3 um significado, pra biologia \u00e9 uma coisa, pra f\u00edsica \u00e9 outra e pra cultura \u00e9 totalmente diferente. Muitas vezes o corpo \u00e9 separado da alma ou da raz\u00e3o, mas na realidade somos nosso corpo, somos corpo, mente e alma juntos. Somos unos.<\/p>\n<p>Por essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel notar que o professor abordou as m\u00faltiplas dimens\u00f5es corporais, assim, trabalhando o corpo no seu sentindo ontol\u00f3gico, levando a supera\u00e7\u00e3o do ser social dual \u2013 corpo e mente separados. Um sujeito uno \u00e9 a totalidade que se busca na omnilateralidade, em sua ess\u00eancia um ser insuper\u00e1vel. Nesse sujeito ocorre uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica na constru\u00e7\u00e3o do ser social. A consci\u00eancia \u00e9 determinadora para efetiva\u00e7\u00e3o do corpo humano, e as capacidades f\u00edsicas possibilitam o alcance de novos objetivos do ser social, assim criando novos nexos causais bem como desenvolvendo sua pr\u00f3pria consci\u00eancia \u2013 capacidade intelectual (SOBRINHO<em> et al.<\/em>, 2009).<\/p>\n<p>Conforme Duarte (2014), dentro desse cen\u00e1rio, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica precisa deixar de lado o ensino do esporte pelo esporte, explorar mais os conte\u00fados e possibilidades da cultura corporal do movimento levando em conta sua relev\u00e2ncia social e contemporaneidade, uma educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica que veja o seu aluno como um ser uno, nessa vis\u00e3o<\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o da cultura corporal e a sua efetiva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica no processo de socializa\u00e7\u00e3o para as demais gera\u00e7\u00f5es \u00e9 parte constituinte da forma\u00e7\u00e3o do ser social. Dizendo mais precisamente, a socializa\u00e7\u00e3o da cultura corporal, sempre possui em si a elabora\u00e7\u00e3o de uma nova cultura, uma nova linguagem do corpo, como um meio de interven\u00e7\u00e3o social, uma linguagem repleta de significados que s\u00e3o individuais e sociais, assim como, s\u00e3o historicamente determinadas pelos diversos momentos hist\u00f3ricos constitu\u00eddos pelo homem; essa linguagem corporal expressa, constr\u00f3i e reproduz valores e regras sociais, mas tamb\u00e9m rompe e supera regras e valores sociais (SOBRINHO<em> et al.<\/em>, 2009).<\/p>\n<p>Considerando o sujeito como um ser hist\u00f3rico-social, o corpo desempenha um papel importante na educa\u00e7\u00e3o, na aprendizagem, no trabalho, uma vez que todo e qualquer ato que praticamos, o corpo \u00e9 o meio, \u00e9 a base da idealiza\u00e7\u00e3o, do conhecimento, do saber, da mem\u00f3ria, do trabalho. Nessa rela\u00e7\u00e3o o homem \u00e9 capaz de modificar a natureza, de inventar e reinventar. O corpo permite construir as rela\u00e7\u00f5es sociais, aprender uma nova habilidade, possibilitando al\u00e7ar um novo patamar (SOBRINHO<em> et al.<\/em>, 2009; BATISTA, 2014).<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o humana integral \/ omnilateral perpassa pela cultura corporal. Dentro dessa cultura n\u00e3o ocorre a divis\u00e3o entre trabalho mental e pr\u00e1tico. A pr\u00e1tica \u00e9 realizada envolvendo a totalidade do discente, oportunizando o aprimoramento das capacidades inerentes ao homem. Na sua totalidade, o indiv\u00edduo apreende um vasto conte\u00fado possibilitando a cria\u00e7\u00e3o intelectual e pr\u00e1tica (SOBRINHO et al., 2009; (ESTRELA, 2017).<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO 03<\/h2>\n<p>DOI: 10.32749\/l\/educacao\/educacao-fisica-e-ept-3<\/p>\n<h2>VALORES E ATITUDES<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Valderi Nascimento VIANA<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carla Viana DENDASCK<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Claudio Alberto Gellis de Mattos DIAS<\/p>\n<p>Na perspectiva da cultura corporal como objeto de estudo da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, essa disciplina dentro do contexto da EPT deve ser organizada para uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral. Sendo a forma\u00e7\u00e3o omnilateral uma supera\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o unilateral, assim, incluindo as dimens\u00f5es do trabalho, a ci\u00eancia e a cultura (SILVANO e ORTIGARA, 2016). Dessa forma, de acordo com Ramos (2007, p. 04 apud (SOUZA, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">A integra\u00e7\u00e3o, no primeiro sentido, possibilita forma\u00e7\u00e3o omnilateral dos sujeitos, pois implica a integra\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es fundamentais da vida que estruturam a pr\u00e1tica social. Essas dimens\u00f5es s\u00e3o o trabalho, a ci\u00eancia e a cultura. O trabalho compreendido como realiza\u00e7\u00e3o humana inerente ao ser (sentido ontol\u00f3gico) e como pr\u00e1tica econ\u00f4mica (sentido hist\u00f3rico associado ao respectivo modo de produ\u00e7\u00e3o); a ci\u00eancia compreendida como os conhecimentos produzidos pela humanidade que possibilita o contradit\u00f3rio avan\u00e7o produtivo; e a cultura, que corresponde aos valores \u00e9ticos e est\u00e9ticos que orientam as normas de conduta de uma sociedade.<\/p>\n<p>Como exposto no cap\u00edtulo anterior, valores \u00e9ticos podem ser entendidos como uma possibilidade de aut\u00f4nima. Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o para o trabalho, a EPT tem como objetivo a forma\u00e7\u00e3o de um sujeito \u00e9tico-pol\u00edtico com a difus\u00e3o e desvelar de novos saberes com base na justi\u00e7a, verdade, igualdade, ou seja, um sujeito que tenha capacidade de intervir e modificar a realidade social. Pois, a \u00e9tica tem seu fundamento na reflex\u00e3o e a pr\u00e1tica da liberdade (SANTOS, 2018).<\/p>\n<p>Buscando o esclarecimento humano, o princ\u00edpio de educa\u00e7\u00e3o na EPT tem como base, princ\u00edpios \u00e9ticos. A ideia kantianiana de esclarecimento est\u00e1 relacionada a um processo de mudan\u00e7a, do n\u00e3o-esclarecido para o esclarecido, bem como do menos esclarecido para o mais esclarecido, assim, extrapolando a falta do saber e da recusa ao pensamento, configurando a emancipa\u00e7\u00e3o intelectual. Dessa forma, a \u00e9tica na EPT tem como pressuposto que o aluno seja livre e respons\u00e1vel pelos seus atos e tenha consci\u00eancia do seu papel de transformador social (SANTOS, 2018; FILHO, 2019).<\/p>\n<p>Para tornar o aluno uma pessoa aut\u00f4noma, \u00e9 preciso oportunizar que reavalie seus valores morais, para que seja capaz de adotar valores \u00e9ticos na sua forma de atuar em sociedade. A exist\u00eancia humana \u00e9 constitu\u00edda de valores morais e esses constituem a \u00e9tica, ent\u00e3o a \u00e9tica tem como investiga\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o os princ\u00edpios que ditam as normas e questionam o seu sentido. Trazendo uma reflex\u00e3o \u00e9tica para a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, indaga-se: Por que h\u00e1 uma divis\u00e3o de pr\u00e1ticas corporais para homens e mulheres na sociedade? Por que ocorre a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade no esporte? Por que a brincadeira \u00e9 vista como coisa de crian\u00e7a? Por que o corpo foi ou ainda \u00e9 visto como pecaminoso? Assim, busca compreender e problematizar os valores morais, questionando sua coer\u00eancia e fundamenta\u00e7\u00e3o (PEDRO, 2014; CHAVES e GOERGEN, 2017; SANTOS, 2018).<\/p>\n<p>Os valores est\u00e9ticos s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto os valores \u00e9ticos, pois a sensibilidade est\u00e1 relacionada com a constru\u00e7\u00e3o do homem. A est\u00e9tica por envolver a sensibilidade, torna-se um caminho para o uso da raz\u00e3o e \u00e9tica. Busca lapidar o sujeito com objetivo de tira-lo do estado bruto, leva-se a um aumento do grau de sensibilidade dos \u201cobjetos\u201d que a cultura oportuniza, atrav\u00e9s da sensibiliza\u00e7\u00e3o almeja sentir-se bem, viver bem. O homem se transforma, deixa de ser um isento de sensibilidade para um ser sens\u00edvel, consciente e \u00e9tico (CHAVES e GOERGEN, 2017).<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o est\u00e9tica que estamos considerando n\u00e3o \u00e9 a de uma concep\u00e7\u00e3o restrita \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do belo, mas sim de toda forma de experi\u00eancia que coloca o ser humano em imers\u00e3o no mundo vivido e que, portanto, faz dele um ser social e participante de uma constru\u00e7\u00e3o cultural (MARIN e SILVEIRA, 2009).<\/p>\n<p>Sendo um participante com a capacidade de transforma\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o cultural est\u00e1 relacionada com o sens\u00edvel, assim, respeitando as diferen\u00e7as, tendo repulsa \u00e0s injusti\u00e7as, apoia as lutas das minorias e oprimidos, torna-se oposi\u00e7\u00e3o a qualquer atitude anti\u00e9tica. Uma a\u00e7\u00e3o anti\u00e9tica \u00e9 aquela que impede e prejudica um indiv\u00edduo de ser ele mesmo, uma atitude que gera uma falta de justi\u00e7a com o outro, assim, causando perdas sociais prejudicando a atua\u00e7\u00e3o social, impedindo de sermos indiv\u00edduos sociais (MEDEIROS<em> et al.<\/em>, 2016; CHAVES e GOERGEN, 2017).<\/p>\n<p>O homem em sua natureza \u00e9 um ser soci\u00e1vel, e ser cidad\u00e3o \u00e9 compreender a import\u00e2ncia de atuar como um membro em sociedade (ALVES, 2020). O homem na sua ess\u00eancia \u00e9 soci\u00e1vel, sem o outro, o homem n\u00e3o cresce, n\u00e3o educa, n\u00e3o satisfaz suas necessidades, nem realizar seus objetivos, tudo acontece na rela\u00e7\u00e3o com o outro (RAMPAZZO, 2018).<\/p>\n<p>Na est\u00e9tica \u00e9 oportunizado a reconstru\u00e7\u00e3o da subjetividade, assim como, a (re) constru\u00e7\u00e3o de valores e maneiras de relacionar, e o sentimento de pertencer a um lugar e compreender como um ser hist\u00f3rico-cultural. Com uma maior compress\u00e3o de mundo, e a partir da experi\u00eancia est\u00e9tica oportuniza discuss\u00e3o sobre valores \u00e9ticos. Dessa forma,<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o de valores, \u00e9tica, de respeito, \u00e9 fruto de uma conflu\u00eancia de diversas realidades que dialogam, se misturam e criam sentido. Atrav\u00e9s dessa cria\u00e7\u00e3o de sentido, n\u00e3o reduzimos a realidade, mas vemos toda a complexidade do mundo (IARED e OLIVEIRA, 2013).<\/p>\n<p>Dessa forma, com base na exist\u00eancia, experi\u00eancia, subjetividade e meio social que embasam os valores est\u00e9ticos, o sujeito faz suas escolhas, ou seja, os valores \u00e9ticos s\u00e3o expressos a partir de uma a\u00e7\u00e3o humana. A sensibilidade humana tem condi\u00e7\u00f5es para um equil\u00edbrio do ser social e subjetivo (CHAVES e GOERGEN, 2017).<\/p>\n<p>Tratando-se de uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral, valores e atitudes fazem parte desse processo. Um homem aut\u00f4nomo, critico, criativo, livre para escolher, que tenha habilidade com novas tecnologias, seja respons\u00e1vel socialmente, bem como capaz de reconhecer e respeitar o diferente, e tenha um senso de justi\u00e7a.\u00a0 Uma vez que o homem se encontra em uma rela\u00e7\u00e3o constate dentro dos complexos sociais apreende, ressignifica e reproduz tais valores e atitudes. Por esse motivo, o homem necessita ser formado em suas v\u00e1rias lateralidades: o intelectual que envolve a raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o; o art\u00edstico; o espiritual; e o f\u00edsico (BACZINSKI, 2016; CHAVES e GOERGEN, 2017).<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica educativa que tenha como base valores e atitudes, o homem se educa. O sujeito n\u00e3o vem completamente definindo ao nascer. Carrega consigo sua caracter\u00edstica e defini\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas. Com o tempo precisa se transformar, reinventa-se como um sujeito social e humano. Ele n\u00e3o nasce pronto para atuar, nem tem autonomia no processo de exist\u00eancia social. \u00c9 preciso ensin\u00e1-lo por meio das rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, para que ele se eduque tamb\u00e9m a partir das experi\u00eancias com o outro (RODRIGUES, 2001; BORGES<em> et al.<\/em>, 2016; ASSUN\u00c7\u00c3O e QUEIROZ, 2018).<\/p>\n<p>Jean-Paul Sartre diz que o homem no in\u00edcio n\u00e3o \u00e9 nada, s\u00f3 ser\u00e1 algo posteriormente, ser\u00e1 o que ele fizer de si, o homem n\u00e3o \u00e9 somente como ele se cria, mas tamb\u00e9m, o que se deseja ap\u00f3s essa provoca\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia. Uma educa\u00e7\u00e3o omnilateral possibilita desenvolver m\u00faltiplas capacidades, umas dessas, \u00e9 o desenvolvimento da consci\u00eancia, um ser criativo capaz de solucionar situa\u00e7\u00f5es que necessitam de decis\u00f5es, essas que t\u00eam como base os valores que v\u00e3o fundamentar a sua concep\u00e7\u00e3o de mundo. O homem n\u00e3o parte uma ess\u00eancia determinada, pois ela \u00e9 constru\u00edda por meio de sua vivencia (SOUZA, 2018).<\/p>\n<p>Os homens n\u00e3o vivem de uma \u00fanica maneira, seus comportamentos v\u00e3o modificando, bem como os valores s\u00e3o mut\u00e1veis, variando de lugar e tempo. Durante o processo de forma\u00e7\u00e3o, o sujeito n\u00e3o disp\u00f5e de conceitos bem definidos sobre determinado valor ou atitude, a escola e a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica podem apresentar ferramentas para uma pr\u00e1tica que possibilite o di\u00e1logo e vivencia desses valores comuns para uma popula\u00e7\u00e3o em um mesmo tempo. Trata-se da compreens\u00e3o do papel social que resulta das experi\u00eancias desempenhadas e desenvolvidas ao longo da vida, determinando e orientando quais atitudes adotar (OSSAK, 2016).<\/p>\n<p>A escola, enquanto institui\u00e7\u00e3o de ensino, tem em sua base c\u00f3digos e valores objetivando a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tamb\u00e9m tem a responsabilidade na forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de valores e atitudes. No ensino m\u00e9dio, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem mesma import\u00e2ncia que as outras disciplinas ministradas apenas em sala de aula. Por\u00e9m, \u00e9 uma componente curricular que acabou perdendo espa\u00e7o em detrimento da prepara\u00e7\u00e3o para o ingresso no ensino superior, sendo vista como se n\u00e3o tivesse import\u00e2ncia durante esse est\u00e1gio do processo escolar (GUIMAR\u00c3ES<em> et al.<\/em>, 2001; SOUZA, 2017). Al\u00e9m da disputa de reconhecimento dentro da escola, os alunos saem do Ensino Fundamental com uma ideia de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica acr\u00edtica, uma concep\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 ligada ao conceito de cultura corporal. Abaixo o relato de um professor sobre esse ponto:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">O tensionamento maior que eu atribuo \u00e9 tentar deslocar um contingente significativo de estudantes de uma ideia de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica como resumida \u00e0 quest\u00e3o de um relaxamento, de ser menos importante do que os demais componentes curriculares, achar que nessa aula pode-se fazer tudo, n\u00e3o tem que ter um compromisso nessa disciplina. Para fazer o deslocamento desse vi\u00e9s para um entendimento m\u00ednimo poss\u00edvel de que o componente curricular Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica tenha algo a contribuir no meu processo formativo que n\u00e3o se resume apenas \u00e0 perspectiva da frui\u00e7\u00e3o pela frui\u00e7\u00e3o. Frui\u00e7\u00e3o \u00e9 elemento importante, o prazer em determinados momentos pelo prazer \u00e9 muito importante, mas que se v\u00e1 al\u00e9m desses elementos, que nesses 3 anos que eu frequento o Ensino M\u00e9dio, somados ao tempo no Ensino Fundamental, por exemplo, que eu compreenda de uma forma mais ampliada alguns desses temas\/conte\u00fados que est\u00e3o colocados, criticamente. O plano ent\u00e3o \u00e9 colocar no plano da cultura, esse \u00e9 o grande desafio, n\u00e9, esse \u00e9 o grande desafio (S\u00c1, 2019)<\/p>\n<p>Para uma forma\u00e7\u00e3o humana omnilateral que visa a emancipa\u00e7\u00e3o para um homem dirigente de sua vida, a disciplina de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica precisa relacionar seu objeto de estudo com as pr\u00e1ticas sociais, ou seja, para tal objetivo n\u00e3o precisa desvincular de seus temas estruturantes como: dan\u00e7as; lutas; ginastica; jogo motor; esporte e outras n\u00e3o categorizadas. Mas contextualizar estes conte\u00fados com as representa\u00e7\u00f5es sociais sobre a cultura corporal do movimento, oportuniza um julgamento de valores e atitudes que s\u00e3o expostos (OSSAK, 2016).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, tais conhecimentos trabalhados com os alunos em sala de aula encerram-se em seus campos, sendo fragmentado, n\u00e3o fazendo sentido e nem significado para o sujeito. Uma vez que n\u00e3o condiz com a realidade, at\u00e9 apresentando uma postura neutra frente a sociedade real (OSSAK, 2016).<\/p>\n<p>A escola \u00e9 o local para o trabalho, defesa e socializa\u00e7\u00e3o de valores e atitudes. Os valores sociais podem ser refor\u00e7ados na escola bem como podem ser problematizados, uma vez que a sociedade \u00e9 marcada por contradi\u00e7\u00f5es de valores morais e sociais no seu cotidiano. Atrav\u00e9s da cultura corporal do movimento, com o estudo e a reflex\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas corporais, pode-se discutir, transformar e firmar valores, normas, e atitudes para uma melhor rela\u00e7\u00e3o com as pessoas com quem se convive em sociedade (GUIMAR\u00c3ES<em> et al.<\/em>, 2001; NEU<em> et al.<\/em>, 2012; SOUZA, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Toda e qualquer disciplina do curr\u00edculo escolar deve estar orientada primeiramente a forma\u00e7\u00e3o humana, independentemente de seu conte\u00fado, dado que qualquer conte\u00fado ou conhecimento \u00e9 independente de sua utiliza\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados ou manifesta\u00e7\u00f5es culturais obedece a valores ou princ\u00edpios humanos de conviv\u00eancia e n\u00e3o apenas ao dom\u00ednio instrumental dele. Exemplo, eu posso ensinar (capacitar) a um aluno a utilizar uma pistola, agora, o porqu\u00ea e para que, depende de valores (GALLARDO<em> et al.<\/em>, 2003).<\/p>\n<p>Nesse contexto, precisa-se conceituar o que s\u00e3o valores e atitudes. Em seu sentido original valor representa coragem, bravura, car\u00e1ter do homem. Com o tempo, significando um car\u00e1ter positivo dado a alguma coisa (JAPIASS\u00da e MARCONDES, 2001).<\/p>\n<p>Valores s\u00e3o princ\u00edpios e convic\u00e7\u00f5es fundamentais que atuam como diretrizes gerais para comportamentos; cren\u00e7as duradouras sobre o que vale a pena; ideais pelos quais se esfor\u00e7a; padr\u00f5es amplos pelos quais as cren\u00e7as e a\u00e7\u00f5es particulares s\u00e3o consideradas boas, corretas, desej\u00e1veis ou dignas de respeito (CARVALHO, 2013).<\/p>\n<p>Ainda, Shaver e Strong assinalam que \u201cos valores s\u00e3o nossos padr\u00f5es e princ\u00edpios para julgar o valor. S\u00e3o os crit\u00e9rios pelos quais julgamos as \u201ccoisas\u201d (pessoas, objetos, ideias, a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es) valiosas, desej\u00e1veis; ou, por outro lado, ruim, sem valor, desprez\u00edvel\u201d (CARVALHO, 2013). Nesse ponto de vista o aspecto da constata\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo de valor \u00e9 construindo coletivamente, e n\u00e3o individual. Podendo afirmar que os valores s\u00e3o frutos de uma constru\u00e7\u00e3o cultural, tendo como atribu\u00eddos e pensamentos consonantes com seu grupo de conviv\u00eancia (ACEDO, 2009).<\/p>\n<p>Mas antes do ju\u00edzo de valor, tem-se a natureza de valor, pois os valores n\u00e3o surgem do nada, mas sim como uma resposta a necessidade ou interesse para resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Se o ju\u00edzo de valor \u00e9 construindo na rela\u00e7\u00e3o com o outro, a natureza de valor surge pela rela\u00e7\u00e3o do sujeito com as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Os valores constituem, assim, uma resposta natural \u00e0s necessidades sentidas pelo sujeito; da\u00ed, a sua import\u00e2ncia e contributo para a transforma\u00e7\u00e3o da realidade; da\u00ed, o papel crucial que a educa\u00e7\u00e3o pode representar no entrela\u00e7ar dos seus objetivos com o ganho de consci\u00eancia reflexiva e pr\u00e1xica acerca dos valores com vista \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do sujeito, de acordo com as suas prefer\u00eancias (PEDRO, 2014).<\/p>\n<p>Sendo assim, a constru\u00e7\u00e3o de valores ocorre em todo processo de vida do homem, desde crian\u00e7a. Desse modo, recebendo influ\u00eancias a partir da sua intera\u00e7\u00e3o nos meios sociais, como: da fam\u00edlia; dos colegas; dos amigos; da escola; do trabalho; da comunidade, ou seja, de toda rela\u00e7\u00e3o em que faz parte. Os valores s\u00e3o uma esp\u00e9cie de investimento pessoal, e formam a personalidade do sujeito, toma atitudes balanceando entre valores como bom e mal, superior e inferior, correto e errado.\u00a0 Em sociedade, a pr\u00e1tica da cidadania est\u00e1 relacionada com os valores que cada um possui e usa nas trocas das rela\u00e7\u00f5es interpessoais (SP\u00cdNDOLA e MOUSINHO, 2010; ALVES, 2020).<\/p>\n<p>Pedro (2014) atribui como exemplo o termo \u201cbem\u201d para explicar que n\u00e3o \u00e9 um valor, mas um bem.\u00a0 Tal objeto s\u00f3 ser\u00e1 um valor no momento de aprecia\u00e7\u00e3o subjetiva, ou seja, tem um valor a partir do momento que o sujeito reconhece.\u00a0 Ainda seguindo o pensamento da autora citada<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Em suma: h\u00e1 valor sempre que: 1. o sujeito se interessa pelo objeto e este n\u00e3o lhe \u00e9 indiferente; 2. o objeto (bem) tem interesse (ou \u00e9 \u00fatil) em si mesmo; 3. h\u00e1 uma aprecia\u00e7\u00e3o parcial, ou um \u201cparti pris\u201d (Lavelle, 1951, p. 186), que o sujeito adota face ao objeto. Por\u00e9m, \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de cada um destes fatores que forma o valor e n\u00e3o um deles tomado isoladamente (PEDRO, 2014).<\/p>\n<p>O objeto existe por si mesmo, e cabe o sujeito valorar esse objeto.\u00a0 Ou seja, depois de uma aprecia\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o, atribui\u00e7\u00e3o de valor ou at\u00e9 mesmo expor um ju\u00edzo de valor, pois as qualidades do objeto no final n\u00e3o s\u00e3o estranhas ao sujeito, assim, tendo um valor. Ainda, nas rela\u00e7\u00f5es sociais os valores expostos dentro da cultura de cada um constru\u00ed a identidade do sujeito junto com os fatores intrapessoais e interpessoais. A constru\u00e7\u00e3o da identidade \u00e9 um processo din\u00e2mico, resultado das experi\u00eancias, sentimentos que tem como base a rela\u00e7\u00e3o do homem consigo mesmo e com o meio cultural que est\u00e1 inserido (ALMEIDA<em> et al.<\/em>, 2013). A constru\u00e7\u00e3o da identidade \u00e9 hist\u00f3rica, e n\u00e3o biol\u00f3gica.\u00a0 Ela n\u00e3o \u00e9 fixa, uma vez que o homem assume identidades diversas em diferentes momentos, o ser humano tem em seu interior identidades contradit\u00f3rias, assim os processos de identifica\u00e7\u00f5es v\u00e3o mudando (HALL, 2006).<\/p>\n<p>As atitudes s\u00e3o um conjunto de cren\u00e7as que tem uma carga afetiva a favor ou contra um determinado objeto social, acarretando em a\u00e7\u00f5es de acordo com afetos relativos ao objeto (COELHO<em> et al.<\/em>, 2006). Uma atitude tem como influencia a experi\u00eancia com uma determinada situa\u00e7\u00e3o, assim tendo uma influ\u00eancia direta no ato do sujeito para conseguir seus objetivos ou modo de agir em algumas situa\u00e7\u00f5es, tendo como ponto de partida um estado mental (ACEDO, 2009). Nessa linha de pensamento, o PCN refor\u00e7a ao elencar que atitudes s\u00e3o complexas por envolver cren\u00e7as, sentimentos e uma inten\u00e7\u00e3o, assim, envolvendo os aspectos cognitivos, afetivos e um tipo de conduta (BRASIL, 1997).<\/p>\n<p>As atitudes tamb\u00e9m podem ser entendidas como um foco de aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao objeto, t\u00eam uma origem inconsciente e instintiva. Para Carl Gustav Jung, fundador da psicologia anal\u00edtica, h\u00e1 dois tipos de atitudes de personalidade: introvertida e extrovertida. Os introvertidos s\u00e3o guiados pelas ideias, emo\u00e7\u00f5es e impress\u00f5es baseadas em suposi\u00e7\u00f5es. Os extrovertidos t\u00eam como norte para suas atitudes a energia do universo exterior, das pessoas ao seu redor, das atividades que exerce (MATARAZZO, 2000).<\/p>\n<p>O que fundamenta as nossas atitudes. De acordo com autor, est\u00e1 relacionado ao habito, valores est\u00e3o ligados ao h\u00e1bito uma vez que esses s\u00e3o criados a partir do que se acredita e julga ser melhor (ACEDO, 2009). Ent\u00e3o pelo fato de o habito depender dos valores para fundamentar, pode-se apontar que as atitudes s\u00e3o pautadas por valores.<\/p>\n<p>A atitude tem fun\u00e7\u00f5es como: defensiva; adaptativa; e cognoscitiva. A \u00fanica que n\u00e3o tem como base valores sociais \u00e9 a defensiva, pois nesse tipo de atitudes s\u00e3o usados os valores de sobreviv\u00eancia. Com isso, vale lembrar que uma atitude n\u00e3o ser\u00e1 sempre igual em uma mesma ocasi\u00e3o, s\u00e3o escolhidas com base no que acredita ser melhor, fazendo uso de valores adotados como parte de sua personalidade (ACEDO, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">O mesmo ambiente de aula, com movimentos ricos em atitude, tamb\u00e9m \u00e9 rico em valores. Cada atitude, a\u00e7\u00e3o, express\u00e3o e movimento, s\u00e3o fundamentados em valores que foram constru\u00eddos pelas sensa\u00e7\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, sentimentos e experi\u00eancias passadas (ACEDO, 2009).<\/p>\n<p>Dessa forma, pelo seu car\u00e1ter l\u00fadico e por oportunizar momentos para novas experi\u00eancias, as aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (atrav\u00e9s da cultura corporal do movimento) podem ser um meio para uma educa\u00e7\u00e3o baseada em valores e atitudes. A aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica pode proporcionar o desenvolvimento da capacidade de autonomia e a melhora do relacionamento interpessoal, uma vivencia do movimento corporal junto com as outras capacidades do indiv\u00edduo. Durante as aulas podem ocorrer momentos de conflito, de intera\u00e7\u00e3o, de coopera\u00e7\u00e3o (CORTES e OLIVA, 2015). Partindo dessas situa\u00e7\u00f5es o professor poder\u00e1 pensar em estrat\u00e9gias de como introduzir e trabalhar valores positivos aos alunos, fazendo com que o discente assuma compet\u00eancias e responsabilidades na resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, por exemplo. Para alcan\u00e7ar tal objetivo a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica precisa ser bem orientada, do contr\u00e1rio pode despertar valores inversos dos pretendidos como, por exemplo, a obsess\u00e3o pela vit\u00f3ria, acarretando em desprezo ou exclus\u00e3o do outro (NEU<em> et al.<\/em>, 2012; CORTES e OLIVA, 2015).<\/p>\n<p>Dentro do ambiente escolar os sujeitos s\u00e3o hist\u00f3ricos e temporais que se desenvolvem em diversos complexos sociais de acordo com seus h\u00e1bitos, modo de agir e pensar. E com isso necessita refletir sobre: Qual o tipo de sociedade est\u00e1 inserido? Qual o tempo hist\u00f3rico que est\u00e1 vivendo? Como est\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es nesse determinado tempo? Por meio dessas reflex\u00f5es questiona-se sobre as atitudes e os valores que fazem parte das rela\u00e7\u00f5es sociais, se aqueles est\u00e3o dignificando ou denegrindo o ser humano (OSSAK, 2016).<\/p>\n<p>Por esse motivo, pode-se diferenciar um professor que tenha uma postura de educador e de t\u00e9cnico.\u00a0 Uma postura de t\u00e9cnico tem como objetivo expor os c\u00f3digos de execu\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica. Um educador tem finalidade trabalhar os c\u00f3digos sociais, e esse tipo de conhecimento permite compreender as rela\u00e7\u00f5es que os conte\u00fados da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica t\u00eam com outros conte\u00fados de outras disciplinas em sala de aula. Com isso, permite uma eleva\u00e7\u00e3o do grau de aut\u00f4nima, senso cr\u00edtico, liberdade de pensamento do discente (GALLARDO<em> et al.<\/em>, 2003).<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da reflex\u00e3o \u00e9 saber qual o desejo do tipo de alunos que atuar\u00e3o em sociedade, e como somos capazes de construir uma vis\u00e3o de mundo onde a felicidade v\u00e1 al\u00e9m da aus\u00eancia de sentimento de dor ou car\u00eancia. A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica s\u00f3 conseguir\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o humana quando o professor se desvincular do papel de t\u00e9cnico e adotar um papel de educador. E para essa mudan\u00e7a no processo de forma\u00e7\u00e3o do aluno, \u00e9 necess\u00e1rio que ocorra uma mudan\u00e7a de comportamento do professor em sua pr\u00e1tica e concep\u00e7\u00f5es de ensino-aprendizagem (GUTIERREZ, 2008).<\/p>\n<p>Com isso, com foco na cultura corporal n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com as t\u00e9cnicas de execu\u00e7\u00e3o das mais diversas possibilidades que fazem parte dessa cultura. Uma vez focada na cultura corporal dos alunos, pode-se chamar de cultura corporal popular, onde o objetivo \u00e9 o prazer, o ensino-aprendizagem, constru\u00e7\u00e3o da identidade, e n\u00e3o o rendimento como a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica em uma perspectiva tradicional tem como objetivo (GALLARDO<em> et al.<\/em>, 2003).<\/p>\n<p>A sociedade \u00e9 marcada pela diversidade, as m\u00faltiplas identidades comp\u00f5em o corpo social. Na escola, as diversas culturas se encontram, assim, uma educa\u00e7\u00e3o para as lateralidades, considerar a realidade do aluno \u00e9 necess\u00e1rio para construir saberes e desconstruir preconceitos a partir das diversidades culturais (CUNHA<em> et al.<\/em>, 2019).<\/p>\n<p>A escola, por conter alunos com as mais diversas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, sociais e culturais, proporciona uma viv\u00eancia com o outro. Essa oportunidade de rela\u00e7\u00e3o torna-se essencial para despertar valores para a forma\u00e7\u00e3o da identidade (FAIAL, 2015). Pois, sem o outro n\u00e3o tem como construir a identidade, uma vez que ocorre a partir da inclus\u00e3o do outro, e sem essa identidade o eu n\u00e3o est\u00e1 aberto para o outro e ao negar o outro \u00e9 negar a si mesmo (CHAVES e GOERGEN, 2017).<\/p>\n<p>O documento das Orienta\u00e7\u00f5es curriculares para o ensino m\u00e9dio (OCEM), ao descrever o sujeito do ensino m\u00e9dio exp\u00f5e que esse p\u00fablico s\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Mais que alunos e jovens, eles constroem suas subjetividades e identidades a partir de condi\u00e7\u00f5es de pertencimento a determinado g\u00eanero, etnia, classe social, pr\u00e1tica religiosa, orienta\u00e7\u00e3o sexual, etc. Essas condi\u00e7\u00f5es de pertencimento, por sua vez, tamb\u00e9m ajudam na constru\u00e7\u00e3o desses alunos como sujeitos socioculturais, o que nos permite dizer que n\u00e3o h\u00e1 juventude, mas sim juventudes (BRASIL, 2006).<\/p>\n<p>Na escola o discente ao refletir, comparar e questionar atitudes, regras, e normas, estar\u00e1 desenvolvendo a sua aut\u00f4nima e criando um entendimento do seu comportamento em sociedade. Temas como valores e atitudes podem e devem ser trabalhados por todas as disciplinas, sendo que a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem seu papel nesse processo (CARVALHO<em> et al.<\/em>, 2012).\u00a0 Uma vez que as aulas s\u00e3o realizadas com sujeitos reais, esses alunos s\u00e3o um corpo e que possuem uma hist\u00f3ria de vida real, e dentro dessa realidade constroem suas identidades pessoas e coletivas (BRASIL, 2006).<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica est\u00e1 presente uma grande valoriza\u00e7\u00e3o das habilidades motoras e capacidades f\u00edsicas, configurando como caracter\u00edsticas da dimens\u00e3o procedimental. As dimens\u00f5es atitudinal e conceitual s\u00e3o esquecidas ou recebem pouca aten\u00e7\u00e3o. Os fatos e conceitos que est\u00e3o relacionados ao objeto de estudo da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (cultura corporal) bem como os valores que cada pr\u00e1tica desvela devem ter a mesma import\u00e2ncia durante as aulas (ACEDO, 2009).<\/p>\n<p>O professor em sua pr\u00e1tica tem como objetivo a forma\u00e7\u00e3o humana, dessa forma, o processo de ensino-aprendizagem deve estar presente as tr\u00eas dimens\u00f5es: Conceitual, que est\u00e1 ligado ao saber; procedimental, est\u00e1 relacionado ao saber fazer; e valorativa, o saber ser. Em todos os conte\u00fados devem conter as tr\u00eas, e n\u00e3o apenas uma (DUDECK e MOREIRA, 2011).<\/p>\n<p>Concorda-se com Acedo (2009) ao ressaltar que essa divis\u00e3o ocorre apenas para car\u00e1ter pedag\u00f3gicos. Ainda segundo o autor, os objetivos do ensino-aprendizagem v\u00e3o motivar qual dimens\u00e3o ser\u00e1 optada como favorita. Ainda corrobora com a ideia de Dudeck &amp; Moreira, sendo o ideal ainda fazer uso das tr\u00eas dimens\u00f5es em uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, uma vez que no cotidiano n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com bases nas dimens\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica o que deve ser desenvolvido (DARIDO, 2012a)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Dimens\u00e3o conceitual:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Conhecer as transforma\u00e7\u00f5es por que passou a sociedade em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos de vida (diminui\u00e7\u00e3o do trabalho corporal em fun\u00e7\u00e3o das novas tecnologias) e relacion\u00e1-las com as necessidades atuais de atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Conhecer as mudan\u00e7as pelas quais passaram os esportes. Por exemplo, que o futebol era jogado apenas pela elite no seu in\u00edcio no Pa\u00eds, que o voleibol mudou suas regras em fun\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Conhecer os modos corretos de execu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios exerc\u00edcios e pr\u00e1ticas corporais cotidianas, tais como, levantar um objeto do ch\u00e3o, como se sentar \u00e0 frente do computador, como realizar um exerc\u00edcio abdominal adequadamente etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Dimens\u00e3o procedimental:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Vivenciar e adquirir alguns fundamentos b\u00e1sicos dos esportes, dan\u00e7as, gin\u00e1sticas, lutas, capoeira. Por exemplo, praticar a ginga e a roda da capoeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Vivenciar diferentes ritmos e movimentos relacionados \u00e0s dan\u00e7as, como as dan\u00e7as de sal\u00e3o, regionais e outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Vivenciar situa\u00e7\u00f5es de brincadeiras e jogos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Dimens\u00e3o atitudinal:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Valorizar o patrim\u00f4nio de jogos e brincadeiras do seu contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Respeitar os advers\u00e1rios, os colegas e resolver os problemas com atitudes de di\u00e1logo e n\u00e3o viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Predispor a participar de atividades em grupos, cooperando e interagindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8211; Reconhecer e valorizar atitudes n\u00e3o-preconceituosas quanto aos n\u00edveis de habilidade, sexo, religi\u00e3o e outras.<\/p>\n<p>De acordo com os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Qualquer pr\u00e1tica da cultura corporal de movimento que n\u00e3o os considerar (os conte\u00fados atitudinais) de forma expl\u00edcita se reduzir\u00e1 a mera aprendizagem tecnicista e alienada. Entende-se por valores os princ\u00edpios \u00e9ticos e as ideias que permitem que se possa emitir um ju\u00edzo sobre as condutas e seu sentido. As atitudes refletem a coer\u00eancia entre o comportamento e o discurso do sujeito. S\u00e3o as formas que cada pessoa encontra para expressar seus valores e posicionar-se em diferentes contextos (BRASIL, 1997)<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas, a dimens\u00e3o atitudinal recebe menos aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o as outras duas dimens\u00f5es. Isso pode acontecer pelo fato de o conte\u00fado ter um vasto significado, indo al\u00e9m de conceitos e exerc\u00edcios f\u00edsicos, encontrando-se experi\u00eancias de vida, culturais, demonstra\u00e7\u00f5es de sentimentos, entre outras que est\u00e3o dentro e al\u00e9m dos muros da escola. O conte\u00fado dentro de valores e atitudes solicita uma demanda social a defender (ACEDO, 2008).<\/p>\n<p>Assim, dentro do instituto federal, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica est\u00e1 relacionada em trabalhar com os determinantes sociais, despertando uma criticidade aos mecanismos sociais:<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">A capacidade cr\u00edtica e a autonomia do estudante a serem desenvolvidas pela Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica nos IFes v\u00e3o al\u00e9m do mero \u201cexercitar-se\u201d, ou de fornecer \u201cdicas\u201d t\u00e9cnicas sobre como manter o corpo saud\u00e1vel, ou produtivo, ao gosto do mercado de trabalho, como se f\u00f4ssemos exclusivamente profissionais da sa\u00fade e n\u00e3o docentes de EF. Um modo concreto de realizar esse intento \u00e9 proporcionar aos estudantes, nas escolas, o acesso a conhecimentos que os auxiliem a compreender os determinantes objetivos envolvidos na disputa por modelos de pr\u00e1ticas e de condutas corporais, por exemplo, aqueles que procuram reduzir o conceito de qualidade de vida \u00e0s caracter\u00edsticas subjetivas do \u201cestilo de vida (SILVA e SILVA, 2016).<\/p>\n<p>A aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica contribui para que o aluno veja o mundo com outras lentes. Uma vez que educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica permita discutir assuntos sociais como: a \u00e9tica, a religi\u00e3o, as drogas, a pluralidade cultural, o meio ambiente, o trabalho e consumo, a orienta\u00e7\u00e3o sexual, e sa\u00fade. Em seu estudo, S\u00e1 traz a narrativa de um aluno do IFMG (S\u00c1, 2019):<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">Eu acho que o melhor jeito de se combater o preconceito, essa falta de respeito com a heterogeneidade, essas coisas assim, \u00e9 com a educa\u00e7\u00e3o. Eu acho que no IF, na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, a gente estuda, por exemplo, dan\u00e7a, quando a gente v\u00ea aqui o <em>funk<\/em>, ele vem das classes mais baixas, que \u00e9 uma luta de resist\u00eancia e tal. A mulher, o g\u00eanero no esporte, essas coisas assim que o IF discute na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica faz a gente estudar, ter um conhecimento das coisas que a gente n\u00e3o conhecia, das lutas, por exemplo, das pr\u00e1ticas esportivas, da capoeira etc. A gente sempre debate o g\u00eanero nos esportes e tamb\u00e9m dessas classes de poder e essa parte \u00e9 muito interessante para o respeito da diversidade (Beyonc\u00e9).<\/p>\n<p>Ao tematizar os temas estruturais da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica com a demanda social supera-se uma educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tradicional, usando de suas teorias cr\u00edticas defende a justi\u00e7a, os direitos humanos, combate qualquer forma de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, debate rela\u00e7\u00e3o de poder. As aulas s\u00e3o momentos de reflex\u00f5es sobre valores e atitudes, bem como a vivencia desses (ACEDO, 2009; S\u00c1, 2019)(ACEDO, 2009; S\u00c1, 2019).<\/p>\n<p>E ao considerar a realidade do aluno, uma educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica que trabalhe assuntos de demanda sociais junto com as pr\u00e1ticas corporais, o OCEM expressa que<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 40px;\">A leitura da realidade pelas pr\u00e1ticas corporais permite fazer com que essas se tornem \u201cchaves de leitura do mundo\u201d. As pr\u00e1ticas corporais dos sujeitos passam a ser mais uma linguagem, nem melhor nem pior do que as outras na leitura do real, apenas diferente e com m\u00e9todos e t\u00e9cnicas particulares [&#8230;] Por meio do movimento expressado pelas pr\u00e1ticas corporais, os jovens retratam o mundo em que vivem: seus valores culturais, sentimentos, preconceitos, etc. Tamb\u00e9m \u201cescrevem\u201d nesse mesmo mundo suas marcas culturais, construindo os lugares de mo\u00e7as e rapazes na din\u00e2mica cultural (BRASIL, 2006).<\/p>\n<p>Nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica dentro desse contexto, vale lembrar, que o esporte n\u00e3o \u00e9 exclu\u00eddo, essa pr\u00e1tica s\u00f3 deixa de ser hegemonia, dando espa\u00e7o para outras possibilidades de pr\u00e1tica. O esporte passa a ser ressignificado, n\u00e3o se trata mais do esporte na escola, e sim o esporte da escola. Assim, o professor tem uma atua\u00e7\u00e3o mais pedag\u00f3gica buscando alcan\u00e7ar todos os alunos. O esporte da escola, trata-se do esporte-educa\u00e7\u00e3o, com isso, busca a reflex\u00e3o sobre o esporte, oportunizando a capacidade de cr\u00edtica ao ponto de reconstru\u00ed-lo de acordo com o interesse do discente. Como pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, usa o meio cultural do aluno, proporciona a constru\u00e7\u00e3o de valores, mudan\u00e7a de conceitos, respeito a realidades diferentes daquelas de seu cotidiano (BICKEL<em> et al.<\/em>, 2012; PESTANA, 2019). E dentro da cultura corporal do movimento<\/p>\n<p style=\"text-align: right; padding-left: 80px;\">[&#8230;] entendida a partir do entrela\u00e7amento entre corpo, natureza e cultura, poder\u00e1 contribuir para que os professores ofere\u00e7am conte\u00fados na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar relacionados \u00e0 realidade dos educandos, com o prop\u00f3sito de favorecer uma leitura cr\u00edtica do mundo. Os professores poder\u00e3o ter como ponto de partida conte\u00fados que valorizem as singularidades de cada comunidade, discutindo e problematizando as hierarquiza\u00e7\u00f5es culturais. Al\u00e9m disso, os professores poder\u00e3o despertar em seus alunos a elabora\u00e7\u00e3o de sugest\u00f5es para as problem\u00e1ticas identificadas (MENDES e N\u00d3BREGA, 2009).<\/p>\n<p>Com isso, dentro da cultura corporal do movimento o corpo \u00e9 entendido como o meio para realiza\u00e7\u00e3o das diversas pr\u00e1ticas. E quando busca-se trabalhar suas amplas dimens\u00f5es o corpo deixa de ser apenas uma estrutura f\u00edsica e biol\u00f3gica, em seu movimento t\u00eam elementos culturais, sociais, hist\u00f3ricos. Por meio de sua socializa\u00e7\u00e3o com o mundo e com os outros desvela sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza, homem, cultura e sociedade, a qual exp\u00f5e comportamentos, gestos, valores de cada sociedade (SILVA e SILVA, 2016).<\/p>\n<p>Portanto, a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na sua perceptiva pedag\u00f3gica supera em sua pr\u00e1tica uma atua\u00e7\u00e3o acr\u00edtica, assim como os m\u00e9todos fechados, os conceitos estagnados, visando a forma\u00e7\u00e3o de sujeitos pol\u00edticos, est\u00e1 al\u00e9m de habilidades e t\u00e9cnicas esportivas. Junto com as outras disciplinas, busca desvelar novas lentes que possibilite interpretar o mundo de outra forma, tomando novas atitudes e maneiras de compreender e de viver.<\/p>\n<h1>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/h1>\n<p>ACEDO, L. M. <strong>Valores e atitudes: uma an\u00e1lise de artigos na educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar<\/strong>. 2008.\u00a0 (Gradua\u00e7\u00e3o). Universidade Estadual Paulista, Rio Claro SC.<\/p>\n<p>ACEDO, L. M. <strong>Valores e atitudes na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica do professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica<\/strong>. 2009. 114 p. (Mestrado). Universidade Estadual Paulista, Rio Claro SP.<\/p>\n<p>ALMEIDA, A. P.\u00a0 et al. A constru\u00e7\u00e3o da identidade. <strong>Revista cient\u00edfica eletr\u00f4nica de ci\u00eancias aplicadas da fait<\/strong>, p. 1-4,\u00a0 2013.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/fait.revista.inf.br\/imagens_arquivos\/arquivos_destaque\/N3RULeGGRNSxsmJ_2014-4-16-21-35-4.pdf &gt;.<\/p>\n<p>ALMEIDA, M. A. B. D.; JUNIOR, D. D. R. Fen\u00f4meno Esporte: Rela\u00e7\u00f5es com a Qualidade de Vida. In: VILARTA, R.;GUTIERREZ, G. L.<em>, et al<\/em> (Ed.). <strong>QUALIDADE DE VIDA: Evolu\u00e7\u00e3o dos Conceitos e Pr\u00e1ticas no S\u00e9culo XXI<\/strong>. Campinas SP: IPES, 2010.\u00a0 p.11-18.<\/p>\n<p>ALVES, R. \u00c9tica e Cidadania na Sociedade Brasileira. Lad\u00e1rio MS,\u00a0 2020.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.ladario.ms.gov.br\/uploads\/asset\/file\/2831\/ETICA.pdf &gt;. Acesso em: 04 jul 2020.<\/p>\n<p>ANDRADE, E. L. D. M.; SANTOS, L. R. D.; FERNANDES, J. C. D. C. Projeto Farol Cultural do Instituto Federal Goiano: contribui\u00e7\u00f5es para uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral. <strong>Research, Society and Development, <\/strong>v. 9, n. 3,\u00a0 2020.<\/p>\n<p>ARAUJO, S. M. D.\u00a0 et al. <strong>O ESPORTE COMO DIREITO SOCIAL: notas sobre a legisla\u00e7\u00e3o esportiva no estado do Maranh\u00e3o<\/strong>. <u>VIII Jornada Internacional de Pol\u00edticas P\u00fablicas<\/u>. S\u00e3o Luis MA: Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA) 2017.<\/p>\n<p>ASSUN\u00c7\u00c3O, G. S.; QUEIROZ, E. Gestaltpedagogia e rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica: contribui\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade. <strong>Rev. abordagem gestalt, <\/strong>v. 24, n. 3, p. 287-297,\u00a0 2018.<\/p>\n<p>ATHAYDE, R. <strong>Jogos Digitais na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar: Just Dance Now vai para sala de aula<\/strong>. 2016. 43p. (Especializa\u00e7\u00e3o). Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o na Cultura Digital, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian\u00f3polis SC.<\/p>\n<p>BACZINSKI, A. V. M. Educa\u00e7\u00e3o escolar brasileira e suas possibilidades latentes de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o omnilateral. <strong>Filosofia e Educa\u00e7\u00e3o, <\/strong>v. 8, n. 2, p. 219-253,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>BALBINO, S. I.; URT, S. D. C. Pr\u00e1tica Pedag\u00f3gica em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica para a Educa\u00e7\u00e3o Integral em Tempo Integral. <strong>Pensar a Pr\u00e1tica, <\/strong>v. 21, n. 4, p. 775-785,\u00a0 2018.<\/p>\n<p>BARBOSA, S. C. <strong>A forma\u00e7\u00e3o integrada omnilateral: fundamentos e pr\u00e1ticas no Instituto Federal de Goi\u00e1s a partir do Proeja<\/strong>. 2017. 202p. (Doutorado). Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, Universidade Federal de Goi\u00e1s, Goi\u00e2nia GO.<\/p>\n<p>BATISTA, A. P. <strong>Conhecimentos sobre o corpo: uma possibilidade de interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica no ensino m\u00e9dio<\/strong>.\u00a0 Natal RN: IFRN, 2014. 188p. .<\/p>\n<p>BATISTA, G.; JUNIOR, L. G. <strong>A educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar no per\u00edodo da ditadura militar: an\u00e1lise de depoimentos de ex-alunos da cidade de Brotas\/SP<\/strong>. <u>Anais do III Semin\u00e1rio de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar<\/u>. \u00e3o Carlos SP: CEEFE\/UFSCar<strong>: <\/strong>1-8 p. 2010.<\/p>\n<p>BICKEL, E. A.; MARQUES, M. G.; SANTOS, G. A. Esporte e sociedade: a constru\u00e7\u00e3o de valores na pr\u00e1tica esportiva em projetos sociais. <strong>EFDeportes. com, <\/strong>v. 17, p. 171,\u00a0 2012.<\/p>\n<p>BORGES, R. C. B.; DE SOUZA, A. S. L.; LIMA, I. M. S. O. A autonomia da crian\u00e7a intersexual: cr\u00edtica \u00e0 teoria jur\u00eddica das incapacidades. <strong>Espa\u00e7o Jur\u00eddico: Journal of Law, <\/strong>v. 17, n. 3,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>BRASIL. <strong>Par\u00e2metros Curriculares Nacionais: Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica <\/strong>Bras\u00edlia DF: MEC\/SEF<strong>: <\/strong>62p. p. 1997.<\/p>\n<p>______. <strong>Orienta\u00e7\u00f5es curriculares para o ensino m\u00e9dio: . Linguagens, c\u00f3digos e suas tecnologias<\/strong>. Bras\u00edlia DF: MEC\/SEB<strong>: <\/strong>239p. p. 2006.<\/p>\n<p>BRIGHENTE, M. F.; MESQUIDA, P. Paulo Freire: da den\u00fancia da educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria ao an\u00fancio de uma pedagogia libertadora. <strong>Pro-Posi\u00e7\u00f5es, <\/strong>v. 27, n. 1, p. 155-177,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>CAMARGOS, W. V. D. M. <strong>A constitucionaliza\u00e7\u00e3o do esporte no Brasil &#8211; autonomia tutelada: ruptura e continuidade<\/strong>. 2010. 188p. (Doutorado). Faculdade de Direito, Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia DF.<\/p>\n<p>CARVALHO, L. X. <strong>Literacia social: os valores como fundamento de compet\u00eancia<\/strong>. 2013. 254p. (Doutorado). Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, Porto PT.<\/p>\n<p>CARVALHO, S. F.\u00a0 et al. Transmiss\u00e3o de ideias sobre o corpo humano pelo professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar e rea\u00e7\u00f5es percebidas nos alunos. <strong>Motricidade, <\/strong>v. 8, n. 1, p. 67-77,\u00a0 2012.<\/p>\n<p>CHAVES, A. P.; GOERGEN, P. L. \u00c9tica e est\u00e9tica na forma\u00e7\u00e3o humana. <strong>Revista Exitus, <\/strong>v. 7, n. 2, p. 331-349,\u00a0 2017.<\/p>\n<p>CO\u00caLHO, I. M.; GUIMAR\u00c3ES, G. Educa\u00e7\u00e3o, escola e forma\u00e7\u00e3o. <strong>Revista Inter A\u00e7\u00e3o, <\/strong>v. 37, n. 2, p. 323-340,\u00a0 2012.<\/p>\n<p>COELHO, J. A. P. M.; GOUVEIA, V. V.; MILFONT, T. L. Valores humanos como explicadores de atitudes ambientais e inten\u00e7\u00e3o de comportamento pr\u00f3-ambiental. <strong>Psicol. estud., <\/strong>v. 11, n. 1, p. 199-207,\u00a0 2006.<\/p>\n<p>CORDEIRO, T. D. S. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Integral: Uma Concep\u00e7\u00e3o de Forma\u00e7\u00e3o do Homem Integral<\/strong>. <u>VIII F\u00f3rum Internacional de Pedagogia<\/u>. Imperatriz MA: FIPED 2016.<\/p>\n<p>CORTES, D. F. G.; OLIVA, F. J. C. O Desenvolvimento de Valores e Atitudes por meio da aula de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. <strong>Movimento<\/strong>, p. 251-262,\u00a0 2015.<\/p>\n<p>CUNHA, N. V. S.\u00a0 et al. Abordagem Cr\u00edtico Superadora: Conceitos e Pr\u00e1ticas Pedag\u00f3gicas. In: FERREIRA, H. S. (Ed.). <strong>Abordagens da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong>. Fortaleza CE: EdUECE, 2019.\u00a0 p.67-86.<\/p>\n<p>DAOLIO, J. <strong>Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e o conceito de cultura: pol\u00eamicas do nosso tempo<\/strong>.\u00a0\u00a0 Autores Associados, 2018. 92.<\/p>\n<p>DARIDO, S. C. Diferentes concep\u00e7\u00f5es sobre o papel da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na escola. <strong>Cadernos de Forma\u00e7\u00e3o: Conte\u00fados e Did\u00e1tica de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, <\/strong>v. 1, p. 34-50,\u00a0 2012.<\/p>\n<p>DARIDO, S. C. Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na escola: conte\u00fados, suas dimens\u00f5es e significados. In: DARIDO, S. C. (Ed.). <strong>Caderno de forma\u00e7\u00e3o: Forma\u00e7\u00e3o de Professores<\/strong>. S\u00e3o Paulo SP: Cultura Acad\u00eamica, v.6, 2012a.\u00a0 p.21-33.<\/p>\n<p>DE CASTRO, V. G. As atribui\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar: um enfoque especial no Ensino M\u00e9dio. <strong>Motriviv\u00eancia, <\/strong>v. 29, n. 52, p. 124-135,\u00a0 2017.<\/p>\n<p>DE MATOS, M. T.; VERDE, E. J. S. R.; CORR\u00caA, L. S. Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e os Temas Transversais. <strong>Revista Ensino de Ci\u00eancias e Humanidades-Cidadania, Diversidade e Bem Estar-RECH, <\/strong>v. 4, n. 1, p. 382-402,\u00a0 2019.<\/p>\n<p>DE PAULA, A. S. D. N.; DA SILVA, A. L. F.; LIMA, K. R. R. Forma\u00e7\u00e3o humana e Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica: proposi\u00e7\u00f5es para al\u00e9m do conservadorismo. <strong>Revista de Educa\u00e7\u00e3o Popular, <\/strong>v. 12, n. 2, p. 59-77,\u00a0 2013.<\/p>\n<p>DELLA FONTE, S. S. Forma\u00e7\u00e3o no e para o Trabalho. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica em Revista, <\/strong>v. 2, n. 2, p. 6-19,\u00a0 2018.<\/p>\n<p>DUARTE, Z. S. <strong>A especificidade da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na perspectiva de uma forma\u00e7\u00e3o omnilateral<\/strong>. <u>V Semin\u00e1rio De Metodologia De Ensino Da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (SEMEF)<\/u>. S\u00e3o Paulo SP: USP<strong>: <\/strong>1-7 p. 2014.<\/p>\n<p>DUDECK, T. S.; MOREIRA, E. C. As dimens\u00f5es de conte\u00fado e a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica: conhecimentos dos professores de ensino superior. <strong>Pensar a pr\u00e1tica, <\/strong>v. 14, n. 2,\u00a0 2011.<\/p>\n<p>ESTRELA, S. D. C. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Forma\u00e7\u00e3o Omnilateral: das Escolas de Art\u00edfices ao Projeto de Ensino Integrado do Instituto Federal Goiano \u2013 Campus Posse<\/strong>. <u>XIII Congresso Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/u>. Curitiba, PR: EDUCERE<strong>: <\/strong>10127-10143 p. 2017.<\/p>\n<p>FILHO, J. E. L. Esclarecimento e educa\u00e7\u00e3o em Kant: a autonomia como projeto de melhoramento humano. <strong>Trans\/Form\/A\u00e7\u00e3o, <\/strong>v. 42, n. 2, p. 59-84,\u00a0 2019.<\/p>\n<p>FOGANHOLI, C. O Contexto da BNCC: Reflex\u00f5es sobre a Diversidade na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar. <strong>Temas em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar, <\/strong>v. 4, n. 2, p. 6-20,\u00a0 2019.<\/p>\n<p>FREIRE, P. <strong>Pedagogia da autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/strong>.\u00a0 S\u00e3o Paulo SP: Paz e Terra, 2002. 54p.<\/p>\n<p>GALLARDO, J. S. P.; CAMPOS, L. A. S.; GUTIERREZ, L. A. L. Panorama da Prepara\u00e7\u00e3o e Atua\u00e7\u00e3o Profissional em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar Brasileira. In: (Ed.). <strong>Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar: do ber\u00e7\u00e1rio ao ensino m\u00e9dio<\/strong>. Rio de Janeiro RJ: Editora Lucerna, 2003.\u00a0 p.11-24.<\/p>\n<p>GON\u00c7ALVES, R. L. C. <strong>A influ\u00eancia da dan\u00e7a nos sentimentos de afeto e emo\u00e7\u00e3o quando aplicada na aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar (Escola Fernando Costa Lins-SP)<\/strong>. 2012. 46p. (Gradua\u00e7\u00e3o). Centro Universit\u00e1rio Cat\u00f3lico Salesiano Auxilium Lins SP.<\/p>\n<p>GRAMSCI, A. <strong>Cadernos do c\u00e1rcere<\/strong>.\u00a0 Rio de Janeiro RJ: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1999. 496p.<\/p>\n<p>GUIMAR\u00c3ES, A. A.\u00a0 et al. Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar: Atitudes e valores. <strong>Motriz, <\/strong>v. 7, n. 1, p. 17-22,\u00a0 2001.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.rc.unesp.br\/ib\/efisica\/motriz\/07n1\/Guimaraes.pdf &gt;.<\/p>\n<p>GUTIERREZ, L. A. L. <strong>Forma\u00e7\u00e3o humana e ginastica geral na educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/strong>. 2008. 151p. (Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas SP.<\/p>\n<p>HALL, S. <strong>A identidade cultural na p\u00f3s-modernidade<\/strong>.\u00a0 Rio de Janeiro RJ: DP&amp;A, 2006.<\/p>\n<p>HENKEL, Q. M.; ILHA, P. V. Par\u00e2metros Curriculares Nacionais \u2013 Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica: Sua Influ\u00eancia no Planejamento das Aulas nos Anos Iniciais. <strong>Biomotriz, <\/strong>v. 10, n. 1,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>IARED, V. G.; OLIVEIRA, H. T. Forma\u00e7\u00e3o de valores est\u00e9ticos e \u00e9ticos e o cerrado. <strong>Encontro de pesquisa em educa\u00e7\u00e3o ambiental, <\/strong>v. 7, p. 0104-1,\u00a0 2013.<\/p>\n<p>IFAP. Plano de Desenvolvimento Institucional \u2013 PDI 2019-2023. Macap\u00e1 AP,\u00a0 2019.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/portal.ifap.edu.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;layout=edit&amp;id=833 &gt;. Acesso em: 22 mar 2020.<\/p>\n<p>JAPIASS\u00da, H.; MARCONDES, D. <strong>Dicion\u00e1rio B\u00e1sico de Filosofia<\/strong>. ZAHAR, J. Rio de Janeiro RJ 2001.<\/p>\n<p>LIMA, R. R. Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica: algumas pontua\u00e7\u00f5es. <strong>Revista Eletr\u00f4nica Pesquiseduca, <\/strong>v. 7, n. 13, p. 246-257,\u00a0 2015.<\/p>\n<p>LIMA, R. R. F. <strong>A categoria da forma\u00e7\u00e3o omnilateral e o trabalho como princ\u00edpio educativo na educa\u00e7\u00e3o do campo<\/strong>. <u>Semin\u00e1rios do GEPEC<\/u>. S\u00e3o Carlos SP: GEPEC &#8211; Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educa\u00e7\u00e3o no Campo<strong>: <\/strong>1-17 p. 2013.<\/p>\n<p>MAIA, M. M. D. O. Dimens\u00f5es sociais do esporte: perspectivas trabalhadas nas escolas da cidade de Pau dos Ferros, RN. <strong>EFDeportes.com, <\/strong>v. 15, n. 144,\u00a0 2010.<\/p>\n<p>MALULY, C.; JUNIOR, W. L. A Organiza\u00e7\u00e3o e as Bases Pedag\u00f3gicas das Reformas Capanema do Ensino T\u00e9cnico Profissional no Brasil (1931-1946). In: JUNIOR, W. L.;URBANETZ, S. T.<em>, et al<\/em> (Ed.). <strong>Educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica<\/strong>. Curitiba PR: Editora IFPR, 2018.\u00a0 p.51-72.<\/p>\n<p>MANACORDA, M. A. <strong>Marx e a Pedagogia Moderna<\/strong>.\u00a0 Campinas SP: Editora Al\u00ednea, 2007.<\/p>\n<p>MARIN, A. A.; SILVEIRA, E. Cosmos e locus: dos significados da cidadania planet\u00e1ria \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de mitos positivos do cotidiano no discurso da educa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ambiental. <strong>OLAM, <\/strong>v. 9, p. 164-186,\u00a0 2009.<\/p>\n<p>MARX, K. <strong>O Capital &#8211; Livro I \u2013 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica: O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital.<\/strong>\u00a0 S\u00e3o Paulo SP: Boitempo, 2013.<\/p>\n<p>MARX , K.; ENGELS , F. <strong>Textos sobre Educa\u00e7\u00e3o e Ensino<\/strong>.\u00a0 Campinas SP: Navegando, 2011.\u00a0\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/ano\/mes\/ensino.pdf &gt;.<\/p>\n<p>MATARAZZO, F. A tipologia junguiana e sua utiliza\u00e7\u00e3o no esporte. In: (Ed.). <strong>Psicologia do esporte: Interfaces, pesquisa e interven\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00e3o Paulo SP: Casa do Psic\u00f3logo, 2000.\u00a0 p.67-86.<\/p>\n<p>MEDEIROS, H. S.; DINIZ, J. M. A.; ARRUDA, D. M. O. Difus\u00e3o de a\u00e7\u00f5es anti\u00e9ticas por partidos pol\u00edticos brasileiros e as rea\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rios no Facebook. <strong>Intercom, Rev. Bras. Ci\u00eanc. Comun, <\/strong>v. 39, n. 3, p. 79-98,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>MENDES, M. I. B. S.; N\u00d3BREGA, T. P. Cultura de movimento: reflex\u00f5es a partir da rela\u00e7\u00e3o entre corpo, natureza e cultura. <strong>Pensar a pr\u00e1tica, <\/strong>v. 12, n. 2, p. 1-10,\u00a0 2009.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.revistas.ufg.br\/fef\/article\/view\/6135\/5361 &gt;.<\/p>\n<p>MICHAELIS. <strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong>. <u>Dicion\u00e1rio Brasileiro da L\u00edngua Portuguesa<\/u> 2020.<\/p>\n<p>NASCIMENTO, K. F.\u00a0 et al. Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar na base nacional comum curricular: uma proposta de abordagem pedag\u00f3gica. In: FERREIRA, H. S. (Ed.). <strong>Abordagens da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong>. Fortaleza CE: EdUECE, 2019.\u00a0 p.236-254.<\/p>\n<p>NEU, M.\u00a0 et al. Valores nas aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e no esporte escolar. <strong>EFDeportes.com<\/strong>, n. 169,\u00a0 2012.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.efdeportes.com\/efd169\/valores-nas-aulas-de-educacao-fisica.htm &gt;.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, E. S. D.\u00a0 et al. Abordagem dos Temas Transversais: A Percep\u00e7\u00e3o dos Professores de duas Escolas P\u00fablicas de Ensino M\u00e9dio. <strong>Anais III CONEDU, <\/strong>v. 1, p. 1 &#8211; 6,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>OSSAK, M. J. M. <strong>Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Comportamento Social: A Forma\u00e7\u00e3o de Valores nas Pr\u00e1ticas Corporais<\/strong>. Campo Mour\u00e3o PR: Governo do Paran\u00e1. v.2<strong>: <\/strong>39 p. 2016.<\/p>\n<p>PANDINI, S. <strong>Escola de Aprendizes e Art\u00edfices do Paran\u00e1: \u201cViveiro de Homens Aptos e \u00dateis\u201d. (1910-1928)<\/strong>. 2006. 147p. (Mestrado). Setor de Educa\u00e7\u00e3o, Universidade Federal do Paran\u00e1, Curitiba PR.<\/p>\n<p>PEDRO, A. P. \u00c9tica, moral, axiologia e valores: confus\u00f5es e ambiguidades em torno de um conceito comum. <strong>Kriterion: Revista de Filosofia, <\/strong>v. 55, n. 130, p. 483-498,\u00a0 2014.<\/p>\n<p>PESTANA, M. C. P. <strong>Viv\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica: contribui\u00e7\u00f5es do esporte para a sa\u00fade e forma\u00e7\u00e3o de alunos atrav\u00e9s de jogos interclasses<\/strong>. <u>6\u00ba Congresso Internacional em Sa\u00fade<\/u>. Ijui RS: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI) 2019.<\/p>\n<p>PINTO, A. G. A.\u00a0 et al. Abordagem sa\u00fade renovada: proposi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas para a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica no contexto escolar. In: FERREIRA, H. S. (Ed.). <strong>Abordagens da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong>. Fortaleza CE: EdUECE, 2019.\u00a0 p.199-220.<\/p>\n<p>RAMOS, M. N. <strong>Hist\u00f3ria e pol\u00edtica da educa\u00e7\u00e3o profissional <\/strong>Curitiba PR: Instituto Federal do Paran\u00e1, 2014. 121p.<\/p>\n<p>RAMPAZZO, L. <strong>Antropologia: Religi\u00f5es e valores crist\u00e3os<\/strong>.\u00a0 S\u00e3o Paulo SP: Paulus, 2018. 264 p. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/books.google.com.br\/books?id=f1BgDwAAQBAJ&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR&amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;cad=0#v=onepage&amp;q&amp;f=true &gt;.<\/p>\n<p>RIBEIRO, E. C. S.; SOBRAL, K. M.; JATAI, R. I. P. <strong>Omnilateralidade, politecnia, escola unit\u00e1ria e educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica: uma an\u00e1lise marxista<\/strong>. <u>I JOINGG \u2013 JORNADA INTERNACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI \/ VII JOREGG \u2013 JORNADA REGIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ANTONIO GRAMSCI<\/u>. Fortaleza CE: Universidade Federal do Cear\u00e1<strong>: <\/strong>1 &#8211; 11 p. 2016.<\/p>\n<p>RODRIGUES, N. Educa\u00e7\u00e3o: da forma\u00e7\u00e3o humana \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do sujeito \u00e9tico. <strong>Educa\u00e7\u00e3o &amp; Sociedade, <\/strong>v. 22, n. 78, p. 232-257,\u00a0 2001.<\/p>\n<p>S\u00c1, K. R. <strong>Curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio integrado do IFMG: a partitura, a polifonia e os solos da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/strong>. 2019. 257p. (Doutorado). Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo SP.<\/p>\n<p>SABINO, M. Fundamentos ontol\u00f3gicos do trabalho em Marx: trabalho \u00fatil\u2013concreto e trabalho abstrato. <strong>Revista Online do Museu de Lanif\u00edcios da Universidade da Beira Interior, <\/strong>v. 3, p. 135-147,\u00a0 2014.<\/p>\n<p>SALOM\u00c3O, M. A. V. Do fragmentado ao pleno: o corpo e a educa\u00e7\u00e3o fisica escolar. In: NETO, A. S. e FORTUNATO, I. (Ed.). <strong>Contribui\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar \u00e0 Pr\u00e1tica Transversal<\/strong>. Curitiba PR: EDITORA CRV, v.6, 2016.\u00a0 p.35-46.<\/p>\n<p>SANTIAGO, F. A. G.; SILVA, M. C. P. A Escola T\u00e9cnica de Salvador e o Jornal Escolar O Aprendiz: Mem\u00f3rias e Hist\u00f3rias. In: OLIVEIRA, J. R. D.;RAMOS, T. O.<em>, et al<\/em> (Ed.). <strong>Mem\u00f3rias, educa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do conhecimento no Instituto Federal da Bahia (IFBA)<\/strong>. Salvador BA: Editora do Instituto Federal da Bahia, 2017.\u00a0 p.24 &#8211; 50.<\/p>\n<p>SANTOS, D. P. Cap. 2 &#8211; O cultivo do conhecimento \u00e9tico, a forma\u00e7\u00e3o de professores e sua praxis na educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica (EPT). In: MOTA, K. R.;PEREIRA , L. L. S.<em>, et al<\/em> (Ed.). <strong>A Forma\u00e7\u00e3o Docente e a Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica: Pesquisas em Foco<\/strong>: Paco Editorial, 2018.<\/p>\n<p>SANTOS, M. A. R.; BRAND\u00c3O, P. P. Base Nacional Comum Curricular e curr\u00edculo da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica: qual o lugar da Diversidade cultural? <strong>Horizontes, <\/strong>v. 36, n. 1, p. 105-118,\u00a0 2018.<\/p>\n<p>SANTOS, R. M. B. <strong>Entre a ordem e o progresso: a Escola de aprendizes art\u00edfices de Natal e a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os \u00fateis (1909-1937)<\/strong>. Jo\u00e3o Pessoa PB: IFPB<strong>: <\/strong>310 p. 2020.<\/p>\n<p>SAVIANI, D. Marxismo, educa\u00e7\u00e3o e pedagogia. In: DUARTE, N. e SAVIANI, D. (Ed.). <strong>Pedagogia hist\u00f3rico-critica e luta de classes na: educa\u00e7\u00e3o escolar<\/strong>. Campinas SP: Autores Associados, 2015.\u00a0 p.59-86.<\/p>\n<p>SAY\u00c3O, M. N. Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na Educa\u00e7\u00e3o Profissional: Sentidos em Disputa. <strong>Arquivos em Movimento, <\/strong>v. 15, n. 1, p. 283-297,\u00a0 2019.<\/p>\n<p>SILVA, C. E. L.; SILVA, L. M. F. Corpo e cultura de movimento: um olhar sobre as pr\u00e1ticas corporais na escola. In: BATISTA, A. P.;DANTAS, A. R.<em>, et al<\/em> (Ed.). <strong>Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica no IFRN: compartilhando Saberes e Experi\u00eancias<\/strong>. Natal RN: Editora do IFRN, 2016.\u00a0 p.132-150.<\/p>\n<p>SILVA, E. C.; MARCONCIN, P. E. P. Forma\u00e7\u00e3o humana e Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na escola. <strong>EFDeportes.com, <\/strong>v. 18, n. 183,\u00a0 2013.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.efdeportes.com\/efd183\/formacao-humana-e-educacao-fisica.htm &gt;.<\/p>\n<p>SILVA, E. M.; FRAGA, A. B. A hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na educa\u00e7\u00e3o profissional: entrada, sa\u00edda e retorno \u00e0 Escola Federal de Porto Alegre. <strong>Revista Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte, <\/strong>v. 28, n. 2,\u00a0 2014.<\/p>\n<p>SILVA, K. G. X. Pr\u00e1ticas na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar Frente aos Desafios da Diversidade. <strong>Temas em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Escolar, <\/strong>v. 4, n. 2,\u00a0 2019.<\/p>\n<p>SILVA, M. B. Implica\u00e7\u00f5es da Categoria Cultura na Legitima\u00e7\u00e3o da Cultura Corporal como Objeto de Conhecimento da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. <strong>Revista Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2nea, <\/strong>v. 16, n. 42,\u00a0 2019a.<\/p>\n<p>SILVANO, S.; ORTIGARA, V. Curr\u00edculo de forma\u00e7\u00e3o ampliada e teoria da atividade de ensino na Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica escolar. <strong>Pr\u00e1xis Educativa, <\/strong>v. 11, n. 2, p. 464-481,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>SOARES, C. L.\u00a0 et al. <strong>Metodologia do ensino de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/strong>.\u00a0 S\u00e3o Paulo SP: Cortez Editora, 2013. 87p.<\/p>\n<p>SOARES, E. Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica no Brasil: da origem at\u00e9 os dias atuais. <strong>Lecturas: Educaci\u00f3n f\u00edsica y deportes<\/strong>, n. 169, p. 3-5,\u00a0 2012.<\/p>\n<p>SOARES, S. L.\u00a0 et al. Os par\u00e2metros curriculares nacionais \u2013 \u00e1rea educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica: reflex\u00f5es pertinentes ao documento. In: FERREIRA, H. S. (Ed.). <strong>Abordagens da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica escolar: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong>. Fortaleza CE: EdUECE, 2019.\u00a0 p.160-178.<\/p>\n<p>SOBRINHO, J. P. D. S.\u00a0 et al. <strong>A forma\u00e7\u00e3o do ser omnilateral e a cultura corporal<\/strong>. <u>XVI Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias do Esporte\/III Congresso Internacional de Ci\u00eancias do Esporte<\/u>. Salvador BA: SOAC 2009.<\/p>\n<p>SOUZA, A. A. S. A Responsabilidade Como Princ\u00edpio \u00c9tico em Jean-Paul Sartre. <strong>Controv\u00e9rsia, <\/strong>v. 13, n. 3, p. 17-25,\u00a0 2018.<\/p>\n<p>SOUZA, A. L. D. <strong>Educa\u00e7\u00e3o em valores no contexto escolar: Um estudo de caso. 2016<\/strong>. 2016. 139p. (Mestrado). Centro de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Desportos, Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Vit\u00f3ria ES.<\/p>\n<p>SOUZA, F. C. S. Ensino m\u00e9dio integrado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o profissional: expans\u00e3o e desafio para os institutos federais. In: SOUZA, F. C. S. (Ed.). <strong>Livro 3: Did\u00e1tica e Pr\u00e1tica de Ensino na rela\u00e7\u00e3o com a Sociedade<\/strong>. Fortaleza CE: UECE, 2014.<\/p>\n<p>SOUZA, I. M. A. <strong>A aplica\u00e7\u00e3o dos temas transversais nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica-ensino m\u00e9dio integrado<\/strong>. 2013. 205p. (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal RN.<\/p>\n<p>SOUZA, J. V. D. <strong>Metodologia de ensino da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica: O ensino m\u00e9dio em evid\u00eancia<\/strong>. 2017.\u00a0 (Gradua\u00e7\u00e3o). Instituto de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esportes, Universidade Federal do Cear\u00e1, Fortaleza CE.<\/p>\n<p>SP\u00cdNDOLA, M.; MOUSINHO, S. H. A constru\u00e7\u00e3o dos valores no ambiente escolar: um estudo de caso. <strong>EaD em Foco, <\/strong>v. 1, n. 1, p. 137 &#8211; 144,\u00a0 2010.<\/p>\n<p>TEIXEIRA, T. N. A. <strong>Mem\u00f3rias das pr\u00e1ticas escolares de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica no curso de magist\u00e9rio do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Assis Brasil (Pelotas\/RS, d\u00e9cada de 1970)<\/strong>. 2018. 125p. (Mestrado). Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas RS.<\/p>\n<p>TONET, I. <strong>Em Defesa do Futuro<\/strong>.\u00a0 Macei\u00f3 AL: EDUFAL, 2005. 144p.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/books.google.com.br\/books?id=BRhJ9ESESZsC&amp;lpg=PP1&amp;hl=pt-BR&amp;pg=PP1#v=onepage&amp;q&amp;f=false &gt;.<\/p>\n<p>TRIANI, F. S.\u00a0 et al. Dimens\u00f5es sociais do esporte: o curr\u00edculo escolar em perspectiva. <strong>FIEP Bulletin On-line, <\/strong>v. 86, p. 1-7,\u00a0 2016.<\/p>\n<p>UNESCO. A UNESCO e o esporte.\u00a0 2013.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000221313 &gt;. Acesso em: 09 jun 2020.<\/p>\n<p>VASCONCELOS, A. L. <strong>As dimens\u00f5es sociais do esporte na cobertura jornal\u00edstica esportiva do Correio Braziliense<\/strong>. 2007. 35p. (Gradua\u00e7\u00e3o). Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia DF.<\/p>\n<p>VIEIRA, M. M. M.; VIEIRA, J. A. Educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o humana na sociedade do conhecimento. <strong>Reflex\u00e3o e A\u00e7\u00e3o, <\/strong>v. 21, n. 2, p. 115-133,\u00a0 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":172,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Livros Acad\u00eamicos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-09-30T17:52:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-01-09T20:31:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept-642x1024.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"642\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"81 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept\"},\"author\":{\"name\":\"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a\"},\"headline\":\"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT &#8211; Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (EPT)\",\"datePublished\":\"2020-09-30T17:52:24+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-09T20:31:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept\"},\"wordCount\":16408,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/09\\\/educacao-fisica-e-ept.png\",\"articleSection\":[\"Educa\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept\",\"name\":\"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/09\\\/educacao-fisica-e-ept.png\",\"datePublished\":\"2020-09-30T17:52:24+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-09T20:31:46+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a\"},\"description\":\"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/09\\\/educacao-fisica-e-ept.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/09\\\/educacao-fisica-e-ept.png\",\"width\":2938,\"height\":4688},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/educacao\\\/educacao-fisica-e-ept#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT &#8211; Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (EPT)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/\",\"name\":\"Livros Acad\u00eamicos\",\"description\":\"Livros Acad\u00eamicos Gratuitos\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a\",\"name\":\"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias\"},\"description\":\"Graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o (USC\\\/2005). Mestre em Neuroci\u00eancias e Biologia Celular pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\\\/2010).Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\\\/2014).Docente efetivo do Instituto Federal do Amap\u00e1 (IFAP), com experi\u00eancia em ensino desde 1989.Orientador e pesquisador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (PROFEPT - IFAP).\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.nucleodoconhecimento.com.br\\\/livros\\\/author\\\/claudio-alberto-gellis-de-matos-dias\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno","description":"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno","og_description":"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.","og_url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept","og_site_name":"Livros Acad\u00eamicos","article_published_time":"2020-09-30T17:52:24+00:00","article_modified_time":"2023-01-09T20:31:46+00:00","og_image":[{"width":642,"height":1024,"url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept-642x1024.png","type":"image\/png"}],"author":"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias","Est. tempo de leitura":"81 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept"},"author":{"name":"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a"},"headline":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT &#8211; Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (EPT)","datePublished":"2020-09-30T17:52:24+00:00","dateModified":"2023-01-09T20:31:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept"},"wordCount":16408,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept.png","articleSection":["Educa\u00e7\u00e3o"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept","name":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT- Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecno","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept.png","datePublished":"2020-09-30T17:52:24+00:00","dateModified":"2023-01-09T20:31:46+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a"},"description":"Esta obra faz parte da pesquisa desenvolvida pelo meu orientando no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#primaryimage","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept.png","contentUrl":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/educacao-fisica-e-ept.png","width":2938,"height":4688},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/educacao\/educacao-fisica-e-ept#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e EPT &#8211; Tem\u00e1ticas em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (EPT)"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#website","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/","name":"Livros Acad\u00eamicos","description":"Livros Acad\u00eamicos Gratuitos","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/#\/schema\/person\/0d4b03f924e7414c5661e9a37a97ce0a","name":"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/58f9d51f8db2d59be95bc5bb0331bf78bf80ed3d35f6af1eae7c1b2b9d3c6b8e?s=96&d=mm&r=g","caption":"Cl\u00e1udio Alberto Gellis de Matos Dias"},"description":"Graduado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o (USC\/2005). Mestre em Neuroci\u00eancias e Biologia Celular pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2010).Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA\/2014).Docente efetivo do Instituto Federal do Amap\u00e1 (IFAP), com experi\u00eancia em ensino desde 1989.Orientador e pesquisador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (PROFEPT - IFAP).","url":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/author\/claudio-alberto-gellis-de-matos-dias"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1261,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149\/revisions\/1261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/livros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}