A Importância da Psicomotricidade no Desenvolvimento das Crianças nos Anos Iniciais

0
11074
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
A Importância da Psicomotricidade no Desenvolvimento das Crianças nos Anos Iniciais
3.9 (77.78%) 9 vote[s]
ARTIGO EM PDF

BESSA, Larissa Aparecida Silva [1], MACIEL, Rosana Mendes [2]

BESSA, Larissa Aparecida Silva; MACIEL, Rosana Mendes. A Importância da Psicomotricidade no Desenvolvimento das Crianças nos Anos Iniciais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 01, Ed. 01, Vol. 12, pp. 59-78, dezembro de 2016. ISSN: 2448-0959

RESUMO

É por meio de fatos simples que ocorrem no dia a dia de uma criança, que percebemos o quanto ela se desenvolve e amplia seu conhecimento. A psicomotricidade trabalha preventivamente, auxiliando em minimizar as deficiências de aprendizagem ou ate mesmo em interagir-se no mundo em que vive. A escola proporciona um leque de atividades que ajudam a formação estrutural do aluno. A alfabetização, o movimento, o cognitivo, o afetivo e o comportamento do ser cabem ao trabalho psicomotor a ser associado com aprender e divertir. Após estudos, artigos lidos e estudados, foi possível compreender a suma importância que a psicomotricidade tem em relação ao desenvolvimento global da criança. Principalmente se iniciado nos anos iniciais.

Palavras-chaves: Criança, Psicomotricidade, Desenvolvimento, Educação Física.

INTRODUÇÃO

A psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem e seu movimento em relação ao seu redor. É um meio preventivo de déficits na aprendizagem e também no desenvolvimento motor, além de auxiliar na construção de sua personalidade, organiza o cognitivo da criança, através de execuções de atividades onde trabalham desde o andar, o pular até mesmo o colorir.

Pode ser utilizada para favorecer o desenvolvimento físico, quanto psicológico das crianças. O processo do desenvolvimento evolui facilmente introduzindo as atividades psicomotoras, que vem proporcionando equilíbrio, coordenação motora, esquema corporal, e varias outras expressões corporais a partir dos movimentos.

A contribuição da psicomotricidade nos anos iniciais é de grande significância pois é trabalhada de maneira expressiva e relaciona diretamente com o corpo da criança, desenvolvendo assim mais profundamente todas as etapas do processo do desenvolvimento. Por meio das atividades as crianças além de se divertirem irão aprender a criar, inventar, e a se relacionar melhor com o meio social.

METODOLOGIA

A pesquisa teve em primeira instância a utilização e leitura de livros, artigos e estudo a revisão de literatura, com buscas de artigos publicados em bases on-line de dados científicos, como o Google Acadêmico.

A coleta de dados web-bibliográfica, realizada entre fevereiro e outubro de 2016, será norteada por artigos publicados entre 2006 e 2016; com a utilização das palavras chaves. Para a seleção das fontes foram consideradas como critérios as bibliografias que abordam a Educação Física, especialmente a importância da Psicomotricidade nos anos iniciais.

Para chegar aos resultados esperados, através da pesquisa em apreço, foram pesquisados e discutidos os estudos, abordando todos os benefícios e importância da Psicomotricidade inserida durante o desenvolvimento de uma criança no contexto da Educação Física Escolar.

Desenvolvimento da criança: cognitivo, afetivo e motor

A Psicomotricidade existe em tudo que é movimento, seja atividades ou jogos, que auxilia a desenvolver a motricidade das crianças, para conseguir dominar seu próprio corpo, cabe ao desenvolvimento global uma maneira essencial para constituir um corpo uniformemente desenvolvido.

É a partir do corpo humano que há uma interação entre o mundo e o corpo, a capacidade de obter conhecimento ter uma opinião própria, através de experiências vividas.

“Todas as experiências da criança (o prazer, a dor, o sucesso ou fracasso) são sempre vividas corporalmente. Se acrescentarmos valores sociais que o meio dá ao corpo e a coerção de suas partes, este corpo termina por ser investido de significações, de sentimentos e de valores muito particulares e absolutamente pessoais” (VAYER, 1984, P.76).

Fonseca (1988), define-se o marco psicomotricidade como ponto de partida. “A palavra do grego psyqué= alma/mente e do verbo latino moto= mover-se consequentemente, 18 fortemente, sendo um conjunto de palavras que está ligada ao movimento corporal e ao seu verdadeiro motivo da ação que pretende alcançar. ”

Além de ser a base vital para o processo de aprendizagem para as crianças, a psicomotricidade prevê uma formação de motricidade, afetividade e psicológico, dando oportunidades a jogos e brincadeiras a ter um papel de conscientização sobre seu próprio corpo.

“A psicomotricidade é um grande estudo sobre o homem e seus três polos: o intelectual (aspectos cognitivos), o emocional (aspectos afetivos) e o motor (aspectos orgânicos) ” GALVANI, 2002.

Ao perceber os estímulos ativos por meio de sensações ou sentimentos sobre objetos ou ate mesmo movimentos o corpo estará ampliando experiências e melhorando o cognitivo.

A inteligência é multifacetada e composta por muitos tipos de capacidades ou competências, sendo o resultado de uma combinação complexa de influências genéticas e ambientais. Portanto, de acordo com Oliveira (2005), a inteligência é uma adaptação ao meio e, para que isso possa ocorrer, necessita, inicialmente, da manipulação dos objetos do meio pelo indivíduo. (FONSECA 1998)

Desenvolve-se um comando mental de sua expressão motora, proporciona-se uma aprendizagem concreta e a preservação da saúde mental e física. Além de ajudar no pensamento e formação da sua personalidade, o estudo irá mostrar a suma necessidade de estudar e trabalhar o psicomotor da criança. Através de analises, estudos e experiências do dia a dia, são expostos conceitos de como ela auxiliará no desenvolvimento significativo e na busca de recursos para mostrar suas potencialidades.

A escola e a família são um meio fundamental para o desenvolvimento deste, pois é na Educação Infantil que a criança tem experiências novas e interessantes para a abordagem e compreensão corporal da psicomotricidade.

Procure estruturar condições para ocorrência de interações professor-aluno, objetivo de estudo, que levem à apropriação do conhecimento. Estas considerações, em conjunto, têm sérias implicações para a Educação: procede-se na aprendizagem, do social para o individual, através de sucessivos estágios de internalizarão, com auxílio de adultos ou de companheiros mais experientes (DAVIS; OLIVEIRA, 1994, p. 22).

O cognitivo será formado com expressividade, pois crianças que se interagem, brincam tendem a ter um comportamento melhor.

Nos dias atuais preocupa-se em fazer estímulos para a criança praticar atividades, mas sem se livrar do lado lúdico, induzindo a criança realizar atividades que proporcionam desenvolvimento ao mesmo tempo prazerosa e com o proposito de desenvolver integralmente a integridade das crianças.

É nessa etapa do desenvolvimento que a criança compreende o desenvolvimento do corpo não somente no meio escolar, mas também no dia a dia desta. A Educação Física enfatiza que é essencial inserir a criança na abordagem da psicomotricidade.

A Educação Física pode ser definida como ação psicomotora exercida pela cultura sobre a natureza e o comportamento do ser humano. Ela diversifica-se em função das relações sociais, das ideias morais, das capacidades e da maneira de ser de cada um, além de seus valores. É um fenômeno natural que se consiste nas ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer determinados comportamentos, permitindo, assim, as transformações (MOLINARI E SENS, 2003 p.86).

A psicomotricidade é desenvolvida nas aulas de Educação Física através de atividades que venha desenvolver o corpo como um todo: afetivo, cognitivo e psicomotor, onde as crianças promovem uma integração e um amplo espaço de aprendizagem a partir dos estímulos dados no seu mundo dentro ou fora da escola, além de superar seus limites e sua relação social a psicomotricidade ira resolver e superar seus limites, ajudando o cognitivo e os problemas relacionados a aprendizagem, formando uma criança ativa, saudável e inteligente.

Psicomotricidade é a ciência que tem como objetivo de estudo o homem por meio do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE 1999)

Em meados de 1870 a psicomotricidade evidenciava uma correlação entre desenvolvimento da psicomotricidade a atividade e inteligência, ou seja, um paralelo psicomotor que tinham objetivo de definir o corpo e mente.

Corpo e mente deve ser entendida como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter um assento na escola, não um (a mente) para aprender e o outro (o corpo) para transportar, mas ambos para se emancipar. Por causa dessa concepção de que a escola só deve mobilizar a mente, o corpo fica reduzido a um estorvo que, quanto mais quieto estiver, menos atrapalhará (FREIRE; 1989, p. 13).

Na década de 70, autores defendiam a psicomotricidade visando como um meio de ajudar na dificuldade da participação de uma criança no meio do aprender, desenvolvendo cada potencial do indivíduo que objetiva a importância da relação entre afetivo e emotivo.

Ao brincar a criança manifesta suas capacidades de forma espontânea, a pé escola abrange movimentos fundamentais e um repertorio rico e concreto que servirá de esboço para construir um equilíbrio sócio afetivo.

A emoção e o ato motor atuam unidos no desenvolvimento do indivíduo; a emoção é como que uma espécie de presença que está ligada ao temperamento dos hábitos do mesmo. A emoção imprime tom ao movimento corporal; a cada emoção diferente o corpo irá reagir de acordo com o temperamento emocional do ser humano, resultado da interatividade entre a motricidade e a atividade emocional. (WALLON, 1971)

O motor, o cognitivo e o afetivo andam lado a lado com a aprendizagem. Ao explorar um ambiente onde a objetos, indivíduos e diferentes formas de ver o mundo, o corpo explora com o auxilio da inteligência varias interpretações. A inteligência o corpo e a emoção necessitam de relação reciproca para haver evolução, pois oferece a criança elementos básicos e essenciais para sua formação significativa.

Os movimentos corporais e as aquisições intelectuais ocorrem de formas progressivas e interligadas. Do ponto de vista psicomotor, existem pré-requisitos para que a criança aprenda a ler e a escrever. Portanto, é necessário que ela possua bom domínio do gesto, do instrumento, da lateralização, da estruturação espacial, da percepção temporal, e da discriminação auditiva, e visual antes de ser alfabetizada (BRENELI; SOUZA; SISTO; OLIVEIRA; FINI, 1996).

Se a criança tem dificuldades e isso impede de chegar ao cognitivo, ocorreu através de desrespeito a faixa etária, a educação lançada nos anos iniciais. Ou pulou etapas, ou algum outro aspecto aconteceu em sua educação psicomotora.

É necessário trabalhar seriamente esse desenvolvimento nos alunos pois o trabalho ao iniciado nos anos iniciais deve ser continuo ate a sua formação escolar. De acordo com Alves (2008), “O trabalho com o meio psicomotor tende a ser baseado na educação, objetivando o desenvolvimento das capacidades e rendimento, visando à eficiência e adequando aos diferentes níveis de habilidade, respeitando a personalidade e vontade e a motivação do educando.  O objetivo dessa pesquisa é a favor do aprimoramento e aumento da percepção do corpo humano e o desenvolvimento de todos os movimentos que visam a aumentar a capacidade e potencialidade de nossas crianças.

A educação psicomotora deve ser considerada como uma educação de base na escola primária. Ela condiciona todas as aprendizagens pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar seu tempo, adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. A educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade; conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações difíceis de conduzir quando já instaladas (LE BOULCH; 1988, p. 11).

Possibilita-se uma melhora integral, ao desenvolver a psicomotricidade, como controlar seus movimentos ou perceber alguém ou algum objeto ao seu lado, a percepção vem de diferenciações visuais ou auditivas, além de estimular a criatividade auxilia no raciocínio logico das crianças.

Aspectos desenvolvidos na psicomotricidade funcional (coordenação motora, lateralidade, noção espaço temporal).

A psicomotricidade no desenvolvimento da criança visa favorecer o desenvolvimento cognitivo, afetivo-social e psicomotor procurando envolver jogos e atividades lúdicas para proporcionar um processo de ensino-aprendizagem significativo.

“A infância é um período muito intenso de atividades: as fantasias e os movimentos corporais ocupam quase todo o tempo da criança. ” (FREIRE 1989)

Os anos iniciais favorecem a criança que está em fase de crescimento atividades prazerosas, respeitando sempre suas características individuais.

“A Psicomotricidade é hoje concebida pela integração superior da motricidade, produto de uma relação entre a criança e o meio e instrumento através do qual a consciência se forma e se materializa”.  (FONSECA 1988)

O estudo dos benefícios que Psicomotricidade na Educação Infantil pode proporcionar, tem uma imensa importância, assim os profissionais da área precisarão de uma nova atuação, como conhecer o indivíduo em desenvolvimento, atendendo suas necessidades, respeitando suas limitações e individualidades de cada um.

Com o brincar a criança perde seus pavores, desesperos angústias e impasses. Brincando a criança entra em um novo mundo de aprendizagem, onde ela cria, desenvolve e estimula sua curiosidade, seu conhecimento e suas habilidades, além de desenvolver o pensamento, concentração e sua atenção.

Brincar é o melhor método para tal desenvolvimento, suas potencialidades e caminhar, de descoberta em descoberta, cria respostas de soluções e aprende com cada vivência e experiências com as demais. Ao descobrir algo novo, a criança aguça sua curiosidade, passando a manifestar, através das formas mais variadas de expressão (brincadeiras, desenhos, moldagens e músicas), as bases de sua personalidade em desenvolvimento.

O desenvolvimento da criança vem através do mover, da sua criatividade, do seu ver as coisas como uma forma de aprender, tendo em vista buscar uma forma onde a criança se desenvolva suas habilidades, proporcionando e contribuindo para seu melhor desempenho.

As atividades que as crianças exercem estão sempre em andamento e adaptações, mas cheias de objetivos. Observamos esses objetivos através de seu comportamento, quanto no seu desenvolvimento motor, quanto no mental.

“A criança faz-se entender por gestos nos primeiros dias de sua vida, e até o momento da linguagem o movimento constitui quase que a expressão global de suas necessidades. ” (FONSECA, 1998, p.216)

Na visão de Piaget, segundo La Taille et al. (1992), as crianças são capazes de reconhecer e, especialmente de representar, somente aquelas formas que possam reconstruir efetivamente a partir de suas próprias ações. Já tem a capacidade de se sobressaírem em atividades onde o movimento é feito pelo seu próprio corpo, o andar, o pular, o saltar delimita uma habilidade de instinto, não havendo necessidade de adaptar seus movimentos. O mover-se ajuda na aquisição do cognitivo da criança. Segundo ele a motricidade desempenha papel vital na inteligência antes da aquisição da linguagem, o que distingue a sua posição das afirmações de Wallon.

Desde o nascimento há uma fusão afetiva que se expressa através de fenômenos motores, organizando-se posteriormente o que ele vem chamar de diálogo tônico, representando tanto um investimento corporal, quanto afetivo. A diferença para Piaget é estrutural, onde qualquer ação se qualifica como estrutura afetiva, enquanto que o esquema como organização sensório-motora constitui uma estrutura cognitiva. (WALLON apud LA TAILLE et al., 1992)

A psicomotricidade em si, visa demonstrar o quanto é importante desenvolver na criança os seus aspectos de vida no seu comportamento se relacionando a criança com seu próprio corpo. O movimento está com a criança desde quando ela nasce, suas estruturas vão se desenvolvendo a partir de alguns elementos que se trabalhados auxiliam no desenvolvimento desta até a sua maturação completa.

Existem três componentes básicos ao procedimento do ensino-aprendizagem: o esquema corporal, a lateralidade e a orientação espaço-temporal.

Esquema Corporal

É o conhecimento do seu próprio corpo, de suas atitudes, postura e de seus movimentos que o corpo pode fazer, tanto em repouso, quanto em movimento. A etapa do corpo vivido se dá pela vivência do movimento, a visão do corpo como um todo.

O esquema corporal apresenta quatro etapas: O Corpo Vivido; O Conhecimento das Partes do Corpo; A Orientação Espaço-Temporal e a Organização Espaço-Corporal. No estágio do ‘corpo vivido’, o saber emotivo do corpo, e do espaço termina com a aquisição de numerosas praxias, que permitem a criança perceber seu corpo como peça completa no mecanismo da relação. (LE   BOULCH 1986, p.71)

Lateralidade

A dominância lateral se define ao crescer da criança, por fatores neurológicos que acontecem durante seu crescimento e por seus hábitos.

É ao redor dos 04 anos, que a preferência   lateral   da   criança   se   afirma.   Alguns   têm, já   nesta   idade, a   predominância do lado esquerdo, que se reforça progressivamente, outras a tem do lado direito, que também vai se reforçando. (LE BOULCH  1987 p.61)

O bebê quando nasce não tem opção por nenhum lado do corpo, ele posiciona seus membros de acordo com o lado que sua cabeça estará virada. No terceiro mês o bebê já começa a movimentar do mesmo modo os membros, logo tendo sua dominância por um de sua preferência.

Quando a lateralidade está definida é considerada homogênea, cruzada quando implica em resultados criados em lados opostos ou ambidestra á medida que resulta em eficiência em ambos lados.

A lateralidade pode ser de quatro tipos:

Ocular: Refere-se à movimentação dos olhos. Quando se movimentam mais concentradamente, e o outro mais disperso.

Manual: Refere-se à movimentação da mão e dos dedos. Agilidade da mão, mais praticidade na escrita.

Pedal: Relaciona-se a movimentação dos pés, quando chuta uma bola, quando o usa como apoio e o outro uma diferente ação.

Auditiva: Diz respeito a capacidade de ouvir. No qual se atende um telefonema, quando sempre se olha para o mesmo lado: o dominante.

O desenvolvimento da definição da lateralidade caminha junto com uma boa escrita, englobando a sentido espacial e temporal. Quando a criança começar a ter preferência por algum lado, não mude, apenas trabalhe com este dominante para melhorar no seu andamento.

Orientação Espaço-Temporal

É a visão do seu corpo no meio, a consciência deste em relação a coisas e pessoas. É o espaço onde o indivíduo organiza objetos, se organiza para executar seus movimentos e até mesmo locomover-se.

É uma tomada e percepção de diversas situações do individuo organizar as coisas que estão a sua volta, movimentando-as. Está dividida em quatro etapas: o conhecimento das noções, a orientação espacial, a organização espacial e a compreensão das relações espaciais. (LE BOULCH 1987)

Para as fases do processo de desenvolvimento da orientação temporal, engloba também o ritmo, que contém consciência de ordem, de sucessão, de duração e de alternância. Para Claude Coste (1992, p.62), “o ritmo é o fator de estruturação temporal que sustenta a adaptação ao tempo”.

O ritmo representa uma sistematização das manifestações que acontecem consecutivamente, tanto no aspecto motor quanto ao perceber os sons da linguagem. Sendo assim se situando tanto no passo da percepção como ao da motricidade.

A orientação no tempo adequado, fará com que o movimento se encaixe no espaço e seja possível executar o seu deslocamento ou de um objeto.

Nas crianças é muito importante frisar a necessidade de trabalhar a noção deste espaço para que ela se desenvolva com sucesso e diversão, ou seja, ela desenvolva brincando.

O espaço da casinha; as tentativas de organizar zonas circunscritas utilizando bancos, mesas, prateleiras de plástico colorido com gavetas para pino de encaixe; o balcão baixo de madeira formando uma divisória; os colchonetes; o painel com gravuras de animais conhecidos (cavalo, gato, pássaros, cachorro, leão, peixe etc.); o espelho com duas poltroninhas ou almofadas em frente, sobre o tapete (espaço de busca de identidade) – tudo isso permitiu gostosa movimentação pela sala. As crianças andavam de um lado para outro, ora em busca de um objeto, ora de outro; ora apontando os dedinhos para as gravuras, mostrando conhecer algo que ali se apresentava. […] Em outra ocasião, coloquei sobre as mesas, no centro da sala, livros de história, revistas infantis e outras revistas e fiquei a observá-las. Algumas pegaram livros e foram se sentar sobre os colchonetes para folheá-los à sua maneira; outras manuseavam os livros na própria mesa; outras crianças preferiram buscar brincadeiras alternativas que o espaço lhes oferecia intencionalmente. Não é possível pretender que as crianças pequenas façam tudo ao mesmo tempo ou que todas façam a mesma coisa ao mesmo tempo. (THIAGO, 2006, p. 59)

Distância, velocidade e tempo são três necessários componentes para a estruturação temporal da criança ou indivíduo.

Ao formar a noção do espaço temporal além de reconhecer o próprio corpo, nos possibilita movimentar se sequencialmente, e também encontra e situa as partes do corpo em um determinado espaço.

Dominação de gestos, estruturação temporal e orientar-se temporalmente são três importantes princípios da escrita.

A importância da Psicomotricidade no Desenvolvimento das Crianças nos Anos Iniciais

É considerado uma etapa mágica quando se trata de pré-escola, uma vez que nessa etapa que a criança apresenta maior interesse em atividades. A evolução ali criada faz com que os exercícios para desenvolvimento humano como linguagem, teorias e práticas começam a ficar claras, e disso criar sua personalidade.

O desenvolvimento do cognitivo se forma através dos pensamentos da criança, o mundo em que ela vive é cheio de ideias e intuições, que podem passar por fases até a perfeita formação deste.

Na pré-escola o mundo é feito por um olhar mais amplo, onde a criança terá a percepção de mais coisas em seu redor de uma só vez. E isso ocorre durante os anos inicias desenvolvendo também o intelecto, o emocional, o afetivo, o social e o motor.

A educação psicomotora deve ser considerada como uma educação de base na escola infantil. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. A educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade; conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações difíceis de corrigir quando já estruturadas. (LE BOULCH 1984, p.024)

É na pré-escola que as crianças se movimentam por diferentes maneiras, como correr, saltar, arremessar, chutar e outras combinações esses movimentos são essenciais e vão servir de base para adquirir maiores habilidades.

A interação do corpo juntamente com o ambiente torna mais preciso o desenvolvimento das ações motoras da criança. Brincando a criança repete movimentos no dia a dia que vão proporcionando um universo cheio de aquisições significativas.

O desenvolvimento psicomotor é muito importante e a pré-escola tem papel fundamental nesse começo escolar, a conscientização do corpo e um amplo desenvolvimento de seus movimentos vem através de jogos e brincadeiras, a criança aprende e se diverte ao mesmo tempo. Alem de se controlar mentalmente a sua expressão motora proporciona mais aprendizado e se equilibra melhor diante a sociedade.

É a partir da brincadeira que fazem com que a criança se interaja com o real.

A criança poderá utilizar materiais que servirão para representar uma realidade ausente, por exemplo, uma vareta como uma espada, um boneco como filho no jogo de casinha, papeis cortados como dinheiro para ser usado na brincadeira de lojinha. (VYGOSTY, s.d. REGO, 2004, P. 81)

A importância do brincar se da de acordo com a qualidade do brincar.

Segundo Kishimoto,2002, p.68 “Brincar é a fase mais importante da infância, do desenvolvimento humano neste período, por ser a auto ativa representação do interno, a representação de necessidades e impulsos internos. ”

No entanto, auxilia a criança a aprender significativamente atividades prazerosas que proporcionam além de lazer, contribui para o processo de alfabetização.

A infância é uma experiência concreta dos passos do desenvolvimento corpóreo. O movimentar-se exerce benefícios para o ser, desde o nascimento até a velhice. A educação infantil tem o propósito de desenvolver capacidades.

É necessário que a criança consiga atuar de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepções de suas limitações, conhecendo progressivamente seu próprio corpo, brincando, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades. (BRASIL, 1998 a, p. 83)

O desenvolvimento do intelecto e motor são aprimorados enquanto as crianças brincam, pois, são capazes de atribuir positivamente a sua alfabetização. A psicomotricidade atua no esquema corporal, espaços temporais alem de dominar o equilíbrio e sua postura que são ícones importantes para o corpo.

Uma intuição de conjunto ou um conhecimento imediato que temos de nosso corpo em posição estática ou em movimento, na relação das suas diferentes partes entre si e, sobretudo nas relações com espaço e os objetos que nos circundam. Compreende, neste caso, a imagem e o conceito do corpo e suas partes. (MELLO, 1993, p.36-37)

A capacidade de se manter em pé é uma forma simples de mostrar a influencia que a motricidade reage sem forças externas. Estímulos, capacidades perceptivas, movimentos voluntários e complexos é o resultado que a psicomotricidade vem trabalhando de maneira rica e ampla com introdução de diferentes atividades monitoradas pelo educador ou ate mesmo no dia a dia de cada criança.

O corpo humano é um exemplo de demonstração de nossos sentimentos. A psicomotricidade requer a compreensão do ser humano e a sua volta e a ajuda do profissional da Educação Física é indispensável. “A qualidade da vida é a qualidade do ser, e não do ter”. (2002, s.p.)

A educação infantil é a fase escolar que tem maior importância, pois é quando ainda é possível melhorar a estrutura para uma boa adaptação e a realidade, com menos defesas neuróticas. O ideal é uma educação psicomotora relacional em uma sequencia, da Educação Infantil ate a quarta série do Ensino Fundamental. (2002, s.p.)

Para facilitar o desenvolvimento da criança, a psicomotricidade trabalhará o afetivo, o intelectual, o motor, compreendendo sempre a relação que existe entre motricidade e sentimento. Deve ser entendida como a formação completa da criança, pois o cérebro manda e corpo obedece. Isso faz com que a educação psicomotora seja indispensável nos anos iniciais, educando desde o ensino básico até o corpo parar de se movimentar.

Quando a criança se conhece e conhece o corpo do outro através de espelho ou ate mesmo toque, ela elimina obstáculos de movimentos, em relação a imagem corpórea. No entanto a capacidade de se relacionar com o próximo, permite que a criança se expresse se movimente de forma inteligente.

O esquema corporal esta ligado a uma boa caligrafia, a uma boa leitura, então se desenvolvido corretamente não terá problemas com equilíbrio, coordenação e movimentos. A orientação temporal atrapalha o desenvolvimento da criança para colocar palavras na ordem correta, trazendo confusão na ordenação de silabas.

A psicomotricidade não pode ser vista do comportar e do aprender, os estímulos serão respostas das sequencias de ações. O processo de aprendizagem exige que as dificuldades das crianças vão se minimizando ao decorrer das atividades. A criança pode se expressar e dominar o seu movimento como a sua linguagem, trazendo eficácia no seu rendimento escolar.

A importância do desenvolvimento das habilidades básicas pode ser vista de uma maneira mais sistemática na pré-escola, que tem a função de fornecer à criança os pré-requisitos necessários para a aprendizagem da leitura e da escrita (DE MEUR; 2001, p. 78).

Na Educação Infantil, a criança tende a aprender com o seu corpo, adquire experiências e organiza seu esquema corporal. A psicomotricidade bem trabalhada irá expandir o crescimento da compreensão da maneira como a criança ira lidar com a consciência de seu próprio corpo. O movimento irá possibilitar uma maior expressão corporal, permitir a se localizar-se seu corpo no espaço.

Os trabalhos desses movimentos são de grande importância e é necessário que a criança se mova e tenha essa estrutura e passe por todos os estágios do processo do desenvolvimento, tanto cognitivo, quanto motor.

As atividades lúdicas irão trazer além de benefícios, irão proporcionar alegria as crianças. Através do brincar a criança desenvolve várias aptidões psicomotoras como correr, saltar, pular, rolar. O profissional da Educação Física também será de grande importância, atividades monitoradas e bem dirigidas, faz com que essa formação ficar ainda mais correta.

Segundo Barreto (2000) ” O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação dos tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo”

A educação de qualquer criança se ressalta através de seus movimentos e da existência do seu corpo no espaço, de acordo com a idade. Para trabalhar a educação psicomotora em uma criança devemos ressaltar a utilização das funções motoras, afetivas e até mesmo as vivências de cada uma, pois a criança busca em todo ambiente se desenvolver explorando o que o mundo que a cerca lhe oferece.

A educação psicomotora deve ser considerada como uma educação de base na escola primária. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares: leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. A educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade: conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações difíceis de corrigir quando já estruturadas (LE BOULCH; 1987, p.11).

A recreação favorece uma maneira de aprendizagem sólida, os hábitos que as crianças trazem de casa ou até mesmo de um coleguinha, faz com que busque em cada ambiente ou indivíduo uma interação de se movimentar e criar a sua personalidade no meio em que vive.

Nos anos iniciais a criança tem uma maior comunicação com os estímulos, o desenvolvimento é espontâneo, e pode ser considerado uma obra que as crianças formam. Seria essencial que toda criança aproveitasse bastante sua infância, pois é nesta primeira etapa que ela descobre um mundo cheio de coisas interessantes, se desenvolve e consegue se interagir igualmente afetivamente e cognitivamente falando.

Ocorre uma grande evolução no desenvolvimento das crianças juntamente com o trabalho psicomotor, a aprendizagem, a escrita e sua leitura tem uma melhoria significante, sentem muita confiança em si mesma, demonstra seus sentimentos com mais emoção, além comunicam com os demais, expande sua criatividade, auxilia na sua maturidade e em sua formação da sua personalidade.

Sob o ponto de vista do ângulo reeducativo, é uma ação pedagógica e psicológica que utiliza a ação corporal com fim de melhorar ou normalizar o comportamento geral da criança, facilitando o desenvolvimento de todo os aspectos de sua personalidade (VAYER; 1977, p. 30).

A psicomotricidade colabora expressivamente para a estruturar o esquema corporal da criança, incentivando a prática de movimentar-se ou até mesmo o ato do brincar, do se divertirem, do criar e explorar, por isso os educadores recomendam cada vez mais o uso e prática de jogos e brincadeiras para se destacarem no desenvolvimento da motricidade.

É na Educação Infantil que a psicomotricidade irá adquirir o seu espaço no desenvolvimento das crianças. O desenvolvimento global da criança tem a necessidade no meio escolar quando os estágios do desenvolvimento da psicomotricidade estão por vir que será por volta dos 06 anos de idade.

É fundamental que há auxilio dos professores, eles que podem intervir no processo de alfabetização e de dificuldades da criança, proporcionando uma otimização da aprendizagem e desenvolvimento como um todo.

Conclusão

É de extrema significância este estudo para mim, percebi ao longo da pesquisa que a Psicomotricidade realmente faz a diferença no desenvolvimento integral da criança. Na educação das crianças é preciso associar movimentos eficazes juntamente com situações do dia a dia, que são simples gestos que pode mudar uma criança inteiramente. Uma criança com um psicomotor bem trabalhado, não terá dificuldades em escrever, ler e até mesmo se interagir com um grupo de pessoas. Então é fundamental que nós Profissionais da Educação Física e pais fiquem atentos ao desenvolvimento dos filhos e que tenhamos compreensão que além de corpo, a psicomotricidade formará mente e alma também, pois a contribuição desta, está presente nas escolas para essa formação global de nossas crianças.

REFERÊNCIAS

FERREIRA,Carlos Alberto; LOVISE .Psicomotricidade /da educação infantil a gerontologia;ano 2000

FONSECA, Vitor da. Psicomotricidade: Filogênese, Ontogênese

http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/297/1/01d13t08.pdf

http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-importancia-da-psicomotricidade-na-educacao-infantil-340329.html

http://www.avm.edu.br/monopdf/7/FERNANDA%20DE%20ALMEIDA%20FERREIRA.pd

http://www.inttegrare.com.br/novidades/noticia/57/qual-a-importancia-da-psicomotricidade-para-o-desenvolvimento-infantil-e-para-aprendizagemBIBLIOGRAFIAS

https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/contribuicoes-da-psicomotricidade-na-educacao-infantil-um-olhar-psicopedagogico

LA TAILLE, Yves de, OLIVEIRA, Marta K., DANTAS, Heloísa.

Piaget, Vigotsky e Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

Manual de Observação Psicomotora: significação psiconeurológica dos fatores psicomotores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

MARINHO, Helena S. Brincar e Reeducar o folclore. Rio de Janeiro: Revinter, 1993

MATTOS,vera , KABARITE,Aline ; Perfil psicomotor / um olhar para além do desempenho/Coleção resumido /Ed.RIO/2005/ Universidade Estácio de Sá

Retrogênese, Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

VIANA, Adalberto Riqueira. VIANA, Eliana. MELO,Waléria de. Coordenação Psicomotora, Volume I. NEGRINE, Airton. Aprendizagem e Desenvolvimento Infantil. Prodil. Vol. 3. Corpo na Educação Infantil. EUCS. Caxias do Sul, 2002. Educação Psicomotora. Editora Pallotti. 1ª edição, Porto Alegre, 1968.

[1] Aluna do Curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas (FPM) formanda no ano de 2016.

[2] Professora e Coordenadora do Curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here