Os Primeiros Socorros na Educação Física Escolar

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Os Primeiros Socorros na Educação Física Escolar
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RODRIGUES, Higor Gramon [1]

RODRUIGUES, Elaine Aparecida Fernandes [2]

RODRIGUES, Higor Gramon; RODRIGUES, Elaine Aparecida Fernandes. Os primeiros socorros na educação física escolar. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 9. pp. 215-234, outubro / novembro de 2016. ISSN. 2448-0959

RESUMO

Por desconhecimento de grande parcela da população sobre primeiros socorros, várias vidas são perdidas em acidentes que poderiam ser solucionados imediatamente, não o são. Esse artigo tem como objetivo fazer uma abordagem acerca de acidentes e primeiros socorros no ambiente escolar. A metodologia utilizada no estudo foi a revisão de literatura. A pesquisa foi realizada em bases on-line como o Google Acadêmico e em repositórios de universidades brasileiras, além de vasta pesquisa em revistas digitais do ramo. A educação física escolar é uma proposta de atividade voltada para o desenvolvimento global dos alunos, em seus aspectos físicos, psíquicos, afetivos e cognitivos. O treinamento de primeiros socorros deve constar na grade curricular de formação do profissional de Educação Física, visto que é de fundamental importância este conhecimento para minimizar danos. Uma grande barreira enfrentada no sistema educacional brasileiro é a falta de preparo dos profissionais para a prestação dos primeiros socorros. O desconhecimento de noções básicas de pronto atendimento é inaceitável, pois saber como prestar socorro a um acidentado de forma eficaz e imediata pode salvá-lo do óbito.

Palavras-chaves: Escola. Pronto atendimento. Criança. Adolescente.

INTRODUÇÃO

Qualquer pessoa está sujeita, em diversos ambientes, às mais variadas situações que podem acarretar um acidente, ou até mesmo à ocorrência de um mal súbito. (1)

A ocorrência de acidentes é tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem e podem ocorrer na rua, em um shopping, e até mesmo dentro de casa. Se falarmos de situações nas quais se pratica atividade física, em academias, nos parques e, principalmente, na escola, o risco de acidentes aumenta ainda mais. (2)

Por desconhecimento de grande parcela da população sobre primeiros socorros, várias vidas são perdidas e acidentes que poderiam ser solucionados imediatamente, não o são. O lapso temporal entre a ocorrência do acidente e a chegada da equipe médica especializada pode significar salvar ou não um ser humano. “As primeiras providências, que podem ser tomadas enquanto não chega auxílio médico, são fundamentais para que se possa salvar uma vida. ” (2)

As escolas e os professores têm um papel importante na promoção da saúde e na prevenção de doenças e acidentes entre crianças e adolescentes nas escolas. Em muitas situações, a falta de conhecimento acarreta em inúmeros problemas, como estado de pânico ao ver a vítima, manipulação incorreta da vítima e solicitação desnecessária do socorro especializado em emergência. É nesse contexto que se torna importante o conhecimento sobre primeiros socorros entre professores de Educação Física das escolas públicas. (3)

No ambiente educacional, principalmente durante os exercícios das aulas de Educação Física, são corriqueiras as situações que demandam a necessária atuação do professor na prestação dos primeiros atendimentos. As ocorrências que necessitam de atendimento de emergência, de um modo geral, são: feridas e hemorragias, corpos estranhos, picadas de animais, engasgos e queimaduras. (1)

Sabendo que a Educação Física, na sua intervenção profissional, trabalha com diversas práticas corporais e suas manifestações, pode-se afirmar que o professor dessa disciplina esta suscetível a vivenciar, durante as suas aulas, situações em que os alunos necessitem de atendimento de emergência, em virtude de lesões causadas pelo movimento do corpo. (4)

Os conhecimentos do professor de Educação Física sobre primeiros socorros não devem ater-se apenas ao profissional. Tais saberes devem ser compartilhados com todos, alunos e demais agentes educacionais, visto que possam realizar, caso seja necessário, o atendimento pré-hospitalar, auxiliando assim o núcleo familiar, bem como toda a sociedade. (1)

Porém, disseminar apenas a teoria, de forma isolada e por poucas vezes, não é o que se almeja. O tema primeiros socorros deve ser anexado ao currículo escolar, de forma que seja assimilado pelos docentes e discentes, criando bons hábitos e atitudes. A saúde, de um modo geral, é um assunto transversal, marcado pela interdisciplinaridade.

[…] o nível de conhecimento dos professores em primeiros socorros e a implementação de planos de emergência dentro do âmbito escolar é de grande importância, permitindo assim o socorro imediato aos alunos, a promoção da saúde, prevenção de doenças, acidentes entre crianças e adolescentes. Sendo assim, fica evidente a importância de pessoas capacitadas, seja nas escolas, seja em qualquer outro lugar, tendo a ciência exata à conduta correta quando em situação de emergência. (5)

O tema “Os primeiros socorros na Educação Física escolar” foi escolhido como objeto de pesquisa diante da necessidade de delinear novas estratégias de interação preventiva, relativas a acidentes no âmbito escolar. O estudo procura alertar quanto à necessidade do conhecimento sobre primeiros socorros, levando os docentes à efetiva formação, prevenindo e garantindo a integridade física do aluno.

Dessa forma, a problemática do estudo é: como o conhecimento sobre primeiros socorros pode auxiliar o professor de Educação Física em seu desempenho profissional?

Esse artigo tem como objetivo fazer uma abordagem acerca de acidentes e primeiros socorros no ambiente escolar. Como objetivos específicos: averiguar quais são as principais causas de acidentes no ambiente escolar; verificar quais os principais procedimentos adotados pelo professor de Educação Física e pela escola frente a acidentes na escola; expor qual a orientação que o profissional teve em seu curso de formação quanto aos socorros de urgência; analisar qual a percepção do profissional sobre a importância dos conhecimentos e procedimentos de pronto atendimento nas escolas.

O profissional de Educação Física, assim como diversos outros profissionais da área da educação, depara-se em seu cotidiano com situações emergenciais, nas quais deve agir com precisão para reverter o quadro acidental. A prática dos primeiros socorros é primordial para prevenir, controlar e impedir que alunos, bem como as demais pessoas que estão na escola, sofram acidentes, e se sofrerem, que o mal acarretado seja o menor possível.

O estudo da prática de primeiros socorros possui grande relevância. É evidente a necessidade de profissionais capazes em prestar socorro de forma eficiente, específica ao caso. O socorro pré-hospitalar é corriqueiramente omisso, sendo costume nada se fazer entre o momento da ocorrência e a chegada da equipe de socorro. A ação durante o lapso temporal ocorrido entre o acidente e a chegada de atendimento emergencial especializado pode significar salvar ou não uma vida.

Conforme exposto, o treinamento de primeiros socorros deve constar na grade curricular de formação do profissional de Educação Física, visto que é de fundamental importância este conhecimento para minimizar danos.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada no estudo foi a revisão de literatura. A pesquisa foi realizada em bases on-line como o Google Acadêmico e em repositórios de universidades brasileiras, além de vasta pesquisa em revistas digitais do ramo.

As palavras-chave utilizadas foram: primeiros socorros, acidentes, métodos preventivos e Educação Física. A pesquisa nortear-se-á por artigos publicados entre 2006 e 2015; a coleta de dados foi realizada entre fevereiro e setembro de 2016.

A importância dos métodos preventivos e do conhecimento das ações de primeiros socorros para evitar acidentes durante as práticas escolares esportivas será a temática considerada como critério para a seleção dos artigos e estudos.

Realizar-se-á uma análise dos materiais para atingir às conclusões esperadas através da pesquisa proposta, confrontando o que já é realizado no ambiente escolar com sugestões de novos métodos.

1. O AMBIENTE ESCOLAR

O ambiente escolar é um local que possui grande incidência de acidentes, visto que as crianças e adolescentes encontram-se aglomerados dentro de um espaço comum, interagindo através de inúmeras atividades motoras e esportivas. Características relacionadas ao desenvolvimento global do indivíduo, como seus aspectos físico, psíquico, cognitivo, idade cronológica e relacionamento social, podem definir as espécies de acidentes que ocorrem dentro daquele ambiente escolar. (6)

Os acidentes são uma preocupação constante dentro do espaço educacional, sendo imprescindível que os agentes educacionais saibam como agir frente a esses eventos, ministrando os primeiros socorros de forma eficaz, evitando, desta forma, complicações consequentes de procedimentos inapropriados. (7)

[…] a criança apresenta interesse em explorar situações novas, para as quais nem sempre está preparada, o que facilita a ocorrência de acidentes. Torna-se importante, o conhecimento dos acidentes mais frequentes em cada faixa etária, para o direcionamento das medidas a serem adotadas para a sua prevenção. (6)

As crianças e os adolescentes são vítimas de acidentes porque a sociedade em geral não se preocupa com a segurança deste grupo, propiciando a eles um ambiente que seja realmente protegido. Isto poderia ser efetivado através de uma legislação eficaz voltada para o aspecto da segurança; bem como através da pró-atividade da comunidade em ações de controle de acidentes e de violências. (7)

1.1. A legislação e os acidentes na escola: direitos e deveres

O artigo 5º da Constituição Federal expõe: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, […]. ” (8)

No artigo 196, do mesmo instrumento normativo, está determinado:

A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (8)

No âmbito criminal, o Código Penal assevera em seu artigo 135:

Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, […] à pessoa extraviada ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena – detenção de 1 a 6 meses, ou multa. Parágrafo único – A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada se resulta a morte. (9)

O professor de Educação Física é o responsável direto pelos seus alunos. O bem-estar, a segurança e a saúde dos discentes são de sua competência. O Código Civil de 2002 (Lei 10.406/2002) (10), em seu artigo 186, normatiza que o indivíduo, seja por ação/omissão voluntária, por negligência ou se violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. As pessoas durante as práticas esportivas estão sujeitas a acidentes e lesões, mas por ocasião desta determinação legal, o professor possui responsabilidade civil, sendo indenizada a vítima que sujeita a treinamento esportivo sofrer alguma lesão. (6)

As responsabilidades com os alunos e beneficiários das atividades físicas perpassam os direitos constitucionais, civis, penais e, sobretudo, a ética profissional. Sendo assim, é de suma importância que os profissionais de Educação Física estejam treinados, atualizados e preparados para os acidentes e fatalidades que venham a acontecer em seu trabalho e criem uma rotina de atendimento de socorros de urgência que envolva toda a equipe de trabalho. (11)

Em contrapartida, o prestador de socorro deve estar ciente que a vítima pode recusar o atendimento, seja por crença religiosa ou falta de confiança na pessoa que ali realiza o atendimento. A vítima não pode ser forçada, devendo o prestador de socorro certificar-se que o atendimento especializado foi chamado, não deixando a vítima desamparada, monitorando-a e tentando ganhar sua confiança através do diálogo. A vítima pode demonstrar sua negativa em receber o atendimento através de uma simples negativa feita com a cabeça ou empurrando a mão da pessoa que tenta ajudá-la. Caso o prestador de socorro insista em tocar a vítima, isso poderá ser considerado violação dos direitos dela, gerando posteriores indenizações. Desta forma, é importante que testemunhas sejam chamadas para que fique clara a recusa dos primeiros socorros. (12)

1.2. As principais causas de acidentes no âmbito escolar

Afirma-se que o acidente “é um evento não intencional que pode causar lesões e que pode ser evitável no âmbito escolar ou em outros ambientes sociais; por vezes pode caracterizar um conjunto de agravos à saúde. ” (5). De forma similar acidente é conceituado como “evento não intencional capaz de causar lesões físicas ou emocionais, dependendo de sua gravidade, podendo ocorrer em quaisquer ambientes, inclusive na escola. ” (13)

Apesar de ser caracterizado como não intencional, é errôneo afirmar que o acidente é imprevisível, repentino ou inesperado, pois possui causa, origem e determinantes epidemiológicos, sendo possível ser evitado e controlado. Este reconhecimento é fundamental para o abandono da cultura que afirma ser o acidente algo normal no processo de desenvolvimento da criança. (7)

Dentro do ambiente escolar, em qualquer momento, o aluno está exposto a uma série de riscos. Locais como a sala de aula, os corredores, o pátio, as escadas, os banheiros, laboratórios, biblioteca, áreas de recreação e esportes, podem ser determinantes para que o acidente surja subitamente e de um modo repentino, apesar de ser, quase sempre, previsível. A previsibilidade dos acidentes pode estar ligada à grande concentração de crianças e jovens nestes locais na realização de encontros, interações e praticando as mais diversas atividades motoras e esportivas. (6)

O acontecimento de acidentes é tão antigo quanto o aparecimento da humanidade, podendo ocorrer em qualquer local. (2) O grande número de crianças e adolescentes interagindo e se desenvolvendo em diversas atividades motoras e esportivas pode provocar acidentes que, além de causar sequelas físicas, podem atingir o aspecto emocional, levando o aluno ao insucesso escolar. (6)

O ambiente educacional é um local onde se encontra um grande número de crianças em processo de interação e desenvolvimento, no qual devem ser trabalhadas diversas atividades esportivas. Devido a isso, o ambiente se torna propício a acidentes. […] espaços educacionais devem oferecer uma educação física voltada para o desenvolvimento psicomotor, cognitivo e social das crianças e adolescentes, mas o pensar e fazer segurança devem ser observados em todos os momentos da permanência das crianças na escola. (5)

As crianças e os adolescentes sofrem acidentes porque a sociedade na qual estão inseridas não lhes concede um entorno protetor. É preciso reconhecer que a imaturidade e/ou falta de conhecimento são próprias do mundo juvenil. Assim, é necessário o combate à desinformação e à falta de cuidado, promovendo dentro da comunidade um novo conceito sobre segurança. (7)

Os acidentes infantis são um alarmante problema de saúde pública, devido à alta incidência e repercussão. As estatísticas nacionais e internacionais de mortalidade seriam diminuídas se ações educativas preventivas fossem adotadas. As lesões não intencionais causam inúmeras sequelas nas funções motoras, sensitivas, cognitivas e comportamentais. A maioria das sequelas é motora, ficando a criança com dificuldade de locomoção e limitada para exercer suas atividades diárias, como tomar banho e se vestir sozinha. (13)

Os acidentes são causa crescente de mortalidade e invalidez na infância e adolescência e importante fonte de preocupação, por constituírem o grupo predominante de causas de morte a partir de um ano de idade, chegando a atingir percentuais superiores a 70% em adolescentes de 10 a 14 anos, quando se analisam as mortes decorrentes de causas externas (acidentes e violências). Os acidentes ocasionam, a cada ano, no grupo com idade inferior a 14 anos, quase 6.000 mortes e mais de 140.000 admissões hospitalares, somente na rede pública de saúde. (7)

Exemplificando, através das seguintes pesquisas:

Harada (2003) faz referência a uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, que aponta que, a cada ano, 3,7 milhões de crianças sofrem acidentes nas escolas. Outra investigação realizada em 20 escolas participantes do projeto Unimed Vida, na cidade de Blumenau, em 2000, revela que, dos 287 acidentes registrados no período de um ano, verificou-se que 117 (41%) deles ocorreram na quadra esportiva. A maior incidência de acidentes (55%) aconteceu durante as aulas. Colucci (2006) apresenta dados de uma pesquisa feita em 23 escolas públicas e privadas de São Paulo: 78% de crianças vítimas de acidentes se machucaram com adultos por perto. (2)

O acidente possui como causa um agente externo que, somado aos fatores indivíduo e ambiente, permite que determinada quantidade de energia seja repassada do ambiente para o indivíduo. Desta forma, a energia transferida pode ser mecânica (quedas e trombadas), térmica (queimaduras), elétrica (choques) ou química (envenenamento). O acidente é o resultado da inadequação do ambiente, podendo ser evitado se forem implementadas medidas de adequação. (6). As ocorrências mais comuns são: feridas e hemorragias, corpos estranhos, picadas de animais, engasgos e queimaduras. Para alunos da educação infantil, lesões na boca, principalmente nos dentes, e na cabeça e no pescoço, são as mais comuns a nível dérmico e ósseo. (1)

Dentro da escola, acidentes ocorrem levando-se em conta como critério de classificação a faixa etária dos alunos. Assim, nas séries iniciais, uma característica marcante dos alunos é a necessidade de exploração, sempre procurando pelo novo, pelo desconhecido. Por outra perspectiva, a agressividade entre os alunos mais velhos é latente, sendo outra situação que acarreta lesões físicas e emocionais, o chamado bullying. (7)

O quadro de acidentes e de violência dentro da escola é um grave problema de saúde pública. Várias instituições, privatizadas ou não, vêm adotando variadas condutas para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes de possuir um ambiente seguro. Um acidente que ocorre, traz inúmeras consequências negativas para a escola. O direito da criança e do adolescente de permanecer em um ambiente seguro deve ser amplamente resguardado, principalmente porque essas pessoas passam aproximadamente um terço do dia no centro educacional ou no caminho em direção a ele. (2)

2. AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Nos anos 60 e 70, a educação física escolar foi trabalha de maneira errônea, pois era concebida apenas como treinamento esportivo que atendia aos anseios socais e políticos da época. (5)

Atualmente, as aulas de educação física buscam promover o desenvolvimento do crescimento, da cultura corporal, da sociabilidade, aptidões físicas e formação cidadã. (14)

Como exposto, durante as práticas esportivas os alunos estão sujeitos a diversos tipos de acidentes. A seguir, foram expostos os principais procedimentos realizados caso incidentes aconteçam.

2.1 Principais procedimentos adotados frente a acidentes

Os acidentes que ocorrem podem englobar desde corriqueiras contusões, escoriações e câimbras até hemorragias abundantes ou traumatismo craniano. (11)

As fases do socorro, de forma sintetizada: (12)

  • A avaliação da cena é a primeira ação a ser feita no local do acidente, averiguando os riscos que possam colocar em perigo o prestador de socorro. Caso não se verificar algum perigo em potencial, deve-se aguardar a chegada de socorro especializado. Nesta fase, o prestador deve inteirar-se do ocorrido com tranquilidade e eficiência; verificar os riscos para si próprio, para terceiros e para a vítima; criar um plano de ação para ministrar recursos materiais e humanos com intuito de prestar um atendimento célere; proteger a vítima do perigo mantendo a segurança local; não tentar fazer sozinho mais do que o possível; chamar por socorro especializado;
  • Nesta segunda fase, o prestador de socorro verificará e corrigirá problemas que ameaçam a vida em curto prazo, como obstrução das vias aéreas e circulação;
  • Na terceira fase, o prestador de socorro verifica com a vítima, através de uma entrevista rápida, se possível, os sinais e sintomas, alergias, medicações, passado médico, ingestão de líquidos e alimentos, eventos anteriores relacionados a trauma ou doença; faz-se, posteriormente, um exame rápido e aferição dos sinais vitais;
  • Na avaliação física detalhada, que é a quarta fase, examinam-se os pés e a cabeça da vítima, procurando lesões;
  • Na quinta fase, finaliza-se o exame da vítima, avaliando a região dorsal, prevenindo o estado de choque e preparando o transporte;
  • Por fim, na sexta fase verificam-se periodicamente os sinais vitais, mantendo uma constante observação do aspecto geral da vítima.

Através de uma pesquisa realizada (2) verificou-se que com relação a acidentes que ocorrem dentro das instituições de ensino, há uma grande discordância sobre o atendimento ao aluno. Muitas vezes, as Secretarias Municipais de Educação determinam que seja feita apenas a assepsia local e aplicação de gelo no caso e arranhões e cortes. Entretanto, autores aconselham que a escola esteja prepara com um kit de primeiros socorros adequado e disponível. Materiais como talas e bandagens são e grande valia em casos de fratura onde a imobilização é necessária. É proibido também, medicar alunos que estão sob responsabilidade da escola, o que é visto como positivo pelos autores, pois não há um controle individual de medicamentos que podem ser utilizados. No mais, o procedimento adotado frente a acidentes ocorridos na escola é a condução da vítima ao Pronto Socorro, avisando o ocorrido aos genitores ou responsáveis pelo aluno. (6)

2.2. Prevenções de acidentes nas aulas de Educação Física

O ambiente escolar é seguro? A Organização das Nações Unidas fundamentou que o conceito de segurança humana é pautado no desenvolvimento do ser humano, abrangendo a segurança de todos os cidadãos no seu cotidiano: vias públicas, trabalho, lazer, escola e ambiente doméstico.  Ao se referir à escola, há sempre uma ideia de ambiente seguro, porém muitos locais dentro dos colégios são palcos de inúmeros acidentes. (2)

Neste mesmo contexto, afirma-se que a escola deve ser protagonista nas ações de proteção da saúde e do bem-estar infantil, sendo responsável pela idealização e manutenção de planos de segurança, com o intuito de reduzir o número de acidentes, o que gera sofrimento de pais e crianças; garantindo, dessa forma, um local protegido para brincadeiras e atividades escolares. (13)

A maioria das lesões ocorre durante a prática de esportes de recreação e não em competições organizadas. Esse dado é consequência do contato intenso de pessoas que muitas vezes não estão preparadas fisicamente para a execução de determinada atividade. A atividade já é um risco, mas o ambiente e o equipamento utilizado são riscos adicionais em maior ou menor grau. (2)

Com o passar do tempo e devido às boladas, gradis e alambrados desprendem pontas de arames e, portanto, fazem das quadras esportivas um local de risco. Equipamentos e instalações devem ser adequados à maturidade dos participantes. As crianças devem ser ensinadas sobre as regras dos jogos e lembradas que muitas regras existem para sua segurança. (2)

Durante as práticas esportivas, é essencial o respeito às normas do jogo, evitando desta forma lesões. Equipamentos de segurança, calçados e roupas adequadas auxiliam nas práticas preventivas de segurança. No ambiente físico, evitar desníveis nas quadras, preferindo que a superfície seja feita com materiais que absorvam o impacto no momento das quedas, também protegendo colunas e estruturas arquitetônicas. O respeito ao outro auxilia na proteção de todos, devendo-se ensinar às crianças tal conduta, bem como estimular o trabalho em equipe. (7)

Mesmo que os demais funcionários cuidem da limpeza e manutenção do ambiente esportivo, é dever do professor verificar a segurança local. Dessa forma, ele deve ficar atento aos pisos escorregadios, traves quebradas, desníveis do chão, dentre outros problemas que podem causar lesões aos alunos. Primordialmente, o profissional de Educação Física deve ser capacitado e preparado para, em casos emergenciais, agir de forma segura e eficaz, visto que, como será tratado adiante, o professor deve ter um saber pleno, pois a sua prática não pode ser pautada pela tentativa e pelo erro. O erro, neste caso, pode significar sequelas gravíssimas ou até mesmo a morte. (2)

As medidas de prevenção são norteadas por princípios que respeitem a individualidade pessoal e prolongue a vida, aderindo a ações destinadas a contribuir com a saúde e com a prevenção de lesões esportivas. As medidas de prevenção podem ser agrupadas em três etapas: (6)

  • Prevenção primária: aquecimento, roupas e calçados apropriados, hábito alimentar saudável, hidratação, acomodações esportivas adequadas e outros;
  • Prevenção secundária: orientação médica antes do início da prática de atividade física e prognóstico precoce de predisposição às lesões esportivas;
  • Prevenção terciária: avaliação e reabilitação das alterações ocorridas no corpo como consequência da prática de atividade física.

Nos estudos foi averiguado um dado peculiar. Os professores afirmaram que muitos acidentes ocorrem por falta de habilidade do aluno. Dessa forma, os docentes da pesquisa realizada por esses autores afirmam que, apesar da quadra ou do local onde se realizam as aulas serem a maior causa de acidentes, a indisciplina, inabilidade e brincadeiras do próprio aluno são causas de diversos acidentes. (2)

Este dado é reafirmado por Costa (6). O autor aponta seis causas de acidentes nas práticas de Educação Física e a principal conduta de prevenção realizada pelo professor, expostas a seguir:

  • Inabilidade do principiante: inicia-se com exercícios simples e, a partir do desenvolvimento dos elementos motores, são acrescentados exercícios mais complexos. A aula deve ser sempre supervisionada, não permitindo atividades potencialmente perigosas
  • Desigualdade corporal e/ou técnica: ao propor as atividades, o educador deve equiparar o porte dos alunos, dividindo-os por tamanho, maturidade física, experiência e habilidade técnica;
  • Idade: deve-se observar a idade do aluno, de modo a aferir o seu desenvolvimento psicológico e fisiológico;
  • Desprezo ao perigo: o professor deve exigir que os alunos usem os equipamentos de segurança adequados, fazendo também uma prévia vistoria para averiguar se os equipamentos estão em boas condições de uso. O docente também deve averiguar se os alunos estão utilizando os materiais de segurança de forma correta;
  • Causas imprevisíveis: são circunstâncias em que não há como se proteger ou precaver, onde a causa nunca pode ser totalmente eliminada;
  • Supertreinamento: todos têm um limite funcional e este deve ser respeitado.

3 O PAPEL DO PROFESSOR

O professor, bem como todo o centro de ensino, possui papel importante no desenvolvimento da saúde e na prevenção de acidentes entre crianças e adolescentes no âmbito escolar. A falta de conhecimento por parte dos profissionais pode trazer inúmeros problemas, como manipulação incorreta da vítima ou falta de preparo psicológico para atender com eficiência o acidentado. O conhecimento sobre primeiros socorros para professores de educação física é imprescindível, podendo evitar desde o chamamento desnecessário de socorro especializado até manter uma vida. (3)

3.1. O professor está preparado?

Mesmo com o histórico processo de modificação da Educação Física, em sua essência, ela ainda trabalha com o corpo e os seus movimentos. Assim, pode-se afirmar que o professor, durante seu trabalho, está exposto a inúmeras situações que necessitam de atendimento urgente/emergente. Sendo a pessoa mais próxima do lesionado, o professor é o responsável pela primeira prestação de socorro. (15)

O professor de Educação Física deve possuir noções elementares de primeiros socorros dentro do âmbito educacional para agir corretamente quando for necessário. Uma pesquisa realizada expõe que os professores, em média 30%, não se sentem preparados para a ação correta no momento em que for preciso. (3)

O nível de conhecimento dos professores em primeiros socorros e a implementação de planos de emergência dentro do âmbito escolar é de grande importância, permitindo assim o socorro imediato dos alunos, a promoção de saúde, prevenção de doenças, acidentes entre crianças e adolescentes. Sendo assim, fica evidente a importância de pessoas capacitadas, seja nas escolas, seja em qualquer outro lugar, tendo a ciência exata à conduta correta quando em situação de emergência. (5)

Geralmente, os profissionais que possuem pouco conhecimento sobre como agir perante situações de emergência, normalmente, não fazem nada. Dessa maneira, o professor de Educação Física deve estar sempre atento, pois não se sabe qual o momento em que será necessária a prestação de socorro.

O Brasil e o mundo têm presenciado várias fatalidades ocorridas no meio esportivo, mostrando assim o cuidado que devemos ter ao submeter uma pessoa a praticar atividade esportiva, sendo ela criança, adolescente ou idosa. Após estes acontecimentos os clubes e profissionais da área da saúde, tem se envolvido e se preparado mais em relação aos atendimentos de primeiros socorros. (1)

O profissional pode buscar uma amplificação de seus conhecimentos através de cursos de reciclagem. É preciso se adequar periodicamente, através de estudos e treinamentos, para ser possível efetuar um socorro imediato e preciso. Todos devem ter a consciência que agir nestas determinadas situações pode ser complicado e muito difícil. (5)

A falta de conhecimento dos professores de Educação Física em primeiros socorros pode provocar vários problemas aos estudantes, como à manipulação incorreta da vítima ou até mesmo a solicitação às vezes desnecessária do socorro especializado de emergência. […] grande parte dos professores de Educação Física não tem os conhecimentos necessários para fazer frente e efetuar o socorro diante de uma situação de emergência que envolve atitudes relacionadas à prática de primeiros socorros. A responsabilidade do professor ao atender um acidentado na escola é de grande importância, pois este atendimento pode fazer emergir vários agravantes, gerando vários transtornos para a instituição. (5)

A situação atual da educação no Brasil e os problemas atinentes a ela vêm da educação superior, pois não existe uma capacitação específica para os professores. As universidades devem buscar melhorias no processo de qualificação de seus profissionais, repassando tudo o que for necessário para a atuação do professor de educação física. Há uma crescente preocupação das Secretarias Municipais de Saúde em reduzir os índices de acidentes nas escolas públicas. Por este motivo, funcionários são submetidos à capacitação, orientação e noções de salvamento em casos de acidentes. (5)

Em contrapartida, é insuficiente que apenas o professor saiba lidar com situações emergenciais. O conhecimento técnico deve ser partilhado, extravasando o ambiente escolar e chegando ao núcleo familiar do aluno. O professor não deve apenas trabalhar a dimensão procedimental, mas também trazer a teoria e correlacionar os conteúdos. A proposta deve ser norteada pelo autoconhecimento e autocuidado, na dimensão individual e coletiva. A educação é um forte aliada na prevenção de acidentes; bem como para a formação de cidadãos que saibam utilizar os primeiros socorros de forma efetiva em situações que demandem esta prática. (1)

Para respaldar o exposto, inserem-se resultados de uma pesquisa (3), realizada em um município do sudoeste de Goiás:

  • A maioria dos professores teve a disciplina de primeiros socorros durante sua graduação, porém o conteúdo administrado foi considerado insuficiente; posteriormente, a grande maioria dos professores não realizou cursos de capacitação.
  • É importante que além dos profissionais de Educação Física, os demais professores participem de treinamentos em pronto atendimento, melhorando aspectos psicológicos, emocionais e técnicos para proporcionar segurança a todas as pessoas dentro da escola. Afinal, os acidentes podem acontecer em todos os momentos, seja na hora do intervalo ou na entrada/saída da escola.

Em outra pesquisa efetivada, o conteúdo teórico predileto visto por alunos dentro da disciplina de Educação Física foram os primeiros socorros. Essa preferência é respaldada pela aplicabilidade e utilidade durante toda a vida. O aluno consegue, de forma altamente perceptível, extrapolar os conhecimentos adquiridos no âmbito escolar, sendo muito importantes em situações de perigo. (1)

3.2. A importância dos conhecimentos e procedimentos de pronto atendimento nas escolas
“Os primeiros socorros são os primeiros atendimentos prestados a uma vítima que está ferida ou que adoece de força instantânea, seja temporariamente ou de imediatismo. ” (3)

Os primeiros socorros são os cuidados imediatos prestados a uma pessoa, cujo estado físico, psíquico ou emocional acarretem em perigo à integridade de sua saúde ou de sua vida. Estes cuidados são realizados fora do ambiente hospitalar, e possuem o objetivo de manter as funções vitais da vítima, evitando o agravamento de seu quadro estático, até que a assistência médica especializada chegue. (12)

O prestador de socorro que age durante o atendimento pré-hospitalar, ou seja, os primeiros socorros, deve se atentar, primeiramente para sua própria segurança. A pessoa não deve, por impulso, se colocar em situação de risco, tomando atitudes deliberadas e inconsequentes. Além do mais, a seriedade e o respeito são importantíssimos durante uma boa prestação de primeiros socorros. A vítima não deve ser exposta de forma desnecessária e o sigilo sobre as informações pessoais que o prestador de socorro tenha conhecimento durante a ação de socorro deve ser mantido. (12)

Na Educação Física são trabalhadas inúmeras práticas corporais e suas manifestações, sendo o professor suscetível a, durante suas aulas, vivenciar situações em que seus alunos necessitem de atendimento emergencial. O professor, dessa forma, deve ter conhecimento suficiente para agir nestas situações, pois o atendimento realizado por socorristas pode demorar a chegar, trazendo traumas irreparáveis ou até mesmo causando a morte. (15) “Vários estudos apontam que a chance de reanimar um paciente com parada cardiorrespiratória diminui de 7 a 10% por minuto, portanto, sem o devido atendimento, a vítima pode vir a falecer em poucos minutos. ” (11)

Seria interessante que dentro do planejamento escolar fossem adicionadas aulas voltadas para a prestação de primeiros socorros e prevenção de acidentes, capacitando os próprios alunos para este tipo de ocorrência. (2)

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação física escolar é uma proposta de atividade voltada para o desenvolvimento global dos alunos, em seus aspectos físicos, psíquicos, afetivos e cognitivos. A sociedade em geral deve preocupar-se com os praticantes de atividades esportivas, visto que grande parte dos acidentes ocorrem durante os exercícios físicos.

Seja por fatores do próprio aluno, como falta de habilidade ou desconexo de sua faixa etária/tamanho corpóreo inadequado para a atividade; seja por fatores ambientais (quadra esportiva inadequada), os acidentes acontecem e é dever de todos os agentes educacionais preveni-los, criando um entorno protetor para os alunos.

Os acidentes podem ocasionar desde pequenas escoriações ou até mesmo um traumatismo craniano, devendo o profissional de Educação Física, bem como as demais pessoas, pois os acidentes podem ocorrer em qualquer hora e lugar, estar preparados para prestar os primeiros socorros, sempre respeitando os direitos da vítima.

Uma grande barreira enfrentada no sistema educacional brasileiro é a falta de preparo dos profissionais para a prestação dos primeiros socorros. O desconhecimento de noções básicas de pronto atendimento é inaceitável, pois saber como prestar socorro a um acidentado de forma eficaz e imediata pode salvá-lo do óbito. O problema da má formação universitária deve ser reparado com políticas educacionais voltadas para disciplinas relativas a atendimentos de urgência, pois as mesmas extravasam o âmbito escolar e são base para situações rotineiramente enfrentadas em qualquer lugar.

É válido ressaltar que artigos voltados ao tema do presente trabalho são escassos, sendo importantíssima a produção de outros estudos voltados ao assunto para que a comunidade acadêmica e os profissionais de educação física tenham um maior conhecimento em atendimento de urgência, principalmente de modo prático.

REFERÊNCIAS

1) LACERDA, Camila de Sousa; PAIANO, Ronê. Educação física no ensino médio e primeiros socorros: o conhecimento de alunos e professores. VII Jornada de Iniciação científica, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2011. Disponível em:<http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Pesquisa/pibic/publicacoes/2011/pdf/edf/camila_sousa.pdf>. Acesso em: 27 ago. 2016.

2) SOUZA, Paulo José; TIBEAU, Cynthia. Acidentes e primeiros socorros na Educação Física escolar. Revista Digital EFDesportes.com, Buenos Aires, ano 13, n.127, dez. 2008. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd127/acidentes-e-primeiros-socorros-na-educacao-fisica-escolar.htm>. Acesso em: 23 ago. 2016.

3) OLIVEIRA, Rodrigo Ansaloni de; LEÃO JUNIOR, Roosevelt; BORGES, Cezimar Correia. Situações de primeiros socorros e aulas de educação física em municípios do sudoeste de Goiás. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer/Goiânia, v.11, n.20, p. 772-777, 2015. Disponível em: <http://www.conhecer.org.br/enciclop/2015a/situacoes.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2016.

4) SIQUEIRA, Glena Silva de; SOARES, Leiliene Antunes; SANTOS, Rodrigo Ataíde dos. Atuação do professor de educação física diante de situações de primeiros socorros. Revista Digital EFDesportes.com, Buenos Aires, ano 15, n.154, mar. 2011. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd154/professor-de-educacao-fisica-primeiros-socorros.htm>. Acesso em: 21 ago. 2016.

5) MAIA, Maria de Fátima de Matos; et al. Primeiros socorros nas aulas de Educação Física nas escolas municipais de uma cidade no norte do estado de Minas Gerais. Coleção Pesquisa em Educação Física, v. 11, n. 1, p.195-204, 2012. ISSN 1981-4313.  Disponível em: <http://www.fontouraeditora.com.br/periodico/vol-11/Vol11n1-2012/Vol11n1-2012-pag-195a204/Vol11n1-2012-pag-195a204.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2016.

6) GARCIA, Almir Rogério Ruiz. Acidentes e lesões no ambiente escolar: conscientizar e prevenir. 2008. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2140-8.pdf>. Acesso em: 22 ago. 2016.

7) MANUAL de prevenção de acidentes e primeiros socorros nas escolas. Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde – CODEPPS. São Paulo: SMS, 2007. Disponível em: <http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/saude/crianca/0005/Manual_Prev_Acid_PrimSocorro.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2016.

8) BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988.

9) BRASIL. Código (1940). Código Penal Brasileiro. Brasília, DF: Senado, 1940.

10) BRASIL. Código (2002). Código Civil Brasileiro. Brasília, DF: Senado, 2002.

11) SOCORROS de urgência em atividades físicas. Revista E.F., n.28, jun. 2008. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Disponível em:< http://www.confef.org.br/extra/revistaef/show.asp?id=3730>. Acesso em: 21 mar. 2016.

12) SILVEIRA, Elzio Teobaldo da; MOULIN, Alexandre Fachetti Vaillant. Socorros de urgência em atividades físicas: curso teórico-prático. 6.ed. 2006. 32 p. Disponível em: <http://kyokushinkaikan.com.br/ANTIGOSITE/dicas/imagens_dica/Primeiros%20Socorros.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2016.

13) GOMES, Ilana Barros; et al. Acidentes em crianças no ambiente escolar: estudo bibliográfico. Fiep Bulletin on-line, v. 80, Special Edition, 2010. Disponível em: < http://fiepbulletin.net/index.php/fiepbulletin/article/view/1583>. Acesso em: 25 ago. 2016.

14) SOUSA, Jeane Dantas; DANIEL, Maria Miqueline da Conceição. Importância da Educação Física escolar na visão dos alunos de uma escola pública. CONNEPI, 2010. Disponível em: <http://connepi.ifal.edu.br/ocs/index.php/connepi/CONNEPI2010/paper/viewFile/1039/790>. Acesso em: 1 set. 2016.

15) SIEBRA, Patrícia Almeida; OLIVEIRA, José Cleóstenes de. Primeiros Socorros e Educação Física. Webartigos, 2009. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/primeiros-socorros-e-educacao-fisica/35319/>. Acesso em: 31 ago. 2016.

[1] Aluno do curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas (FPM) formando no ano de 2016.

[2]Professora do curso de Educação Física da Faculdade de Patos de Minas. Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).

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