Confrontos e dilemas dos novos tempos: O emprego da Tecnologia na práxis dos docentes do IFMT – Campus Cuiabá MT BRASIL.

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SILVA, Marcio Antunes [1]

SEGOVIA, Ana Maria Cáceres [2]

SILVA, Marcio Antunes; SEGOVIA, Ana Maria Cáceres. Confrontos e dilemas dos novos tempos: O emprego e a tecnologia nas práxis dos docentes do IFMT – Campus Cuiabá – MT –  Brasil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 8. pp. 193-209. Setembro de 2016. ISSN. 2448-0959

Resumo:

Introdução: Existem dois principais desafios nos dias atuais na área educacional do país é a qualificação dos professores, e à atualização desses mesmos professores nos avanços tecnológicos educacional. Embora, aparente dualidade, são realidades diferentes e importantes para o profissional docente. Objetivo: investigar e analisar o processo da inovação tecnológica praticada pelos docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Cuiabá-MT Conclusão: os docentes têm resistido bravamente às mudanças, e mesmo com os avanços tecnológicos em busca de mudanças do foco do ensino para o de aprendizagem. Deste modo, verificou que não será fácil mudar esta cultura escolar tradicional, pois estas inovações neste aspecto são mais lentas. Porem, os alunos estão prontos para a multimídia, mas os professores, em geral, não. Em algumas indagações, nota-se que os docentes sentem-se cada vez o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Verificou-se também que há um desconcerto vivenciado por muitos docentes, pois muitos têm receio de expor suas dificuldades diante dos alunos.

Palavras Chaves: Educação, Tecnologia, Aprendizagem.

1. INTRODUÇÃO

Com o advento da tecnologia novos espaços e possibilidades foram criados, e a educação tradicional ganhou novos rumos. A chegada do computador e de outras tecnologias como a Internet, nos trouxe novos padrões de complexidade, competitividade e mudanças constantes em todos os empreendimentos. A única maneira de não ficar soterrado por essa complexidade e pelas mudanças é através da aprendizagem constante e da resposta imediata.

Diante desse “novo cenário” que se imperam na educação, nos deparamos com docentes que não aceitam uma mudança na postura pedagógica e/ou não estão devidamente preparados para mudanças. Essa ausência de flexibilidade dificulta a disseminação do aprendizado e consequentemente afeta o ensino-aprendizagem do aluno. Para investigar esse “novo cenário” da vida moderna, escolheu-se o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, por viver um momento de transição pedagógico, onde a tecnologias envolve não somente garantir a presença dos meios em sala de aula, mas, principalmente garantir sua integração nos processos curriculares.

Para tanto este estudo foi impulsionado pela seguinte questão norteadora: a evolução tecnológica atinge todas as esferas empresarial, governamental e educacional. E se os docentes do IFMT Campus Cuiabá-MT estão preparados e capacitados para utilizar as ferramentas da tecnologia? Se os alunos buscam o ensino do IFMT Campus Cuiabá-MT por que esta se apresenta preparada para o ensino tecnológico? Se a tecnologia na educação é uma realidade dentro da Instituição IFMT Campus Cuiabá-MT? Se o ensino tecnológico da instituição atende a demanda do mercado de trabalho? E como os docentes se veem inseridos neste mundo tecnológico? Frente a todas essas investigações formulou-se a seguinte problemática: A tecnologia na educação, no ensino-aprendizagem dos alunos do IFMT Campus Cuiabá, MT vem cumprindo sua função, que é facilitar o acesso ao conhecimento?

A temática surgiu impulsionada por vivencia profissional, sendo o autor doutorando atuante na área, e pesquisando sobre diversos temas foi esse que mais chamou sua atenção, pois nas literaturas há a carência de artigos e materiais acerca do tema. E, em decorrência desse ponto de vista, buscou-se proporcionar sua contribuição ao estudo e ao pesquisar sobre o tema notou que cabe ao professor aguçar a curiosidade do educando, trazendo o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. É, nesse momento que se depara com a chamada curiosidade humana, que Paulo freire descreve que antes de qualquer tentativa de discussão de técnica, de materiais, de métodos para uma aula dinâmica assim, é preciso, indispensável mesmo, que o professor se ache “repousado” no saber de que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano. É ela que me faz perguntar, conhecer, atuar, mais perguntar, reconhecer.

O presente estudo teve por objetivo investigar e analisar o processo da inovação tecnológica praticada pelos docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Cuiabá-MT. Já os objetivos específicos: Buscará examinar a empregabilidade da tecnologia no ensino-aprendizagem, bem como desenvolvimento de instrumentos de observação e de controle, dando relevância aos seguintes aspectos de trajetória acadêmica e profissional; Área de atuação dentro da instituição; A importância da capacitação na inserção tecnológica; Influência das redes formais e informais de informações e Influência da política pedagógica institucional de ensino e pesquisa no processo de inovação tecnológica.

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. O TRABALHO EDUCATIVO CRÍTICO

2.1.1 Aspectos Gerais

Segundo Zeichner, o pressuposto da globalidade está se enfatizando a necessidade de que a “prática reflexiva questione também a adequação dos objetivos educacionais frente às diferentes realidades que se colocam, bem como as estruturas e relações de poder que oprimem e que mantém o status quo”.  Em outras palavras entendemos o trabalho educativo como um trabalho essencialmente político. “ […] não há um aspecto político; a educação é política. Ela tem uma educabilidade, quer dizer: há uma natureza política do ato educativo, indiscutível.

A prática do professor crítico-reflexivo, nesse sentido, não serve apenas à sua emancipação, mas também à de seus alunos. Quando um educador é capaz de refletir criticamente e compreender o significado político-social de seu trabalho, ele poderá mais facilmente: “[…] organizar, transmitir e avaliar o conhecimento escolar buscando atender as necessidades dos alunos provenientes das camadas mais pobres da população” .

Assim podemos afirmar que nem sempre os professores, tanto em processo de formação inicial quanto os de continuada, têm consciência do seu papel dentro de um projeto educacional. Os cursos de Formação Continuada devem dar subsídios teórico-metodológicos aos professores para que pesquisem, criem criticamente alternativas educacionais coerentes com suas realidades e anseios dos tempos modernos.

Esta conscientização sobre a importância da reflexão sobre sua atualização precisa ser constante. Porém, nada disso adiantará se não houver a junção de formação de qualidade com vontade própria do profissional.

2.2 OS SABERES PARA A DOCÊNCIA

O saber dos professores é entendido como um saber social. Isto significa que ele não é identificado apenas com o caráter cognitivo, mas também através de relações que ele estabelece no trabalho, com sua identidade pessoal e profissional. O trabalho do professor é envolvido por relações sociais que constituem maneiras de agir, de comunicar, de pensar, de apropriar o desenvolvimento científico e tecnológico, relações estas que participam da estruturação do processo educativo.

Os saberes que os professores adquirem tem significados nas ações do cotidiano escolar. Assim, os saberes dos professores são construídos ao longo das experiências práticas, da formação docente e principalmente da junção desses dois elementos. Melo (2002) alerta que, atualmente na formação de professores, os conteúdos didáticos, sociológicos, psicológicos, entre tantos outros estudos teóricos, não apresentam relação com o cotidiano da atividade docente.

O autor questiona que muitas vezes estes estudos são apresentados por professores universitários que nunca tiveram contato com a realidade escolar. Dessa forma, os futuros professores, e mesmo aqueles que já atuam na profissão, podem não conferir significado para as teorias e pesquisas desenvolvidas, dada a ausência de interação com a realidade escolar. Sendo assim, o futuro professor para se apropriar das particularidades da atividade docente, deverá aprender o ofício com aqueles que já se encontram na profissão. Para este autor, “o principal desafio para formação de professores, nos próximos anos, será o de abrir um espaço maior para os conhecimentos práticos dentro do próprio currículo”.

O que nos demonstra Mello é que o modelo de formação deve estabelecer ligação entre a formação teórica e a prática profissional dos professores. Outra consideração realizada por esse autor, no processo formativo para a docência, se refere a questão das disciplinas, que segundo ele as disciplinas são apresentadas de forma fragmentada, sem interação umas com as outras, o que confere reduzido efeito na formação dos alunos.

A carreira docente deve suceder alternadamente pelo menos quatro fases de preparação para a profissão, cronologicamente diferentes e que indicam caminhos para aquisição de saberes e competências distintas. A primeira fase se inicia na formação escolar que antecede a entrada na universidade, posteriormente vem à iniciação na formação universitária, depois o início da carreira no magistério, prosseguindo a Formação Continuada durante o exercício da profissão. Os docentes constroem saberes durante toda a sua vida, carregados pelas marcas de sua história profissional, estudantil e familiar. Desse modo, durante o exercício da profissão trabalham os conhecimentos específicos das áreas em que atuam e os ressignificam de acordo com as suas histórias de vida e com a realidade dos alunos.

Existe pelo menos três tipos de conhecimentos a serem desenvolvidos na formação profissional docente e requeridos na prática docente: conhecimento proposicional (constituído por princípios, máximas e normas, frequentemente utilizado nos cursos de formação); conhecimento de casos particulares; e conhecimento das maneiras de aplicar regras adequadas a casos corretamente identificados (desenvolvido pelo professor quando se encontra diante de situações dilemáticas. De acordo com Zeichner, o conhecimento científico de regras e princípios e o conhecimento de casos de ensino detalhadamente descritos e criticamente analisados combinam se para definir a base de conhecimento para o ensino: 1

(…) O conhecimento de como aplicar, adaptar e, se necessário, inventar regras para determinados casos específicos também fundamenta essa base, constituída pelo conhecimento pedagógico geral (teorias e princípios de ensino e aprendizagem, conhecimento dos alunos, conhecimentos relativos ao manejo de classe), pelo conhecimento de conteúdo específico (conceitos e ideias de uma área de conhecimento; formas de construção de conhecimentos em determinada área); e pelo conhecimento pedagógico do conteúdo.

Representando uma combinação entre conhecimento da matéria e conhecimento do modo de ensinar, conhecimento pedagógico do conteúdo é apontado como um novo tipo de conhecimento da área que é desenvolvido pelo professor ao tentar ensinar um tópico em particular a seus alunos. É um novo conhecimento, porque é revisto e melhorado pelo docente que lança mão de outros tipos de conhecimento para que possa ser realmente compreendido pelos alunos.

Pressupõe uma elaboração pessoal do professor ao confrontar-se com o processo de transformar em ensino o conteúdo aprendido durante seu processo formativo, incorporando: aspectos do conteúdo mais relevantes a serem ensinados. Dentro da categoria de conhecimento pedagógico do conteúdo, incluo, para a maioria dos tópicos regularmente ensinados de uma área específica de conhecimento, as representações mais úteis de tais ideias, as analogias mais poderosas, ilustrações, exemplos, explanações e demonstrações em outras palavras, os modos de representar e formular o conteúdo que o tornam compreensível para os outros, (…) ”incluo também uma compreensão do que torna a aprendizagem de tópicos específicos fáceis ou difíceis; as concepções e preconcepções que estudantes de diferentes idades e repertórios trazem para as situações de aprendizagem”.

Os casos de ensino e métodos de casos adquirem importância uma vez que apresentam potenciais como instrumento de desenvolvimento do processo de raciocínio pedagógico e de construção do conhecimento pedagógico do conteúdo.

(…) Os casos sobre o ensino são importantes para o desenvolvimento de estruturas de conhecimento que capacitem os professores a reconhecer eventos novos, a compreendê-los e a delinear formas sensíveis e educativas de ação (MIZUKAMI, 2000, p. 153).

O processo pelo qual os professores transformam conhecimento em ensino é denominado como processo de raciocínio pedagógico. Abrange aspectos comuns ao ato de ensinar, como por exemplo, compreensão, transformação, instrução, avaliação, reflexão, nova compreensão. Os parágrafos anteriores apresentaram uma reflexão teórica e metodológica da formação docente, o comprometimento deste profissional com a sociedade foi apresentado conforme diferentes visões de distintos especialistas. Porém, a realidade contemporânea aponta uma nova identidade para o profissional docente, a começar pela “identidade do professor universitário”, que tem um novo perfil, mais moderno, dinâmico, contudo, tem afetado diretamente a sociedade, que ainda não se adaptou as mudanças.

As responsabilidades e anseios ainda existem afinal o professor é o profissional que ministra aulas, seja para educação infantil, fundamental, ensino médio, profissionalizante e técnico, superior. Sobre a responsabilidade do professor, Paulo Freire diz:

(…) A responsabilidade do professor, de que às vezes não dos damos conta, é sempre grande. A natureza mesma de sua prática eminentemente formadora, sublinha a maneira como realiza. Sua presença na sala de aula é de tal maneira exemplar que nenhum professor ou professora escapa ao juízo é o que expressa na falta de juízo. O pior juízo é o que considera o professor uma ausência na sala de aula.

Deve-se salientar que o “professor formado para ser professor” assume para si vários papéis, sendo confundido com pai, mãe, amigo, companheiro, orientador. E também professor, satisfazendo-se com o esvaziamento, mesmo sem perceber, de seu singular papel e lugar: ser professor. Sua rotina é envolvida pelos sentimentos humanos. Nesse contexto, o professor passa a ser o principal agente na materialização das políticas educacionais, passa a ter uma identidade que afetará ou não, na formação de outros docentes. O que deve ser dito é que muito são os motivos da má formação dos docentes, isso porque a identidade do professor universitário mudou e vem mudando, e essa mudança tem atingido diretamente a sociedade com seus “prós e seus contras.

2.3 A IMPORTANTE ARTE DO COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO

Para Freire, quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. A frase é uma verdade quando estamos diante de alunos e ou cidadãos comuns em busca de conhecimentos, e hoje, cada vez mais, pessoas estão em busca desse conhecimento, em especial sobre os novos paradigmas tecnológicos inseridos na educação. Assim, os novos parâmetros curriculares reforçam o uso das novas tecnologias, dentro desse contexto, muitos docentes estão recorrendo aos cursos de capacitação, para reaprender a ensinar.

Percebe-se que este é um dos grandes desafios, que os docentes vêm enfrentando, pois, a educação tem passado por grandes transformações desde a Revolução Industrial, com o avanço da tecnologia e a democratização da educação, ela tomou novos rumos.  Nesse contexto, muitos educadores se veem obrigados a reaprender a ensinar. Um bom exemplo são os muitos cursos de ensino a distância, da qual se usa o computador, como meio de transmissão de conhecimento, é o encurtamento de distância, entre o professor e o aluno, ou seja, é o encurtamento dos meios (rural-urbano).

Nesta modalidade de ensino, o professor tem obrigatoriamente que apreender a lidar com as ferramentas da Internet, que estão “na boca e mente” dos jovens e adolescentes, que são os Blogs, Posts, MSN, mensagens de textos, áudio dentre outros.  Um outro fator, que se leva a reaprender a ensinar, é a nossa própria realidade, que nos oferece a cada segundo uma nova informação, basta estar plugado, para estar atualizado, seja com as fofocas das celebridades, ou com pesquisas cientificas, lançamento de livros etc., é a globalização da informação. Motivo, a disseminação, e por não dizer o barateamento dos eletroeletrônicos, presentes em nosso dia-a-dia.

Dessa maneira, a informação é quase que em tempo real, e não estar atualizado nos deixa obsoletos e muitas vezes com cara de bobos diante dos alunos, veja, por exemplo, o celular, são impressionantes as suas inúmeras funções, que são muito bem aceitos e utilizados entre os jovens e adolescente.

O celular é uma extensão do computador, nele tudo se faz, ou quase tudo. E, é um acessório comum a todos os indivíduos de diferentes classes sociais, mas o que tem haver, o celular com a importância do computador para o docente? Simples, em meio a uma aula, alunos estão constantemente plugados na net, recebendo mensagens e/ou passando mensagens, fatos que estão acontecendo ou acabaram de acontecer, chegam primeiramente a eles, e depois a nós professores. Infelizmente, essa é nova realidade da educação. Digo, infelizmente, porque muito embora, estejamos dotados de conhecimentos teórico-científicos, e, saibamos ministrar nosso conteúdo, somos muitas vezes pegos de surpresa por informações novas, que ainda, não tivemos acesso, por falta de tempo.

Este último consumido, em reuniões pedagógicas, planejamentos e outras atividades de cunho obrigatório, para a docência. Não, que as reuniões pedagógicas e planejamentos, não sejam importantes, porém, é preciso inovar, trazer para realidade da docência a importância do uso do computador, de como usar essa ferramenta para, postura ética e tudo mais. Salienta-se que muitas escolas proíbem o uso do celular em sala de aula, porém, é uma advertência, que cabe apenas durante as aulas, no intervalo das aulas, o uso, não é proibitivo, o que quero dizer que toda essa carga de informação que chegam até aos alunos, acabam por nos sobrecarregar e muitas vezes desanimar, pois, há tanta informação na internet, que os alunos já não se interessam pelas aulas.

Nesse contexto, contemporâneo percebe-se que a escola mudou, e que esta não é mais, a única fonte de saber capaz de assegurar o prestigio e a posição social. Hoje, embora continue a ter um papel importante, ela já não tem o “monopólio” do saber exclusivo, ou seja, atualmente, há já muitas outras fontes de informação igualmente credíveis. Nestas novas fontes de informação estão incluídas as novas tecnologias que são excelentes meios para a construção do conhecimento.

A contribuição do professor, neste sentido, é de fundamental importância, no sentido, de inovar as aulas, não se limitar em uma comunicação unilateral com os alunos, tem que usar da criatividade, e em especial dos multimeios, os audiovisuais, de forma que a educação decorra numa ação cooperativa. A realidade está aí, vejamos um ótimo exemplo de tecnologia que vem se destacando na maioria dos recursos educacionais, é o sensoriamento remoto que nos possibilita extrair informações multidisciplinares, uma vez que dados contidos em uma única imagem podem ser utilizados para multifinalidades.

Contudo, para disseminar o uso dessa tecnologia, é preciso conhecer algumas técnicas e dominar algumas ferramentas diretamente ligada aos computadores. Fundamentado nessa premissa, percebemos a importância do saber ensinar. E o saber ensinar está intrínseco na formação da docência.

2.4 A Tecnologia na Educação

A “Tecnologia na Educação” é expressão mais abrangente do que “Informática na Educação”, que tradicionalmente privilegia o uso de computadores em sala de aula, ou, mais recentemente, o uso de computadores em rede para conectar a sala de aula com o mundo externo a ela, através da Internet. A expressão “Tecnologia na Educação” abrange a Informática na Educação, mas não se restringe a ela. Inclui, também, o uso da televisão, do vídeo, e do rádio (e, por que não, do cinema) na promoção da educação.

Finaliza-se a presente revisão de literatura abordando que as tecnologias são tão antigas quanto a espécie humana. Na verdade, em todos os tempos, que deu origem às mais diferenciadas tecnologias, cada época foi marcada por elementos tecnológicos que se fizeram importantes para a sobrevivência da espécie humana. A água, o fogo, um pedaço de madeira ou um osso de um animal qualquer eram usados para matar e afastar animais ou outros homens que podiam representar ameaças.

3. METODOLOGIA

3.1 Tipo de Estudo

O presente estudo foi elaborado através de pesquisa bibliográfica, com o método quali-quantitativo, exploratória, descritiva e observacional com estudo de caso. Essa pesquisa consistiu na procura de referências teóricas para formulação de marco teórico, sendo necessárias duas etapas: A primeira etapa utilizou-se a pesquisa bibliográfica, para formulação do marco teórico. Já a segunda etapa foi realizada por meio de entrevistas além da continuação de pesquisa bibliográfica.

A pesquisa descritiva buscou observar, registrar, analisar e correlacionar fenômenos ou fatos, sem interferir no ambiente analisado. Este estudo descritivo consistiu na finalidade de averiguar se o emprego da tecnologia facilita ou dificulta a prática docente. A abordagem qualitativa é uma série de técnicas interpretativas que procuram descrever, decodificar, traduzir e, de alguma forma, chegar a um acordo com significado, não a frequência, de certos fenômenos que ocorrem de forma mais ou menos natural no mundo social. 16

3.2  Fonte de Dados

A presente pesquisa desenvolveu-se através de um checklist (questionário semiestruturado), devido à quantidade de amostras (professores) houve necessidade de serem incluídas dados pessoas; tempo de atuação como docente; e uso da tecnologia.

Critério de Inclusão

Adotaram-se como critério de inclusão os docentes do Instituto Federal de Educação em Cuiabá MT verificando:

  • Dados Pessoais;
  • Tempo de atuação como docente;
  • Uso da Tecnologia.

Critério de Exclusão

Foram considerados exclusos desta pesquisa outros profissionais que não lecionam no Instituto Federal de Educação em Cuiabá MT ou aquelas que não apresentavam significância ao objeto do estudo.

3.3 Variáveis do Estudo

De acordo com Lakatos e Marconi, a variável, classificação ou medida é uma ordenação dos casos em duas ou mais categorias totalmente inclusivas e que se excluem mutuamente. Neste estudo serão consideradas as seguintes variáveis: Dados Pessoais; Tempo de atuação como docente e; Uso da Tecnologia.

3.4 Coleta de Dados

Segundo Lakatos e Marconi (2012), a coleta de dados é considerada a etapa da pesquisa onde se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados e das técnicas selecionadas para levantamento dos dados. Para tanto detalharemos abaixo como se deu a coleta de dados da pesquisa em questão.

3.4.1 Período de Coleta de Dados

A coleta de dados ocorreu no ano de 2010, aproximadamente 180 dias com carga horária diária de 01 horas, totalizando equivalente há 180 horas, de segunda a sexta-feira. 16

3.4.2 Técnica de Coleta Dos Dados

Utilizou-se a técnica de leituras para desenvolver os fichamentos e após as categorias, foram realizadas leituras na íntegra, exploratória, seletiva, analítica e interpretativa. 16

3.4.3 Instrumento da Coleta de Dados

O instrumento da coleta de dados utilizado foi Checklist elaborado especificamente para esta pesquisa. As perguntas foram elaboradas de forma direta, deve-se salientar que nesta pesquisa será usado o método de amostragem aleatória conglomerado, ou seja, concentrada em parte da população, neste caso o IFMT- Campus Cuiabá, MT. A investigação foi realizada no Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFMT, Cuiabá-MT, junto aos docentes, com a finalidade de averiguar se o emprego da tecnologia facilita ou dificulta a prática docente.

3.5 Aspectos Éticos

Este estudo respeitou os aspectos éticos que de acordo com a Lei dos Direitos Autorais 9610/98, publicada em 19 de Fevereiro de 1998, regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos, ou seja, o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público.

4. RESULTADOS OBTIDOS

O primeiro procedimento analisado está na coleta de fontes primárias, isto é, no levantamento de dados em campo, por meio de questionários e entrevistas, e na coleta de fontes secundárias, que são os levantamentos por meio de pesquisas realizadas em diversas instituições ou publicações. Nesta fase foi importante definição da amostra que atendeu os critérios estatísticos, para que os resultados pudessem ser generalizados.

As duas primeiras perguntas contidas no questionário tratam de duas variáveis passiveis de mensuração, e muito importante no que se refere ao perfil do entrevistado, assim, sobre o perfil destes, destaca-se a idade e sexo. A variável idade apresenta a faixa etária dos docentes ativos no IFMT.  Neste estudo é uma variável importante, pois, permite verificar a evolução tecnológica em cada faixa etária, e avaliar como está foi ou está sendo aplicada no ensino-aprendizagem. Assim, verificou-se que o professor do IFMT é um profissional de meia-idade. Não é muito jovem e inexperiente, a juventude aparece representada com apenas 2%; outros 8% estão na faixa etária de 60 a 70 anos são professores com ampla experiência, cidadãos em vias de se aposentar; e há um equilíbrio nas outras faixas etárias, 20% dos docentes estão na faixa etária de 30 a 40 anos; 32% dos docentes estão entre os 40 e 50 anos de idade e 38% na faixa etária de 50 a 60 anos.

Com 40% pode-se dizer que a profissão professora está cada vez mais legitimada no universo do Instituto Federal Mato-Grossense confirmando a feminização do magistério na capital. Embora, estejam em menor percentual, 40%, o número de mulheres em curso superiores é representativo, em especial nos cursos de Licenciatura, isso indica que as mulheres estão conseguindo adentrar em cursos superiores, antes direcionados apenas aos homens. Portanto, sobre os quesitos variáveis, podemos observar que os docentes do IFMT são em geral de meia idade, com predominância masculina. Assim, podemos completar que a experiência profissional dos docentes do IFMT, é ampla e benéfica, no quesito conhecimento, em especial do conteúdo ministrado. Porém, quando o assunto é tecnologia, toda experiência profissional como docente, se esbarra no tradicionalismo e resistência aos avanços tecnológicos.

Sobre a experiência profissional, os professores entrevistados para este estudo lecionam, em média, há mais 14 anos. Portanto, verifica-se que 30% do professorado têm apenas 10 anos de docência; 16% estão entre 10 a 20 anos de docência; 26% já possuem ampla experiência no quesito docência e sala de aula e 28% possuem mais de 30 anos de sala de aula.

Quanto ao quadro funcional o resultado demonstra que 94% dos docentes são efetivos; apenas 4% são contratados, a instabilidade destes é uma condicionante para atuarem em duas ou até três escolas, ou assumirem compromissos com aulas particulares nos finais de semanas. O que para muitos é estafante, porém, necessário para a complementação salarial, contudo, a sobrecarga de aulas, acaba gerando insatisfação e pouca produtividade, gerando uma frustração, que pode vir a desenvolver uma depressão. E, 2% são professores aposentados que exercem a docência.

Em meio à competitividade do mercado de trabalho, destacam-se quem tem experiência profissional e qualificação. Aumentar o salário, atualizar-se e fazer contatos, são algumas das várias razões para o docente se aperfeiçoar, diante dessa realidade, os números confirmam essa proeminência da importância da especialização ao profissional docente, 86% dos docentes do IFMT concluíram a especialização, deve-se salientar que parte desse percentual cursou duas ou mais especialização, comprovando assim a capacidade deste em lidar com o diferencial ou o novo; Apenas 14% dos docentes não fizeram especialização, com ressalvas, estes logo, adentraram os programas de Mestrados, por isso pular a etapa de especialização.

Sobre o Mestrado, observou-se que 44% dos docentes são mestres, os números comprovam que a formação continuada deve ser uma constante na vida profissional do docente; entretanto, tem-se um percentual equilibrado no tocante a não ter adentrado e/ou realizado o mestrado, 42% dos docentes não fizeram o Mestrado e 14% está em andamento. Quanto ao doutorado, nota-se que o percentual de docentes com doutorado, é bem menor, em relação ao mestrado. Mas, dentro da amostragem trabalhada, 70% dos docentes não são Doutores, apenas 16% dos docentes são doutores e outros 14% dos docentes estão cursando e/ou são Doutorandos.

Quando questionados sobre se lecionam em outra instituição além de o IFMT, 92% dos docentes afirmaram lecionar apenas no IFMT e 8% responderam que além de lecionar no IFMT, também leciona em outra instituição. 75% dos docentes lecionam em Instituições privadas, como comprova os números e 25% em outras.

Quando questionados sobre o desenvolvimento de outra atividade profissional diferente de docência 68% dos entrevistados disseram não desenvolver outra atividade além de a docência, apenas 32% dos docentes desenvolve outra atividade fora da docência, em geral são profissionais da área de Engenharia.

Sobre o recebimento de e-mail, nota-se que as respostas foram equilibradas, 32% dos entrevistados recebem entre 15 e 30 e-mails por dia; 26% recebem entre 6 e 15 e-mails por dia; 20% recebem entre 1 e 6 e-mails por dia; e somente 22% dos entrevistados recebem mais que 30 e-mails por dia.

Referente aos e-mails respondidos, pelos entrevistados, hoje o e-mail tornou-se uma ferramenta de comunicação extremamente popular, todos os dias os usuários da internet enviam bilhões de mensagens uns aos outros, e o percentual desta pesquisa confirma essa tendência, pois, 80% dos entrevistados respondem frequentemente os seus e-mails e apenas 20% respondem às vezes.

Sobre a criação de blogs, estes têm sido usados tanto por empresas como por profissionais liberais como uma forma de divulgar á rapidamente suas ideias de um modo simples e rápido. Basicamente, um blog é um conjunto de mensagens curtas ou longas que são conhecidas como POSTs.

Estas mensagens são ordenadas em ordem decrescente de data da postagem. Embora, muitas empresas e profissionais venham utilizando os Blogs para expor suas ideias e novidades nas diversas áreas do conhecimento, observa-se que há resistência entre os entrevistados, pois, apenas 20% deste já criaram um blog com a finalidade de divulgação de suas ideias ou pesquisas; e 80% deste não criaram um blog.

Sobre as redes sociais, ficou evidente que 52% dos docentes participam de alguma rede social, e 48% dos docentes não participam de nenhuma rede social. Quando questionados sobre qual a rede social participa, verificou-se que parte do professorado que faz parte da rede, participa de duas ou três redes sociais. Portanto, 31% dos docentes têm seu perfil no Orkut; 41% no Facebook;13% no Twiter;7% no Badoo;2% no LinkedIn; 2% no Plaxo; e 4% acessam redes sociais profissionais, ou seja, direcionados a sua especialidade. Embora, muitos docentes mantenham seus perfis em diferentes redes sociais (profissionais ou de relacionamentos), observa-se que 52% dos usuários acessam às vezes seus profiles, e outra parcela de 32% nunca acessam as redes sociais, pois não possuem profiles.

Referente ao IM (do inglês Instant Messaging). Embora, muito populares, 38% dos entrevistados nunca enviaram uma Mensagem Instantânea, o que implica dizer que este não estão antenados nos avanços tecnológicos da comunicação, ou então por estarem sobrecarregados com planejamento de aulas, pesquisas preferem usar ou meios de comunicação; 48% fazem uso do IM as vezes, o que já é significativo, haja vista, que estão em partes por dentro dos acontecimentos tecnológicos; e apenas 14% dos entrevistados fazem uso diariamente do IM, estes possivelmente estão no rol dos usuários e fazem uso dos recursos da internet diariamente.

Para finalizar, verificou-se que o tempo médio de conexão na internet, é entre 1 e 2 horas, foi o que respondeu 44% dos entrevistados; 30% ficam conectado mais de 4 horas; 16% disseram ficar ente 2 a 4 horas por dia na internet e apenas 10% fica menos de 1 hora conectados na internet. Os entrevistados, em geral acessam a internet em casa/trabalho totalizando um percentual de 64% dos entrevistados; 20% acessam a internet casa/trabalho/faculdade; 10% apenas em casa; 4% dos docentes apenas no trabalho e 2% utilizam outros recursos para acesso a internet. Sobre realizam de cursos via internet, apenas 40% dos entrevistados realizaram algum curso via internet; outros 60% não fizeram nenhum curso via internet.

CONCLUSÃO

O estudo permitiu demonstrar que nos últimos anos tem havido muitas mudanças ocorridas no âmbito educacional caracterizando este cenário pelo crescente aumento da tecnologia, esta, muito difundida e cobrada pelo mercado de trabalho, que é acirrada, tanto pela competição direta que há entre as empresas neste novo cenário, quanto pelo confrontamento de sistemas produtivos em nível internacional e local na busca de uma vantagem competitiva.

O estudo demonstrou que a tecnologia na educação, não é algo que aconteceu neste agora! E sim ao longo da evolução humana. O estudo proposto buscou investigar o uso da tecnologia pelos docentes, no Campus do IFMT – Cuiabá/MT. Os resultados, que estão expostos no capitulo anterior, nos dá a real dimensão da tecnologia na educação. O estudo de caso, que consistiu, em um dos vários modos de realizar uma pesquisa sólida. Em geral, se constituiu na estratégia preferida quando o “como” e/ou o “por que” são as perguntas centrais, tendo o investigador um pequeno controle sobre os eventos, e quando o enfoque está em um fenômeno contemporâneo dentro de algum contexto de vida real.

A instituição IFMT é tida uma tradicional e inovadora, entretanto, pós- tabulação e mensuração dos dados observou-se que parte dos docentes tem resistido bravamente às mudanças, em outras palavras, os modelos de ensino focados no professor continuam predominando, apesar dos avanços tecnológicos em busca de mudanças do foco do ensino para o de aprendizagem. Tudo isto nos mostra que não será fácil mudar esta cultura escolar tradicional, que as inovações serão mais lentas.

Verificou-se também que os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, não. Em algumas indagações, nota-se que os docentes se sentem cada vez o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Esse desconcerto revela que muitos docentes têm receio de expor suas dificuldades diante dos alunos.

Por fim, conclui-se que os professores já perceberam que precisam mudar, porém, não sabem bem como fazê-lo e/ou não estão preparados para experimentar com segurança. Cabe salientar que é preciso dar condições para que ocorra a mudança no professorado, e que para isso aconteça é preciso investir em capacitação, pois não basta introduzir computadores e conectá-los a internet, esperando que apenas isso melhore os problemas do ensino.

Como recomendação para trabalhos futuros, observou-se que é muito difícil manter a motivação em cursos presencial para os docentes e sabe-se que as mudanças na educação dependem mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos e, são poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver, devendo estes capacitar-se para atender essa nova demanda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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[1] Doutorando em Ciências da Educação pela Universidad Técnica de Comercilización Y Desarrolo. Artigo apresentado para efeito de qualificação. [email protected]

[2]  Orientadora de Tese da Universidad Técnica de Comercilización Y Desarrolo.

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