Dificuldades enfrentadas pelos profissionais de Educação física frente à inclusão dos alunos com Hidrocefalia nas aulas de Educação Física

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MATIAS, Noelle Campos de Aguiar [1]

SILVA, Tatiana Alves [2]

MATIAS, Noelle Campos de Aguiar; SILVA, Tatiana Alves. Dificuldades enfrentadas pelos profissionais de educação física frente a inclusão dos alunos com hidrocefalia nas aulas de educação física. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, Ano 1. Vol. 10,  pp. 39-62.  Nobembro de 2016 – ISSN. 2448-0959

RESUMO

O presente artigo foi elaborado através de referenciais bibliográficos que fundamentam o tema desse estudo. Como principal foco este artigo procurou entender as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de educação física quando o processo de inclusão chega em suas aulas, entender as dificuldades do profissional de Educação Física  em controlar o andamento da aula onde esteja presente alunos com necessidades educacionais especiais, observando suas limitações e habilidades psicomotoras, de forma a inseri-lo nas brincadeiras e jogos lúdicos vivenciados nas aulas de Educação Física juntamente com os demais alunos.   Atualmente o numero de alunos com hidrocefalia tem aumentado, fazendo valer a lei de inclusão e a formação acadêmica do profissional de educação física. A inclusão é um processo que envolve todos os participantes do contexto escolar, e dentro desse contexto o professor forma identidades e produz uma troca de aprendizado, proporcionando através de conteúdos variados e adequados a sua faixa etária. Novos estudos que envolvem alunos com hidrocefalia são necessários para quebrar paradigmas que envolvem o bom profissional e a importância da disciplina dentro do processo de inclusão escolar.

Palavra-chave: Inclusão Escolar. Educação física adaptada. Hidrocefalia.

INTRODUÇÃO

A observação informal do trabalho do profissional de educação física durante suas aulas dentro das escolas aponta várias dificuldades enfrentadas no desenvolvimento de atividades ministradas para o aluno com necessidades educacionais especiais. O convívio em aulas práticas com alunos especiais sugere uma formação continuada que intensifique a teoria e incentive a prática.

O contato inicial com os alunos acontece durante sua formação, através do estágio, dentro dessa etapa tem oportunidade de formar sua identidade e conhecer seus alunos. Deparando com as peculiaridades e especificidades de cada aluno o profissional entende a necessidade da disciplina educação física adaptada durante a sua formação e logo depois durante as suas aulas quando o mesmo se formar. (GIANOTTO; DINIZ, 2010)

O processo de inclusão envolve um profissional de educação física capacitado, todos os alunos, as famílias envolvidas, a sociedade e a instituição escolar. Dentro da escola, a disciplina Educação Física tem um papel pedagógico que promove o desenvolvimento do aluno como um todo, tornando ferramenta importantíssima durante o processo de inclusão do aluno especial. No desenvolvimento da disciplina, o professor pode usar recursos e conteúdos variados, através de um planejamento de aula flexível, a fim de facilitar a inclusão desses alunos especiais nas aulas quebrando assim, o paradigma formado em cima do professor e da disciplina.

Incluir um aluno dentro do contexto escolar requer um olhar integrador que provoca em cada indivíduo a mudança de conceito, criando uma ponte que parte do senso comum e vai até o senso crítico, apresentando a educação inclusiva não somente ao aluno com deficiência, mas também ao aluno sem deficiência, usando uma ferramenta essencial chamada de educação. A educação nos permite organizar nossas capacidades físicas e mentais nos lembrando do quanto somos adaptáveis as condições atípicas e capazes de desenvolver nossas habilidades.

É direito concedido ao aluno receber educação gratuita, e com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), onde se afirma que a oferta da educação especial é dever do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos durante a educação infantil (Art. 58, parágrafo terceiro), pode-se ressaltar a importância da inclusão de alunos com necessidades especiais no inicio do aprendizado escolar. (BRASIL, 1996)

A educação Física se tornou uma disciplina extremamente inclusiva, e o profissional de educação física está diretamente ligado à inclusão de alunos com diferentes necessidades educacionais. Alunos com hidrocefalia[3]* comumente tem se matriculado no ensino regular, e esse aumento de alunos com esse tipo de necessidades especiais educacional tornaram-se um agravante que dificulta a participação dos mesmos nas aulas de Educação Física, não pela existência da doença mas pelas dificuldades que norteiam a sua Inclusão Escolar.

A criança com hidrocefalia tem suas diferenças e a escola tem que entender e planejar um ensino dinâmico usando uma gestão democrática, sensível ao aluno e educando com amor e responsabilidade.

Ressaltando o trabalho do profissional de Educação Física que promove o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas dos seus alunos, é preciso entender as dificuldades do profissional de Educação Física em controlar o andamento da aula onde esteja presente alunos com hidrocefalia, observando suas limitações e habilidades psicomotoras, de forma a inseri-lo nas brincadeiras e jogos lúdicos vivenciados nas aulas de Educação Física juntamente com os demais alunos.

“A prática pedagógica de caráter inclusivo na educação física esbarra em históricas dificuldades que estão relacionadas com o entendimento da sua ação.” (FALKENBACK; et al., 2007). Percebendo a confusão do conteúdo que de fato atende a pedagogia de ensino da disciplina, onde se promove o desenvolvimento de um cidadão ativo e consciente da sua autonomia e não somente um atleta que será obrigado a melhorar sempre.

“Sabe-se que a Educação Física é uma disciplina que leva o aluno a refletir, por meio do movimento, suas ações e necessidades frente às demandas da sociedade atual na qual este precisa posicionar-se.” (COSTA, MOREIRA, SEABRA JUNIOR; 2009)

O aluno com hidrocefalia só conseguirá ser incluso nas aulas de Educação Física se o professor entender a sua especificidade e conseguir planejar a sua aula de forma a atender toda a sua classe. “Visto que a inclusão não se limita a colocar a criança dentro da escola, é preciso que ela consiga interagir de acordo com suas potencialidades com outras crianças”. (SOUZA et al., 2010)

O profissional de Educação Física tem participação primária nessa escola inclusiva, rompendo os paradigmas e se preparando para desenvolver uma aula prática que promova a formação integral do aluno com e sem deficiência, deixando de lado as dificuldades de inclusão escolar que limitam estudos futuros acerca do tema.

1. INCLUSÃO ESCOLAR

1.1 Formação do profissional de educação física

A formação do profissional de Educação Física precisa ser conceituada, continuada e respeitada. Deve conter segundo Ferreira; Santos; Costa (2015), um conjunto de ações que envolvem poder, cultura, crença e uma maneira própria de guiar essa formação. (FERREIRA; SANTOS; COSTA, 2015) (1)

Deve se então envolver uma prática mais intensa em cima da teoria que foi ensinada durante a formação do profissional de educação física permitindo um envolvimento com a realidade. De acordo com Ferreira; Santos; Costa (2015):

As modalidades de formação são regidas por conceitos, objetivos e finalidades que, contingenciadas por fatores acadêmicos, sociais, políticos, financeiros e de ordem pessoal, refletem visões de mundo, da educação em geral, do processo educativo e, consequentemente, expectativas acerca do ser professor e da função docente. (FERREIRA; SANTOS; COSTA, 2015) (1)

O desenvolvimento profissional para Ferreira; Santos; Costa, (2015) (1) pode começar a partir do interesse do mesmo nos processos de formação continuada, onde o professor percebe que esses processos visam sua preparação para formar indivíduos para o mercado de trabalho.

Darido (1995) (2) e Betti & Betti (1996) (3), afirmam que o profissional de Educação Física possui dois currículos: o tradicional, que enfatiza o saber fazer para ensinar, separando as teorias que por sua vez são apresentadas na sala de aula e as práticas, que são apresentadas na quadra, piscina ou outros. O currículo científico, afirma que o importante é saber ensinar, sendo necessário o conhecimento teórico durante a compreensão do ensino aprendizagem.

A formação inicial de professores inclui o estágio em docência, que proporciona a vivência do cotidiano escolar.(CUNHA; et al., 2016) (4) Sendo assim, Gianotto; Diniz, (2010), considera o estágio essencial no quesito apresentação da teoria a prática, onde o aluno quer se tornar professor e o professor tem oportunidade de construir sua identidade profissional(GIANOTTO; DINIZ, 2010) (5)

Esse contato com o novo o convida a encaixar na sua formação um espaço para a Educação Física Inclusiva porque de acordo com Fiorini e Manzini (2014), o professor de Educação Física é um dos participantes envolvidos na inclusão educacional. O profissional deve conhecer seus alunos e suas especificidades, respeitar seu entendimento sobre sua deficiência, limitações e também suas habilidades, deve ter iniciativa em conhecer a escola, a sociedade, proporcionando ao indivíduo uma conexão com o conhecimento á partir de conteúdos significativos e prazerosos.(FIORINI; MANZINI, 2014) (6)

1.2 A Educação física adaptada na escola

Entende-se que a disciplina Educação Física leva o aluno a refletir e posicionar-se na sociedade através de ações e movimentos, já a Educação Física Adaptada compreende e desenvolve habilidades, promove ações que potencializa a independência e autonomia em meio a capacidade do aluno de gerir suas potencialidades sociais e educacionais. (COSTA; MOREIRA; JÚNIOR, 2015) (7)

Souza (et al., 2011) defende que a inclusão é capaz de ajudar o aluno a desenvolver linguagem, pensamento, socialização, iniciativa e autoestima, preparando um cidadão com senso crítico capaz de participar na construção de um mundo melhor independente da sua deficiência.(SOUZA; et al, 2011) (8)

Incluir alunos com ou sem deficiência em uma aula de educação física propiciando a sua autonomia vai exigir do profissional de educação física um leque de atividades. “A Educação Física compreende uma série de conteúdos”. (DARIDO; JÚNIOR, 2007) (9) Os autores Aguiar e Duarte (2005) defendem que se organizar esses conteúdos o aluno com deficiência compreende suas limitações, melhora seu desempenho durante as atividades, conhecendo o que é autonomia e desenvolvimento da consciência corporal.(AGUIAR; DUARTE, 2005) (10)

“Torna-se então imprescindível que as aulas de Educação Física diante de seus diversos conteúdos possam melhorar a qualidade de vida desses alunos””.(BARRETO, et al., 2013) (11) Promovendo juntamente com o profissional de educação física, uma adaptação necessária ao aluno.

Segundo RODRIGUES (2006) (12) a disciplina pode assumir duas situações quanto à inclusão, ela pode ajudar ou atrapalhar, dependendo da situação e da condição que a disciplina recebe do aluno, professor e pais. Mas o que de fato deixa a Educação Física valorizada é a capacidade de percepção corporal que o aluno desenvolve durante as aulas.

“Pensar em Educação Física Escolar é também refletir sobre as potencialidades e possibilidades de movimento de cada aluno, sem priorizar a sua deficiência e/ou suas limitações”. (PALMA; MANTA, 2010) (13)

Diante disso, percebe-se que as dimensões que tecem a trama da educação inclusiva são múltiplas e se expressam em desafios de natureza organizacional, política, pedagógica, cultural e subjetiva dos atores e das instituições que compõem os sistemas de ensino. (SANTOS; MARTINEZ, 2016) (14)

Essa Escola Inclusiva precisa confiar e entender que a Educação Física ganha um espaço escolar totalmente pedagógico e não de reabilitação ou rendimento, precisa também perceber que a sociedade precisa de uma escola completamente atualizada, para conseguir atender a demanda de matrículas que lhe foi proposta.

A constatação de uma sociedade em constante evolução tecnológica fez da escola o principal espaço para o desenvolvimento e a democratização de novos conhecimentos e de novas competências profissionais e de formação do cidadão crítico e autônomo no contexto social, cultural e político. (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2011) (15).

A Escola deve então respeitar seus envolvidos, aceitar a sua participação quando necessário, e revisar seu comprometimento e responsabilidade, principalmente as de cunho educacional convidando os professores a participarem de modo expressivo dessas práticas.

O profissional de Educação Física desempenha um papel na educação física adaptada. Martins (2012) afirma que a construção de uma escola numa perspectiva inclusiva é um dos grandes desafios dos sistemas educacionais. (MARTINS, 2012) (16)

Outra recomendação é que o professor esteja ciente de que incluir nas aulas de Educação Física não é simplesmente adaptar a disciplina, mas é adotar uma perspectiva educacional que valorize a diversidade e seja comprometida com a construção de uma sociedade inclusiva. (CHICON, 2005) (17)

Adaptar e integrar a Escola na Disciplina e na sociedade, modificando o espaço físico e pedagógico, incentivando a matrícula de crianças com necessidades educacionais especiais na escola regular, auxiliando suas dificuldades do dia a dia e fornecendo condições para que assim esses sejam realizados.

A construção de uma perspectiva educacional inclusiva, cujo foco central é a transformação das instituições escolares em espaços para atender aos alunos com diferentes condições de vida e necessidades educacionais, reclama o compromisso efetivo da administração pública, para que se empenhe na formulação de políticas que sejam capazes de romper com a estrutura excludente da escola. (SANTOS; MARTINEZ, 2016) (14)

1.3 A inclusão escolar através do processo educacional

De certo modo o pensar em inclusão revela em cada indivíduo um olhar subjetivo, ligado a uma opinião acrítica, sem um pensamento integrador que retrata pessoas com ou sem deficiência, separando o direito de inclusão somente aos considerados deficientes.

A maioria das pessoas, quando ouvem falar sobre a educação inclusiva ou quando são questionadas sobre o assunto, estabelece, quase de forma automática, uma relação com as pessoas com deficiência. Assim, a relação entre educação inclusiva e deficiência, de certa maneira, transformou-se em senso comum. (BREITENBACH; HONNEF; COSTAS, 2016) (18)

Considera-se o senso comum como base importante nessa convivência entre seres humanos, entende-se que é necessário sair do automático buscar algo mais científico e mais intenso retratando um conceito e partindo do subjetivo ao educativo inclusivo. A educação transforma e integra ainda de acordo com Brandão (1995) em nova pesquisa conclui que:

A educação é a organização dos recursos biológicos do indivíduo, de todas as capacidades de comportamento que fazem adaptável ao meio físico e mental. Se indivíduos são seres adaptáveis, as formas de integração de qualquer meio e situação, com certeza podem ser adaptadas. (BRANDÃO, 1995) (19)

Dentro do contexto escolar a educação passa a ser a principal ferramenta da Escola durante o processo de Inclusão Escolar, ela pode transformar o senso comum em algo mais substancial, promovendo o coletivo e transformando o pensamento individual. Diante de um processo dividido entre o individual e o coletivo deve-se entender, o que de fato está envolvendo a Inclusão e como a Escola deve se colocar diante do seu papel.

A concepção limitada de inclusão dos profissionais e a predominância de valores inclusivos pautados na aceitação da diferença, sem considerarem as possibilidades de aprendizagem dos alunos com desenvolvimento atípico, traduzem-se em contradições que criam barreiras ao desenvolvimento do trabalho pedagógico em uma perspectiva inclusiva. (Santos e Martinez 2016) (14)

Santos e Martinez (2016) afirmam “as dimensões que tecem a trama da educação inclusiva são múltiplas e se expressam em desafios de natureza organizacional, política, pedagógica, cultural e subjetiva dos atores e das instituições que compõem os sistemas de ensino.”(SANTOS; MARTINEZ, 2016) (14)

Quando se fala de natureza organizacional trata-se de um sistema de ensino, onde a Escola, aluno, professor e sociedade se organizem de modo a produzirem com qualidade o objetivo proposto a inclusão, usando uma política articulada e democrática, garantindo um fácil entendimento de todos envolvidos.

A construção de uma perspectiva educacional inclusiva, cujo foco central é a transformação das instituições escolares em espaços para atender aos alunos com diferentes condições de vida e necessidades educacionais, reclama o compromisso efetivo da administração pública, para que se empenhe na formulação de políticas que sejam capazes de romper com a estrutura excludente da escola. (SANTOS; MARTINEZ, 2016) (14)

Esse sistema que exclui já não acontece mais e conta com parâmetros legais para que isso aconteça, no Brasil, dentro das escolas regulares a matrícula e permanência de todo e qualquer aluno é assegurada por dispositivos jurídicos, tais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (BRASIL, 1996) (20), o artigo nº 208 da Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) (21) e as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica:(BRASIL, 2001) (22)

A perspectiva de escolarização de crianças e jovens com Necessidades Educacionais Especiais (NEEs) nas classes comuns do ensino regular é hoje um imperativo moral e político, sendo possível reconhecer que a recente conquista da facilidade de acesso dessas pessoas à escola configura-se como um momento ímpar na história brasileira. Defende-se a inclusão escolar como um princípio filosófico e como um processo marcado por muitas contradições, onde se avança em relação à igualdade de oportunidades, ao direito à diversidade e à escolarização de pessoas com NEEs. (MATOS; MENDES, 2015) (23)

Acontece uma confusão de ideologia quanto ao tema inclusão, diante desse contexto que afirma uma escola de acessibilidade mas infraestrutura que deixa a desejar, coloca-se o papel de um bom profissional de Educação Física, que projeta o incompreensível em utopia e coloca-se o acessível como uma realidade. A partir disso, muitas pessoas passaram a se referir à educação inclusiva e à Educação Especial como conceitos sinônimos, compreendendo que a educação inclusiva nasceu para justificar a inserção dos alunos da Educação Especial nas classes de ensino regular. (BREITENBACH; HONNEF; COSTA, 2016) (18)

A Declaração de Salamanca (1994) oferece um ordenamento de ações que preconizam os encaminhamentos educativos com ênfase na educação inclusiva. (BREITENBACH; HONNEF; COSTAS, 2016) (18)

Depois de sofrer alterações a Declaração de Salamanca usa a expressão Educação Especial, e segundo, BREITENBACH; HONNEF; COSTAS (2016) (18) indicam que tal alteração acabou por induzir a compreensão e interpretação de que os alunos com necessidades educativas especiais são aqueles tradicionalmente identificados como alunos da Educação Especial, quando, na verdade, essa Declaração é bem mais ampla ao considerar como alunos e alunas com necessidades educativas especiais. “Muitas crianças experimentam dificuldades de aprendizagem e têm, portanto, necessidades educativas especiais em algum momento de sua escolarização.” (BREITENBACH; HONNEF; COSTAS, 2016) (18)

[…] crianças com deficiências e crianças bem-dotadas; crianças que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas desfavorecidos e marginalizados. […] No contexto desta Linha de ação, a expressão ‘necessidades educativas especiais’ refere-se a todas as crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua capacidade e ou de suas dificuldades de aprendizagem. (BRASIL, 2007) (24)

A Educação Física se tornou uma disciplina extremamente inclusiva, até mesmo a própria disciplina passou por um processo de integração, onde foi colocado em dúvida a capacidade dessa disciplina já que trata-se de uma prática corporal que pode ser ministrada tanto para homem como para mulheres, “{…} atualmente as aulas de educação física não mais são legalmente separadas por sexo, processo que, longe de ser pacífico e linear, deu-se no início dos anos 1990”. (UCHOGA; ALTMANN, 2016) (25)

O interesse primário da Educação Física Inclusiva é de formar cidadãos como um todo sem distinção de gênero, raça, cultura, política e capacidade, como cidadão pensante e crítico podemos exercer a cidadania de forma coerente e atenta, assim entende que, eleger a cidadania como eixo norteador significa entender que a Educação Física na escola é responsável pela formação de alunos sejam capazes de: a) participar de atividades corporais adotando atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade; b) conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações da cultura corporal; c) reconhecer-se como elemento integrante do ambiente, adotando hábitos saudáveis relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde e de melhoria da saúde coletiva; d) conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e desempenho que existem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia; e) reivindicar, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer (BRASIL, 1988) (21)

A capacidade da disciplina de promover o desenvolvimento do aluno com ou sem deficiência , toda via, é comprometida, pelo fato da aceitação pelo próprio aluno, que por vezes é positiva e por vezes é negativa, dependendo muito da imagem corporal que a criança traz consigo.

O professor de Educação Física, com base nas discussões que cercam a imagem corporal positiva e na resiliência, pode contribuir para que seus alunos – crianças ou adolescentes – sejam capazes não só de suportar as dificuldades, mas também de proporcionar recursos para que eles saiam fortalecidos de cada situação que possa comprometer seu desenvolvimento. (Neves; Hirata; Tavares, 2015) (26)

Cyrulnik (2004) ressalta que entre estas experiências destacam-se aquelas que podem emergir durante a prática de atividade física. A atividade física, dirigida ou não, pode ser um meio para retomar o desenvolvimento da imagem corporal, porquanto permite ao sujeito encontrar lugares de afeto, de novas vivências corporais que ofereçam oportunidades de reconstruir a identidade, apesar das lacunas. (CYRULNIK, 2004) (27)

A identidade ajudará na formação da imagem corporal do aluno possibilitando a ele um reencontro com sua capacidade de movimentar-se, conforme afirmam Neves; Hirata; Tavares (2015) o professor de Educação Física pode ser um elemento diferencial entre uma atividade promotora do desenvolvimento da identidade corporal e aquela que acomoda e perpetua o congelamento traumático. Esse profissional deverá compreender que o movimento corporal está envolvido em expressar, muito mais que palavras, aspectos da existência. Nunca um ato é vão, feito ao acaso, ele sempre tem a ver com a história do sujeito e expressa conteúdos conscientes e inconscientes de sua identidade. Essa compreensão não é cognitiva, mas corporal.(NEVES; HIRATA; TAVARES, 2015) (26)

Nesse movimento que pode ser simples ou complexo, o aluno juntamente com o professor vai sentir o que precisa ser desenvolvido, vai gostar de movimentar seu corpo, adquirindo um conhecimento que não tinha e reproduzindo em outras situações o aprendizado que lhe foi promovido.

O professor de Educação Física pode ser um elemento diferencial entre uma atividade promotora do desenvolvimento da identidade corporal e aquela que acomoda e perpetua o congelamento traumático. Esse profissional deverá compreender que o movimento corporal está envolvido em expressar, muito mais que palavras, aspectos da existência. Nunca um ato é vão, feito ao acaso, ele sempre tem a ver com a história do sujeito e expressa conteúdos conscientes e inconscientes de sua identidade. Essa compreensão não é cognitiva, mas corporal. (Neves; Hirata; Tavares 2015) (26)

Mas a garantia da participação do aluno com necessidades especiais nas aulas de Educação Física dependerá da forma como o profissional elabora suas atividades e como ele a conduz. Para Nacif; et al., (2016) “a deficiência não é impedimento para que o adolescente pratique nenhuma atividade ou esporte nas aulas, sendo necessário que tanto professores quanto colegas ofereçam oportunidades de inclusão.”(NACIF; et al, 2016) (28)

2. INCLUSÃO DE ALUNOS COM HIDROCEFALIA

Atualmente o profissional de educação física trabalha ativamente e diretamente com alunos com necessidades educacionais especiais, comumente se observa o crescimento de alunos com hidrocefalia.

A hidrocefalia ocorre quando o líquido da medula não pode circular normalmente causando o aumento da caixa craniana. Este líquido acumula-se no cérebro e, caso não seja controlado, pode acarretar no surgimento de graves consequências que causam problemas visuais, auditivos, no desenvolvimento motor, na função cognitiva e nos membros inferiores e superiores (Assis; Martinez, 2011) (29)

A hidrocefalia configura uma grave patologia tanto no âmbito médico, bem como no âmbito social, uma vez que requer pronta intervenção de equipes multiprofissionais e amparo familiar, ademais se configura em uma patologia que poderá ter grandes complicações. (SOUSA; et al, 2012) (30)

Contando com o avanço do tratamento e controle dos sintomas o profissional de Educação Física deve conhecer a especificidade de cada aluno especial e contribuir para a promoção do desenvolvimento do aluno dentro das aulas de Educação Física, e no caso do aluno com hidrocefalia não é diferente, segundo Borges e Palma (2007) observa-se que “por se tratar de uma população pouco estudada na área da Educação Física, observou-se a necessidade de se ter instrumentos de avaliação para a mesma, para que se possa ter maior fidedignidade nos resultados em trabalhos com estes alunos”.(BORGES E PALMA, 2007) (31)

Esses conhecimentos sobre hidrocefalia pode servir como apoio ao profissional de Educação Física durante seu planejamento e execução de aulas de forma objetiva e quando necessário avaliar esse aluno, e segundo Soler (2002) o professor identifica as necessidades e capacidades de cada aluno e aprimora a autonomia de cada aluno.(SOLER, 2002) (32)

Depois de identificar as potencialidades do aluno com Hidrocefalia o professor deve transparecer que os outros alunos podem sim participar da aula, trabalhando de uma maneira indireta com sutileza, sem imposições e de forma prazerosa. Darido (2004) aponta que o professor tem como objetivo a busca pela autonomia, ou seja, o aluno deve buscar a prática de atividade física mesmo após o período de aula, como forma de prazer.(DARIDO, 2004) (33)

2.1 Dificuldades do profissional de educação física durante o processo de inclusão do aluno com hidrocefalia

Os professores não se comprometem com seus alunos, se limitam a pouca variedade de conteúdos, pelo fato das dificuldades que enfrentam em saber quais atividades ministrar.

Em alguns casos, tal fato acabou por se transformar em aulas assistemáticas, nas quais o aluno escolhe o que quer fazer. Esse modelo é algumas vezes chamado de “recreacionista”, embora o nome não seja o mais apropriado. (GASPARI, et al, 2006, p. 111 apud DARIDO, 1997) (34)

Nesse caso o que o profissional de Educação Física tem que pensar, é em valorizar seu espaço com vontade de trabalhar e alcançar seus objetivos em prol do aluno, aumentando seus horizontes redescobrindo e reutilizando seu potencial.

[…] a concepção limitada de inclusão dos profissionais e a predominância de valores inclusivos pautados na aceitação da diferença, sem considerarem as possibilidades de aprendizagem dos alunos com desenvolvimento atípico, traduzem-se em contradições que criam barreiras ao desenvolvimento do trabalho pedagógico em uma perspectiva inclusiva (SANTOS; MARTINÉZ, 2016) (14)

Essa Educação Inclusiva sob o ponto de vista Frug (2001), acredita na formação de um professor que saiba trabalhar alunos com ou sem deficiência, modificando e adaptando conteúdos, usando estratégias que melhor se adéquam as necessidades específicas de cada aluno.(FRUG, 2001) (35)

O Educador Físico tem que promover ao aluno com hidrocefalia uma aula recreativa que busque de forma lúdica o seu desenvolvimento, apresentando um leque de habilidades, através de um processo de procedimentos, métodos e práticas de atuação. “Entretanto, a concretização de todos esses aspectos depende também do contexto escolar em que se encontra esse professor” (GALVÃO, 2002) (36)

A parceria com o professor apoio do aluno com necessidades especiais durante as aulas de Educação Física.

Um dos aspectos fundamentais de tudo isto é a possibilidade gerada em que a Educação Inclusiva possibilitou, de fato, ao profissional da Educação Especial, e ao Educador Físico de atuarem em um novo campo de trabalho: o ensino regular. E que o professor de Educação Especial possa ser o parceiro mais constante do professor do ensino regular, juntamente com um profissional da Educação Física. Todos visando aos mesmos objetivos: a instituição de uma educação de qualidade para todos os sujeitos na escola. (Darido, 2003) (37)

As dificuldades da adição do aluno com hidrocefalia não se limitam apenas ao não cumprimento dos deveres do professor, mas também a vários fatores, que envolvem a sociedade, a família e o próprio aluno. A sociedade dentro do contexto da educação inclusiva tem importante papel no planejamento da aula do profissional de Educação Física.

A hidrocefalia determina para a família e a criança uma situação crônica a ser enfrentada em que é preciso adaptar papéis e buscar suprir as demandas daí decorrentes. (ANDRADE; GISELLE; WERNET, 2009) (38)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de inclusão escolar, de um aluno com hidrocefalia propõe ao profissional de Educação Física uma oportunidade de aprendizado, onde o mesmo percebe que para proporcionar um ensino de qualidade é necessário se capacitar e elucidar suas dificuldades. Uma vez fortalecida essa formação o professor deve eliminar qualquer pré-conceito diante do aluno com hidrocefalia, querer e considerar o objetivo da aula de Educação Física. Incluir um aluno dentro das aulas de educação física se faz necessário quebrar o paradigma que envolve a disciplina, professor, família e escola.

As leis que envolvem a inclusão escolar passam por adaptações continuadas, exigindo do profissional de educação física uma formação atualizada, para conseguir acompanhar o aluno durante a promoção do desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas. Através do movimento o professor precisa entender a sua deficiência educacional e integrar o aluno com hidrocefalia dentro de uma classe heterogênea.

O principal foco deste trabalho embasado em referenciais teóricos, foi de  observar as dificuldades do profissional de Educação Física e também entender que a responsabilidade da inclusão não somente é do aluno, da escola, do professor, dos pais ou do Estado, mas de um conjunto de ações que envolvem todos.

A realização de estudos com alunos com necessidades especiais, em particular os relacionados a hidrocefalia, ajuda a tornar público trabalhos que facilitam as dificuldades desses professores e validam a sua proposta de inclusão escolar, proporcionando a formação de um cidadão ativo e adaptado ao ensino regular.

REFERÊNCIAS

FERREIRA, J. S.; SANTOS, J. H.; COSTA, B. O. Perfil de formação continuada de professores de Educação Física: modelos, modalidades e contributos para a prática pedagógica. Revista Brasileira Ciências Esporte, Porto Alegre, v. 37, n. 03, jul./set. 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892015000300289&lang=pt>. Acesso em: 22 jun. 2016.

DARIDO, S. C. Teoria, prática e reflexão na formação profissional em Educação Física. Motriz, v. 1, n. 2, p. 124-128, dez. 1995. Disponível em: < http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/01n2/1_2_Suraya.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2016.

BETTI, I. C.; BETTI, M. Novas perspectivas na formação profissional em Educação Física. Motriz, Rio Claro, v. 2, n. 1, p. 10-15, jun. 1996. Disponível em: < http://www.ceap.br/material/MAT25102010165826.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2016.

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GIANOTTO, D. E. P.; DINIZ, R. E. S. Formação inicial de professores de Biologia: a metodologia colaborativa mediada pelo computador e a aprendizagem para a docência. Ciência & Educação (Bauru), Bauru, Bauru, v. 16, n. 3, out. 2009/ ago. 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132010000300009>. Acesso em: 05 ago. 2016.

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[1] Aluna do curso de Educação Física pela Faculdade Patos de Minas – FPM.

[2] Professora Especialista na Faculdade Patos de Minas- FPM.

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