TV Digital em Dispositivos Móveis: tendências de uso Brasil / Japão ¹

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TANAKA, Misaki (Mii Saki) [2]

SAMARA, Beatriz Santos [3]

CARDOZO, Missila Loures [4]

TANAKA, Misaki; SAMARA, Beatriz Santos; CARDOZO, Missila Loures. TV Digital em Dispositivos Móveis: tendências de uso Brasil / Japão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Vol. 15. pp 98-111., fevereiro de 2017. ISSN: 2448-0959

Resumo

Com a popularização da internet, a televisão se viu obrigada a se repensar. Com a entrada da TV Digital e seus padrões de transmissão, surge a oportunidade da utilização do one seg. Inicialmente, no Japão, os canais one seg podiam transmitir somente os programas levados no ar para a televisão, mas a partir de 2008, o governo japonês permitiu uma programação exclusiva para segmento one seg. No Brasil, que ainda está em fase de implantação do padrão digital, o one seg vem sendo utilizado de maneira experimental. Desde então, tem surgido várias tentativas e experimentações para adequar a linguagem a esse meio específico. Este trabalho pretende levantar e analisar o perfil do público e estilos de narrativas que tem tido maior aceitação e pensar nas possibilidades do novo padrão da televisão.

Palavras-chave: One Seg, TV Digital, Brasil, Japão, dispositivos portáteis.

Introdução

O início das transmissões regulares de televisão no Brasil e no Japão aconteceram no início dos anos 1950, neste último, com a Nippon Television e Japan Broadcasting Corporation, e no primeiro, com a TV Tupi. No decorrer dos anos, o número de emissoras foi crescendo e formaram redes, cobrindo o território nacional. Aos poucos, os programas se diversificaram e se tornaram cada vez mais sofisticados, graças ao desenvolvimento tecnológico, como eng, televisão colorida, equipamentos de sobreposição de imagens e de efeitos visuais, entre vários outros (TANAKA, 2013). Com o surgimento de Hi-vision, a televisão ganhou mais definição e uma proporção de tela diferenciada, o que levou os radialistas a pesquisarem a necessidade ou não de alteração na linguagem televisual. Naquela época, esses profissionais perceberam que não havia a necessidade de fazer grandes alterações[5], entretanto, com o surgimento de transmissões para dispositivos portáteis[6], é necessário que se reflita novamente sobre a linguagem, pois, como se poderá perceber no texto a seguir, houve mudanças significativas nas condições de recepção e o perfil do público.

Desde 2006, o Japão transmite televisão para celulares no padrão one seg, e no Brasil, esse padrão está começando a chamar a atenção dos produtores de conteúdo. Este artigo aborda as experimentações realizadas nesse padrão de televisão.

13o em baixa definição. Isso significa que o full seg utiliza 12 segmentos para transmitir imagens no chamado padrão SD (resolução de 720×480 que é a qualidade de DVD), HD (1280×720 que é a mais usada pelas redes de TV e é uma imagem em alta resolução) e até Full HD (1920x1080i mesma qualidade usada nos filmes Bluray).

O segmento central é chamado de one seg , tecnologia de transmissão digital de TV para dispositivos móveis, como notebooks, GPSs, smartphones, tablets e outros com áudio e vídeo integrado. No one seg a resolução varia de 240×180 pixels, 320×240 pixels ou 320×180 pixels.

Figura 1 – Representação do sistema de transmissão da TV Digital [7]
No padrão one seg o tamanho da imagem é bem menor e desta maneira usa apenas 1 segmento, sendo adequado então para dispositivos móveis, que possuem menor tamanho de tela, diferentemente do full seg que utiliza os 12 segmentos para fornecer uma imagem maior, própria para dispositivos como TVs com tela em HD ou Full HD.

Figura 2 – Demonstração dos sinais digitais full seg e one seg

Desta maneira o one seg permite uma melhor recepção em dispositivos móveis, sendo uma excelente opção para celulares ou TVs localizadas em veículos, que se movimentam a todo instante. É interessante ressaltar que na adaptação do padrão para o Brasil houve um incremento no frame rate em relação a transmissão original do Japão. O padrão japonês preconiza o uso de 15 frames por segundo e no padrão brasileiro esta taxa subiu para 30 frames por segundo, tornando a imagem mais fluida, sem a percepção “quadro a quadro” ou “pulo de quadro”. Outra vantagem do one seg é que este precisa de menos processamento para ser assistido, beneficiando ainda mais seu uso em dispositivos móveis que nem sempre tem grande capacidade de processamento.

A TV Digital no Brasil

Em 1999 o Brasil iniciou, através da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a pesquisa por um padrão de TV digital para o Brasil. Foram envolvidos neste processo, além da própria agência, universidades e emissoras de televisão. Pós anos de estudo, foi apresentado ao governo brasileiro em novembro de 2005 a conclusão de que o padrão japonês seria o mais adequado ao país, levando ao anúncio oficial em junho de 2005. O sistema japonês apresentava capacidade de atender a equipamentos portáteis, permitindo que o público assista TV, por exemplo, em celulares, minitelevisores e outros dispositivos móveis. Essa capacidade foi um dos pontos decisivos para a escolha do sistema japonês, em detrimento dos sistemas americano e europeu.

O acordo de adoção do sistema permitiu ao Brasil acrescentar modificações ao padrão original e com isso acrescentar uma série de atualizações, como a adoção de padrões de compressão digital de áudio e vídeo mais modernos e eficientes do que os atuais sistemas de TV digital em funcionamento no mundo.

O início das transmissões da TV Digital no Brasil ocorreu no dia 02 de dezembro de 2007, na cidade de São Paulo.

Diferentemente então do caso japonês, o Brasil ainda esta engatinhando no que se refere ao uso e exploração da TV Digital. Segundo o Prof. Dr. Fujio Yamada, do laboratório de Rádio e TV da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a radiodifusão móvel gera um interesse estimado de 25% da população brasileira. Para ele, este serviço poderá emergir como uma das mais importantes aplicações nas telecomunicações.

Apesar desta pré-disposição para o uso da tecnologia, sua efetiva utilização e popularização depende cobertura do sinal em solo nacional. Segundo o cronograma de implantação o Brasil já tem sinal de TV Digital em todas as capitais do país, mas ainda esta longe de cobrir todo território nacional (DTV, 2014).

Figura 3 – Cronograma de implementação da TV Digital no Brasil
Dados sobre a cobertura do sinal digital SBTVD
País População Total População Atendida Porcentagem
Brasil 201.032.714 124.373.460 62%

Tabela 1 – Dados sobre a cobertura do sinal digital no Brasil

Dados da terceira e quarta edições do Barômetro de Engajamento de Mídia, conduzido pela Motorola Mobility em 2012 e 2013, indicam que a TV Móvel vem crescendo no Brasil. Entre os países da América Latina, o Brasil foi o país no qual os consumidores mais usam dispositivos móveis para ver tv. O país figura entre os 3 que mais consom

em TV no mundo, com média de 20 horas. O estudo apontou quem 63% dos usuários utilizam smartphones para assistir ao conteúdo. O levantamento aponta que o Brasil é considerado o de mais alto potencial para esse mercado na região.

A pesquisa da Motorola ainda mostra que os serviços de nuvem também começaram a se popularizar mais entre os consumidores, em evidência principalmente no mercado de dispositivos móveis. Pesquisas de mercado projetam que as receitas desse setor alcançarão US$ 6,5 bilhões até 2016. O interesse pelo segmento móvel vem se mostrando grande também por parte das emissoras e dos anunciantes. Em 2013 o IBOPE, através do Ibope Media Lab, anunciou o iniciou o recrutamento de 2000 voluntários na cidade São Paulo para iniciar aferição do consumo do conteúdo televisivo no celular. O IBOPE Media traz essa tecnologia ao Brasil por meio de uma parceria entre o Instituto e a Video Research, empresa japonesa que desenvolveu a ferramenta. A pretensão é expandir o serviço para outras capitais em breve.

O uso dos celulares

Diversos dados atestam o crescimento da importância do celular no cotidiano das pessoas. Em dezembro de 2008, foi anunciado que quatro bilhões de telefones celulares estavam ativados no mundo, o que equivalente a 60% da população [8]. Em nosso país, segundo dados preliminares divulgados pelo IBGE da PNAD 2013, quase 131 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone móvel para uso pessoal, um crescimento de 6,3 milhões em relação ao ano anterior. O percentual dos que possuíam o aparelho aumentou de 72,8% em 2012 para 75,5% em 2013 no total da população de 10 anos ou mais.

O uso dos celulares para além da função de telefonar está cada vez mais evidente. Nas salas de aula, ao invés de anotar no caderno, os universitários gravam a fala do professor e tiram fotos das anotações feitas na lousa; nos intervalos, gravam ou assistem a vídeos, assistem a programas de televisão, ouvem música, jogam games, tudo com o celular; nos deslocamentos, quando na participação de encontros e congressos, por exemplo, o celular se torna um GPS [9] .

Para entendermos melhor o uso dos celulares, foram entrevistadas 189 pessoas de idade entre 18 e 59 anos, por meio de um questionário de múltipla escolha[10] . Desses, nove responderam que não assistiram à televisão pelo padrão one seg nos últimos 3 meses. Todos os dados a seguir referem-se ao restante, ou seja, de 180 pessoas que assistiram à televisão pelo celula

Gráfico 1 – Uso do celular

Todos os entrevistados de idade entre 18 e 20 anos usaram o celular para acessar as redes sociais, tirar fotos e jogar games nos últimos 3 meses. Quase 70% dos entrevistados assistiram a videoclipes e trailer de filmes, entretanto, poucos assistiram a filmes ou animes na íntegra. Vídeos que mostram as características ou vantagens de lançamentos tiveram pouco público, mas bastante fiel, principalmente entre os mais jovens. A pouca preferência pelos filmes de longa metragem, sejam live action ou animação, foi justificado por ser cansativo assistir durante muito tempo numa tela pequena e por problemas de duração da bateria do celular. Podemos perceber que o celular está se tornando um dos dispositivos mais utilizados para diferentes tarefas, inclusive para assistir a televisão, o que justifica um estudo sobre a linguagem televisual específica para este meio.

O padrão one seg

A transmissão regular do padrão one seg começou no Japão em 2006. Inicialmente, o governo japonês permitiu a transmissão dos mesmos programas veiculados para os televisores fixos [11] e somente em 2008 liberou a produção exclusiva para one seg. Neste mesmo ano, a NHK apresentou um coupler de recepção de one seg para celulares que permite a melhora do sinal em ambientes fechados, alvo de muitos elogios em Japan Cable TV & Telecommunications Show de 2008 e na 38ª Exposição de Tecnologia de Radiodifusão (NHK, 2009, p. 347).

No Brasil, podemos perceber o imenso potencial que a utilização do one seg pode ter nos próximos anos, todavia, ainda são poucas as experiências de transmissão diferenciada das grades padrão. As iniciativas acadêmicas também são raras, provavelmente por não termos uma transmissão exclusiva de one seg, dessa forma, o estudo realizado no Japão poderá trazer perspectivas interessantes, além de um direcionamento para as produções nacionais

Para estudarmos a linguagem adequada, precisamos, antes de mais nada, conhecer o espectador, suas características e seu comportamento.

Como dito anteriormente, dos 189 entrevistados, apenas nove não assistiram aos programas televisuais via one seg. Todos esses nove eram considerados no Japão como trabalhadores [12]. Entre os estudantes, nenhum deles deixou de assistir à televisão one seg.

Alguns entrevistados revelaram que chegaram a assistir aos jogos esportivos durante o período de trabalho ou da aula escondido dos seus colegas, chefes ou professores, para não perder as partidas transmitidas ao vivo[13] . Entre os mais jovens, um percentual significativo assiste a programas pelo padrão one seg nos seus quartos, muito em função de não gostarem dos programas que usualmente seus familiares costumam assistir. Se analisarmos na totalidade dos entrevistados, a maioria prefere assistir a programas pelo one seg enquanto espera a chegada de alguém ou do transporte público, ou enquanto está em trânsito, dentro do metrô, ônibus ou trem, por sentirem que esse tempo estaria sendo desperdiçado caso não faça alguma coisa.

Gráfico 2 – Dados sobre momento de assistir ao one seg

O questionário realizado em 2012 revelou que há diferenças significativas no que se refere à preferência pelos tipos de programas entre quando se assiste ao programa via televisão fixa e portátil. Quase todos os entrevistados assistiram a programas que tratam de hobbies ou dicas do cotidiano[14] pelo padrão one seg pelo menos uma vez nos últimos 90 dias, entretanto, mais da metade respondeu que não assistiu a esse tipo de programa no fixo neste mesmo período. Por outro lado, para os ficcionais como novelas e seriados, o resultado foi o inverso: mais da metade tinha assistido à ficção pelo fixo, mas apenas 10% assistiu pelo one seg. A justificativa pela pouca preferência às ficções foi praticamente a mesma da do filme de longametragem relatada acima.

Os programas informativos também foram assistidos, principalmente por entrevistados que possuíam uma ocupação profissional. Isso se deve pela necessidade dessas pessoas de estarem informados a cerca dos acontecimentos do dia, para que, se algum colega de trabalho ou cliente comentasse, poderia continuar o diálogo. Os mais jovens preferiram se informar através de redes sociais do que por programas jornalísticos televisuais.

Quando os dados acima são cruzados com a frequência com que assistem, percebemos resultados ainda mais interessantes. Nem sempre o tipo de programa que foi assistido por maior número de entrevistados teve uma frequência regular de audiência. Apesar de 45% dos entrevistados terem afirmado que assistiram ao programa esportivo nos últimos 3 meses, entre esses, a média da frequência com que assistiu ao esporte foi de 9 programas. Dentre os que responderam que assistiram à ficção, a média de frequência foi de 15 vezes, número bem maior do que a frequência com que assistiram ao esporte. Vale observar que as ficções assistidas são na maioria, programas produzidos especificamente para one seg, produções sem continuidade narrativa e de curta duração.

Gráfico 3 – Dados sobre frequência em assistir one seg

O que se pode concluir é que os noticiários, programas que falam de hobby e de dicas do cotidiano e ficção de curta duração possuem grandes possibilidades de se tornarem programas com espectadores constantes no padrão one seg.

Aoyama, experiência no padrão one seg

Para descobrir o gosto dos espectadores de one seg e incentivar o seu acesso, a NHK lançou um programa de competição dentro da grade de one seg chamado “Aoyama One Seg Kaihatsu” [15]. Nesta competição, os produtores de conteúdo enviam uma ficção produzida especificamente para esse padrão e essa grade, composta de 4 episódios de 5 minutos cada um. No primeiro sábado de cada mês, o primeiro episódio de duas diferentes produções são exibidos. Ao final da exibição, os espectadores votam pelo programa que mais lhe interessou. Nos sábados seguintes, são exibidos os outros episódios e ao final de cada uma das transmissões, os programas recebem votos. Ao final do quarto episódio, a somatória de votos indica a produção vencedora do mês. A cada trimestre é feita a competição entre as produções vencedoras do mês e aquela com maior pontuação ganha um espaço na grade e se torna um programa regular de one seg da NHK.

O programa “Meu subordinado tem 50 anos de idade”[16] foi o vencedor do mês de abril de 2014 e do trimestre, concorrendo com “Moral Man” e “Heisei Saudade”, respectivamente vencedores de maio e junho. Hoje, é exibido regularmente às quintas-feiras, das 19h55 às 20h e reprisado à 00h45 de sextas-feiras. Neste mês[17], “Estamos em Reunião”[18] e “Matemática Ilustrada”[19] estão disputando e o programa que obtiver a maior pontuação concorrerá com “Gato, o lutador de sumô”[20] e “Dentro do Maeno” [21], vencedores de agosto e de setembro, respectivamente. Cada produção trata de assuntos diferentes, de formas diferentes, com traços diferentes, mas observamos que o tom humorístico prevalece em boa parte das vencedoras do mês

Se considerarmos os fatos acima, podemos chegar a algumas conclusões a respeito dessas produções que terão mais chances de cativar o público e torná-lo espectador constante

Considerações Finais

Do surgimento até hoje, a televisão se desenvolveu bastante, principalmente devido ao desenvolvimento tecnológico. Entretanto, esse desenvolvimento possibilitou sofisticar as produções, sem provocar alterações significativas na linguagem televisual.

Com a digitalização e a possibilidade de transmissão do padrão one seg, o espectador se tornou alguém móvel, e não um telespectador passivo e sentado num sofá.

Apesar de observarmos um número considerável de jovens que não moram sozinhos assistirem nos quartos, a audiência como um todo do padrão one seg concentra-se nos momentos de percurso. Como muitos deles trocam de condução[22], consideramos que a média do tempo de espera seja entendida como unidade de tempo, no sentido de, transmitir uma mensagem completa, seja notícia ou entretenimento.

Somado a isso, por ser dispositivo portátil, a tela é bem menor em relação ao aparelho fixo e é dependente de bateria, cuja duração para assistir aos audiovisuais ainda não é satisfatória. Além disso, o espectador enfrenta maior ruído ao redor, por estar num ambiente externo, desconcentrando a sua atenção

Analisando o resultado do questionário e o tipo de produções que obtiveram sucesso no padrão one seg, podemos inferir que, além de programas jornalísticos, os programas que oferecem dicas para o dia a dia e ficções que provocam sorrisos ou risos podem cativar maior número de espectadores. Além disso, esses programas devem ter curta duração, e para que a mensagem possa ser transmitida de forma completa dentro desse período, textos escritos e ilustrações podem ser sobrepostos para complementar, esclarecer ou enfatizar as mensagens.

É interessante também que, para não causar incômodo visual, deve-se evitar a sequência de planos curtíssimos e para não dificultar a percepção numa tela pequena, evitar os planos gerais.

É preciso também que pense em diferentes graus de interatividade nesses programas, pois o público que está se formando é aquele que gosta de interagir, de jogar games e se relacionar em redes sociais.

No Brasil, que ainda não terminou a implantação de sua TV Digital em todo o território nacional, a utilização do one seg ainda se restringe apenas transmissão em baixa qualidade ou ainda a experiências, que não atingem grande massa de telespectadores. O panorama no Brasil pode mudar com a entrada de grande volume de celulares com TV Digital de baixo custo, proporcionados pelo lançamento das linhas novo G e Moto E da Motorola no país. Como um país de cultura televisiva, a exploração do one seg no Brasil seria muito interessante para as emissores nacionais, que veem dia a dia a queda em seus números de audiência, causados por novos hábitos de consumo de informação e de horários cada vez menos convencionais para assistir tv.

Referências

Aoyama One Seg Kaihatsu. . Acesso em 02 out. 2014.

CANNITO, N. A televisão na era digital: interatividade, convergência e novos modelos de negócios. São Paulo: Summus, 2010.

Cell phone activations hit 4 billion worldwide. Acesso em: 31 ago. 2014.

Countries Compared by Media. Acesso em: 25 mar. 2014.

DTV. Site Oficial da TV Digital Brasileira. Disponível em: http://www.dtv.org.br/sobre-a-tvdigital/historia-da-tv-digital-no-brasil/. Acesso em: 26 de set. 2014.

Inventor of the cellphone. . Acesso em: 31 ago. 2014.

NHK (Japão). Anuário 2009. Tóquio: Editora NHK, 2009.

One seg 2 http://www.nhk.or.jp/1seg2/. Acesso em: 04 set. 2014.

TANAKA, M. As ficções televisuais do Japão. João Pessoa: Editora da UFPB, 2013.

YAMADA, Fujio. TV Digital Móvel e Portátil. Disponível em: http://www.set.com.br/artigos/ed104/ed104_tvdigital.htm. Acesso em: 27 de set. 2014.

Heisei Saudade, episódio 01 < http://www3.nhk.or.jp/d-station/episode/saudade/4032/>.Acesso em: 06 set. 2014.

Maeno-kum no Naka no Hito, digest. <http://www.youtube.com/watch?v=F4KD0B2ko9w>.Acesso em 02 out. 2014.

Moral Man, episódio 01 <http://www3.nhk.or.jp/d-station/episode/moralman/3968/>. Acesso em: 03 set. 2014.

Sumô Neko, episódio 01 <http://www3.nhk.or.jp/d-station/episode/sumouneko/4221/>. Acesso em: 05 set. 2014

Watashi no buka ha 50 sai, episódio 01 <http://www3.nhk.or.jp/dstation/episode/50sai/3936/>. Acesso em: 02 set. 2014.

[1] Trabalho apresentado no Grupo de Trabalho Televisão e Rádio: Configurações, Conteúdos e Modos de Fruição na cultura digital, do VIII Simpósio Nacional da ABCiber, realizado pelo ESPM Media Lab, nos dias 03, 04 e 05 de dezembro de 2014, na ESPM, SP

[2] Doutora em Comunicação pela PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, coordenadora e docente do curso de Publicidade e Propaganda da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

[3] Doutora em Ciências Socias pela PUC-SP – docente da PUC-SP e Fundação Armando Alvares Penteado- FAAP

[4] Mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, docente do curso de Comunicação Social da USCS – Universidade Municipal de São Caetano e da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São

[5] Entre 1991 e 1995, a autora Tanaka fez parte da equipe de produção da NHK, em Tóquio, e gravou diversos programas em Hi-Vision. Naquela ocasião, um dos objetivos era testar a nova tecnologia e verificar as suas possibilidades, inclusive, de testar a necessidade ou não de alteração na linguagem televisual.

[6] Neste artigo, a classificação de portabilidade e de mobilidade está baseada no estudo de Cannito. Segundo o autor, portabilidade é a transmissão digital para dispositivos pessoais.

[7] Baseado no original de http://www.dicasparacomputador.com/que-significa-como-funciona-full-seg-1-segtransmissoes.

[8]  http://www.geek.com. Acesso em 31 de agosto de 2014

[9] Experiência das autoras enquanto docentes da UFPB, UFPel, USCS e PUCSP nos últimos cinco anos

[10] Questionário de múltipla escolha aplicado entre 24 e 25 de setembro de 2012 pela autora, em Tóquio, Japão

[11] Para diferenciarmos de dispositivos portáteis para assistir à televisão, neste artigo usaremos “televisão fixa” ou

“televisor fixo” para os aparelhos convencionais.

[12] No Japão, há um termo que literalmente pode ser traduzido como “pessoa da sociedade” em oposição a “estudante”. O termo designa empresários, empregados, autônomos, funcionários públicos, etc, ou seja, cidadãos que exercem alguma função econômica/social na comunidade. O termo não é usado para quem é estudante. Dessa forma, podemos dividir os indivíduos potencialmente capazes de exercer funções econômicas/sociais em estudantes e trabalhadores. No Japão, com a exceção daqueles que optaram pela vida acadêmica, dificilmente jovens acima de 23 anos são estudantes.

[13] Os jogos citados foram beisebol ou futebol.

[14] São programas que falam de assuntos relacionados ao dia a dia, como dicas para lavar o tênis sem deformá-lo,

exercício simples e rápido para se relaxar antes de dormir, etc.

[15] “Desenvolvimento de One Seg Aoyama”, tradução nossa.

[16] Título original: watashi no buka ha 50 sai. Tradução nossa.

[17] Texto elaborado em outubro de 2014.

[18] Título original: tadaima kaigichuu. Tradução nossa.

[19] Título original: e ni kaite wakaritai suugaku. Tradução nossa.

[20] Título original: sumô neko. Tradução nossa.

[21] Título original: Maeno-kum no naka no hito. Tradução nossa.

[22] Entre as linhas de ônibus, metrô e trem.

Como publicar Artigo Científico

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