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Você sabe o que é o TRANSTORNO de PERSONALIDADE BORDERLINE? | Artigo Científico

Transtorno de Personalidade Borderline: Entendendo os Sintomas Dissociativos e Alterações de Memória

Olá, pessoal! Tudo bem? Hoje, vamos abordar um tema muito importante dentro da saúde mental: o transtorno de personalidade borderline (TPB). Nesse sentido, vamos falar detalhadamente sobre os sintomas dissociativos e as alterações de memória que podem ocorrer nesse transtorno. Além disso, apresentaremos um artigo que explora essas questões de forma aprofundada, baseado nas pesquisas de Fernanda Véssia de Souza Silva e Priscila de Camargo Palma.

O que é o transtorno de personalidade borderline (TPB)?

Antes de nos aprofundarmos nas questões de dissociação e memória, é essencial entender o que significa o transtorno de personalidade borderline. Este transtorno, de maneira geral, caracteriza-se por uma instabilidade marcante nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos. Como resultado, as pessoas com TPB tendem a apresentar impulsividade acentuada, o que frequentemente leva a comportamentos arriscados e prejudiciais.

Além disso, de acordo com diversos estudos, o transtorno de personalidade borderline afeta entre 1,6% e 5,9% da população. Ademais, a maioria das pessoas diagnosticadas são mulheres, representando aproximadamente 70% dos casos. Por isso, é de extrema importância compreender melhor os sintomas e as formas de tratamento para auxiliar aqueles que convivem com esse transtorno diariamente.

Quem são as autoras do estudo?

Para compreender o artigo com profundidade, é crucial conhecer a qualificação das autoras. Primeiramente, Fernanda Véssia de Souza Silva possui especialização em terapia cognitivo-comportamental (TCC), MBA em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano, além de formação em terapia do esquema. Já Priscila de Camargo Palma, por outro lado, é doutora em Psicologia. Essas qualificações, portanto, conferem credibilidade e relevância ao estudo.

Além disso, o material foi publicado na Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento em 2021, trazendo uma revisão profunda sobre os sintomas dissociativos e as alterações de memória no transtorno de personalidade borderline. Dessa forma, vamos explorar os principais aspectos discutidos pelas autoras e suas contribuições para o entendimento do TPB.

O que são sintomas dissociativos?

Os sintomas dissociativos, de acordo com o artigo, envolvem uma perturbação ou descontinuidade na integração normal de funções como consciência, memória, identidade, emoção, percepção e até mesmo controle motor e comportamento. Em outras palavras, uma pessoa com sintomas dissociativos pode vivenciar uma desconexão com a sua própria realidade ou com aspectos importantes da sua vida, como memórias e identidade. Dessa forma, a dissociação pode ocorrer tanto de maneira temporária quanto de forma crônica.

Por isso, no caso do transtorno de personalidade borderline, a dissociação aparece frequentemente, especialmente em situações de estresse. Estudos apontam que entre 75% e 80% das pessoas com TPB apresentam algum nível de dissociação. Isso, sem dúvida, torna esse sintoma uma parte fundamental do transtorno. Além do mais, a dissociação pode agravar os sintomas emocionais e cognitivos, dificultando ainda mais a qualidade de vida da pessoa.

A relação entre dissociação e memória no TPB

Outro ponto central do artigo é a relação direta entre os sintomas dissociativos e as alterações de memória. A dissociação, segundo as autoras, afeta significativamente a maneira como as memórias são armazenadas e recuperadas. Por exemplo, indivíduos com transtorno de personalidade borderline frequentemente experimentam lapsos de memória, dificuldades em lembrar de eventos ou até mesmo “perda de tempo” durante episódios dissociativos. Isso ocorre porque a dissociação interfere diretamente na integração normal das memórias, criando lacunas que dificultam o funcionamento cognitivo.

Embora a dissociação e as alterações de memória sejam características amplamente reconhecidas no TPB, ainda existem, segundo o artigo, poucos estudos focados especificamente nessa relação. Assim sendo, as autoras reforçam a necessidade de mais pesquisas nessa área, visto que a dissociação influencia de forma significativa o curso e o tratamento do transtorno.

Histórico e diagnóstico do TPB

É interessante notar que o transtorno de personalidade borderline foi incluído nos critérios diagnósticos do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) apenas na sua quarta edição (DSM-IV), sendo que esses critérios foram mantidos no DSM-5. No entanto, o reconhecimento de sintomas dissociativos no TPB já data do século 19, quando estudiosos como Pierre Janet e Hermann Ebbinghaus começaram a estudar a dissociação e a memória.

Além disso, foi em 1952 que a dissociação passou a ser oficialmente considerada um critério diagnóstico para o TPB. Desde então, esse tema tem sido foco de muitos estudos, mas, como as autoras mencionam, ainda há uma lacuna significativa de pesquisas focadas especificamente na dissociação no contexto do TPB.

Comorbidades do transtorno de personalidade borderline

Outro aspecto relevante abordado no artigo é que, além dos sintomas dissociativos e das alterações de memória, o TPB frequentemente apresenta comorbidades, ou seja, outros transtornos que ocorrem em conjunto com o TPB. O transtorno dissociativo de identidade (TDI), por exemplo, é comórbido com o TPB em 10% a 27% dos casos. Da mesma forma, entre 30% e 70% das pessoas diagnosticadas com TDI também podem ser diagnosticadas com TPB.

Consequentemente, essas comorbidades tornam o tratamento mais complexo, pois o paciente pode apresentar uma sobreposição de sintomas. Isso exige, portanto, intervenções terapêuticas integradas e altamente personalizadas para lidar de maneira eficaz com todas as dimensões da saúde mental do indivíduo.

Principais formas de tratamento para o TPB

As autoras destacam três principais abordagens terapêuticas para o tratamento do transtorno de personalidade borderline. São elas: a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a terapia comportamental dialética (TCD) e a terapia do esquema. Vamos explorar cada uma dessas abordagens para entender como elas podem auxiliar no tratamento do TPB.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A terapia cognitivo-comportamental, de maneira geral, é uma das abordagens mais amplamente utilizadas para tratar transtornos de personalidade, incluindo o TPB. Esse tipo de terapia ajuda os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento negativos. Dessa forma, a TCC é particularmente eficaz para indivíduos com TPB, que frequentemente lidam com distorções cognitivas que intensificam suas emoções.

Portanto, a TCC oferece ferramentas práticas para que o paciente compreenda melhor suas reações emocionais e, ao mesmo tempo, aprenda formas mais saudáveis de lidar com os desafios do dia a dia.

Terapia comportamental dialética (TCD)

Além da TCC, a terapia comportamental dialética é uma abordagem desenvolvida especificamente para tratar pessoas com transtorno de personalidade borderline. Ela se concentra em quatro áreas principais: regulação emocional, habilidades interpessoais, tolerância ao estresse e aceitação dos próprios sentimentos. Dessa forma, a TCD tem demonstrado grande eficácia na redução de comportamentos impulsivos e autodestrutivos, que são comuns em pessoas com TPB.

Além disso, a TCD também ensina técnicas de mindfulness, que ajudam os pacientes a se conectarem com o presente, reduzindo tanto os episódios dissociativos quanto o sofrimento emocional.

Terapia do esquema

A terapia do esquema, por outro lado, combina elementos da TCC com outras abordagens psicoterapêuticas, incluindo a psicanálise. Ela é particularmente eficaz para pacientes que não respondem bem a tratamentos mais tradicionais. Na terapia do esquema, o foco está em identificar e modificar padrões profundos e enraizados de pensamento e comportamento, chamados de “esquemas”, que se desenvolvem na infância.

Para pessoas com transtorno de personalidade borderline, a terapia do esquema pode ser especialmente útil, pois ajuda a tratar questões emocionais e traumas que contribuem para os sintomas dissociativos e as alterações de memória.

Considerações finais do artigo

Nas considerações finais, as autoras ressaltam a alta prevalência de sintomas dissociativos e de alterações de memória em indivíduos com transtorno de personalidade borderline. Elas apontam que esses sintomas impactam profundamente o curso do transtorno e a eficácia dos tratamentos. Dessa maneira, as autoras destacam a necessidade urgente de mais pesquisas focadas nesses sintomas específicos, para que novas abordagens terapêuticas possam ser desenvolvidas.

Além disso, as autoras observam que, embora a dissociação e as alterações de memória tenham sido amplamente estudadas desde o século 19, ainda há uma escassez de estudos sobre esses aspectos no contexto do TPB. Assim, o artigo sugere que

as terapias baseadas em reestruturação cognitiva, como a TCC e suas variantes, oferecem abordagens eficazes para tratar esses sintomas, mas enfatiza a necessidade de mais pesquisas.

A importância da relação terapêutica

Independente da abordagem terapêutica escolhida, o artigo enfatiza a importância da relação terapêutica no tratamento do transtorno de personalidade borderline. O vínculo entre o terapeuta e o paciente é um fator crucial para o sucesso do tratamento. Dessa forma, um ambiente de confiança e empatia permite que o paciente se sinta seguro para explorar seus sentimentos e experiências, o que é essencial para tratar sintomas como a dissociação e as alterações de memória.

TRANSTORNO de PERSONALIDADE

Conclusão

O transtorno de personalidade borderline é, sem dúvida, uma condição complexa que envolve uma série de desafios emocionais, cognitivos e comportamentais. Os sintomas dissociativos e as alterações de memória, muitas vezes negligenciados, têm um impacto significativo no curso do transtorno e na qualidade de vida do paciente. Este artigo, portanto, nos oferece uma visão abrangente sobre esses sintomas, baseada em uma revisão bibliográfica de estudos relevantes.

Se você deseja se aprofundar mais no tema, o artigo está disponível gratuitamente na Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ele oferece uma leitura valiosa tanto para profissionais da saúde mental quanto para aqueles que têm interesse em compreender melhor o transtorno de personalidade borderline. Não se esqueça de compartilhar esse conhecimento com outras pessoas que possam se beneficiar. Um grande abraço e até a próxima!

Prof. Dra. Carla Dendasck - Revista Científica

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